BLOG DO ALEX MEDEIROS

18/10/2018
O fenômeno Pokemon Go

Dia desse um amigo e atento leitor aqui do Galo e da coluna do jornal Agora RN me indagou sobre uma nota a respeito de diversas aglomerações pelo Brasil de usuários (jogadores) do jogo de realidade aumentada - feito para smartphones - Pokemon Go, lançando em 7 de julho de 2016 pela empresa norte-americana San Francisco Niantic.

Ele não acreditou que milhões de jovens e adultos ainda estavam envolvidos na captura de monstrinhos (tipo Pikachu, o mais popular), nos cinco continentes, e que no Brasil a adesão à brincadeira virtual só cresce. E a concentração de usuários ocorre mensalmente com as datas especiais.

As empresas administradoras do jogo, Niantic, Nintendo e Pokemon Company, criaram um "dia da comunidade Pokemon", que ocorre mensalmente numa data previamente divulgada e que gera os encontros coletivos para a caça dos bichinhos em locais já conhecidos como férteis na existência dos personagens.

No próximo domingo, 21, é a data de outubro já propagada como dia da comunidade, e vai movimentar mais uma vez milhões de usuários pelo mundo. Em Natal, centenas de jogadores irão se encontrar na UFRN, um dos locais com maior presença de monstros, além de Ponta Negra e Parque das Dunas.

Para quem achava que o Pokemon Go já tinha diminuído a febre mundial do lançamento, há poucos meses o jogo registrou o segundo maior volume de usuários online desde 2016. Em setembro passado, os lucros chegaram a US$ 84,8 milhões, quase a metade do que faturou na estreia em julho de 2016.

Para se ter uma ideia do fenômeno, basta uma comparação entre os três mais populares jogos da App Store e da Google Play (as lojas virtuais de aplicativos): o Clash Royale faturou US$ 124 milhões naquele; o Candy Crush, US$ 25 milhões; e o Pokemon Go, US$ 200 milhões. Dados da Sensor Tower.

Dois anos depois de lançado, o jogo atingiu sua maior taxa de downloads agora em 2018, com 8,84 milhões de vezes num aumento de 100% em relação ao ano passado. O faturamento total desde 2016 é de US$ 2,01 bilhões com espetaculares 552 milhões de downloads realizados em todo o planeta.

No próximo domingo, os caçadores de monstrinhos do Pokemon Go já sabem que haverá um estímulo especial para eles: um personagem considerado raro será disponibilizado, o que vale como um valioso bônus para a comunidade. Entre os milhões de usuários do mundo, estarão algumas centenas de natalenses caçando na paisagem e corredores da UFRN.





17/10/2018
Cavalos de troia e fogo amigo

Por mais que o atraso de salários e a violência urbana tenham desgastado a imagem do governo Robinson Faria, os dois fatores não foram responsáveis sozinhos pelo resultado eleitoral. O governador teve contra ele o corpo mole de muitos adversários infiltrados na própria administração.





17/10/2018
Gil Gomes aqui agora ontem

Houve um tempo em que as ocorrências policiais pertenciam a uma espécie de série B do jornalismo. Por algum tempo, parte da sociedade natalense dizia que se um leitor espremesse um exemplar do Diário de Natal, o sangue escorreria como se as páginas de papel fossem feitas de esponjas.

O icônico diretor geral do matutino associado, Luiz Maria Alves, repetia como um clichê sempre que ouvia tal crítica: "a humanidade é que gosta de tragédia e miséria, não sou eu". E mantinha a linha editorial sempre destacando fotos dos assuntos policiais na capa, não dispensando até imagens de cadáveres.

A maior vitrine criminal da mídia potiguar nos tempos da minha meninice era o programa Patrulha da Cidade, que registrava na Rádio Cabugi grandes índices de audiência, em especial nas classes populares. Na imprensa escrita nacional, raras eram as matérias policiais, exceto algumas prisões políticas.

As redes de TV, Tupi, Globo e Record, davam poucos espaços aos crimes comuns. Quando um caso escabroso ganhava cobertura, o país inteiro se estarrecia e o assunto era acompanhado como uma novela. A morte da menina Araceli e o sequestro do menino Carlinhos, em 1973, pararam o Brasil.

O jornalismo policial seguiu como editoria secundária por anos, até que o SBT, inventou o telejornal Aqui Agora, com pauta exclusiva para o crime e reportagens que bebiam na fonte do jornalista Goulart de Andrade, que preencheu de crimes as madrugadas da Globo e Band nos anos 1980.

Muito rapidamente, um experiente repórter oriundo da velha rádio Excelsior, que surgiu na cobertura esportiva e trocou os gramados pelas ruas em busca de confusão, se tornou a grade estrela do novo jornal que sacudiu o tradicional horário das novelas com sangue, tiros e assaltos. O Aqui Agora explodiu.

Gil Gomes levou para o vídeo a narrativa espalhafatosa com uma voz gutural que era sua marca no rádio. Sempre com camisa florida e o gesto da mão alisando o ar, ele dava contornos dramáticos ao fato transformando um crime banal numa tragédia fast food. A imprensa europeia veio estudar o telejornal.

Em meados dos anos 1990, eu cuidava do setor de marketing da TV Ponta Negra, afiliada do SBT. Meu amigo e dono da emissora, Carlos Alberto de Sousa, pediu um dia para que eu pensasse algo para homenagear os profissionais de mídia, cuja data comemorativa era e ainda é 21 de junho.

Pensando na figura de Gil Gomes, chamei o repórter Jota Gomes, estrela principal do Aqui Agora local, e bolei um roteiro de um programa fictício com reportagens dentro de algumas agências de propaganda, onde Jota e equipe invadiam os departamentos de mídia para entrevistar os profissionais.

Ninguém entendia nada e danava a responder o repórter sobre aplicação de verba de cliente nas grades de programação da TV Ponta Negra. Ao seu lado, como um cineasta marginal, eu ia dando as coordenadas vestido com um colete negro com as palavras "Agente Federal Publicitário". Foi uma farra.

Então, no dia 21, Carlos Alberto recebeu em almoço numa churrascaria os mídias, agregados, clientes e convidados. Fez um discurso sobre as barreiras do preconceito intelectual com o Aqui Agora e exibiu num telão o material que eu mandei editar pela equipe de produção do telejornal. Risadas em profusão.

No final, Carlos avisou: "esse material vai ao ar amanhã em duas edições especiais do Aqui Agora". E complementou dizendo que se depois ninguém comentasse que viu algum dos entrevistados, não precisava reservar espaços dos seus clientes no programa. Durante semanas, os mídias cansaram de explicar aos curiosos que a presença deles no Aqui Agora era fruto de uma brincadeira da TV.





17/10/2018
O mimimi petista

Apesar do pânico de Haddad com o WhatsApp, é lá também onde os petistas resmungam, agridem e deliram. Postam manchetes de alguns jornais europeus e perguntam aos interlocutores: "Será que a Europa está errada sobre Bolsonaro?"; como se parte da mídia representasse o continente inteiro.

O que os devotos da seita lulista precisam entender é que ambiente jornalístico é um local praticamente dominado por gente de esquerda, que publica o que quer, sem interferência dos donos dos veículos. Os jornais europeus pensam de um jeito, mas a Europa toda vive hoje uma onda de direita e até extrema-direita, como ocorre no momento nas eleições da Alemanha.





17/10/2018
Deu Cruzeiro de novo

Não deu pro Corinthians. O Itaquerão estava em festa, a CBF armou um espetáculo quase no nível de competições europeias. A torcida fiel animadíssima.

Mas tinha uma raposa no meio do caminho; tinha um adversário mais organizado e mais estimulado pela vantagem da vitória na partida anterior. O Cruzeiro foi superior, como tem sido quando se trata de Copa do Brasil.

O resultado de 1 x 0 no primeiro tempo foi um retrato fiel da superioridade azul. O time de Mano Menezes mandou em campo e não deu chances ao grupo de Jair Ventura.

Aí, foi só administrar o segundo tempo, superar o susto no empate de pênalti e convocar a arbitragem eletrônica para anular o segundo gol alvinegro, que se não fora isso seria um dos mais belos gols do ano, num chute incrível do garoto Pedrinho.

E para confirmar o favoritismo. E para renovar a realidade de maior vencedor do torneio, foi só executar um rápido e mortal contra-ataque, e num toque genial o Arrascaeta encobrir o goleiro Cássio. Valeu pagar caro para trazer o uruguaio em voo especial direto do Japão para São Paulo. 

Final de jogo, Cruzeiro 2 x 1 Corinthians. De Norte a Sul, todo o país já sabe: o hexa é azul. Salve o Cruzeiro, campeão dos campeões. Data vênia Corinthians e demais coadjuvantes da Copa do Brasil.





16/10/2018
Os ciganos virtuais

As redes sociais fizeram surgir os mascates de plantão, gente com uma fome pecuniária proporcional ao vácuo de ética.

Pulam de um candidato pra outro como quem troca de camisa, e se adaptam com incomparável desfaçatez.

E aí sai mordendo quem lambeu na eleição passado.





16/10/2018
A mutante empoderada

Primeiramente houve meses de atraso para a divulgação do primeiro trailer; depois aconteceu o adiamento da estreia do lançamento mundial que estava prometido para o próximo dia 31, dia do halloween. Então, finalmente saiu o esperado trailer e uma nova data de estreia do filme para fevereiro de 2019.

Os fãs já podem se acalmar, pois o mistério acabou. A nova aventura do grupo de heróis X-Men está sendo propagada pela tradicional 20th Century Fox. Vai lá na capa de O Galo Informa, na seção "Vídeo do Dia" e veja as imagens liberadas no trailer de "X-Men Dark Phoenix, roteiro e direção de Simon Kinberg.

O novo episódio da grife Marvel é uma espécie de homenagem a poderosa personagem Jean Grey, interpretada pela sempre charmosa e longilínea Sophie Turner, dona de um olhar que é pura execução sumária de marmanjos embasbacados. A trama ocorre em 1992, dez anos antes de X-Men Apocalypse.

No contexto do filme, os mutantes agora são todos reconhecidos como heróis, imunes às patrulhas biológicas e telúricas dos humanos. Mas o professor Charles Xavier, líder do agrupamento, está ampliando ainda mais os limites dos seus estranhos alunos. Um acidente irá super dimensionar o poder de Grey.

Numa viagem ao espaço, a nave dos heróis será atingida por uma explosão solar que, de alguma forma, provocará uma súbita e assustadora evolução nas habilidades mentais e extra-sensoriais de Jean Grey. E aí acontece o motivo do título da nova aventura: Jean se transforma em Dark Phoenix, um mutante de ilimitados poderes.

Quase todos os principais personagens do grupo estarão no filme, e viverão um tumultuado clímax para livrarem-se da terrível interferência de uma Jean Grey desgovernada em força e temperamento. A linda Jessica Chastain vai se incorporar à trama e deverá assumir a função de uma vilã dos discípulos de Xavier.

Depois de uma série de episódios em que alguns mutantes foram praticamente protagonistas dos roteiros, como Wolverine, Magneto, Cíclope, Mystica, Tempestade, Vampira, além do próprio Xavier, a nova aventura levará às telas um filme todo centralizado em Jean Grey, mesmo que ela esteja tomada, encarnada e arrebatada pela temerosa força cósmica de Dark Phoenix.

Quando fevereiro chegar, saudade da estreia já não mata a gente.





13/10/2018
Nova rodada da Liga das Nações

Mais uma rodada da Liga das Nações da Europa foi iniciada na sexta-feira e encerrada no sábado. O torneio foi criado pela UEFA e reúne mais de 50 seleções do velho continente.

Confira abaixo os resultados:

Polônia 2 x 3 Portugal
Rússia 0 x 0 Suécia
Israel 2 x 1 Escócia
Lituânia 1 x 2 Romênia
Montenegro 0 x 2 Sérvia
Ilhas Faroe 0 x 3 Azerbaijão
Kosovo 3 x 1 Malta
Bélgica 2 x 1 Suíça
Croácia 0 x 0 Inglaterra
Áustria 1 x 0 Irlanda do Norte
Estônia 0 x 1 Finlândia
Grécia 1 x 0 Hungria
Belarus 1 x 0 Luxemburgo
Moldávia 2 x 0 San Marino
Holanda 3 x 0 Alemanha
Eslováquia 1 x 2 República Checa
Irlanda 0 x 0 Dinamarca
Noruega 1 x 0 Eslovênia
Bulgária 2 x 1 Chipre
Georgia 3 x 0 Andorra
Letônia 1 x 1 Kazaquistão
Armênia 0 x 1 Gibraltar
Macedônia 4 x 1 Liechtenstein





11/10/2018
Os anos das viagens à Lua

Hoje está fazendo cinquenta anos do lançamento da primeira missão tripulada do Projeto Apollo, gerenciado pela NASA entre os anos de 1961 e 1972, e que tinha como principal meta levar homens à Lua, na tentativa de ganhar a corrida espacial, uma das batalhas inseridas na Guerra Fria com a União Soviética.

Em 11 de outubro de 1968, a nave Apollo 7 subiu ao céu com os astronautas Walter Schirra, Donn Eisele e Walter Cunningham, num voo teste que serviria para aperfeiçoar os sistemas de suporte à vida, controle e propulsão das futuras naves que voariam para a Lua. Foram onze dias em órbita da Terra.

Foi um teste crucial para o futuro do programa, que um ano e nove meses antes quase se encerrou após uma tragédia com a Apollo 1, em janeiro de 1967, quando um acidente matou os três astronautas a bordo. O episódio gerou críticas da imprensa e discursos ásperos no Senado norte-americano.

A navegação orbital da Apollo 7 foi também a primeira que contou com transmissão pela televisão, estabelecendo um efeito midiático nas missões que marcaram os anos 1960, inserindo a figura da Lua num tecido cultural onde se destacavam o rock, a revolução sexual, as revoltas estudantis e as drogas.

A corrida espacial havia completado uma década de disputa entre russos e americanos, iniciada em outubro de 1957 quando o primeiro satélite artificial foi colocado em órbita, num feito pioneiro do país comunista. Era o Sputnik, que foi cantado por Jackson do Pandeiro e virou bloco carnavalesco em Natal.

Enquanto os EUA lambiam as feridas da inveja na pele da vaidade, a União Soviética aproveitou para tripudiar com mais dois avanços: um mês apenas depois do feito, a cadelinha Laika foi colocada a bordo do Sputnik; e em abril de 1961 lançou o primeiro homem ao espaço, o astronauta Yuri Gagarin.

Foi a partir daí que surgiu o Programa Apollo, propagando uma ousadia inimaginável até para os eufóricos cientistas russos. Coube ao presidente John Kennedy dar a boa nova: os EUA iriam enviar homens à Lua. Após sete anos de testes, erros e correções, a Apollo 7 abriu o caminho para a Apollo 11.

E foi a Apollo 11, em 20 de julho de 1969, que finalmente permitiu aos americanos virar o jogo diante dos soviéticos. Os astronautas Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins surgiram nas TVs do mundo em órbita da Lua, cabendo ao comandante Armstrong o instante histórico de pisar no satélite.

Aos 10 anos, eu vi as pessoas vivendo no mundo da Lua. As imagens da nave, do módulo, das crateras lunares, a pegada do astronauta, o capacete refletindo tudo, a bandeira americana, tudo isso encheu o cotidiano. A Lua estava na TV, nas revistas, nos jornais, nas figurinhas, no cinema, no meu caderno Avante.

Inesquecível a repetição de uma matéria sobre a Apollo 7 onde os três astronautas de 1968 festejavam o sucesso da nova missão ao lado da atriz Bárbara Eden, musa dos meninos como eu fanáticos por sua personagem no seriado Jeannie é um Gênio, obra imortal do escritor Sidney Sheldon.

Aqueles anos do Programa Apollo estarão bem avivados de novo nos próximos dias, quando estrear o filme First Man (O Primeiro Homem), cujo roteiro conta a vida e carreira de Neil Armstrong, o pioneiro das viagens à Lula. O ator Ryan Gosling, que nos fez dançar em La La Land, interpreta o astronauta. Estou no aguardo para pisar no cinema e viajar à Lua. De novo.





11/10/2018
O voto no lado da força

Uma foto de Jair Bolsonaro feita há treze anos, em 2005, foi resgatada há poucas semanas e circulou forte nas redes sociais, nos grupos de WhatsApp. Mostra o deputado no extenso gramado do Congresso Nacional, sozinho, fixando uma faixa contra a campanha do desarmamento.

Na peça de propaganda, estava escrito "entregue sua arma, os vagabundos agradecem". Naquele ano, Bolsonaro era tão somente um parlamentar do baixo clero, brigando solitariamente por uma coisa que viria a tornar-se uma das bandeiras que o ajudaram em 2018 a vencer a eleição no primeiro turno.

A campanha do desarmamento antecedeu o referendo onde o povo brasileiro, em sua maioria, votou em favor da posse de armas. Logo depois, veio o golpe do estatuto proibindo o porte, atropelando a votação soberana da sociedade e impondo um documento elaborado por políticos, notáveis e burocratas.

De 2005 a 2018, as coisas mudaram drasticamente, a violência urbana no país ganhou conotações de guerra civil, as pessoas se vestiram de medo e passaram a conviver com o pânico. E a figura de Bolsonaro, o ex-capitão com discurso militarista e contra bandidos e corrupção, se tornou uma ideia.

Penetrou fácil no confronto politiqueiro de PT e PSDB, corroeu a dicotomia de décadas e se ergueu como a real antítese da esquerda, comprando a briga ideológica com movimentos sociais atrelados a Lula e companhia, afinando o verbo com os interesses da Operação Lava Jato. Aí conquistou o país.

O fenômeno eleitoral serviu também de combustível para alavancar nomes em diversos estados que fazem um mesmo discurso no âmbito da segurança pública. Bolsonaro virou referência e ídolo de militares, delegados, apresentadores de rádio e televisão, estimulando-os direta ou indiretamente.

O que saiu das urnas no domingo, dia 7, é a consagração dessa referência que o candidato do PSL construiu com abnegação e competência, mesmo diante dos atropelos com bate-bocas e histerias das esquerdas. Os muitos parlamentares eleitos com o perfil dele garantem um Parlamento ultraconservador em 2019.

O primeiro colocado para o governo do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, é um juiz assumidamente alinhado com a postura de Bolsonaro. O deputado mais votado é o subtenente Hélio Lopes, amigo dileto do capitão. Quem também se elegeu foi a Major Fabiana, a loira que em 2014 conteve um tumulto com uma pistola.

Outro grande amigo de Bolsonaro, agora em São Paulo, é o major Olímpio Gomes, eleito senador em São Paulo anulando ninguém menos que Eduardo Suplicy. Lá foram eleitos muitos militares, como o Capitão Augusto (famoso da bancada da bala), e a cabo PM Kátia Sastre, que matou um ladrão em Suzano.

Ainda em SP, foi eleito o General Peternelli, afinado com as bandeiras de Bolsonaro. No Paraná, destaca-se o sargento Gilson Fahur, o mais votado com um discurso de justiceiro, assim como no Espírito Santo os capitães Assumção e Alexandre Quintino e os delegados Lorenzo Pazolini e Danilo Bahiense.

Em Minas Gerais o radialista Carlos Viana estourou de votos pro Senado defendendo o capitão e imitando Datena. Entre tantos nomes, encerro com os perfis do General Girão e de Styvenson Valentim, aqui no RN. A sociedade amedrontada respondeu ao discurso de combate ao crime e à corrupção, exatamente como está fazendo o país inteiro consagrando Jair Bolsonaro.





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