BLOG DO ALEX MEDEIROS

28/11/2018
PSG vence o Liverpool e avança na CL

O PSG superou o Liverpool em Paris nesta quarta-feira, pela UEFA Champions League, por 2 a 1. Os gols foram marcados por Bernat e Neymar, e Milner diminuiu para os ingleses. Em um ótimo primeiro tempo, o Paris chegou a abrir 2 a 0: primeiro, Bernat aproveitou sobra após corte de Van Dijk na área inglesa para bater no contrapé de Alisson. Depois, Neymar e Mbappé puxaram contra-ataque desde o campo de defesa e o francês deixou Cavani livre para marcar, mas o camisa 9 foi bloqueado pelo goleiro brasileiro. No rebote, Neymar ampliou. O placar parecia tranquilo para os parisienses quando, nos acréscimos, Mané foi derrubado por Di María na área e Milner diminuiu.


Muito diferente na segunda etapa, o Liverpool veio atrás do empate. Sem a inspiração de Salah, Mané e Firmino, no entanto, os ingleses foram parados por ótima atuação do zagueiro Thiago Silva. O PSG, por outro lado, só não ampliou graças a uma excelente defesa de Alisson em cabeçada de Marquinhos. Daniel Alves, após seis meses parado por conta de lesão, entrou no segundo tempo. O resultado força o Liverpool (seis pontos) a vencer o Napoli (nove pontos) por dois gols de diferença na última rodada para se classificar às oitavas; os franceses, com oito pontos e mais tranquilos, enfrentam o Estrela Vermelha, lanterna do grupo, podendo avançar com um empate.

       



27/11/2018
Nave InSight chega em Marte

A InSight aterrissou com sucesso em Marte para a primeira missão espacial que estudará o interior do planeta e averiguará se está completamente morto ou ainda abriga alguma atividade em suas entranhas.

A espaçonave da NASA entrou na fina atmosfera marciana a 20.000 quilômetros por hora para sofrer os chamados "sete minutos de terror", o tempo durante o qual precisou frear o suficiente para pousar na superfície de Marte à velocidade de uma pessoa andando rápido.

O aparelho pesa 360 quilos, de modo que não pôde usar o sistema de airbags empregado pelos robôs Spirit e Opportunity, mais leves. A espaçonave aproveitou o atrito com os gases que envolvem Marte para baixar de velocidade aos 1.500 quilômetros por hora.

Quando estava a 12 quilômetros da superfície, abriu o paraquedas. A 1.000 metros de altura, ele se soltou e entraram em funcionamento o radar e um sistema de inteligência artificial que usou seus dados para controlar a intensidade de 12 retropropulsores para realizar a última fase de frenagem aos oito quilômetros por hora.

A aterrissagem, tal como estava previsto, foi registrada às 17h54 de segunda-feira, horário de Brasília, e o primeiro sinal de rádio da superfície do planeta vermelho demorou mais oito minutos até chegar à Terra. 

       



26/11/2018
O último imperador italiano

Quando a censura no Brasil liberou em 1979 a exibição de O Último Tango em Paris, o filme de Bernardo Bertolucci que escandalizou o mundo em 1972, minha geração aos vinte anos tinha nas paredes do quarto um pôster do filme 1900, feito por ele em 1976, e se chocava no roteiro transgressor de La Luna.

Quem viveu os movimentos estudantis do final dos anos 70, praticamente adquiriu - com uma obrigação ideológica - a enorme foto dos camponeses italianos marchando na cena icônica do filme 1900. Era figura fácil nas barracas e toalhas da galera que vendia souvenires cults durante a SBPC.

No atraso de sete anos da chegada no Brasil do polêmico filme em que Marlon Brando lubrificava Maria Schneider, nós consumimos Bertolucci nas sessões tipo cine clube dos centros acadêmicos. Pouco tempo após conferir a obra que o popularizou, vi Estratégia da Aranha, baseado em livro de Jorge Luís Borges.

Diretor, produtor, poeta e roteirista, Bernardo Bertolucci abriu um buraco de luto nos cinéfilos quando sua morte foi anunciada ontem. Muitos fãs sequer sabiam que ele enfrentava um câncer. Morreu em casa, na cidade de Roma, de insuficiência respiratória, como estampou o diário italiano La Repubblica.

Filho de um poeta e professor amigo do cineasta Pier Paolo Pasolini, logo cedo foi atingido pela magia do universo artístico, arriscando alguns curtas metragens com o seu irmão Giuseppe, estreando em 1962, com apenas 21 anos, dirigindo duas produções: A Morte (inédito aqui) e Antes da Revolução.

Virou auxiliar de Pasolini e decidiu beber na fonte de Godard e Kurusawa, os também cineastas francês e japonês já consagrados. As referências ao cinema noir e ao realismo cotidiano denunciaram a inspiração de Bertolucci em ambos. Em 1970, com O Conformista, ele apresentou o cartão de visita ao mundo.

A trama baseada em livro de Alberto Moravia o ajudou dois anos depois quando lançou O Último Tango em Paris, abrindo as portas da distribuição, em que pese o choque moral das pessoas e a censura em alguns países, como no Brasil de Médici e no Chile de Pinochet, além da Itália, liberado só em 1987.

Polêmicas e debates intelectuais à parte, Bertolucci passou a ser tratado como um monstro da sétima arte com os filmes 1900, um drama sócio-político da própria Itália (com Robert De Niro), e O Último Imperador, de 1987, em que um garoto é tirado da mãe para ser rei e viver recluso numa cidade proibida.

Após o duplo sucesso, sua criatividade explode nos anos 90 e nos presenteia com grandes obras, como O Céu que nos Protege (1990), O Pequeno Buda (1993), Beleza Roubada (1996) onde Liv Tyler brilha aos 19 anos; e entra no terceiro milênio em 2003 com Os Sonhadores, uma crítica ao "maio 1968".

Seu último filme, Tu e Eu, de 2012, é um retorno ao tema de Os Sonhadores, uma abordagem dos conflitos e alienações juvenis. Em quase sessenta anos de militância cinematográfica, Bertolucci nunca deixou público e crítica indiferentes às suas obras, garantindo assim que jamais será esquecido.

       



26/11/2018
O vexame da Libertadores

Não havia a menor possibilidade de o Boca Juniors entrar em campo depois de sofrer um atentado de torcedores do River Plate, que recepcionaram o ônibus da delegação rival com garrafas, pedras e toda sorte de artefatos para a esperada final da Copa Libertadores.

Mas, em meio ao caos estabelecido no Monumental de Núñez, quatro homens decidiram que um jogo de futebol vale mais que a integridade física e psicológica dos protagonistas do espetáculo.

Chefiados pelo paraguaio Osvaldo Pangrazio, os doutores da Conmebol, incluindo Jorge Pagura, presidente da Comissão de Médicos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), entenderam que os ferimentos sofridos por jogadores do Boca não justificariam o adiamento da partida.

"Consideramos que, do ponto de vista médico, não existe motivo para a suspensão do encontro", sentenciou o quarteto da Conmebol depois de constatar "lesões de pele superficiais em membros superiores, inferiores, faciais e tronco" nos atletas xeneizes.

Os meias Gonzalo Lamardo e Pablo Pérez, capitão do Boca, precisaram de atendimento especializado fora do estádio, onde receberam o diagnóstico de lesões oculares devido as estilhaços dos vidros estourados no ônibus. Outros, como Tévez, Ábila e Villa, sentiram os efeitos do gás lacrimogênio que conferia traços sombrios à atmosfera do Monumental.


Porém, nada que sensibilizasse a comitiva de médicos responsável por preservar a saúde de todos os jogadores envolvidos na decisão. O laudo emitido depois do ataque desprezava, acima da ética profissional, um princípio básico da medicina: o olhar o humano.

Mesmo que nenhum atleta tivesse sido fisicamente ferido, qualquer exame mais atento às imagens do apedrejamento concluiria, sem a necessidade de postergar por três horas o irremediável anúncio do adiamento da partida, que a equipe alvejada não reunia condições emocionais para disputar uma final após ser submetida a um estresse traumático sem precedentes.

       



25/11/2018
A economia brasileira reage

Faltam 35 dias para o presidente eleito Jair Bolsonaro tomar posse. As expectativas do mercado com a mudança de governo, diante do evidente antagonismo entre as administrações anteriores e a que vai chegar, começaram a tornar-se ações já nas primeiras semanas após a eleição.

Em que pese a subcultura pessimista do terceiro turno perpetrado pelo PT e seus satélites, a economia brasileira está finalmente ensaiando um bom movimento de recuperação, num gradual e consistente avanço que é impulsionado pelo retorno da confiança de empresários e de consumidores.

Após um quadriênio de pavorosa recessão que foi seguida pelo baixo crescimento, os mercados financeiro e empresarial andam animados com as possibilidades do ano vindouro, ao ponto de executivos e financistas iniciarem já uma temporada de investimentos e contratações de novos auxiliares.

Uma passada de vista no jornal Valor Econômico e nas editorias de economia e negócios dos demais grandes veículos de imprensa (não precisa ouvir Miriam Leitão) e vê-se logo que bancos e consultorias especializadas começam a revisar positivamente suas projeções de expansão para o PIB em 2019.

Por mais que os coiotes esquerdolentos uivem contra o perfil de Paulo Guedes, é exatamente a composição do seu time de profissionais experientes que está pesando para a sinalização positiva do mercado financeiro, que mantém o crédito na sua autonomia para implementar as ideias que sempre pregou.

Para ilustrar a nova realidade que se molda na expectativa de um governo Bolsonaro, a bolsa brasileira passou meses e mais meses em prontidão, aguardando as movimentações sumidas na incerteza da eleição presidencial. Sessenta dias depois, já são mais de trinta companhias com ofertas de ações.

Não se deixem levar pelo terceiro turno do circo de horrores do PT. É só esperar os primeiros meses de 2019 e teremos dezenas e dezenas de grandes investidores dando as caras e as cartas no pregão da nossa bolsa. Com a economia em ritmo de resgate, a confiança faz o resto e o Brasil muda.

Não estou dizendo que um governo Bolsonaro é a grande nova dos trópicos. Mas é, sem dúvida, a face mais oposta às roubalheiras dos anos Lula e Dilma, quando a nação foi surrupiada, desmantelada e desenganada pela maior quadrilha já vista na história da República. Nada pode ser pior do que o PT.

Nos resta acreditar e torcer pelo êxito de Bolsonaro e seus ministros determinados a desmanchar a máquina do mal montada desde 2002. Que venha 2019, trazendo as mudanças que todos nós precisamos. O Brasil precisa.

       



23/11/2018
Lula, Dilma e a cúpula do PT denunciados

O Partido dos Trabalhadores (PT) enfrenta uma das mais ambiciosas denúncias que viu nestes últimos e turbulentos anos. Um juiz ide Brasília aceitou denúncia contra seus líderes políticos, incluindo os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, acusados de serem o centro de todas a corrupção na Petrobras.

Portanto, o PT fica na denúncia como o principal autor do maior esquema de desvio e lavagem de recursos públicos na história recente do Brasil, desvendado pela Operação Lava Jato. E, com uma acusação tão ampla como base, a denúncia estima que os acusados receberam um total de 1,5 bilhão de reais em subornos.


O caso Petrobras é investigado há quatro anos e levou a prisões, em todos os partidos, políticos veteranos do Brasil, nenhuma tão ruidosa quanto a de Lula em abril. Sobre o ex-presidente também pesam cinco outros processos que ainda aguardam julgamento, alguns do mesmo caso.

Esta denúncia seria o sexto processo, mas incomum, pois Lula não é o protagonista absoluto. Inclui também sua sucessora como presidente, Dilma Rousseff, e a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, bem como dois grandes barões do partido: Antonio Palocci, que era ministro da Fazenda no Governo Lula (e, como o ex-presidente, está preso por outra sentença), e outro ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega. Também são arrolados Paulo Bernardes e Edinho Silva, o primeiro, ex-ministro da Comunicação de Governos do PT, e o segundo ex-secretário da Comunicação Social de Dilma, e João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do partido.

       



20/11/2018
A última ceia do Diners

O conceito "não existe almoço grátis" remonta ao século XIX, quando o americano Water Scott abandonou a profissão de impressor para vender comida numa carroça, antes utilizada em períodos de guerra ou catástrofes. Depois dele, T. H. Buckley abriu vários carrinhos e conceituou o restaurante.

Quando os restaurantes invadiram o século XX, a frase continuava em voga nos EUA até que em 1966 o escritor de ficção científica Robert Heinlein a colocou num romance, gesto repetido nove anos depois, em 1975, pelo renomado economista Milton Friedman que a espalhou pelos continentes afora.

Numa noite de 1949 em Nova York, o advogado Frank McNamara foi para um jantar de negócios no restaurante Major's Cabin Grill, e quando a conta veio, percebeu que havia esquecido a carteira no hotel. Após alguma discussão, deixou o seu cartão de visita e a conta assinados, como garantia de voltar.

No dia seguinte tudo foi resolvido. E um ano depois, em fevereiro de 1950, McNamara retornou aquele restaurante, na companhia de dois colegas, Ralph Schneider e Casey Taylor. Ao término do jantar, ele pediu a conta e puxou da carteira um cartão de papelão, onde havia seu nome abaixo de outro maior.

Nas letras em destaque, Diners Club Card, no português livre "o cartão do clube do jantar". Explicou ao proprietário que já haviam quase trinta restaurantes de Nova York recebendo o cartão, usado apenas por pessoas importantes e abastadas, cerca de duzentas, todas amigas do advogado.

Começava ali a história do cartão de crédito, uma revolução na economia mundial e nos negócios. O Diners Club cobrava das empresas conveniadas um percentual de 7% sobre o valor da despesa, como taxa de serviço, e também dos usuários que tinham 60 dias para quitar tudo, com taxa anual de US$ 3.

A marca Diners Club logo se tornou componente dos elementos que compunham a essência do glamour dos anos 50, se tornando símbolo de sofisticação, presente nos ambientes chiques e no imaginário das pessoas através de propagandas e de inserções em contextos do cinema e da moda.

Na década seguinte, marcada por sonhos, loucuras e desejos de liberdade, o Diners tratou de contextualizar e se enfiou no universo cult, com publicidades criativas oferecendo seus serviços nas compras de discos de rock, ingressos de shows e cinema, consumo em lanchonetes, bares e boates fumegantes.

Chegou no Brasil quando os primeiros acordes da Bossa Nova surpreendiam um país ainda afeito ao samba-canção, ao baião e aos boleros, e quando a TV engatinhava como um rádio com imagem. O empresário checo Hanus Tauber e o brasileiro Horácio Klabin abriram em 1956 uma franquia do Diners Club.

Como símbolo de glamour daquelas décadas, o Diners é comparado à saudosa companhia aérea americana Pan Am, aliás por várias vezes juntas num mesmo anúncio publicitário. Inclua-se no contexto nacional a Pan-Air, a Varig, a Cruzeiro do Sul e a Vasp com suas lindas aeromoças com o cartão na mão.

Nos anos 90, o cartão Diners chegou a vender antecipados discos brasileiros, como o LP de Caetano Veloso, Fina Estampa, de 1994. A promoção ganhou páginas de revistas e jornais nacionais. Esta semana foi anunciado o fim do Diners, cuja história se confundirá com a dos restaurantes na imagem da "primeira ceia" em fevereiro de 1950. Amém!

       



16/11/2018
O largo coração do Atheneu

Dona Sílvia tinha uma legião de filhos, bem além dos seus quatro herdeiros biológicos Késia, Karla, Keila e Odeman Jr. Tratava a enorme clientela com aqueles cuidados das mães, com atenção permanente e distribuindo sorrisos e gentilezas, fazendo da Confeitaria Atheneu um lar doce bar de nós todos.

Várias gerações e um porrilhão de gente de estilos e gostos distintos se uniformizavam num só ambiente de descontração quando buscavam as mesas do bar do casal Odeman e Dona Sílvia. As tardes-noites e os carnavais em Petrópolis ganharam outra dimensão quando eles se instalaram no Largo.

Comecei a frequentar o lugar no final dos anos 70, quando a confeitaria ainda era na casa da esquina, onde hoje está a Chopperia Petrópolis. Vi ali os mais destacados intelectuais e personalidades potiguares; todos eles referências da minha geração que frequentava o local como que para um rito de passagem.

Sob o olhar generoso do bom casal conquistei amigos em suas mesas, vi nascerem e morrerem amores, acompanhei debates políticos acalorados, escrevi poemas em guardanapos, participei de animadas confraternizações e até fiz horas extras produzindo trabalhos publicitários regados a muita cerveja.

Presenciei a naturalidade com que as tradições boêmias são transferidas de pais para filhos. Assim como é natural a mistura de gerações compartilhando noitadas, gente de todas as idades naquela calçada onde o tempo parece não parar, como se os ausentes estejam sempre sentando ao lado dos presentes.

Dona Sílvia era uma proprietária de bar que não sentia falta do cliente, sentia saudade mesmo. Sua primeira abordagem era sempre querendo saber o porquê dos breves desaparecimentos, para só depois perguntar o que iríamos beber ou comer. O carinho no diminutivo cervejinha, queijinho, paçoquinha.

No atavismo da minha boemia, ela passou a perguntar por mim quando minha filha passou a ser mais assídua no local. Quer uma moelinha, minha linda? Seu pai não tem aparecido, ele está bem? Sempre foi como uma avó da menina, que pisou ali pela primeira vez no dia do próprio aniversário de três anos.

Quando estava com quatro anos, voltou comigo à Confeitaria e ficou quietinha lendo revistinhas da Mônica, enquanto eu me dividia entre a cerveja e segurar o irmãozinho de menos de um ano, ainda com fraldas. Dona Sílvia tinha o mesmo estereótipo da minha mãe; corpo raquítico e um coração gigantesco.

O poema que fiz pra ela na sexta-feira, logo que me chegou a triste notícia da sua partida, foi regado a lágrimas e brotou num chão de saudade. Das dezenas de amigos que conversei, todos sem exceção demonstravam tristeza, uma desolação como aquelas que sentimos na perda de algum familiar querido.

Poucas pessoas foram tão queridas em Natal como Dona Sílvia, na mesma proporção da consideração que era depositada em seu marido Odeman, o parceiro de uma vida inteira, o grande amor que em algum lugar já marcou encontro com ela, para juntos de novo construir a eternidade de um legado.

       



16/11/2018
As tropas estelares de Donald Trump

Os fãs da clássica série de TV Jornada nas Estrelas, criada em 1966 pelo genial Gene Roddenberry, lembram muito bem da Frota Estelar, um comando militar espacial que atua na defesa dos interesses da Federação Unida dos Planetas, instituição do ano 2161 que reúne 150 planetas e várias colônias.

A velha ficção que fantasiou nossas aventuras infantis e que continua provocando reminiscências afetivas quando se repete nas mídias desses tempos de tecnologia futurista, parece estar perto de se tornar uma realidade, quando não um arcabouço com as características do mundo do Capitão Kirk.

Há poucas semanas (a imprensa nem deu tanto destaque), o presidente dos EUA Donald Trump entrou em linha direta com o Pentágono e deu uma ordem: as Forças Armadas americanas devem formalizar uma divisão especial para atuar especificamente com um enfoque no espaço sideral. É Star Trek pura.

A principal intenção do mandatário da Casa Branca não é - obviamente - explorar os confins da Via Láctea para criar uma união interplanetária. Seu foco é potencializar a liderança americana no espaço e conter os avanços da Rússia e da China, que nos últimos anos estabeleceram uma nova corrida espacial.

Em um ato na área de reunião do Salão Oval, Trump disse que "tem que haver um domínio dos EUA no espaço". Depois assinou um protocolo ordenando ao Departamento de Defesa, o DOD (que é o principal setor do Pentágono), que comece imediatamente o processo de formatação de uma força especial.

Em março de 2017, o presidente americano já havia sinalizado uma intenção de retomar a corrida espacial dos anos da Guerra Fria, quando EUA e União Soviética travaram uma luta científica pela conquista da Lua. "Não queremos que China e Rússia e outros países nos passem na frente", disse na ocasião.

Ao afirmar que é preciso criar uma divisão militar espacial, ele não disfarçou a intenção beligerante da iniciativa, por considerar que ali também (no espaço) "se combatem guerras, igual acontece em terra, ar e mar". Depois chegou a dizer que não falava sério, para em seguida reconhecer que era grande ideia.

Um mês após o comentário do presidente, o chefe do Estado Maior do Exército, general Joseph Dunford, afirmou que os sistemas de defesa de Washington carecem de uma resistência necessária em caso de ataque, e que são vulneráveis diante da capacidade bélica que contam outros países.

Dizendo que "não há guerras no espaço, mas existem batalhas que implicam contar com nossos sistemas de defesa na órbita da Terra", Dunford fez a advertência e o resultado foi que dias depois Donald Trump pediu para a NASA acelerar os planos de exploração espacial, como fez Kennedy nos anos 60.

A agência espacial dos EUA começou a planejar uma viagem tripulada ao planeta Marte, motivada pelas intenções chinesas e russas de fazer o mesmo. No final do ano passado, o próprio Trump ordenou estudos para a implantação de uma base na Lua. As aventuras de Roddenberry invadindo a vida real.

       



15/11/2018
ADEUS, DONA SÍLVIA!

Ela partiu, ela parou
seu coração tão bonito
foi prosseguir o amor
com Odeman no infinito
em nós ficarão escritos
seus gestos de gentileza
postados em cada mesa
com pitadas de carinho
na paçoca no queijinho
na cervejinha gelada
Dona Sílvia nossa fada
de luz seja seu caminho.

       



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