BLOG DO ALEX MEDEIROS

25/04/2019
Craque, playboy, rebelde

Talvez nenhum outro jogador europeu tenha ganhado tantas biografias, filmes e documentários como o irlandês George Best. Maior ídolo da história do Manchester United ao lado de Bobby Charlton, o cabeludo bonitão e bom de bola conquistava atrizes e misses, e foi chamado inclusive de o quinto beatle.

Mas recentemente, um canadense declarou à imprensa: "Best conquistou toda a fama, mas se você ler a minha biografia, descobrirá como convenci uma mulher sueca e sua filha a se juntarem comigo para formar um trio amoroso; aqueles eram grandes anos". As palavras são de Frank Worthington.

Nascido em Halifax, capital da Nova Escócia, em 23 de setembro de 1948, Frank era filho de um ex-jogador de futebol e tinha irmãos mais velhos também praticando o esporte bretão, até a mãe batia uma bolinha. Aí, não teve jeito, lá foi ele também jogar futebol, mas com uma diferença dos parentes: o talento.

Menino, passava os dias nas peladas de ruas, entre paralelepípedos e trechos de barro, até que em 1966 foi jogar no Huddersfield Town, um clube sem dinheiro, mas rico em história, posto que havia sido o primeiro a ganhar três vezes seguidas a Liga Inglesa, nas temporadas de 1924, 1925 e 1926.

Depois de seis campeonatos, onde ele marcou 40 gols e dava show desmembrando defesas, fazendo jogadas espetaculares e assistências que sempre acabavam em gols do seu clube, os times endinheirados da Inglaterra botaram os olhos naquele jovem de cabelos longos e jeitão de astro pop.

O Liverpool saiu na frente com uma oferta tentadora de 150 mil libras, algo estratosférico para aqueles anos de efervescência musical, guerra fria, conflitos em Paris e mortes no Vietnã. Porém, antes da assinatura do contrato, exames revelaram um problema de pressão arterial muito alta. O negócio brecou.

Aqueles eram dias do reinado de Bill Shankly, o mítico treinador escocês dos "Reds", que tinha uma língua afiada na criação de frases de efeito. Ele disse que se decepcionava com pessoas que achavam o futebol uma questão de vida ou morte, porque, pra ele, o jogo de bola era muito maior que vida e morte.

Fã de Frank Worthington e determinado a incorporá-lo ao seu plantel, o técnico convenceu a direção do Liverpool a cobrir uma viagem de férias para o canadense curtir o clima paradisíaco da ilha de Mallorca, na Espanha. Com alguns dias de relax, a pressão do craque baixaria, pensou Bill Shankly.

Que nada. A versão canadense de George Best se cercou de belas mulheres em liquefeitas orgias pelas oníricas ilhas Baleares, e quando retornou à cidade dos Beatles sua pressão estava mais alta do que as vendas de discos dos quatro garotos. O sonho de fazer gols nas traves de Anfield acabou ali.

Os dias passaram e Worthington escolheu o time do Leicester entre diversas propostas. Ao chegar e conquistar a torcida, ganhou o apelido de "Elvis" e repetiu as mesmas belas jogadas que atraíram o Liverpool. Atuou 210 vezes no clube e se tornou uma lenda da bola e um astro dos olhares femininos.

Testemunhos na sua biografia dizem que ele fazia o que queria, dentro e fora de campo. Metia gol de todo jeito, entortava zagueiros e depois do jogo escolhia a mulher que quisesse para as farras que nunca foram poucas. Um repórter perguntou um dia se ele tinha vícios: "só os grandes", respondeu.

Alf Ramsey, o técnico campeão do mundo com a Inglaterra em 1966, telefonou para Frank e avisou que o queria na seleção sub-23. No dia da apresentação, surgiu com botas de brim, camisa de seda lilás e jaqueta de veludo; os poucos jogos e dois gols foram por causa do técnico odiar os rebeldes, dizem.

No verão de 1977, Frank Worthington foi para o Bolton, virou artilheiro da liga e logo depois foi jogar nos Estados Unidos. Voltou para a Inglaterra e pendurou as chuteiras no Chelsea. No último jogo, recebeu um bilhete de uma atriz convidando-o para ir a uma boate. Era Raquel Welch. Chupa, George Best!

       



23/04/2019
As baquetas dos Beatles

Todo fã ortodoxo dos Beatles sabe de cor a história de como o bonitão Pete Best se tornou um entre tantos "quinto beatle" ao perder a vaga na cozinha da banda para o silencioso e encabulado Ringo Starr. A troca aconteceu no final de 1962, após as turnês por Hamburgo e o primeiro contrato feito por Brian Epstein.

Best entrou nos Beatles em 1960, convidado por Paul McCartney para fazer um teste musical, só que não havia concorrentes. O baixista gostava do jeito de Pete manusear as baquetas e também era interessante para a banda ter um cara que derretia corações femininos nos inferninhos de Liverpool, até mais que Lennon.

Ocorre que a narrativa sobre a troca na bateria dos Beatles precisa sempre ser recontada para respeitar o registro histórico de outras baquetas que não as de Pete Best e Ringo Starr. Antes deles, o trio John, Paul e George contaram com o talento de outros dois caras: Tommy Moore e Johnny Hutchinson.

Entre o final dos anos 50 e o começo dos 60, a Inglaterra fervilhava de bandinhas com levadas de rock, blues, skiffle, folk e soul. E Liverpool era uma cópia operária da capital Londres. Com o fim do grupo The Quarrymen, de John Lennon e amigos da escola Quarry Bank, surgiu a banda The Silver Beetles.

O nome veio após duas experiências que não duraram três noites. A primeira formação do The Silver Beetles foi com John Lennon, Paul McCartney, George Harrison, Stuart Sutcliffe e Tommy Moore, que antes de uma viagem à Escócia fez uma apresentação no Blue Angel Club, entre maio e junho de 1960.

O clube pertencia a Allan Williams, o primeiro empresário de fato do grupo. Pete Best tocava numa banda chamada Black Jacks. Na noite do show dos The Silver Beetles, Tommy Moore atrasou e as baquetas ficaram aos cuidados de Johnny Hutchinson, baterista da banda The Big Tree, que rivalizava com a turma.

Por aqueles dias, a casa de Pete Best era uma pensão que complementava as economias da sua mãe durante longas ausências do pai. O produtor dos garotos, Neil Aspinal, morou lá, fez amizade com a mãe do baterista e lhe deu um meio-irmão. Foi lá também que Brian Epstein assinou o contrato com os Beatles.

Quando surgiu a turnê dos Beatles em Hamburgo, o baterista Johnny Hutchinson foi convidado por McCartney a se incorporar no lugar de Pete Best. A negativa fez o cara entrar para a história como aquele que rejeitou tocar com os Fab Four. O motivo do não era simplesmente a grande amizade que tinha com Best.

Depois da incursão por terras alemãs e a chegada de Brian Epstein e George Martin, os acontecimentos se popularizaram e todo fã dos Beatles sabe como Ringo tomou as baquetas de Pete. O que é pouco falado é a presença de Tommy Moore e Johnny Hutchinson, mais dois no clube do "quinto beatle".

Hutchinson faleceu no último dia 13, aos 78 anos. Moore já havia morrido, em 1981, com apenas 50 anos. Ringo Starr pronto para ser o remanescente de tudo.

       



22/04/2019
A musa de Ingmar Bergman

O nome da atriz sueca Bibi Andersson é tão indissociável do cinema de Ingmar Bergman quanto o da italiana Giulietta Masina da carreira do marido Federico Felini. Eu ia publicar este artigo sobre Bibi, falecida dia 14, no dia seguinte, mas veio o fogo em Notre Dame que me fez mudar o tema com ar de urgência.

Retomei os rabiscos no início do feriado para publicação só hoje, mantendo o compromisso de paixão pelos ícones da sétima arte e fazendo a merecida homenagem a uma artista que conquistou o mundo com apenas 23 anos e se despediu dele aos 83 anos com a trágica notícia da morte num jornal sueco.

Em 1958, quando Garrincha envolvia loiras suecas com dribles de linguagem e eloquência corporal, a meiga e loira garota de Estocolmo se consagrava na obra do cineasta Ingmar Bergman. O gênio fez de Bibi Andersson a estrela mais brilhante nos filmes "O Sétimo Selo", "O Rosto" e "No Limiar da Vida".

Poucos anos antes, ela já havia demonstrado que não seria mais um rostinho bonito nas telas. Bergman percebera assim que a viu, dando-lhe papéis na comédia "Sorrisos de uma Noite de Amor", de 1955, e no drama "Morangos Silvestres", de 1957. A loira se mostrava tão versátil quanto o nosso Mané.

O ano de 1966 foi definitivo para eternizar Bibi Andersson e para delimitar uma fronteira histórica entre o cinema moderno e o passado. Com o filme "Quando Duas Mulheres Pecam", título brasileiro para o original "Persona", Bergman instituía o cinema como imagem de modernidade e também de subversão.

A enfermeira Alma foi a mais emblemática interpretação de Bibi, que ao lado da atriz Elizabeth, papel de Liv Ullmann, demarcou o predomínio da essência feminina em diversos filmes do diretor, tornando-se a maior de todas as musas do sueco. Não há como pensar o cinema de Bergman sem as duas atrizes.

A pretexto de uma releitura na tragédia de Electra, obra imortal de Sófocles, o diretor concebeu duas faces numa só unindo a semelhança real entre Andersson e Ullmann. O filme já inicia impactante, num caleidoscópio de imagens que chocavam as mentes ainda ingênuas de uma década em erupção cultural.

Alma era a enfermeira e cuidadora da atriz Elizabeth, afetada por um surto e afundada em depressão e catatonia. Alma revela intimidades e se revolta quando Elizabeth rompe o silêncio para o hospital. O amor lésbico implícito foi Bergman revisitando Audrey Hepburn e Shirley MacLaine em "Infâmia", de 1961.

Bibi Andersson foi uma artista com uma personalidade forte que contrastava com a meiguice que encantava fãs, fotógrafos e repórteres. Se destacou num contexto cinematográfico europeu onde brilhavam Jean Seberg, Monica Vitti, Sophia Loren, Brigite Bardot, Jeanne Moreau, Julie Christie e Jane Birkin.

Tinha somente 15 anos quando Ingmar Bergman a dirigiu pela primeira vez, num filme publicitário, em 1951. Pouco tempo depois, estava no teatro interpretando textos de monstros como Shakespeare, Moliere, Tchekhov e Tenessee Williams. Fez mais de 90 filmes, produções de televisão e material de propaganda.

Quando a juventude já era uma eterna lembrança, declarou seu amor a Bergman dizendo que ninguém jamais a influenciou tanto quanto ele. O cineasta correspondeu afirmando que aquele filme de 1966 salvou sua carreira. Naquele período, enquanto Bibi explodia, Garrincha não conseguiu iluminar o Brasil na Copa da Inglaterra como fizera na Suécia da linda e meiga loirinha.

       



16/04/2019
Vem aí a Madame X

Não, não se trata de mais uma supermulher das histórias em quadrinhos chegando às telas do cinema. A figura feminina do título tem origem nos EUA, mas está vindo diretamente de Portugal. Se chama Madonna e está prestes a encerrar uma seca discográfica de quatro anos, anunciando novidade.

Madonna está voltando às paradas com um álbum feito em Lisboa, e que se chama Madame X, que ela trata inicialmente - pelo menos nas postagens das redes - como um pseudônimo adotado para o novo trabalho, há muito esperado pelos fãs, que em que pese tanto silêncio ainda são muitos.

No seu perfil do Instagram, sua rede preferida, publicou a boa nova com alguns segundos de canja numa das canções do álbum. Cantando em sussurro apenas com a imagem de uma sombra de si mesma, ela escreveu "Madame X is cha-cha instructor", e depois postou "is a cabare singer" e "is a professor".

Aos 60 anos, a cantora está residindo na capital lusitana há dois anos, se dividindo entre a carreira, os filhos adotivos e o namorado português, o modelo Kevin Sampaio, de 31 anos, cuja relação com ele já foi interrompida e retornou no ano passado. Madonna catapultou o turismo na cidade, dizem os lisboetas.

Quando chegou em Lisboa, ela se instalou no Hotel Pestana Palace, depois alugou um espaço maior no Palácio Ramalhete, em frente ao Museu Nacional de Arte Antiga. O motivo maior da moradia em Portugal foi o desejo do filho adolescente David Banda em ser jogador de futebol. Ela optou pelo Benfica.

O disco é carregado de sensações experimentadas nas noites de Lisboa, na parceria com músicos locais especializados em jazz e rock, segundo informa a imprensa portuguesa. Madame X terá um videoclipe produzido pelo diretor local Nuno Xico, que mora em Nova York e atua com Justin Timberlake.

A ideia do nome do álbum, ao que parece, é de uma Madonna reciclada, uma personagem na sua medida, uma espiã internacional inspirada na imortal Mata-Hari. Mas também pode ser uma professora, uma chefe de Estado, uma dona de casa, uma freira (ela já foi, lembram?), uma santa ou uma prostituta.

Madame X será o décimo quarto disco de Madonna, e ela espera que seja uma reparação do trabalho anterior, Rebel Heart, considerado um dos discos mais fracos, bem distante da capacidade do seu brilho. Aliás, esse brilho estará de novo aceso no lançamento, em maio, na grande final do Festival Eurovision, onde os fãs aguardam uma reentrada em cena da velha rainha do pop.

       



16/04/2019
Notre-Dame, cimento da civilização

A cultura ocidental deitou suas raízes sob três colinas: a Acrópolis, o Capitólio e o Gólgota. O Ocidente se moldou na filosofia grega, ergueu suas leis com o direito romano e solidificou sua base ético-ideológica no pensamento cristão. Notre-Dame é, portanto, um pedaço histórico do cimento da nossa civilização.

       



15/04/2019
Meus olhos ardem por Paris

"Cinzas caem sobre nós". Assim estampou o site do jornal Le Fígaro, nos primeiros minutos em que o fogo ergueu suas labaredas no céu de Paris. A notícia já corria o mundo, levando no seu rastro uma tragédia para marcar para sempre a história da humanidade, a nossa história, a partir do século X.

A Catedral de Notre Dame, um dos patrimônios mais esplendorosos da Europa, marco da arquitetura, templo sagrado para os católicos, ponto turístico de culto para todos os povos, queimando diante dos nossos olhos estáticos na terrível imagem da TV. Um dia para não mais esquecer, um dia de estupefação.

Sei o peso da perda de vidas humanas no atentado que derrubou as Torres Gêmeas de Nova York, mas não consigo controlar o sentimento de entender como maior tragédia para a história o incêndio de Notre Dame. Nenhuma vida perdida no fogo, mas milhões de vidas atingidas pela sua representação.

Os milhares de mortos no WTC em 2001 compõem o cenário tenebroso da maior tragédia da segunda metade do século XX, mas as chamas engolindo parte substancial de Notre Dame é uma enorme tragédia num período de vários séculos, unindo os muitos significados nas milhões de visitas ali.

Era minha região preferida de Paris, em especial pela lateral com a velha livraria Shakespeare and Company, onde por vezes me plantei na calçada observando turistas flanando entre a "Ile de la Cité" e "Ile de Saint-Louis". Fiz as primeiras fotos em sua fachada, nas gárgulas, profetas e evangelistas.

Entrar em Paris, para mim, se repete um mesmo ritual: depois de chegar ao hotel, a primeira visita é a livraria fundada há exatos 100 anos pela escritora e editora americana Sylvia Beach. Uma sensação indescritível aquela calçada diante da grandiosidade arquitetônica da catedral, isso sim é uma imersão.

Na primeira vez que adentrei suas portas, misturado a centenas de japoneses, coreanos, russos, poloneses, brasileiros, consegui cegar os olhares de vigília e fiz fotos dos vitrais que resistiram aos bombardeios nazistas. A narrativa é arrepiante: padres e fiéis enterrando arte em pedaços para recompor depois.

O fogo que consumiu onze séculos impôs ao mundo, e não só à França, uma perda irreparável. Impossível não ter a mente e o peito invadidos por uma angustiante sensação de estar no meio das chamas. E não há nada de catolicismo ou cristianismo nesta tristeza, mas de culto à simbologia da arte.

É difícil e quase impossível elencar, por exemplo, os dez maiores símbolos de Paris, ela própria um símbolo da trajetória humana. Mas, certamente, Notre Dame divide com a Torre Eiffel e com o Museu do Louvre os desejos de consumo de onze entre dez turistas que optam pela França como destino.

Imagino-me lá de novo, na porta da Shakespeare and Company, triste pelo fogo, tonto de fumaça, delirando na dor de todos. Por mim passam em pânico, com baldes d'água, os fantasmas de Josephine Baker, Hemingway, James Joyce, Ezra Pound, Orwell, John dos Passos, Gertrude Stein, T. S. Eliot e uma legião de estrangeiros que, como nós todos, querem Paris em festa sempre.

       



12/04/2019
Genival Lacerda festeja 88 anos em Natal

O cantor paraibano e ícone nacional do forró Genival Lacerda, comemorou seus 88 anos ontem em Natal, reunido com alguns amigos que tem na capital potiguar.

O grupo celebrou o aniversário do artistas na casa do delegado Sergio Leocádio. Genival Lacerda está em Natal para elaborar uma agenda de shows no RN.

No final da tarde dessa sexta-feira, após uma série de entrevistas na imprensa local, ele irá visitar o bar Me Leve, no bairro Candelária, que é todo decorado em homenagem ao cantor Fagner, que algumas vezes cantou junto com Genival.

       



10/04/2019
Ternas queimaduras

Tome o fogo da quimera
queime uma floresta inteira
queime a lenha da fogueira
queime a nossa atmosfera

Queime o feijão e o arroz
queime a seda do cigarro
queime os pneus do carro
queime as fotos de nós dois

Queime o doce de banana
queime o jornal do dia
queime a luz e a pestana
queime o peito na azia

Queime a bíblia e o corão
nossos vídeos, os cinemas
aumente meu enfisema
incendeie meu coração

Queime o amor que ardia
queime os livros de história
queime até nossa memória
mas não queime a poesia.

       



10/04/2019
O agora Beco da Fama

Eu vivi para ver dondocas forrozentas agendar manicure e cabeleireiro nas manhãs de sábado para se empetecarem e curtir o calor do Centro Histórico de Natal com selfies nos grafites do Beco da Lama.

O hilário nisso tudo é o queixume na hora do xixizinho básico nos velhos banheiros da boemia e da contracultura.

       



08/04/2019
A camisa do Maracanazzo de 1950

A CBF vai apresentar oficialmente a nova camisa da seleção brasileira para disputar a Copa América que se realizará aqui em junho. E 69 anos depois vai utilizar a camisa branca com mangas e gola azuis como a da Copa do Mundo de 1950, que traumatizou o País com a derrota de virada para a seleção do Uruguai na final. Em março, a foto da camisa branca vazou e se confirmaram os rumores sobre a iniciativa da CBF.

Todos os jogadores convocados, inclusive os que jogam fora do País, foram chamados para a solenidade de apresentação dos novos uniformes. Até o jovem Vinicius Junior, do Real Madrid, que se encontra ainda em recuperação de uma contusão, está voando para o evento. A camisa branca é uma homenagem aos 100 anos do primeiro título da seleção, no Pan-Americano de 1952, na última vez que foi usada.

       



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