BLOG DO ALEX MEDEIROS

23/07/2019
Meu Orgulho Nordestino

O Nordeste é pedaço bom da Terra
região de valorosos brasileiros
de valentes sertanejos altaneiros
não tememos a morte nem a guerra
na cidade, litoral, sertão, na serra
derrotamos o não dizendo sim
e se o sim for somente assim-assim
ouve um não com força de megaton
o Nordeste tem um povo muito bom
governado por gente muito ruim

Tenho orgulho dos nossos escritores
dos valores dos nossos ancestrais
dos festejos juninos, dos natais
da comida com mais de mil sabores
dos poetas e dos compositores
brincadeiras no barro e no capim
uma tábua com pregos é pebolim
numa lata se tira o maior som
o Nordeste tem um povo muito bom
governado por gente muito ruim

Nordestino sabe fazer quase tudo
resistente, insistente, sempre forte
qualquer feira de rua é network
na escola da vida tem canudo
se aprende as coisas de Cascudo
no colégio, nos papos de botequim
e o legado de Gonzaga não tem fim
viva o xote e o baião de tom a tom
o Nordeste tem um povo muito bom
governado por gente muito ruim


O Nordeste não é só uma região
é um sentir, uma alma coletiva
de costumes e cultura sempre ativa
Vitalino e Elino Julião
Tropicália e a bossa do João
os versos em papel de folhetim
arroz-doce, bolo preto e alfenim
carne-seca o nosso filé-mignon
o Nordeste tem um povo muito bom
governado por gente muito ruim

T
em cachaça, meladinha, cajuína
caranguejo, paçoca, camarão
tapioca e o peixe com pirão
tira-gosto na venda e bar da esquina
toca o frevo e um planeta se anima
Jacksomos pandeiros e clarins
moças belas com bocas de carmim 
poesia do concreto e do crepom 
no Nordeste tem um povo muito bom
governado por gente muito ruim.

 

       



19/07/2019
Pagar para se ver

A última temporada da série Game of Thrones supôs ao mundo um desfecho com chave de ouro após quase uma década de aventuras fantásticas num universo medieval, estabelecendo uma relação de louvação dos cinéfilos.

Entretanto, mesmo diante da paixão dos fãs, o final foi marcado por controvérsias diante de passagens dos enredos que muitos questionaram. O que não significa a consagração como uma das maiores séries já exibidas.

Na terça-feira, com a divulgação das produções indicadas ao tradicional Prêmio Emmy, o sucesso absoluto do seriado ficou mais que confirmado com as 32 nomeações, numa quebra de recorde jamais imaginada ou prevista pela HBO.

Na verdade, se dependesse da empresa exibidora talvez não houvesse uma quantidade tão espetacular de indicações, já que no mundo das premiações em Hollywood esconde alguns segredos, como o preço pra ser candidato.

Ser indicado a um Emmy não é apenas consequência de uma boa interpretação ou generosidade de algum jurado. Cada ator/atriz nomeado tem que pagar uma taxa de US$ 225, valor geralmente arcado pelos produtores.

No caso presente, o recorde estabelecido por Game of Thrones poderia não acontecer se dependesse apenas do departamento financeiro da HBO, que foi rápida em pagar as taxas dos protagonistas e ignorando astros secundários.

O canal de TV pagou ligeiro, por exemplo, pelas as indicações de estrelas do elenco, como Emilia Clarke (Princesa Daenerys), Kit Harington (Jon Snow), Lena Headey (Cersei Lannister) e Sophie Turner (Sansa Stark). Apenas.

Mas nem todos tiveram a mesma consideração, nem do exibidor e nem dos produtores, e tiveram que pagar do próprio bolso para não ficarem de fora. São os casos por exemplo de Alfie Allen, Gwendoline Christie e Carice van Houten.

Em princípio, mais do que um desleixo sem argumentação clara, é uma falha impensável no mundo cinematográfico. Atores secundários ou figurantes se destacando é ótimo para um marketing mostrando a força de um seriado.

Como eu não acredito que falhas toscas assim ocorram em tal ambiente, ainda mais no espaço sideral de Hollywood, convém esperar se até setembro a HBO ou a Warner Bros decidem avisar ao complet cast: "nós pagamos o ingresso".

Afinal, o que são 225 dólares elevados a qualquer potência, se o gasto garantir alguns troféus pra todo mundo ver.

       



17/07/2019
Morrer de amor

Em 26 de janeiro de 1995, enquanto eu, meus familiares e amigos velávamos o corpo da minha mãe morta, vislumbrei chegando ao centro de velório a figura do hoje saudoso Padre Sabino, que conhecia desde o período 1979/80.

Convocado por uma cunhada minha para celebrar uma missa, e sabedor do meu questionamento aos dogmas religiosos, ele me pediu breve informação sobre mamãe e a causa mortis, para improvisar um sermão satisfatório.

Dona Nenzinha faleceu de repente, durante um simples exame periódico. Aos 73 anos, o único sinal de fragilidade física veio naqueles dias posteriores à partida de Seu Luís, com quem vivera 54 anos. Avisei Sabino: morreu de amor.

Já tinha lido sobre casos em que a saudade provocava dores lancinantes na alma e que o fim do amor feria o corpo, fato ilustrado em cotovelos magoados. Nas artes, então, o assunto sempre esteve em voga ao longo dos séculos.

O cantor e poeta Leonard Cohen viveu uma experiência assim com sua Marianne Ihlen, musa inspiradora da sua obra. Mesmo separados, se mantiveram unidos como exemplos de almas gêmeas até a morte dos dois.

Quando Marianne estava desenganada, em julho de 2016, num hospital da Noruega, o autor do clássico So Long Marianne vivia em Los Angeles. Enviou uma carta que ela leu e faleceu em seguida. Ele partiu atrás em novembro.

Ontem lembrei do mítico casal e também dos meus pais ao ler sobre as mortes dos americanos Herbert DeLaigle, de 94 anos, e Marilyn Frances, de 88, casados durante 71 anos até a última sexta-feira, quando se foram juntos.

Ele se apaixonou em 1925, tinha 22 anos e ela apenas 16. A menina trabalhava num café de uma cidadezinha da Virgínia (EUA) e enquanto atendia os clientes era contemplada todos os dias pelo jovem em sua timidez.

Um dia o enamorado resolveu criar coragem e convidou a garota dos sonhos para ir ao cinema, começando ali uma linda e sólida história de amor que gerou seis filhos, dezesseis netos, vinte e cinco bisnetos e três tataranetos.

No ano passado, Herbert e Marilyn foram entrevistados em alguns sites e jornais por motivo dos 70 anos de casamento e, principalmente, por exibirem no cotidiano os gestos e sentimentos do nosso imaginário sobre grande amor.

O casal morreu no mesmo dia, na última sexta-feira, com pouco mais de dez horas de diferença entre uma partida e outra, como se os amantes tivessem um encontro marcado do outro lado da morte, se é que há cafés por lá.

O médico que atendeu Marilyn, morta logo depois de Herbert, escreveu no prontuário a causa da morte como sendo "síndrome do coração partido", quando hormônios do estresse e da dor avançam pela corrente sanguínea.

Pode ser incoerente morrer de amor quando o amor é para ser fonte de vida. Mas os poetas acreditam que possa ser, comprovando o que cantou Florbela Espanca: "não és sequer a razão do meu viver, pois que tu és já toda a minha vida". E quando o amor que é vida se vai, a força vital vai com ele, como aconteceu com Marilyn e com minha mãe.

       



14/07/2019
A vovó fashion

Em 2004, os curadores do Metropolitan Museum of Art, de Nova York, divulgaram que estavam procurando peças originais para uma exposição de acessórios de vestuário, quando a historiadora da arte Iris Apfel, então com 86 anos, sugeriu emprestar algumas peças do seu guarda-roupa.

Após um mergulho nos armários e gavetas da velha senhora e uma viagem quase arqueológica às inúmeras caixas entulhadas no apartamento da Park Avenue, os organizadores mudaram de ideia e alteraram a proposta inicial.

Meses depois, já em 2005, o museu da Big Apple inaugurou uma exposição mais que restrita e inteiramente inspirada nos acessórios de moda da própria Iris, abrindo com dez peças e fechando depois com mais de oitenta.

Os manequins com o estilo meio hippie e meio havaiano pareciam ter saído de um documentário sobre o surrealismo, ou de um filme sobre os anos loucos de Josephine Baker na Paris noir da geração maldita, ou ainda de terem fugido do estúdio de Andy Warhol.

Um deles tinha casaco colorido de penas de galo e de pato, sentado no dorso de uma avestruz; outro tinha um visual de arrepiar as militantes do PETA, com estampado integral de leopardo, e segurando por uma corda o próprio felino africano.

Faltou chão no Metropolitan e então Iris Apfel retornou numa explosão midiática ao centro nervoso da moda, comentada aos quatro cantos como uma revolucionária que, na verdade, sempre foi. Sua imagem exótica, com imensos óculos redondos, inspirou designers a partir de então.

As socialites entre Nova York e Milão, de Los Angeles à Londres, começaram a imitá-la nos carregamentos de pulseiras ocupando da munheca aos cotovelos, nos colares de híbridos materiais uns sobre outros. A Ralph Lauren ofereceu um emprego.

Formada em história da arte pela University New York e com passagem pela University of Wisconsin, Iris Apfel escreveu sobre moda na juventude e enveredou pelo designer de interiores com diversos trabalhos de restauração na Casa Branca entre os governos de Truman e Clinton, por décadas a fio.

Desde aquela expo de 2005, batizada de Rara Avis, o estilo ousado desta vovó subversiva dos códigos da moda não sai das vitrines da mídia. O site de tendências WGSN lhe conferiu o prêmio de "Ícone Global de Estilo".

O cineasta Albert Maysles, que nos anos 1960 salvou para a história as imagens da primeira turnê dos Beatles na América, no filme "What's Happening! The Beatles in USA", e dirigiu o não menos histórico "Gimme Shelter", o show dos Rolling Stones em Altamont que resultou em morte praticada pelos Hells Angels, lançou em 2014 "Iris, uma vida de estilo".

Em janeiro desse ano, a atriz Nathalia Timberg interpretou Iris na peça "Através de Iris", e logo depois a vovó fashion foi anunciada como modelo da agência IMG, a mesma de Gisele Bundchen. Aos 97 anos, Iris Apfel exibe uma atemporalidade e estilo que quanto mais a idade avança, mas ela é avançada.

       



13/07/2019
Sempre é dia de rock

Jim Morrison, cujo túmulo em Paris visitei numa tarde fria, disse que se as portas da percepção forem abertas, as coisas irão surgir como realmente são: infinitas. Uma primeira janela se abriu pra mim em 1972, no primeiro contato com os discos de rock que meu irmão Graco levava pra casa, nas Quintas.

Aquele foi o ano da minha entrada no ginásio, moleque de 13 anos que já amava os Beatles e se encantou com as capas de LPs dos Rolling Stones que o mano pregava na parede do quarto, misturadas aos pôsteres de futebol e super-heróis. O rock ‘n' roll escancarando pra mim as portas da percepção.

Em 1975 um salto no tempo e no espaço da cidade, meus pais se mudam para o recém-criado conjunto habitacional na distante Zona Sul, Candelária, encrustado no alto de uma Prudente de Morais avermelhada de barro. Longe da vida mais agitada da cidade, os adolescentes locais logo se enturmam.

Entre tantas coisas comuns à faixa etária, o rock ganha grande espaço no meio do futebol, sinuca, xadrez, vôlei, basquete e tênis de mesa, além das sessões de cinema na TV, bem raras, aliás. As audições e discussões dos LPs viram uma constante nas esquinas, áreas e jardins. Aí surge a Esquina do Rock.

Na curva da Prudente de Morais com a Bento Gonçalves instala-se o clube a céu aberto, sob as leis de um estatuto emocional e de uma doutrina afetiva que convergiam os interesses num só. Éramos filhos do rock ‘n' roll, envoltos numa sinergia natural alimentada quase diariamente no culto aos discos em vinil.

A primeira geração de adolescentes da Candelária, unida por uma esquina atemporal, vive na prática a assertiva de Jim Morrison. Viajamos até hoje pela mesma porta da percepção que o rock nos impôs; nos reunimos no bairro de origem para rememorar a juventude e cultuar nossos discos, os de sempre.

Por esses dias, ao postar no nosso grupo de Whatsapp que tem o nome Esquina do Rock uma matéria sobre o filme que resgata o Festival de Águas Claras de 1975, mesmo ano da nossa chegada em Candelária, o confrade Junior Ataliba lançou a pergunta: qual a banda que te fez gostar de rock?

Todos os que estavam no ar se manifestaram de imediato, a partir do autor da pergunta que afirmou Led Zeppelin. Obviamente digitei Beatles, seguido por Múcio e Babal (este inclusive já tocava os Fab Four na época). Bebeco, uma enciclopédia do tema, discorreu sobre tudo, mas destacou a banda Yes.

João Maria Medeiros disparou Black Sabath, enquanto Marcus Vinícius citou The Sweet e lembrou a fase da banda alemã Kraftwerk, que teve o hit Radioactivity quase um hino da nossa esquina. Evaldo Gomes revelou as preferidas Pink Floyd e Led Zeppelin, lembrando que todos adorávamos Creedence.

Epitácio, nosso primeiro ministro da esquina, lançou nostalgia no papo invocando a importância de resgatar as imagens dos LPs debaixo do braço, a conversa sobre lançamentos nas lojas da Cidade Alta, me fazendo lembrar das capas grudadas na parede do quarto da morada anterior. Rock é isso.

Só ele faz as coisas se desenharem como realmente são, infinitas. Eternas como as canções e as nossas lembranças, que vão passando à frente, às gerações posteriores. Nesse Dia do Rock, meu amor incondicional a todas as bandas e artistas que entraram em minha porta.

Foram portadores de um ritmo que virou filosofia e comportamento, foram os carteiros que nos entregavam as músicas e as mensagens, como disse Bob Dylan, o absoluto.

       



12/07/2019
Cores e quadrinhos

Os livros chamados de atividades, com leituras e desenhos para colorir, estão dominando as vendas nas livrarias de todo o País. Quatro exemplos de sucesso registrados na última lista dos mais vendidos, publicada pela Nielsen PublishNews, são Turma da Mônica - Ler e Colorir, Vingadores - Livro com Aquarela, Homem-Aranha - Livro com Aquarela e 365 Desenhos para Colorir - Disney, todos da editora Culturama.

       



11/07/2019
O século é de Billie

Billie Eilish. Anote esse nome. É uma garota de apenas 18 anos, americana com ar adolescente que entrará para a história da música como a primeira pop star do século XXI. Nasceu em Los Angeles, em dezembro de 2001, e está simplesmente reescrevendo o papel do songbook contemporâneo.

Billie uma cantora, compositora e musicista rebelde (também, com um nome desse de uma diva transgressora) que fez sua primeira música com 11 anos. Aos 16 chutou o pau da barraca dos candidatos a produtores e foi manufaturar seu talento na companhia de um irmão, um trabalho em família.

Hoje com a idade do iPod, ela é a essência pura do seu tempo, já considerada a primeira virtuose do terceiro milênio, compondo canções que falam desse cotidiano de instantaneização da loucura, de interação das angústias e sofreguidão pela acumulação. Ela canta sangue, morte e pesadelo.

Em 2016, ainda uma debutante e já independente do irmão Finneas que seguia uma carreira confortável, ela surpreendeu todo mundo com o single "Ocean Eyes", que caiu no gosto das tribos e logo viralizou nas redes sociais. A menininha mostrando o cartão de visitas de embaixadora do eletropop e indie.

Sobre a primeira composição, aos 11, é uma letra inspirada no badalado seriado Walking Dead, um universo de zumbis e violência, perfeito como espelho da garota malcriada que quer atirar sua raiva na cara do planeta, como um aviso de que só quer espaço para desenvolver sua forma de atuar.

Legítima representante da chamada geração X, Billie Eilish navega loucamente pelo rock, hip hop e até k-pop, sem se preocupar com o hit perfeitinho que por acaso seja imaginado por quem a olhe como a gatinha da cidade dos anjos. Um jornalista de lá viu nela uma releitura do Nirvana do fim século XX.

E tem mais, sua tenra juventude é desproporcional aos interesses de talentos experimentados; quando faz questão de afirmar não ter interesse que a toquem no rádio, que o que quer mesmo é ser curtida nos discos, ignorando a tese de que tanto o CD quanto a bolacha preta estariam obsoletos no século dela.

O sucesso estrondoso do primeiro single resultou numa disparada série de outros em 2017, contaminando a todos os fãs já enfeitiçados pela bruxinha má. Vieram "Bellyache", em fevereiro; "Bored", em março; "Watch" e "Copycal", em junho; e aí o pipoco com o EP de estreia "Don't Smile at Me", em agosto.

Fisicamente, ela se apresenta em diversos formatos, com cabelos loiros, pretos, ruivos, maquiagem carregada, suave, mezzo hard mezzo rock. Seus vídeos transmitem a conjuntura sonora do seu tempo, como trailers de séries de horror, de aventura, um mundo nerd, punk, geek. Anote esse nome. Billie Eilish.

       



11/07/2019
Griezmann é do Barça

Desde as primeiras horas do dia de hoje, a imprensa da Catalunha vomita manchetes sobre a contratação oficial do craque francês Antoine Griezmann, 28, pelo Barcelona.

O fato contraria as especulações de que a negociação com Neymar estava mais adiantada, apesar da rejeição da torcida e alguns dirigentes.

Enquanto a apresentação do francês é noticiada para as próximas horas, o mistério sobre o brasileiro persiste.

       



10/07/2019
Lisboa parou no adeus a Jonas

O jogador brasileiro Jonas fez hoje sua última partida pelo Benfica, se despedindo também em definitivo do futebol. O estádio da Luz esteve lotado para o amistoso que marcou o adeus ao atacante. O time alvirrubro enfrentou a equipe belga do Anderlecht, que venceu o anfitrião por 2 x 1. 

A derrota em nada atrapalhou a festa enorme que a fanática torcida fez para Jonas, que se emocionou no momento em que foi substituído e arrancou lágrimas até dos dirigentes do clube. O artilheiro encerra sua carreira com a marca de 183 jogos e 137 gols pelo Benfica.

Aos 35 anos, o brasileiro pendura as chuteiras depois de confessar que o "estado físico o impossibilita de jogar em alto nível". O atacante conquistou em Portugal quatro campeonatos nacionais, uma Taça de Portugal, uma Taça da Liga e duas Supertaças.

Individualmente, foi duas vezes eleito o melhor jogador da Primeira Liga Portuguesa e ganhou ainda duas vezes o prêmio de melhor atacante.

Durante o adeus emocionado de Jonas, os milhares de torcedores ficaram de pé no histórico estádio onde reinou uma lenda do time e da seleção portuguesa, Eusébio.

Jonas começou a jogar pelo Guarani de Campinas, transferindo-se depois para o Santos e então seguiu ao Grêmio, Portuguesa e Valência da Espanha, chegando então para fazer história no time da águia de Lisboa.

Nas redes sociais, diversos craques que atuam por toda a Europa e pelo Brasil postaram mensagens de saudação ao colega, elogiando seu talento e a fértil carreira que hoje encerrou. A despedida de Jonas é o principal assunto nos sites da imprensa de Portugal.

       



10/07/2019
Viva o coração

Toda noite, todo dia
a vida na contramão
é morte, é solidão
pessoas em agonia
infartos em demasia
indicam sofreguidão
no ritmo da ilusão
é tanta gente morrendo
porque ninguém tá vivendo
as coisas do coração.

       



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