BLOG DO ALEX MEDEIROS

27/07/2017
No prelo

Hai-kais e sonetos no universo mágico e híbrico da garota imortal de Lewis Caroll.





20/07/2017
No mundo da Lua

Sôbre fina camada de areia lunar, molda-se uma imprevista escultura: a forma da galocha de um astronauta. Com esta frase, com direito ao circunflexo apropriado à gramática da época, o jornalista Zevi Ghivelder iniciava o curto editorial da revista Manchete de 16 de agosto de 1969.

Era a edição especial com as fotos e narrativas da aventura que ficaria marcada como a mais fantástica da humanidade no século XX. A viagem da nave Apollo 11 ao satélite terrestre mexeu com as mentes do mundo, já tão mexidas no caleidoscópio de ideologias em que se transformou aquela década de sonhos.

A Lua deixara de ser um astro brilhante, solto na imensidão do espaço e de interesse apenas dos namorados e dos poetas que voavam em órbita de um parnasianismo sem fim. A morada de São Jorge e de misteriosas guerreiras selenitas virou o centro das atenções, o núcleo da galáxia. A Pedra da Lua ganhou notoriedade de jóias.

O impacto da notícia de um homem andando em solo lunar, a superação do percurso espacial, a cobertura midiática com as imagens da televisão, tudo isso mudou a vida sobre a Terra. A grande foto em duas páginas de Edwin Aldrin instalando um sismógrafo no chão da Lua era a consagração da raça humana.

Éramos os senhores do universo, uma minúscula espécie que conseguiu sair do seu mundo e viajar até outros, além das barreiras físicas e espaciais. A missão Apollo 11 conseguiu ser tema de todas as tribos filosóficas, dos executivos de Nova York aos universitários de Paris, dos militares brasileiros aos hippies de São Francisco.

Científica para uns, filosófica para tantos, bélica para alguns, profética para muitos e lisérgica para outros. Todo mundo tinha um motivo e uma história para narrar em torno da conquista da Lua. Eu, com apenas 10 anos, vivia o clima de ficção com figurinhas de astronautas e os episódios sempre emocionantes da série de TV Perdidos no Espaço.

Entre os dias 20 de julho, quando o módulo da Apollo 11 pousou na Lua, e 18 de agosto, o último dia do Festival Woodstock na cidade de Bethel, em Nova York, a humanidade viveu mais transformações culturais e ideológicas do que todos os anos vividos até aquele período do século XX.

Dali em diante, eu vi a revista Manchete algumas vezes até consegui-la em definitivo para meu acervo de velharias gráficas. Quando passei suas páginas aos vinte e poucos anos, já com uma idéia pré-formada do mundo, foi rápido perceber a diferença de impacto visual em relação à primeira vez, na infância.

São imagens espetaculares, um documento dos mais valiosos em toda a História do homem. Talvez só superadas pelas imagens televisivas, que, dizem, foram perdidas pela NASA. Por mais que existam as teses conspiratórias sobre a farsa cinematográfica montada pelos EUA, a viagem à Lua é um divisor de águas, ou de espaço.

Para as atuais gerações tão íntimas das mais incríveis tecnologias, acostumadas com a informática, o microcosmo dos chips, a ciência tornando real cada vez mais as coisas da ficção literária, talvez não entenda a grandeza e fenomenologia em torno do primeiro pouso de uma nave terráquea na Lua.

Neil Amstrong, o comandante da missão, provavelmente não sacou do improviso para lançar à História o comentário "Um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a humanidade". Deve ter partido da Terra já com o slogan pronto, fruto do eficiente marketing que enleva a sociedade norte-americana.

Outra frase muito badalada de Armstrong e considerada enigmática durante mais de vinte anos após a alunissagem do módulo e seu pisar sobre os astros, foi "Boa sorte, Mister Gorsky", um cumprimento ao voltar para a nave que sugeria a existência de um interlocutor com nome russo ou de outra nação do Leste Europeu.

Somente muito depois, quando a Lua já virara até destino turístico, o astronauta revelou o mistério do comentário. Ainda menino, ouviu uma voz feminina, vindo da casa vizinha dos seus pais, dizendo: "sexo oral, só quando o filho do vizinho pisar na Lua". E naquele momento histórico e solene, lembrou e felicitou o marido da vizinha.

Quase meio século depois do feito de Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins, sempre que volto a folhear a velha revista Manchete (como hoje) o clima de 1969 me orbita a alma.

E no mundo atual das imagens digitais, dos megatelescópios revelando galáxias distantes, a emoção das fotos das câmeras Hasselblad, com lentes Zeiss Biogon, é a mesma do passado. Imutável como o prazer do casal Gorsky em cada casal de hoje e do futuro.





19/07/2017
Mais um livro

Novos hai-kais e velhos sonetos nos ventos de agosto e setembro. Mais uma edição da Livros de Papel, de Mário Ivo Cavalcanti, com prefácio de Rubens Lemos Filho.





19/07/2017
Hai-kai

Em tempos glaciais
o fogo da poesia
purifica musas e quetais.





Veja o video:

14/07/2017
O Jeep no Rock

Em nova campanha para celebrar o Dia do Rock (13 de julho), a Jeep une música a modelos do clássico carro.

A montadora reuniu faixas do estilo que marcaram os últimos 70 anos em uma playlist no Spotify, serviço de streamming de música.

Também numa coletânea dos sucessos, a marca fez parceria com a Rádio Rock ((89.1 FM) sob o mote "Uma homenagem para quem transforma atitude em trilhas" em que transmitirá as músicas de rock dos últimos anos.

Além disso, a marca fez uma campanha em que o guitarrista Edgard Scandurra homenageia acordes dos anos 1950 à 2010 junto aos carros que fizeram sucesso nas mesmas décadas. O filme está circulando nas redes sociais da marca.

Fonte Meio&Mensagem





14/07/2017
As beatas de Lula

Os envenenados pelo messianismo ideológico acreditam na mitificação da mentira repetida como verdade e se transformam, na beatificação incauta, passando a doutrinar outros sobre milagres de Lula que a luz da razão provou serem obras do charlatanismo político.

Incrível como o petismo militante produz textos empanturrados de feitos mirabolantes que jamais ocorreram nos governos corruptos de Lula e Dilma.

E os seguidores do condenado, cegos numa religiosidade travestida de simpatia, agem na histeria coletiva de uma seita e saem a verbalizar como oração a defesa do líder popular que em treze anos virou chefe de quadrilha e comandou o mais ousado projeto criminoso de desvio do dinheiro público na América Latina.

A História, que não é ficção de liturgia sectária, já tem um lugar pra perpetuar Luiz Inácio Lula da Silva como o primeiro presidente da República Federativa do Brasil a ser condenado pela Justiça por corrupção e lavagem de dinheiro.





12/07/2017
Senador do Paraná visita Natal

O senador Álvaro Dias (de roupa escura na foto), pré-candidato a Presidência da República em 2018 pelo partido Podemos, estará na capital potiguar entre os dias 28 e 29 para conversas com correligionários e fazer contatos com eleitores da cidade.

Um dos poucos integrantes do Senado Federal a passar incólume por investigações como a Lava Jato, o político paranaense tem baixa rejeição em algumas pesquisas e adota um discurso moralizador contra a dicotomia estabelecida entre PT e PSDB há duas décadas.

Álvaro Dias tem um grande amigo em Natal, dos tempos de juventude em Curitiba. O empresário do setor de venda e aluguel de imóveis, Caio Fernandes (de camisa branca).





12/07/2017
EVACUAÇÕES PETISTAS

Em março de 1984, quando as ruas do Brasil começavam a aglutinar multidões pedindo eleições diretas para presidente da República, estudantes da UFRN invadiram e ocuparam a reitoria, com direito a pernoites e refeições no local.

Até hoje há quem jure que um jovem militante do recém-fundado Partido dos Trabalhadores, oriundo do interior de Minas Gerais, teria não apenas dormido no birô do reitor Genibaldo Barros como também chegou ao ponto da insensatez biológica de defecar em cima.

Quase 34 anos depois, a senadora petista Fátima Bezerra, que em 84 era uma reles desconhecida dos movimentos radicais e sectários em Natal, subiu nas tamancas e nos degraus do plenário do Senado para invadir a mesa diretora, se aboletando na cadeira do presidente, onde lançou mão de um prato feito dando colheradas exibindo seu conceito de ato republicano.

Sua escatologia alimentar tem semelhanças cognitivas e retas com a defecação político-esfincteriana do pregresso colega estudantil dos anos 1980 na reitoria da UFRN. Talvez não por coincidência, ambos - ela e ele - são parlamentares dessa figura jurídica abjeta chamada PT.

PS - Horas depois do bandejão na mesa do Senado, o texto-base da reforma trabalhista foi aprovado com folga, por 50 votos contra 26. As atrevidas senadoras já podem voltar a ruminar seus pedaços de bife Friboi. 





06/07/2017
Lula, Cunha e Henrique

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a prestar depoimento, desta feita no Ministério Público Federal. Só que na condição de testemunha arrolada pelo ex-deputado Eduardo Cunha.

Perguntaram se Lula sabia das influências maléficas de Cunha em áreas do seu governo e do de Dilma, principalmente no dinheiro do FGTS.

Também quiseram saber se o petista sabia das ligações do político carioca com o potiguar Henrique Alves, ex-ministro do Turismo de Michel Temer.

Como é de praxe, Lula afirmou não saber de nada. De nadinha. O inocente.





06/07/2017
No universo de Alice

Mais um livro de poemas pronto pra ir ao prelo.
Sonetos e hai-kais numa viagem amorosa e libidinosa pelo mundo mágico de Alice, personagem imortal de Lewis Carroll.

A capa é do artista plástico Carlos Soares.





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