BLOG DO ALEX MEDEIROS

23/05/2018
Uma guitarra chora

A música potiguar - e a cultura como um todo - está de luto. Faleceu ontem aos 55 anos o músico e compositor Carlos Antonio de Sena, Carlança, um dos mais virtuosos violonistas e guitarristas do estado, presença destacada em bandas de bailes, festivais, bares e shows de cantores e cantoras locais.

Nascido em Assu, ainda criança se interessou por violão e construiu com as cordas e os acordes uma relação autodidata e criativa. Foi musicalmente adotado pelo saudoso Miltança, que fez história na cena natalense integrando a banda Alcateia Maldita, criada nos anos 70. Eis a paternidade do apelido.

Carlança emprestou seu talento aos mais variados artistas potiguares, suas notas limpas e afinadas davam o brilho na "cozinha dos palcos" (termo para os músicos atrás dos vocalistas), chegou a acompanhar o consagrado Ivanildo Sax de Ouro. E fez parcerias com alguns colegas em letras e melodias.

O baixista da banda Os Grogs, Moisés de Lima, seu parceiro em algumas composições, comentou ao saber da sua morte: "Carlança tinha uma técnica extraordinária, perdemos um grande artista". Outro baixista, Paulo Sarkis, do Mad Dogs, lembrou que ele foi um discípulo à altura do mestre Miltança.

Carlança era um músico em tempo integral, o talento era o seu sustento. Tocou em bares noturnos e por oito anos deixou Natal para encarar uma orquestra de baile da Bahia, viajando pelas cidades baianas levando sua levada. Era dos poucos que tocavam o gênero chorinho com a guitarra. A sua era uma Ibanez.

O gaitista Graco Medeiros, que tocou com ele ao lado de Moisés de Lima e Severino Ramos no projeto "Sábado no Centro", organizado pelo Sebo Balalaika, lembrou que "Carlança tocava muito, perfil parecido com o de outra fera autodidata, exímio violonista e guitarrista Jorginho Banda Macedo".

Refletindo o sentimento dos amigos do Beco da Lama, o espaço multicultural onde o músico era assíduo, o jornalista e poeta Alexandre Gurgel postou nas redes sociais: "Partiu Carlança / com ele partem e ficam melodiosas lembranças / e o sonho dos amigos de melhores dias / em feitio de sua música..."

Severino Ramos, o criador do Sebo Balalaika, revelou que Carlança deixou um disco pronto em estúdio, que em breve deverá ser lançado pelos amigos. No próximo sábado, a partir das 14h, haverá um tributo a ele na rua Vigário Bartolomeu. Seus parceiros mais chegados sabem que ele estará presente. Sempre.





22/05/2018
Luc Besson acusado de estupro

Durante décadas Woody Allen era praticamente o único executivo do cinema a carregar nas costas e no currículo acusações de assédio sexual. Até que em outubro de 2017, quando o poderoso produtor de Hollywood Harvey Weinstein foi acusado de assediar dezenas de atrizes, uma lista começou a crescer.

Cineastas como Oliver Stone, Lars Von Trier, Brett Ratner e James Toback passaram a constar da lista, todos denunciados por mulheres. Logo depois apareceram as acusações contra astros das telas, como Dustin Hoffman, Kevin Spacey, Ben Affleck, Steven Seagal, Charlie Sheen e Jeremy Piven.

Os casos provocaram uma reação em cadeia no universo feminino, principalmente no ambiente do cinema, onde estrelas do porte de Meryl Streep, Ashley Judd, Natalie Portman e Cate Blanchett tomaram a dianteira da indignação e criaram o movimento Time's Up para denunciar os assédios.

Apesar da repercussão mundial do movimento, com direito a intervenções na festa do Oscar e leitura de um documento assinado por 82 mulheres em Cannes, os casos não param de ocorrer e agora um outro diretor/produtor de peso, o francês Luc Besson, é denunciado também por violência e assédio.

Besson, que dirigiu sucessos como O Profissional (1994), O Quinto Elemento (1997), Lucy (2014) e Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (2017), foi acusado por uma atriz de tê-la drogado e depois violentado. O crime teria ocorrido num hotel de Paris, segundo noticiou ontem a rede de rádio francesa Europe 1.

A mulher, cuja identidade não foi revelada, formalizou a denúncia numa delegacia de Polícia na manhã do sábado e segundo ela a ocorrência teria acontecido horas antes nas dependências do Hotel Bristol, que fica próximo ao Palais de l'Elysée, sede da Presidência da República francesa.

Ela disse no depoimento que conhece Besson há alguns anos. Sobre o ocorrido, contou que logo após ter tomado uma xícara de chá sentiu-se mal e desmaiou. Ao recobrar os sentidos, afirmou que percebeu sinais de que foi tocada e penetrada sexualmente. O diretor deixou o hotel antes dela.

Ao ser notificado da denúncia, Luc Besson se manifestou por intermédio de um advogado, que declarou que o cliente ficou surpreendido, apesar de reconhecer que encontra a atriz episodicamente, mas jamais drogou nem violentou ninguém. Ele é o dono da Cité du Cinéma, uma mini-Hollywood de 62 mil metros quadrados, inaugurada em 2012 numa velha central elétrica no subúrbio de Paris.





22/05/2018
Despenca confiança na Democracia

O cientista político potiguar Homero Costa postou em sua coluna do site Nossa Ciência (www.nossaciencia.com.br) um extenso e detalhado artigo onde mostra uma queda acentuada de crédito na democracia, tanto no Brasil quanto na América Latina. Estudos mostram que isso ocorre desde 2010.

Entre várias pesquisas citadas por Homero, destaque para a do Instituto Latinobarômetro, do Chile, que realiza estudos desde 1995. Na avaliação de 18 países em 2017, o Brasil registrou o maior percentual de descrédito na democracia, 43%, seguido pelo México com 38%.

Homero aponta também o crescimento de aceitação por um regime autoritário: "Numa pesquisa divulgada em outubro de 2017 pelo Datafolha, 21% dos eleitores concordam com a ideia de que em certas circunstâncias uma ditadura é melhor do que um regime democrático. Em dezembro de 2014, eram 15% dos eleitores. Houve, portanto um aumento de 6%", escreveu.

Ele constata que o que as diversas pesquisas demonstram é que existe uma baixa adesão à democracia não apenas no Brasil mas na grande maioria dos países da América Latina. E cita a pesquisa do Instituto da Democracia e da Democratização da Comunicação, onde apenas 19,4% se dizem a favor de um regime democrático.

Segundo o cientista, que tem formação marxista e desde a juventude apoia candidatos do espectro da esquerda ou de correntes popular-democráticas, q
uando indagados sobre se um golpe de Estado dados pelos militares seria justificado, 47,8% dos entrevistados defenderam a medida em caso de "muita corrupção" e 53,2% em contexto no qual houvesse "muito crime". 





21/05/2018
Os 23 convocados da Argentina

Em coletiva de imprensa na sede da AFA, a federação argentina de futebol, o técnico Jorge Sampaoli anunciou nesta segunda-feira a lista dos 23 jogadores que representarão a seleção alviceleste na Copa do Mundo da Rússia.

Os hermanos estreiam no dia 14 de junho contra a Islândia, a maior revelação da Europa nas últimas décadas.

As maiores surpresas da lista estão fora dela: o artilheiro da liga italiana e ídolo da Inter de Milão, Mauro Icardi, não foi confirmado. Mesma situação para o meia Centurión, que faz grande temporada no Racing, o jovem craque Lautaro Rodriguez, também do time azul celeste, e o talentoso 
Pastore, do PSG.

A lista de Sampaoli é a seguinte:

GOLEIROS: Sergio Romero, Wilfredo Caballero e Franco Armani.

DEFENSORES: Gabriel Mercado, Federico Fazio, Nicolás Otamendi, Nicolás Tagliafico, Marcos Rojo, Ansaldi e Marcos Acuña.

MEIAS: Javier Mascherano, Manuel Lanzini, Lucas Biglia, Giovani Lo Celso, Ángel Di María, Eduardo Salvio, Éver Banega, Cristian Pavón e Meza 

ATACANTES: Lionel Messi, Paulo Dybala, Sergio Agüero e Gonzalo Higuaín.





20/05/2018
Nas copas da História - II

A foto que ilustra o artigo de hoje é uma raridade encontrada num álbum de família. Mostra os jogadores da seleção do Uruguai, durante o café da manhã no fatídico dia 16 de julho de 1950, quando a "celeste" conquistaria a taça diante do Brasil numa virada inimaginável.

A Copa do Mundo de 1950 aconteceu após uma espera de doze anos desde a Copa de 1938, vencida pela Itália, um dos países que provocariam a Segunda Guerra Mundial, motivo para a FIFA cancelar os torneios de 1942 e 1946. Apenas 13 seleções se apresentaram para participar dos jogos no Brasil.

Apesar do futebol uruguaio ter naqueles anos o time do Peñarol numa fase magnífica, não foi fácil montar uma seleção. A maior dificuldade foi convencer o volante Obdulio Varela a compor o grupo e liderá-lo; foi visitado por uma comitiva do governo federal e exigiu um emprego público vitalício.

Os deuses do futebol conspiraram para os uruguaios, quando Argentina, Equador e Peru desistiram e permitiram que Chile, Paraguai, Bolívia e o próprio Uruguai não precisassem disputar as eliminatórias, e quando Escócia Índia e Turquia se retiraram, gerando um grupo com apenas Uruguai e Bolívia.

O caminho dos campeões da primeira Copa do Mundo para a vitória em 50 foi o mais curto já percorrido por uma seleção. Afundaram a Bolívia por 8 x 0 nos canais do Recife, depois empataram com a Espanha por 2 x 2, bateram a Suécia por 3 x 2 e ficaram se preparando para não ser goleado pelo anfitrião.

Na foto do café no Paysandú Hotel, o belo prédio em art décor no Flamengo que recebeu a delegação uruguaia (que rejeitou ficar hospedada em São Januário), minutos antes os jogadores se depararam com dezenas de jornais em cima da mesa, todos com manchetes ufanistas em favor do Brasil.

Obdulio Varela havia acordado mais cedo, saiu pelo Rio comprando os jornais e resolveu usá-los como provocação para estimular a garra dos seus companheiros. Na hora do jogo, quando subiram ao gramado do Maracanã, ele olhou as arquibancadas lotadas e disse: "os que estão lá não vão jogar".

O capitão colocou o braço nos ombros do craque do time, Schiaffino, olhou os demais e fez um pedido quase protocolar para que todos se esforçassem para não tomar muitos gols. Até poderiam ser coadjuvantes, mas sem humilhação. O Brasil havia chegado ali com 7 x 1 na Suécia e 6 x 1 na Espanha.

O resto todo mundo já sabe, virou História. A foto dos uruguaios faz parte do álbum do casal Eduardo Rivera e Rosa Dragonetti (ambos falecidos), achado recentemente por um filho. Na hora de escolher um roteiro para uma segunda lua-de-mel, escolheram a Copa do Mundo e a Cidade Maravilhosa.

Um ano depois do Maracanazzo, Obdulio e outros jogadores foram jogar em Curitiba numa partida beneficente em prol de crianças com poliomielite. Ali, ele revelou que na noite após o jogo, saiu pelas ruas do Rio e viu a comoção do povo nos bares, nas calçadas. "Se soubesse que seria assim, não teria vencido aquela final", disse "El Negro Jefe".





19/05/2018
Bravata de Michel Platini

Enquanto achava que tinha chances de dirigir a FIFA, o ex-craque francês Platini se comportou como um estadista da bola e manteve o silêncio próprio do mundo político.

Agora que perdeu prestígio até na UEFA, onde já foi presidente, vestiu a camisa de delator retardatário e inventou uma tese de que houve "truque" no sorteio da Copa 1998 para garantir França e Brasil na final.

Para quem viu todos os jogos daquela copa, principalmente a grande final em Paris, ficou evidente que a seleção brasileira era muito inferior ao timaço comandado em campo pelo gênio Zidane.

Os azuis deram um baile e provaram que não havia temor de enfrentar os canarinhos nas fases anteriores do torneio.





18/05/2018
Neymar escreve para menina assassinada

No dia de combate ao abuso sexual contra crianças, o craque Neymar escreveu de próprio punho uma mensagem para a adolescente francesa Angélique Six, 13 anos, que foi assassinada no dia 25 de abril por um pedófilo reincidente que a Justiça não manteve preso.

A irmã de Angélique, Anais, divulgou nas redes sociais o texto que o jogador brasileiro do PSG enviou à sua família. O assassinato da menina comoveu toda a França e repercutiu na Europa. Quando foi atacada, ela vestia uma camisa do PSG com o nome de Neymar nas costas.

Na mensagem escrita com caneta, em que ele refere-se ao fato da garota ter fotos vestindo o uniforme do PSG com a camisa 10, Neymar diz o seguinte:

"Doce Angélique. Vi nesta foto que vestias minha camisa. Foi uma emoção tão forte que sempre guardarei em meu coração este maravilhoso sorriso. O paraíso será tua residência eterna. Deus abençoe você e sua família. Descansa em paz".

 





18/05/2018
A diva rebelde de Hollywood

As estrelas não morrem em Liverpool. A frase, que mais parece alguma provocação britânica ao Real Madrid, prestes a enfrentar o time rubro da cidade dos Beatles na final da Champions League, é o título do filme estrelado pela atriz Annette Bening, no papel de protagonista.

Dirigido pelo britânico Paul McGuigan, que já demonstrou talento com os filmes Sherlock, Victor Frankstein e com as séries Scandal e Luck Cage, e com roteiro de Matt Greenhalgh (que roteirizou também um filme sobre a juventude de John Lennon), o longa-metragem conta uma história verídica e instigante.

É o retrato ampliado e fidedigno da vida da atriz Gloria Grahame (nascida em Los Angeles em 1923 e morta em Nova York em 1981), um ícone das telas que encarnou a "femme fatale" e se impôs como mulher em Hollywood, um mundo dominado por homens. O filme mostra a rebeldia, o talento e a paixão da estrela.

Gloria dividiu cenas com grandes astros do cinema, como Humphrey Bogart, James Stewart, Kirk Douglas, Lee Marvin e Glenn Ford, tendo conquistado um Oscar e duas indicações. Quem, como eu, baixar o filme na internet, vai se emocionar com a questão central da narrativa da obra: uma bela história de amor.

Nos anos de ocaso profissional, Gloria Grahame viveu um intenso romance com um jovem ator inglês, chamado Peter Turner, que ela conheceu na cidade de Liverpool. Ele era trinta anos mais jovem que ela, um tabu para uma época onde não era comum encontrar um Macron e uma Brigitte apaixonados.

Uma mulher à frente do seu tempo, Grahame estava sempre falando de política, questionando desigualdades sociais, direitos dos trabalhadores e era constantemente alertada quanto ao ritmo de vida fora dos padrões femininos de Hollywood. Também esnobava a imprensa e raramente dava entrevistas.

Na verdade, é Peter Turner o responsável direto pela história da diva nas telas. A fonte de tudo é sua autobiografia lançada em 1986, cinco anos após a morte de Gloria, que ele ternamente sempre chamou de "Glo". Do fim do romance até o falecimento da atriz, passaram-se anos. E o reencontro gerou o livro.

Sentindo que estava no fim, ela o localizou na Inglaterra em 1981 e pediu-lhe para passar uns dias com ele em Liverpool, queria colo e também lembrar os dias de glória daquele amor. De preferência na casa dos pais de Peter, que serviu de ninho para ambos. Um reencontro comovedor e arrepiante.

Numa matéria sobre o filme, no NY Daily News, há comentários de Peter Turner sobre Gloria e a relação que tiveram. "Nunca me questionei sobre a diferença de idade, tampouco procurei saber quantos anos ela tinha". Quando se conheceram, Gloria tinha 55 anos e Peter 24.

Sobre o perfil da atriz, ele disse: "Não era um anjo, e sua carreira foi prejudicada por isso. Dizia sempre que Hollywood era uma selva". Gloria Grahame já estava esquecida pela mídia e pelo mundo cinematográfico quando morreu. O mundo está conhecendo sua trajetória pela lente de um amor que jamais a esquece.





16/05/2018
O pai do jornalismo literário

O jornalista e escritor americano Tom Wolfe partiu ontem aos 87 anos, depois de um período no hospital de Manhattan por causa de uma infecção, segundo informações dadas à imprensa por seu agente Lynn Nesbit. Considerado o pai do "new journalism", ao longo da brilhante carreira escreveu romances, contos, poesia e ensaios.

Wolfe era um homem da Virgínia, nascido na cidade de Richmond em 1931 e vivia em Nova York desde 1962. Nos conturbados anos 70, balançou as estruturas do jornalismo ao introduzir técnicas literárias nos textos. Em 1987, com a publicação de A Fogueira das Vaidades, se elevou à condição de autor célebre e popular.

Nem um outro escritor dos EUA amou tanto a cultura americana e mergulhou tanto no ecletismo da sua composição social do que ele. Seus livros estão repletos de motoristas, porteiros, hippies, dondocas, malucos, negros, gays, milionários e políticos, grande parte ilustrada em ambientes de hipocrisia, conflitos e pecados.

Quando lançou o romance Sangue nas Veias, em 2012, declarou que adorava destacar os aspectos do pecado e da depravação. O livro é uma gororoba de caldo de cultura com várias histórias ambientadas em Miami, dando no leitor a impressão inicial errada de que são capítulos independentes. Ele sabia harmonizar a extravagância.

A carreira jornalística de Wolfe começou em 1963, o traumático ano dos EUA com o assassinato de John Kennedy. Sua primeira reportagem quase não foi escrita, um caso sobre engenheiros automotivos em greve na Califórnia. Ao retornar a Nova York, passou horas olhando pra máquina de escrever, procurando as palavras.

Concluiu o texto em dez horas, ocupando 49 páginas que dois anos depois virou o mais importante documento de uma coletânea de ensaios que serviram de cartão de apresentação do seu enorme talento e de um estilo que seria a pedra fundamental de uma nova escola de jornalismo, o "new journalism", do qual virou pai e mestre.

A extravagância e a arrogância das pessoas, não importando suas posições na sociedade, eram elementos que ele lapidava na construção das narrativas. Escrevia sem preconceitos, adentrava os ambientes de celebridades e de lá compôs seu próprio visual; ternos impecáveis nas cores bege ou branco, chapéu e bengala.

Gênio indomável, referência de jornalistas, poetas e escritores rebeldes, Tom Wolfe não era unanimidade no universo intelectual e acadêmico. Indagado por tal desprezo, respondeu: "Intelectuais não estão acostumados a escrever sobre isso. Quando não são levados a sério e passam a fazer parte da comédia humana, eles têm a tendência de gritar como salsichas numa fogueira".

Tão satírico quanto ele, o jornalista Gay Talese o considerava um talento singular. Abordado pela imprensa de Nova York logo após a morte do colega, comentou: "Ele era um repórter extraordinariamente ativo, cuja prosa incomparável era apoiada em base sólida de pesquisa". Tom Wolfe era literariamente elegante, apesar de transgressor; e pessoalmente atencioso e bem-humorado, apesar de cáustico.





12/05/2018
Erupção vulcânica no Hawaí é alerta pra Califórnia

A sequência de terremotos que acordaram o vulcão Kilauea, levando milhares de pessoas à evacuação obrigatória, é um alerta para o estado americano da Califórnia, onde além de exisitr a grande falha de San Andreas há também nada menos que sete vulcões que podem entrar em atividade facilmente ao menor tremor de terra na região chamada de Anel de Fogo ao longo do Oceano Pacífico, área onde ocorrem 90% dos terremotos do planeta.





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