BLOG DO ALEX MEDEIROS

09/01/2018
Mudança radical na comunicação do governo

A jornalista Juliska Azevedo não suportou a pressão da crise generalizada no governo do estado, que naturalmente atinge a comunicação na consequente maculação da imagem da administração.

Agradeceu os dois anos de confiança do governador Robinson Faria e entregou o cargo. Ela já havia substituído a colega Georgia Nery, que deixou a secretaria no começo do governo.

Ambas são de extrema confiança do governador, trabalharam com ele por anos quando Faria era deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa. 

Ontem mesmo, o governo anunciou o substituto de Juliska, o publicitário Pedro Ratts, que fez carreira no mercado da propaganda como redator e como fundador da agência que leva o seu nome.

O anúncio de Ratts como novo secretário estadual de comunicação surpreendeu o mercado, pelo fato da sua ligação pessoal e profissional com Arturo Arruda, cunhado de Henrique Alves. Ratts teria trabalhado na campanha de Alves contra Robinson em 2014.

Outro fato comentado nos grupos de WhatsApp é que Pedro Ratts foi um dos principais ideólogos da criativa campanha digital de Kelps Lima, que se elegeu deputado estadual usando a Internet como catapulta do seu nome.

E é notória a posição radical de Kelps na Assembleia Legislativa contra o governo de Robinson Faria. O nome de Pedro Ratts para substituir Juliska Azevedo contou com o apoio de alguns auxiliares do governador, principalmente do seu filho deputado Fabio Faria.





05/01/2018
A história passeia no Palácio José Augusto

Quem percorre os espaços públicos do Palácio José Augusto, pode relembrar traços da história política do Estado. A começar pelo governador que dá nome à sede da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, basta que se tenha acesso ao Salão Nobre Deputado Iberê Ferreira de Souza e ao Auditório Deputado Cortez Pereira para lembrar personagens que deixaram suas marcas também como gestores.

A história continua sendo contada quando se chega ao Plenário Deputado Clóvis Motta, à Sala de Redação Jornalista Luciano Herbert ou passa pelo Espaço Cultural Deputada Maria do Céu Fernandes.

Depois de atuar como Procurador da República em 1905 e juiz da Comarca de Caicó, José Augusto Bezerra de Medeiros, patrono da Casa Legislativa, começou sua carreira política como deputado estadual em 1913. Na Assembleia, ajudou a escrever a Constituição do Estado, em 1915, ao lado de deputados como Henrique Castriciano, Tomás Salustino e Alberto Maranhão.

José Augusto teve uma carreira política vitoriosa com sete mandatos de deputado federal, dois de senador da República, e no meio destes, um mandato de governador do Rio Grande do Norte, de 1924 a 1928. "José Augusto é uma figura pública de uma proeminência incrível no Rio Grande do Norte", ressalta o historiador Plínio Sanderson, explicando que o potiguar chegou ao Governo a partir da amizade com o então presidente da República, Arthur Bernardes. "Teve um episódio chamado ‘As cartas falsas', onde o presidente foi acusado de enviar cartas falando mal das Forças Armadas. E foi José Augusto quem terminou provando que as cartas não eram verdadeiras, e assim ele ficou muito amigo de Arthur Bernardes", explicou Plínio.

Segundo o historiador, José Augusto, autor de duas revistas cariocas - ‘A Educação' e ‘A Educação Brasileira' - governou o Rio Grande do Norte e elegeu como sucessor o tio Juvenal Lamartine. "Ele fez um governo interessante, onde apoiou a mudança genética do algodão mas, o maior destaque foi a lei do voto feminino, que foi em 1927", disse Plínio.

Assim como José Augusto, José Cortez Pereira também foi indicado para administrar o Rio Grande do Norte. Ele foi o primeiro governador biônico do Estado (1971 a 1975) e foi escolhido pelo presidente Emílio Garrastazu Médici em 1970. "Foi durante uma conferência em Recife, ele fez um discurso na Academia Militar e esse discurso foi muito bem visto pelos militares, o que lhe proporcionou a indicação", conta Plínio Sanderson, que classifica Cortez Pereira como um homem visionário. "Como governador ele plantou as raízes do desenvolvimento no Rio Grande do Norte. Ele estudou a questão agrária e criou projetos como o Polo Nordeste, Chapada do Apodi, Serra do Mel (com base em kibutz de Israel), o Bicho da Seda, e até cultivou amoras em Nísia Floresta", lembrou o historiador, que cita como destaque o Projeto Camarão, que ficou conhecido em todo o mundo.

"Ele transformou uma área que naquele tempo não tinha muito valor, que eram os manguezais, em criadouros de camarão. Ainda lutou pelo plantio de café nas serras do Rio Grande do Norte, foi o primeiro gestor a se preocupar com planejamento familiar, com o Projeto Minerva", ressaltou Plínio, lamentando que, pelo que conta a história, os ESPAÇOS NOBRES grandes projetos de Cortez Pereira, por questões políticas, foram "engavetados" pelos gestores seguintes, impedindo que o plano de desenvolvimento do Estado desse seguimento.

Cortez Pereira foi cassado depois de sua gestão, e quando morreu, em 2004, exercia o mandato de prefeito do município de Serra do Mel. Como legado do Governo Cortez, a Assembleia Legislativa aprovou, em julho de 2015, a denominada ‘Lei Cortez Pereira', que regulamentou a atividade de carcinicultura em bases sustentáveis no Rio Grande do Norte.

Também começando a carreira política como deputado estadual, exercendo dois mandatos, e depois federal, com cinco mandatos consecutivos, Iberê Ferreira de Souza, que dá nome ao Salão Nobre da Casa, foi governador do Rio Grande do Norte. Como vice eleito na chapa da então governadora Wilma de Faria em 2006, assumiu o Governo em 31 de março de 2010, quando a titular renunciou para disputar uma vaga no Senado. Iberê governou até 31 de dezembro do mesmo ano.

Além dos mandatos eletivos, Iberê foi auxiliar dos governos chefiados por Lavoisier Maia, José Agripino Maia, Garibaldi Alves Filho e do primeiro Governo Wilma de Faria. Como deputado federal, ajudou a escrever a Constituição de 1988, sempre mantendo o tom de parlamentar municipalista que permeou seu carreiro como político.

"Uma vez o partido reuniu a bancada federal para definir como iria se posicionar para votar o aumento de um ano do presidente José Sarney. Iberê disse que só responderia depois de ligar para os prefeitos aliados no Rio Grande do Norte", lembrou o ex-deputado estadual, ex-presidente da Assembleia Legislativa e primo de Iberê, Ezequiel Ferreira de Souza. "Iberê era um grande municipalista e tinha um amor enorme pela sua terra e pelo povo de Santa Cruz; exerceu a vida pública como sacerdócio e prestou muitos serviços ao Rio Grande do Norte", ressaltou Ezequiel, pai do atual presidente da Casa, Ezequiel Galvão Ferreira de Souza.

Iberê morreu no dia 13 de setembro de 2014, em decorrência de complicações causadas por um câncer que foi diagnosticado em 2010, ano em que assumiu o Governo.

Plenário

Como vice do governador Monsenhor Walfredo Gurgel, Clóvis da Motta exerceu a presidência da Assembleia Legislativa no período de 1966 a 1971, época em que o vice-governador automaticamente assumia a presidência do legislativo. Antes, em 1954, foi eleito deputado estadual, tendo se destacado pela recriação do Corpo de Bombeiros Militar, criado em 1917. "Quando ele morreu foi transportado para o sepultamento em carro aberto do Corpo de Bombeiros", lembrou o cunhado Carlito Meirelles.

Clóvis Motta, que dá nome ao Plenário da Assembleia Legislativa, exerceu ainda dois mandatos como deputado federal, e foi eleito presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN). Os herdeiros políticos são o deputado estadual Ricardo Motta e o deputado federal Rafael Motta.

Quem passa pelo principal corredor do Palácio José Augusto se depara com uma permanente exposição de obras de arte assinadas por artistas plásticos do Rio Grande do Norte. O lugar denominado Espaço Cultural Deputada Maria do Céu Fernandes, homenageia a primeira mulher a ocupar o cargo de parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. A potiguar nascida em Currais Novos também foi a primeira deputada estadual do Brasil. Eleita com 12.058 votos, teve seu mandato cassado em 1937, por discordância das ideias getulistas durante o Estado Novo.

Com um olhar curioso sobre todos os personagens que dão nome a espaços de destaque na Assembleia Legislativa, cobrindo a política que contava a história de cada um dos personagens citados, o jornalista Luciano Herbert também entrou para a história do Palácio José Augusto, e não apenas como coordenador de Comunicação, cargo que exerceu no período de 2006 a 2009. O editor da Tribuna do Norte, Diário de Natal, e repórter correspondente do Jornal do Brasil, que morreu em outubro de 2015, vítima de um câncer, hoje dá nome à sala da Assessoria de Imprensa da Casa. Decisão do plenário com apoio dos 24 deputados da legislatura.

 





03/01/2018
O vômito verbal das castas

Nas minhas redes sociais tem todos os tipos de gente e de visões ideológicas. Entre todos, já identifiquei faz tempo os mais barulhentos, os que se travestem de chicote do mundo, os plantonistas do vitimismo alheio que se jactam porta-vozes da coletividade.

Praticam mais "mimimi" do que militontos que seguem às cegas Lula ou Bolsonaro. São, em esmagadora maioria, legítimos componentes das castas que esbaldam gordos salários sugados do erário, quase sempre gozados em viagens transatlânticas ou nos passeios diários em shoppings do País, após alguns minutos em repartições públicas que eles teimam em chamar de "trabalho". Alguns arrastam sacolas de livros, que servirão para estudar os problemas do mundo ou para exibir nos cafés diante de incautos olhares.

Acampados no mais das vezes nos wifis dos órgãos estatais, teclam rugidos de indignação em nome de pobres, de servidores públicos, de professores ou de policiais, escondendo no cinismo das postagens a real preocupação umbilical: o luxuoso auxílio salarial. Todos lembram a canção "Eles", de Caetano: "Eles guardam dinheiro pro dia de amanhã".

Ninguém caga tanta regra nas redes sociais quanto os inescrupulosos marajás do serviço público. Dá pra sentir a boçalidade de postura nas suas postagens. As matrículas que garantem os benefícios são a própria fantasia de "otoridade" garantida no Judiciário, Ministério Público, Tribunais de Contas, cargos diretivos e consultivos no Executivo e Legislativo, ou em órgãos federais.

Essa gente carrega na pseudo consciência cidadã a mais nojenta das posturas, é a mentira de si mesma elevada a uma desonestidade intelectual que enoja. A suposta elegância de gestos e poses no passeio público é apenas uma casca a camuflar a indecência interior. Como a crosta fibrosa que esconde embaixo uma ferida pútrida, um tumor purulento.





02/01/2018
R.I.P. Arimateia Fernandes

Não deu certo.
Toda aquela enxurrada de mensagens que troquei no reveillon, as centenas de postagens com o tradicional "feliz ano novo", tudo se perdeu na formalidade dos festejos.
Pelo menos pra mim, o novo ano não começou feliz. Começou arrasador, levando embora esse grande amigo que foi Arimateia Fernandes, nosso "Boscora", um engenheiro de formação e construtor de amizades de coração.
E foi seu grande coração tão bem habitado de amigos que fadigou hoje e parou de bater, deixando amigos e familiares parados, rasgados, na sua brusca ausência.
Sem Arimatea, 2018 começa mal pra mim. Não é fácil ser feliz assim; perder amigos é perder fatias de vida.





01/01/2018
As séries mais pirateadas de 2017

Primeiro dia de um novo ano, após o feriado muita gente começa a planejar as ações e atos em 2018. E entre umas coisas nos afazeres de casa e do trabalho, há outras relacionadas ao prazer, ao lazer, como a escolha do que vai ver no cinema e na TV.

Na capa do Galo Informa você vai ver um vídeo compilando os principais filmes que serão exibidos esse ano, enquanto que aqui no blog eu enumerei as séries mais copiadas e vendidas no paralelo, a partir de um levantamento do portal "TorretFreak". Algumas delas, tenho certeza, você vai querer ver, se é que não viu ainda. Abaixo, a lista das séries preferidas da pirataria:

10. Arrow, sobre as aventuras do Arqueiro Verde, o personagem de HQ da editora DC Comics.

09. Suits, uma produção canadense de grande sucesso e que revelou a atriz Meghan Markle, noiva do príncipe inglês Harry.

08. Vikings, um seriado épico lançado em 2013 e que já obteve 11 indicações ao prêmio Emmy.

07. Sherlok, baseada no mítico detetive britânico e que tem produção assinada pela rede BBC.

06. Prison Break, um sucesso mundial com uma trama que envolve o assassinato de um irmão da vice-presidente dos EUA.

05. Rick e Morty, uma produção em desenho animado com abordagem no humor negro e caviloso.

04. The Big Band Theory, série de humor rasgado super badalada no mundo inteiro. Narra as aventuras de Sheldon, Leonard, Raj, Howard  e Penny.

03. The Flash, mais um super-herói da DC Comics que atraiu os copiadores de plantão. O ligeirinho vermelho vai conquistando todos.

02. The Walking Dead, a epidemia zumbi que já vai na oitava temporada e cada vez mais bizarra e empolgante.

01. Game of Thrones lidera mais uma vez o submundo das cópias piratas. Na sétima e anunciada penúltima temporada, a guerra parece que não vai parar.





01/01/2018
Avanços no ano novo

Ao leitor de atitude
que sabe que pode
o desejo do blog
de muita saúde
e que nada mude
do que está certo
amigos por perto
amor sem engano
feliz novo ano
de peito aberto.





30/12/2017
Poema de fim de ano

Num poema
me amparo
se fujo ao tema
penso e paro
miro o problema
dou um disparo
volto à cena
e me reparo.





30/12/2017
A palavra do ano

Nem "empoderamento", nem "sextou", nem "fake news" e muito menos "treta". A palavra do ano na minha opinião surgiu na Espanha e ganhou a mídia tradicional e as redes sociais do mundo neste 2017.

Pela força nefasta que ela representa nesses tempos de incertezas econômicas e intolerâncias ideológicas, eu escolho "Aporofobia", um neologismo criado pela filósofa espanhola Adela Cortina, usado em vários artigos e que penetrou nos textos jornalísticos da Europa e EUA.

Apesar de muitas vezes usada como significado de uma xenofobia específica contra imigrantes e refugiados, a palavra carrega em verdade uma dosagem escrota de aversão aos pobres, como identificou a própria criadora do termo.

"A rejeição aos refugiados não se produz por sua condição estrangeira, mas sim porque são pobres", sentenciou Cortina num dos últimos artigos publicados este ano.

Se transportarmos a "Aporofobia" para a conjuntura brasileira, principalmente observando o histérico debate nas redes sociais, veremos o horrendo sentimento disfarçado nas teses dos novos playboys desfilando em novas siglas partidárias que vendem a redenção do Brasil numa ilusória política de mercado.

Herdeiros de toda a podridão sócio-política de um país espoliado à direita e à esquerda, os jovenzinhos com gravatas no ego tentam evangelizar as almas sedentas de horizonte, apontando a utopia de seus próprios delírios monetários.





30/12/2017
O feminismo pop da Catalina

Ela é um fenômeno nas redes sociais e é conhecida como Catalinapordios, um neologismo untando palavras que ouvia quando menina na casa dos pais nos instantes em que quebrava padrões, subia em árvores ou interrompia conversas de adultos.

"Se eu tivesse nascido homem, me diriam 'Catalino, que legal', 'Catalino, que coragem', mas como era uma garotinha, só me diziam ‘Catalina por Deus'", diz a hoje feminista colombiana radicada no México, Catalina Ruiz Navarro.

Aos 35 anos, ela vem revolucionando aas redes com seu feminismo pop latinoamericano onde a força do discurso está nos vídeos curtos e bem humorados que exploram novas ideias e debates feministas, sem perder o foco da violência e discriminação que sofrem as mulheres.

Numa entrevista que repercutiu em jornais do México, Colômbia, Chile, Argentina e Espanha, Catalina conta como e porquê se fez feminista, e faz uma reflexão sobre as agressões machistas nas redes sociais, em que ela reage com sarcasmo e bom humor, conseguindo com isso envolver milhares de mulheres na mesma maneira de reagir.

"Há um prazer em odiar as feministas na Internet, porque pessoas como eu estão transgredindo em dobro o olhar machista nas redes. Porque quando uma mulher, uma jornalista, uma blogueira, estão postando receitas gastronômicas ou dicas de moda, ninguém trola, mas tratar de direitos e avanços femininos transgride", diz.

Catalina mescla a fina capacidade cômica com a profundida acadêmica de uma formação em antropologia e um curso rápido de filosofia, uma mistura que espanta machos menos avisados.

Disse que abdicou da vida acadêmica para usar o jornalismo como uma interação direta com as mulheres, uma forma de ter incidência e audiência no contexto feminista. É colunista semanal nos jornais El Espectador e El Heraldo (Colômbia), Vice (México) e Univision (EUA). Em janeiro lançará uma editora e uma revista digital chamada Vulcânica.

Acesse o site 
www.catalinapordios.com e procure Catalina no Twitter, Instagram e Facebook, usando o mesmo título.





30/12/2017
A bola de ouro latina

O principal diário do Uruguai, El País, divulgou ontem os três jogadores finalistas na disputa do tradicional troféu Rei das Américas.

São dois do Grêmio, Arthur e Luan; e um do Flamengo, Guerrero.

O prêmio vem sendo anunciado pelo jornal uruguaio desde 1986, substituindo o diário venezuelano El Mundo, que tocou a honraria (também chamada de Melhores do Futebol) entre 1971 e 1985.

Os maiores ganhadores do Rei das Américas são, pela ordem: Figueroa, Zico e Tévez (3 vezes), Maradona, Francescoli, Verón e Neymar (2).

O ganhador da primeira edição, em 1971, foi o gênio Tostão, maior ídolo da história do Cruzeiro. Dois anos depois, o rei Pelé foi o eleito.





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