BLOG DO ALEX MEDEIROS

04/06/2018
Larissa Rosado exige proteção à criança

Uma comissão para atuar nas escolas e hospitais do RN notificando maus tratos na infância. A solicitação da deputada Larissa Rosado (PSDB) ao Governo do Estado através de requerimento visa proporcionar mais segurança às vítimas desse abuso.

"Os maus tratos na infância são muito comuns e afeta tanto as crianças, como a sociedade como um todo, tendo em vista que não é apenas um problema de saúde mental, mas também um problema social e legal e pode ocorrer em forma de ações e omissões praticadas pelos responsáveis, colocando em risco a integridade emocional, cognitiva ou física da criança", alertou a deputada.

 

Larissa Rosado ainda destaca que os tipos de maus tratos infantis podem ocorrer sob abusos físicos e psicológicos, estes últimos, por não serem evidentes, tornam-se mais difíceis de perceber.

 

"Para a proteção à criança é necessário medidas protetivas que sejam capazes de diminuir e sanar esse problema, com notificações por profissionais devidamente capacitados no ambiente escolar e em hospitais públicos, oferecendo mais segurança", afirmou.

 





01/06/2018
Os corruptos são os outros

Nos últimos anos, com a onda de escândalos que atingiu toda a estrutura político-econômica do país, ao ponto da sujeira se espalhar pelos tapetes de todos os poderes da República, o Brasil se transformou numa sala como a velha peça teatral que o filósofo Jean Paul Sartre escreveu em 1944.

Em "Entre Quatro Paredes", num texto onde ele expõe com ritmo dramático conceitos sobre o existencialismo que refinou a partir da taça do dinamarquês Kierkegaard, três personagens morrem e se encontram confinados numa hermética sala que em tese seria o inferno, mas não dantesco nem católico.

Garcin, Estelle e Inês, cada um com seus pecados, crimes e angústias, são castigados com uma eternidade em que terão que se perceber nos olhos dos outros. Livres das necessidades de comer e dormir, buscam se ver no único e minúsculo espaço que pode refletir suas imagens, o olhar de cada um.

Nessa única opção de espelho, o trio vai tentando se moldar no olhar alheio até não poder mais controlar o constrangimento. Foi nesse contexto que Sartre cunhou no roteiro a frase que se tornou sentença filosófica "o inferno são os outros", representando que julgamos nos outros com o olhar da nossa circunstância.

Estamos cientes dos crimes de alguns corruptos ilustres da politicagem nacional, mas temos dificuldade de vê-los no espelho do nosso mesmo tecido social. Representantes da sociedade, os políticos são produtos dela, moldados no caldo de cultura que formou cada um de nós. São retalhos de um todo.

Ninguém é político de formação escolar ou profissional, não existe tal profissão. Todas as demais profissões existentes se antecipam no currículo e na reputação de um parlamentar, de um chefe do executivo, de um detentor de pasta administrativa. Um político corrupto já era um corrupto no seu ofício.

E a corrupção não precisa ser gigantesca e escandalosa para ser um crime grave no contexto da República e do cotidiano. Não adianta chamar figuras como Lula, Aécio, Cabral, Cunha de ladrões e outros desaforos populares se você é o cara que pratica os chamados pequenos desvios de conduta e ética.

Um médico, advogado, dentista, jornalista que dribla o pagamento de impostos rejeitando o uso de nota fiscal é tão corrupto quanto os políticos. Um engenheiro, professor, militar, empresário que forma fila dupla nos retornos e curvas para se antecipar à fila correta quando o sinal abre também é.

Os brasileiros de todas as classes sociais precisam se olhar nos olhos e nas circunstâncias dos outros para se perceberem melhor. E parar urgentemente de buscar vantagens individuais nas crises que atingem o coletivo. Esculhambar corruptos e trocar desaforos político-ideológicos são granadas a espalhar cacos dos espelhos que nos refletem.

Sobe o pano, Sartre sai e entra o Mateus, o evangelista, dizendo "por que reparas no argueiro que está no olho do outro, e não vês a trave que está no teu olho?". Baixa o pano.





30/05/2018
Nas copas da História - IV

O sucesso que vemos ano a ano nas vendas de álbuns e figurinhas da Copa do Mundo está longe de ser uma novidade. E põe longe nisso. Muito antes dos brasileiros pegarem o gosto pelo colecionismo das seleções, ali em meados dos anos 1950, os álbuns já existiam na Europa, ainda sem colagem dos cromos.

Livros ilustrados em preto e branco com as fotos e informações dos craques eram editados durante os torneios desde a primeira copa, em 1930, no Uruguai. No Brasil, o formato com as figurinhas coloridas para colar nas páginas se popularizou mesmo com o primeiro título da seleção, em 1958.

No meu acervo de coisa antiga, há dois pequenos álbuns que adquiri há alguns anos, um da Copa 58 e outro da Copa 62. O segundo talvez tenha sido o motivo do meu lúdico vício, já que minha memória afetiva disparou assim que abri o envelope trazido pelos Correios. Lembrei de vários cromos da seleção.

Depois do fiasco brasileiro na Inglaterra, em 1966, a copa seguinte devolveu a esperança de título e o fanatismo boleiro de crianças e adultos. O time formado por João Saldanha nas eliminatórias de 1969 estava decorado na mente da torcida de norte a sul do País. O primeiro semestre de 1970 foi uma festa.

Não apenas o álbum oficial da copa no México foi uma coqueluche nacional, como também outros de temas variados ofereciam as figurinhas dos craques do técnico Zagallo (por vezes chamados ainda de feras do Saldanha). Pelé, Tostão e companhia dividiam as atenções com os astros da TV e do cinema.

Num mesmo álbum com o elenco da seleção, também estavam Tarcísio Meira, Gloria Menezes e Regina Duarte, da novela Irmãos Coragem (Globo); Lima Duarte, Odete Lara e Walmor Chagas, de As Bruxas (Tupi); e Leila Diniz, Sônia Braga e Maria Izabel de Lizandra, de A Menina do Veleiro Azul (Excelsior).

Nos jogos de bafo da meninada durante o recreio nas escolas ou nas calçadas e praças, trocava-se um Rivelino por Erasmo Carlos, um Gerson por Wilson Simonal, um Clodoaldo por Chico Anysio, um Dario por Ronald Golias. Era uma miscelânea de cores com rostos de novela, humor, futebol e música.

O ano da copa em que o Brasil solapou dos rivais em definitivo a Taça Jules Rimet, conquistada naquele 1970 pela terceira vez, foi um dos anos mais férteis em figurinhas, com uma meia dúzia de livros ilustrados trazendo a temática do futebol. 
Ficou marcado também pela última copa do rei Pelé.

Era tanto colecionismo embalado na música de Miguel Gustavo (Pra frente, Brasil, salve a seleção...), que havia sido composta para um comercial do cigarro Continental e acabou virando o hino da canarinho, que até em Natal houve uma coleção de figurinhas que fez sucesso em todos os bairros da capital potiguar.

A indústria de biscoitos e macarrão Weston trouxe nos pacotes jogadores do Brasil, ABC, América e Alecrim. Naquele tempo ainda era permitido figurinhas difíceis, e muita gente nunca achou Icário (Alecrim), Pancinha (América), Esquerdinha (ABC) e Jairzinho (Brasil). Continuam no álbum da memória.





29/05/2018
As elites do serviço público

Há um já visível clamor na sociedade contra os altos salários e mordomias das castas do serviço público.


Discursos e palavras de ordem, inclusive na imprensa tradicional, pregam contra a estrutura salarial dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além do Ministério Público e dos T
ribunais de Contas.

A próxima luta será contra as castas. Anotem.





29/05/2018
Para entender as paralisações

Como não pode e nem quer se envolver no locaute dos caminhoneiros, a esquerda vai tentar fazer barulho na greve dos petroleiros.

É o temor pelo sistema montado para não faltar combustível nas Forças Armadas, na estrutura policial e demais órgãos da segurança pública.





29/05/2018
Agiotagem sindical em Natal

Está em curso uma investigação a partir de documentos que indicam um esquema de empréstimos a juros generosos feitos por uma liderança sindical ao próprio sindicato.

Filiados da entidade suspeitam que a agiotagem no meio existe desde os anos 1990. No começo, os empréstimos eram para companheiros em dificuldade, depois se estendeu para o próprio sindicato.





29/05/2018
Sai o prêmio Princesa das Astúrias de literatura

Num ano sem Nobel de Literatura, bom mesmo é ganhar o galardão concedido na cidade de Oviedo, Espanha, e levar para casa a escultura criada pelo artista plástico Juan Miró. E quem vai levar é a escritora e arqueóloga francesa Fred Vargas, 61, cujo nome de batismo é Frédérique Audoin-Rouzeau.

A autora - que dedica seus dias atuais à causa não-literária de provar a inocência do terrorista italiano Cesare Battisti, preso no Brasil e condenado na Itália por quatro assassinatos nos anos 1970 - disputou a nominação com outros 34 escritores oriundos de 21 países.

Na defesa da francesa, os jurados de Oviedo destacaram a originalidade das suas tramas, a ironia que descreve seus personagens e uma profunda carga cultural para transbordar a imaginação. Talvez venha daí a ideia de liberdade para o criminoso comunista que tentou se esconder por aqui nas saias do PT.

A opção ideológica de Fred Vargas remete a Chico Buarque e Caetano Veloso, autores de belas obras lítero-musicais, mas retrógrados nas escolhas políticas. São figuras que no processo do envelhecimento continuam carregando velhos conceitos transgressores que há muito se transformaram em crimes comuns.

Dos livros que publicou, os principais são "Jogos de Amor e Morte", premiado em 1986 e os romances que envolvem o personagem Jean-Baptiste Adamsberg, um comissário ao instigante estilo dos espiões literários, televisivos e cinematográficos, e que lhe catapultou a popularidade na Europa.

As aventuras do comissário quase sempre ocorrem na cena urbana de Paris. Há outros livros sem ele e algumas obras de não ficção, afinal ela é historiadora por formação. E também publicou duas revistas em quadrinhos na parceria com o renomado ilustrador e roteirista Edmond Baudoin.

Fred Vargas é a sétima mulher em 37 anos a vencer o prêmio Princesa das Astúrias das Letras. A primeira foi Carmen Gaite, em 1988, sucedida por Doris Lessing, em 2001, Fatema Mernissi e Susan Sontag, em 2003, a brasileira Nélida Piñon, em 2005, e Margaret Atwood, em 2008.

Seu apelido foi uma escolha pessoal, adotado em homenagem ao personagem Maria Vargas interpretado pela atriz Ava Gardner no filme A Condessa Descalça, de 1954. Alguns livros da escritora estão traduzidos no Brasil e em Portugal e podem ser facilmente adquiridos nos sites de livrarias e na Amazon.





29/05/2018
Amistosos Rússia 2018

Três seleções que estarão na Copa do Mundo farão amistosos de preparação nesta terça-feira. Confira os jogos e horários abaixo:

20h - Argentina x Haiti
22h - Panamá x Irlanda do Norte
22h - Peru x Escócia 





28/05/2018
Amistosos Rússia 2018

As seleções que irão à Copa do Mundo iniciam hoje os últimos amistosos antes de partirem para a Rússia. Até mesmo as que não estarão lá, como a Itália, Holanda e Chile, atuam como treinamento para eventos posteriores, como Eurocopa e Copa América.

Pela manhã, a Coreia do Sul venceu Honduras por 2 x 0. Às 13h tem a Sérvia contra Montenegro, um rival regional; enquanto a Nigéria enfrenta o Congo.

Mais três jogos - com quatro seleções da Copa - acontecem às 15h45: Turquia x Irã, Itália x Arábia Saudita, Portugal x Tunísia. E às 16h jogam França x Irlanda.

À noite jogam EUA x Bolívia (19h30) e México x País de Gales (22h). 





28/05/2018
Nas copas da História - III

Em 1966, a anfitriã Inglaterra venceu a Copa do Mundo; mas apesar de contar com uma boa geração de jogadores carregaria a imagem de uma conquista injusta contra os alemães e um percurso na tabela empurrado com o auxílio generoso da arbitragem, principalmente na partida das quartas de final contra a Argentina.

O confronto que entrou para a história das copas como "o jogo da vergonha" ocorreu às 16 horas (meio-dia em Natal) do dia 23 de julho em Wembley. No gramado alguns craques: os ingleses Gordon Banks, Bobby Charlton e Bobby Moore e os argentinos Ermindo Onega, Luiz Artime e Oscar Más.

As duas equipes fizeram um duelo vigoroso e malicioso, onde os argentinos saíram de campo acusados de violentos, mal-educados e mandingueiros, quando em verdade só reagiram às pancadas discretas dos ingleses. No primeiro tempo foram 14 faltas dos britânicos contra 12 dos latinos, uma estatística alta para a época.

Aos 3 minutos de jogo, Jack Charlton empurrou o capitão argentino Rattin, famoso por não levar desaforo pra casa. Aos 5 minutos Bobby Moore põe a mão na bola e Rattin reclama ao juiz alemão Rudolf Kreitlein, que faz ouvido de mercador (na verdade ele não entendia patavinas de espanhol).

Três minutos depois, quando o meia Jorge Solari derruba o atacante Alan Ball, o meia Nobby Stile (que só jogava sem a dentadura) começa a trocar gentilezas com o lateral Roberto Ferrero. Novamente Rattin tenta se fazer escutar pelo árbitro, que olha atravessado para o capitão da albiceleste.

A torcida decide provocar também os argentinos e as vaias passeiam nas arquibancadas de Wembley. Um minuto depois, o lateral George Cohen vinga Alan Ball e bate em Solari, que corre para mostrar ao juiz a marca da educação inglesa em sua coxa. E era apenas o começo do primeiro tempo do jogo.

A Inglaterra tenta ser rápida no ataque, mas a Argentina cadencia e marca bem os atacantes rivais. Jack Charlton faz uma falta em Rattin, que outra vez reclama ao dono do apito. O alemão estava se irritando com seus queixumes. O xerife argentino passa a marcar Jack de perto, e lhe dá duas bordoadas.

A quinze minutos de acabar o primeiro tempo, o craque Bobby Charlton resolve vingar as pancadas no irmão e acerta Rattin, que depois revida com uma falta violenta. Armada a confusão, ele cospe no ícone do Manchester United e quase pega o atacante Roger Hunt com um pontapé. O juiz o expulsa.

O jogo é interrompido numa ópera bufa de gritos e gestos. O árbitro alemão justifica a expulsão pela cara feia que Rattin fez pra ele, e não pelos desaforos que não entendeu. Apesar do craque Artime ser apelidado de "astro de cinema", era o capitão quem estava sendo excluído por pura encenação.

Após 15 minutos de confusão (que serviu para a FIFA criar cartões vermelho e amarelo para a Copa 70), em que todos os jogadores argentinos deixaram o campo, ficando apenas Rattin reivindicando um tradutor, a partida retornou, mas sem antes o expulso cuspir e amassar uma bandeira inglesa e fazer gestos obscenos para a tribuna de honra, onde estava a comitiva real.

Um gol no fim do jogo de Geoff Hurst botou a Inglaterra na final e fez os argentinos tentar invadir o vestiário dos rivais. Lá dentro, Jack Charlton gritava "deixe eles entrarem, eu luto com todos". Por causa do conflito, a FIFA instituiu os cartões amarelo e vermelho na copa seguinte, 1970. Em 1982, Charlton e Rattin assistiram a Guerra das Malvinas pela TV. Cada um na sua lembrança de batalha.





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