BLOG DO ALEX MEDEIROS

14/12/2018
Sábado de folia no Beco da Lama

O mais cultural de todos os becos do mundo, o Beco da Lama, no Centro de Natal, será palco neste sábado de mais uma edição do Carnabeco, o evento de folia fora de época criado como alternativa ao axé do Carnatal, que ocorre na Arena das Dunas.

A concentração começa ao meio-dia nos points boêmios do Beco da Lama, com saída do bloco carnavalesco, ao som do Frevo do Xico, às 16h30 pelas principais ruas da Cidade Alta.
As paradinhas ocorrerão nos seguintes bares:

Raimundinha
Selma
Lourenço
Chico

Neide
Nazaré
Bardallos
Zé Reeira
Naldo 

       



14/12/2018
As coisas de Jesus

Foi visto na goiabeira
no formato de um arbusto
juram que viram seu busto
numa panqueca inteira.

Já foi visto numa uva
no vidro da cristaleira
em nuvens cinzas de chuva
nos ramos das oliveiras.

Apareceu numa praia
num arco-íris no céu
nas costas de uma arraia
numa gruta em Israel

Na parede de um edifício
em folhas de bananeira
sempre é visto no hospício
nas noitadas da Ribeira

Já apareceu nas guerras
nas missas de sexta-feira
no ar, no mar e na terra
numa barraca de feira

Não vejo grande mistério
em tantas aparições
o que eu acho pouco sério
é a crença nessas visões.

       



14/12/2018
Começa hoje o Festival Halleluya

Tem início nesta sexta-feira, no anfiteatro da UFRN, a nona edição do Festival Halleluya Natal, com previsão de atrair mais de 80 mil pessoas nos três dias de apresentações musicais. O evento segue até domingo, e a entrada é gratuita.

 

Com uma proposta de atender públicos de gostos musicais diferentes, o festival traz uma programação diversificada com atividades de lazer, espaços gastronômicos e músicas de diversos estilos e gêneros.

Entre as atrações, destaque para a banda de rock católico, Rosa de Saron, que se apresentará na noite de hoje. Logo depois, sobem ao palco o cantor Thiago Brado e a banda JP2, com muito pop e reggae.

O cantor Naldo José se apresenta no sábado, 15, com o ritmo do forró, sucedido pela banda Missionário Shalom . Tem ainda os cantores Ana Gabriela e Cosme, além da banda de sertanejo universitário, Ecoar.

No domingo, encerrando a festa, o agito fica com as cantoras Irmã Kelly Patrícia e Eliana Ribeiro, o forró da banda Obra Nova e o swing do grupo LouvoGod. O Festival Halleluya tem como proposta central disseminar a paz e a tolerância.

       



13/12/2018
Um soneto ardente

Tome o fogo da quimera
queime uma floresta inteira
queime a lenha da fogueira
queime a nossa atmosfera

Queime o feijão e o arroz
queime a seda do cigarro
queime os pneus do carro
queime as fotos de nós dois

Queime o doce de banana
queime o jornal do dia
queime a luz e a pestana
queime o peito na azia

Queime os livros de história
queime o amor que ardia
queime até nossa memória
mas não queime a poesia.

       



12/12/2018
Os anjos caídos do rock

Quando um livro nos permite compreender temáticas distintas numa só leitura, invariavelmente é tratado como "a bíblia disso ou daquilo", numa expressa referência ao compêndio milenar que com seus muitos livros fundou e sustentou a doutrina cristã e suas diversas religiões criadas depois.

Pois bem, se algum fã do rock ‘n' roll quiser conhecer de uma só vez as origens e vertentes do punk rock, proto punk, grunge, new wave e eletropop, precisa ler a farta bibliografia do livro "Dangerous Glitter - Como David Bowie, Lou Reed e Iggy Pop Foram ao Inferno e Salvaram o Rock ‘n' Roll", de Dave Thompson.

É uma bela edição de luxo em capa dura com muito material iconográfico e fotos históricas do triunvirato maldito. Os três levaram aos limites extremos - como diz Galvão Bueno - a tradução metabólica do mantra criado pelos Rolling Stones, "sexo, drogas e rock ‘n' roll". A turma de Jagger não deu pro cheiro.

Vamos para o ano de 1971, quando o britânico David Bowie era apenas uma promessa de sucesso e um fã entusiasmado dos americanos Lou Reed, e seu grupo Velvet Underground, e Iggy Pop, com sua banda The Stooges. E os dois, diga-se, achavam que o inglês tocava alguma coisa muito próxima do lixo.

Mas Bowie tinha a mesma loucura dos seus ídolos e se danou para os EUA só para conhecê-los. Não dava nem para imaginar um empurrão do mercado do Tio Sam, já que naquele ano encerrou o programa Ed Sullivan Show, cuja audiência catapultou Beatles, Rolling Stones e tudo que veio da Inglaterra.

A Guerra do Vietnã seguia sangrenta e a conjuntura cultural demonstrava agitação tanto nos EUA quanto no Brasil. Foi em 71 que Augusto Boal criou o Teatro do Oprimido, que Nabokov lançou "Poemas e Problemas" 16 anos após o sucesso de Lolita, e que o poeta Ferreira Gullar foi empurrado para o exílio.

Não foi fácil para Bowie flertar com a dupla e romper a rejeição artística. Mas no ano seguinte deu namoro e sinais de bom casamento. No primeiro encontro com Lou Reed, numa mesa do restaurante Ginger Man, no coração de Nova York, a conversa fluiu graças à alcova dos executivos da gravadora RCA.

Os dois viviam situações distintas no âmbito musical; com Lou Reed se divorciando da Velvet Underground, pensando numa carreira solo, enquanto Bowie ensaiava voos em direção à estratosfera com o êxito mundial do seu quinto disco, The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars.

O extenso nome, que lembrava a revolução sonora dos Beatles quatro anos antes com o álbum Sgt. Pepper's, caiu na boca do mundo resumido para Ziggy Stardust, que virou um alter ego. E Bowie acabou produzindo o maior sucesso da carreira solo de Reed, o seu segundo disco chamado "Transformer".

O encontro com Iggy Pop seguiu o mesmo clima e se tornou uma boa amizade, invertendo os papeis como já ocorrera com Lou Reed. O bruxo da cultura punk americana também passou a admirar Bowie. Em 2016, disse que o músico inglês não só o entendia como o ressuscitou para a vida e para o rock.

Infelizmente, aqueles primeiros anos da década de 1970 foram os únicos instantes em que o trio trabalhou junto. Uma conectividade tão fértil e transgressora que produziu um pouco que se tornou muito para a historiografia da música pop.

Foram três demônios criativos, anjos caídos que mudaram as abordagens cênica, técnica e comportamental das variações do rock ‘n' roll.

       



12/12/2018
Militares falam de segurança com Bolsonaro

Um grupo de 15 militares apresentou nesta terça-feira (11) ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, a situação da segurança nos estados do país. A informação foi passada pelo presidente do Conselho Nacional dos Comandantes Gerais da Polícia Militar, Marco Antônio Nunes. Segundo ele, Bolsonaro deixou claro o interesse de resolver, especialmente, a situação de Roraima. O encontro, que teve também a presença do vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, ocorreu no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, nesta manhã.

"O comandante de Roraima estava presente e conversou um pouco. Ele [Bolsonaro] demonstrou interesse em resolver a situação no estado", afirmou Nunes. "Viemos confirmar o apoio que as corporações sempre deram ao presidente eleito e conversamos sobre pautas da segurança pública que são importantes principalmente para a sociedade", acrescentou. De acordo com ele, o conselho que representa mais de 600 mil homens em todo o país, reuniu informações de estratégias e experiências das corporações para apresentar à equipe de transição.

A expectativa do grupo é levar o mesmo estudo ao futuro ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro. Ainda não há data acertada para o encontro. Sobre mudanças do sistema de Previdência da categoria, Nunes afirmou que o assunto será tratado quando o Congresso Nacional se debruçar na questão.

"Vamos levar nossa realidade ao Congresso Nacional: como é nosso trabalho, as características, a idade média de vida dos policiais, o dia a dia e como contribuem em cada estado", afirmou.
Bolsonaro se reúne com o governador eleito de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva (PSL), um dos seus principais aliados. Durante a campanha eleitoral, Moisés, que é coronel do Corpo de Bombeiros, não era apontado como favorito. Porém, venceu as eleições.

       



10/12/2018
O cordão vermelho do destino

Há uma lenda oriental, presente nas remotas literaturas mitológicas da China e do Japão, de que as pessoas destinadas a se conhecer estão conectadas por um cordão vermelho invisível, cujas duas pontas estão presas a seus dedos. O fio jamais se rompe, não importa o tempo, a distância ou as circunstâncias.

Segundo os versos e cantigas milenares de grandes poetas e trovadores orientais, não existe limites para a extensão do fio do destino. As chamadas almas gêmeas, ligadas por ele, tanto podem se conhecer cedo ou tarde, viverem separados por terras e oceanos, um dia estarão juntas, aqui ou no infinito.

Quaisquer que sejam os obstáculos, o tempo de vida, nada poderá romper o cordão. Irá se esticar a tamanhos estelares ou se contrair em centímetros, mas permanecerá inquebrantável, regido pelo destino. É atado ao dedo das pessoas ao nascer, não importando em que tempo e espaço esteja a outra ponta.

Foi baseada na lenda do cordão do destino (não confundi com o fio prateado do espiritismo) que a cineasta argentina Daniela Goggi roteirizou e dirigiu o belíssimo romance "El Hilo Rojo del Destino", já traduzido na Netflix Brasil para "A Linha Vermelha do Destino", que tem recebido boas críticas desde 2016.

A trama, ou história de amor, é protagonizada pelos personagens Manuel e Abril, interpretados pelos atores Benjamin Vicuña e Eugênia Suarez, ela que além de atriz é uma das modelos mais famosas e belas da Argentina. O fio entre ambos começa a surgir num saguão de aeroporto, ambos ouvindo a mesma música.

Abril é comissária de bordo e tem como principal sonho voar pelo mundo inteiro, enquanto Manuel tem uma pequena vinícola que busca expandir seus vinhos pelo continente sul-americano e Espanha. O primeiro sinal de conectividade ocorre na audição mútua de "You Know i'm no Good", de Amy Whinehouse.

Da química inicial que bate entre eles no embarque, logo explode a física dentro do avião. Entre beijos e amassos, um primeiro encontro formal no setor de imigração do aeroporto de Madrid, abortado pela burocracia da segurança interna. O fio se estica, eles se perdem de vista e se encontrarão 7 anos após.

Aí ambos já estão casados, ele com uma fotógrafa renomada, ela com um produtor de música pop; ele tem uma filha, ela tem um filho. As chances são mínimas para uma nova decolagem da paixão surgida na casualidade de uma viagem aérea. Mas há o fio invisível, desencapado pela centelha do amor.

O reencontro é morno, depois esquenta; os desejos despertam, depois geram pesadelos e remorsos. Nova distância, outra reaproximação, o constrangimento dos seus cônjuges trabalhando juntos. Tensões, medos, dores e perdas. Mais um filme argentino com sabor de cinema bem feito.

SPOILER: ao fim das filmagens, os atores saltaram do roteiro, encerraram seus respectivos casamentos e se juntaram numa paixão de vida real.

       



08/12/2018
As novas barricadas em Paris

A espetacular ação policial e as detenções preventivas não impediram novos distúrbios em Paris no quarto sábado de protesto do movimento dos "coletes amarelos".

Já houve mais de 700 prisões só hoje e confrontos esporádicos entre manifestantes e agentes da lei em várias partes da capital francesa.

De acordo com as primeiras estimativas das autoridades policiais, os encontros reuniram cerca de 8.000 pessoas em Paris e 31.000 em todo o país. Cerca de 36 mil que, segundo o secretário de Estado do Interior, Laurent Núñez, foram mobilizados no último final de semana.

O principal ponto de atrito são as grandes avenidas, onde pouco depois das 13h (local) grupos de manifestantes formaram barricadas com material que foram retirados de alguns estabelecimentos próximos e com mobiliário urbano, antes de incendiá-lo.

A Polícia está usando veículos com mangueiras de água pressurizada e joga gás lacrimogêneo para expulsar os agressores das brigas que ocorrem no passeio público. As depredações seguem acontecendo e os comerciantes reforçam suas fachadas com tapumes.

Os principais pontos turísticos de Paris, como a Torre Eiffel e a Avenida Champs Elisée, estão fechados à visitação. Alguns países já começam a pedir aos seus cidadãos que evitem viajar para a França.

       



08/12/2018
Os pseudo empreendedores privados

Alguns sanguessugas do erário, os mesmos de sempre que vomitam verborragia de autoelogios numa falsa condição de empreendedores privados, escondendo na dissimulação as fortunas acumuladas com dinheiro público, andam por aí nos grupos de WhatsApp e nas rodinhas de rapapés esculhambando comigo.

Na verdade, essa tem sido uma prática antiga, desde quando eu parei de fazer a coluna Portfolio no Diário de Natal e passei a escrever sobre diversos assuntos, inclusive o que contraria os interesses dessa gente, a quem não devo porra nenhuma.

Aliás, se alguma dívida existe por aí, deveria ser deles para comigo. Ao longo de décadas, acumulei informações que se houvesse transformado em notas e comentários teria provavelmente que transformar meu espaço jornalístico numa espécie de delação premiada. Mas como detesto deduragem, preferi incorrer na leniência.

Entretanto, há algo tão escroto quanto a delação: é o cinismo de quem prega em favor dos negócios privados, emposta a voz como arauto da livre iniciativa, e vive agarrado nas verbas do serviço público.

       



08/12/2018
Revelado o mistério de Bazinga

Os fãs da série de TV The Big Bang Theory, no ar desde 2007 pelo canal americano CBS e com transmissão no Brasil pelo SBT e Warner Channell, sempre foram curiosos para saber o significado da palavra Bazinga, constantemente gritada pelo personagem Sheldon Cooper, interpretado pelo ator Jim Parsons.

Agora, a origem da estranha palavra foi desvendada, e isso só ocorreu graças ao spin-off da série, The Young Sheldon, um novo seriado centrado na infância do hilário Sheldon Cooper. Num dos primeiros episódios, o telespectador pode ver o protagonista numa loja de revistas em quadrinhos e lá descobre um carrinho de brinquedo da marca Bazinga, o que o deixa espantado.

O slogan da marca fictícia de brinquedos é "Se é divertido, é Bazinga", uma frase que fica colada na mente do jovem Sheldon, e que na medida em que o tempo passa ele vai usá-la para o resto de sua vida, como se pode ver até hoje no sucesso de The Big Bang Theory.

       



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