BLOG DO ALEX MEDEIROS

22/06/2017
A quadrilha do leão

No mês do arrasta-pé, das fogueiras, das quermesses e das comidas típicas, o leão do Fisco também brinca à sua maneira, mordendo tudo sem a menor cerimônia diante dos santos festejados.

Segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamentoe Tributação (IBPT), a carga de impostos nos produtos juninos é também bastante elevada e sobe mais que balão a cada ano.

Há produtos, como os fogos de artifícios, que chegam a ser tributados em mais de 61%. Já o vinho do quentão (tradição no Sudeste) atinge quase 55%

Até nas casas que vendem estatuetas de São João e São Pedro, o peso da pata do leão é maior que um caminhão de milho. Mais da metade (51,52%) do preço das imagens dos santos é composta de tributos.





22/06/2017
Criativos 3.0

Não consigo digerir e nem acreditar que em pleno terceiro milênio ainda exista na mente de alguns publicitários os velhos vícios de linguagem que já não carregam qualquer sinal de inovação. Ainda pululam por aí velhas fórmulas de reclames como "a loja X aniversaria e quem ganha o presente é você" ou os batidos textos em tempos juninos com os apelos "queima", "estouro" e "balão subindo e preço caindo".

Agora mesmo, nas rádios da cidade, há um spot sendo veiculado para anunciar uma revenda de automóveis, onde o apelo inicial da publicidade já não se vê nem em kombi divulgando circo de periferia. Nada mais batido e ridículo do que uma locução dizendo "interrompemos a programação para...".

Gente, pelo amor e indiferença dos deuses, não faça isso com o dinheiro do cliente e com a inteligência dos ouvintes. Que eu me lembre, creio, a primeira vez que tal expediente foi usado deve ter sido em 1939 quando o ainda aprendiz de gênio Orson Welles interpretou como reportagem uma invasão de alienígenas a partir do livro "Guerra dos Mundos", de H. G. Wells.

Tudo bem que até meados dos anos 1980 algumas cidades ainda com o aspecto provinciano tenham assimilado a surpresa com a interrupção da programação radiofônica para se deparar com promoções de supermercados, lojas de roupas ou a chegada de um bom circo. Mas, permanecer utilizando algo tão rococó em 2017 é de uma criatividade digna dos delatados na Lava Jato negando os delitos.





21/06/2017
Ronaldo vai pagar pra não ser preso

O craque Cristiano Ronaldo, que nesta quarta-feira enfrenta a Rússia pela Copa das Confederações, vai ter que pagar 14,8 milhões de euros para evitar ser preso depois da acusação de fraudar o fisco na Espanha. A notícia foi dada pela rádio Cadena Cope, de Madrid.

O jogador da seleção portuguesa e do Real Madrid, que vai ser ouvido no próximo dia 31 de julho por um juiz de instrução, optou por pagar o gordo valor de forma preventiva, excluindo assim um pedido de prisão, mesmo que o juiz considere que ele cometeu o delito.

Ronaldo enfrenta uma acusação apresentada pela seção de delitos econômicos do fisco de Madrid. Ele é acusado de quatro delitos fiscais, cometidos entre os anos de 2011 e 2014, que apontam o desvio de quase 15 milhões de euros.

O caso entristeceu o jogador, que durante a estada na Rússia com a seleção das quinas chegou a declarar que não quer mais jogar no Real Madrid.





21/06/2017
STF julga hoje se Fachin continua no caso JBS

Decisivas nas revelações sobre o mega esquema de corrupção da Petrobras, as delações premiadas serão tema de julgamento hoje no Supremo Tribunal Federal (STF). Os 11 ministros decidirão se as colaborações de denunciados podem ser homologadas de forma monocrática - o que acontece desde o início da Operação Lava-Jato - ou se precisam passar pelo plenário do tribunal. Na mesma sessão, está marcado um pedido para que o ministro Edson Fachin deixe a relatoria da delação da JBS.

O plenário vai analisar uma petição apresentada pelo governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), que alega que a delação da JBS não tem ligação com os desvios na Petrobras e por isso não deveria ser ligada às apurações da Lava-Jato. Na mesma petição será discutido o papel do ministro relator para decidir sobre a validade dos acordos firmados entre delatores e o Ministério Público Federal (MPF).

O governador tucano foi citado por delatores da JBS como beneficiário de R$ 38 milhões. Documentos apresentados ao MPF pelos executivos da empresa apontaram que as negociações começaram na campanha eleitoral de 2010. Ainda segundo Joesley Batista, na gestão de Azambuja foram pagos R$ 12,9 milhões em propina por meio de notas falsas de compra de carne bovina por vários fornecedores. O tucano chamou as acusações de "mentiras deslavadas".

No final de semana, o ministro Gilmar Mendes foi um dos que criticaram o andamento da Lava-Jato e, sem citar diretamente o ministro Fachin, questionou o afastamento de parlamentares por decisões liminares. O ministro Luiz Fux, do STF, também se mostrou favorável que as homologações sejam feitas pelo plenário do tribunal e não monocraticamente. "Se o colegiado é que vai julgar a causa, ele pode eventualmente avocar para si o poder de homologar a decisão. Eu entendo ser até interessante essa metodologia, de o pleno homologar a delação com a presença do réu no centro do plenário para que todos os membros possam tirar suas conclusões", afirmou Fux. Segundo ele, como a legislação sobre as delações é recente e é normal que haja interpretação diferente por parte de outros ministros.

A mudança na forma como as delações vêm sendo homologadas até agora é vista com receio por parte dos investigadores do MPF. Ontem, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou um memorial ao STF defendendo que o ministro Fachin seja mantido como relator nos processos envolvendo o frigorífico JBS e que as homologações monocráticas das delações devem continuar sendo válidas. Caso todas as colaborações premiadas tenham que passar pelo plenário, as decisões devem tomar mais tempo e podem ficar suspensas em caso de pedidos de vistas ou adiamentos.

Para o jurista Luiz Flávio Gomes, especialista em processos penais, a posição do Supremo diante dos questionamentos será de extrema importância para os próximos passos das investigações. "É a primeira vez que essa questão será discutida no STF", destaca. Para Luiz Gomes, "o tribunal tem deixado claro que não pretende atrapalhar a Lava-Jato. Acho que os ministros vão sustentar as homologações monocráticas, que vem sendo usadas desde o início da operação", opina. "Ainda quando o relator era o ministro Teori Zavascki, dezenas de delações foram validadas e depois com Fachin, outras várias foram homologadas e deram andamento às apurações", lembra o jurista.

Doleiro Em agosto de 2015, o STF confirmou por unanimidade a validade do acordo de delação premiada firmado entre o doleiro Alberto Yousseff e o MPF. No plenário, os 10 ministros da Corte (como o recurso era contra a sua decisão, Teori Zavascki não participou da votação) consideraram legal a decisão do ministro relator Zavascki em homologar o acordo. No entanto, o recurso avaliado pelo STF na época não questionou a decisão monocrática, mas a suposta falta de credibilidade do delator, que já havia mentido para a Justiça anteriormente.





21/06/2017
Hai kai

Como dar bom dia
se perdi em você
a poesia?





21/06/2017
AL aprova contratação de agentes penitenciários

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) aprovou em sua reunião plenária da manhã desta terça-feira (20) o Projeto de Lei Complementar que dispõe sobre a criação de cargos de Agente Penitenciário Administrativo e Agente Penitenciário Especialista, integrantes do quadro de pessoal efetivo da secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (SEJUC). O Projeto objetiva o cumprimento de acordo celebrado entre o Executivo e o Ministério Público, pelo qual o Governo obrigou-se a enviar à deliberação parlamentar a criação dos cargos, com atribuições administrativas e de atenção ao preso.

"Aprovamos o Projeto porque sabemos da crise no sistema penitenciário onde há uma deficiência muito grande de recursos humanos. O relator da matéria, deputado Nélter Queiroz (PMDB) tinha feito um pedido para só apresentar seu relatório na próxima semana por solicitação da presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Vilma Batista que pretendia apresentar algumas ponderações. No entanto chegamos a um consenso para a votação, devido à urgência da matéria e as modificações podem ser apresentadas na tramitação em outras comissões", disse a deputada Márcia Maia (PSDB), presidente da CCJ.

Pelo projeto, aprovado quanto a sua constitucionalidade, ficam criados 60 cargos de Agente Penitenciário Administrativo e 40 cargos de Agente Penitenciário Especialista.

Das outras 14 matérias apreciadas pelos integrantes da Comissão, 13 foram aprovadas e uma foi considerada inconstitucional. A de autoria do deputado Nélter Queiroz que pretende introduzir o "Projeto Xadrez" nas escolas públicas do Estado. O deputado recorreu para que a matéria seja discutida no plenário da Assembleia Legislativa. "É muito importante a introdução do xadrez nas nossas escolas públicas. Na Paraíba já existe. Aquele Estado está muito na nossa frente. Vamos levar a matéria ao plenário para a decisão final", disse o deputado.

Participaram da reunião, onde também houve a distribuição de nove processos para os relatores, os deputados Márcia Maia, Nélter Queiroz, Larissa Rosado (PSB) e Dison Lisboa (PSB).





21/06/2017
Lula, o inocente

"Não acredito, porque espero que para ser preso no Brasil e em qualquer país do mundo, a pessoa deva ter cometido crime, delito, alguma coisa errada. No meu caso, eu até pedi outro dia que os procuradores da Lava Jato que cuidam das denúncias contra mim sejam exonerados, porque inventaram uma grande mentira, junto dos meios de comunicação, sobretudo a Globo, e agora se enrolaram na mentira".

De Luiz Inácio Lula da Silva numa entrevista para uma rádio do Amazonas.

PS - A Caixa refutou a declaração do advogado de Lula que dizia ser do banco o triplex do Guarujá. Em uma semana o juiz Sergio Moro anuncia a sentença sobre o pedido de prisão do petista feito pelos promotores da Lava Jato.





19/06/2017
Paris pode esperar

Muito provavelmente, não deve haver um outro lugar no mundo mais propício ou com melhor cenário para duas pessoas se conhecerem e se deixarem invadir do que Paris.

Quem já realizou passeio a dois na romântica capital francesa sabe muito bem do que estou falando. Paris talvez seja também a cidade mais utilizada como pano de fundo dos filmes de amor.

E é ela que está ali, dessa vez não como festa interminável saída das obras de Ernest Hemingway, mas como destino a talvez não ser cumprido ao fim da viagem, no filme "Paris Pode Esperar", primeiro longa de Eleanor Coppola, a mulher do diretor famoso que nem precisa citar o nome.

Durante sete horas de viagem entre Cannes e Paris, Anne (Diane Lane) e Jacques (Arnaud Viard) vão se conhecendo melhor. Começam falando de cinema e no decorrer da jornada surgem os assuntos triviais, do cotidiano.

E então Jacques fica sabendo das preferências musicais de Anne e dos seus sonhos. Acontece que na ficção a personagem também é esposa de diretor de cinema, e o seu companheiro de viagem é sócio do seu marido.

A estreia de Eleanor Coppola na direção de um longa de ficção obteve elogios da imprensa internacional, especialmente pelo vigor com que a senhora de 80 anos comanda o set e pelo brilho da atriz Diane Lane.

Se chegar em Natal, vale a pena correr numa sala qualquer das três redes de cinema, pegar a pipoca e ter uma boa companhia na poltrona do lado.

Clic no banner do filme (aqui no blog) e assista o trailer.





19/06/2017
Bob Dylan acusado de plágio

O cantor e compositor Bob Dylan, talvez individualmente o maior ícone pop do planeta, está sendo acusado de plágio em partes do seu discurso proferido dia 4 de junho para aceitar o prêmio Nobel de Literatura.

O artista teria supostamente utilizado vários fragmentos de frases postadas no site Sparknotes, especializado em resenhas sobre livros, segundo acusa uma jornalista americana em artigo na revista Slate.

A repórter Andrea Pitzer resolveu analisar o discurso de Dylan e percebeu nas citações sobre o romance Moby Dick (uma obra de referência para o autor de Like a Rolling Stone) que as palavras tinham incrível semelhança com uma sinopse do clássico de Herman Melville (1819-1891) publicada no site.

"Nas 78 frases do discurso dedicadas ao romance, uma inspeção rápida revela que quase duas dezenas delas se assemelham muito às linhas do que foi publicado no Sparknotes", afirmou a jornalista em sua matéria.

"E muitas compartilham frases chave como ‘o desejo de vingança de Ahab' que não aparecem em Moby Dick, apenas na sinopse", diz Andrea sugerindo que o poeta do Minnesota faz referência a uma citação do livro sem que esta estivesse lá.

A revista Slate expõe no artigo de Pitzer todas as frases, e destaca que Dylan entregou seu discurso à organização do Prêmio Nobel pouco antes de cumprir-se o prazo limite imposto, após ele ter recebido os US$ 923 mil da academia sueca.

A publicação americana gerenciada pelo mesmo grupo do jornal Washington Post diz ainda que Bob Dylan é conhecido por utilizar material de outras obras em suas canções.

"Dylan depende tanto da apropriação que investigar suas fontes se converteu numa indústria caseira. Durante mais de uma década, o escritor Scott Warmuth tem analisado as letras e crônicas do artista, descobrindo até coisas copiadas de uma publicidade turística de New Orleans", crava a Stlate.

Após não receber resposta de Dylan nem dos seus representantes, a revista recorreu à opinião de vários professores de literatura e intelectuais, que demonstraram avaliações disntintas.

Dois deles opinaram que o cantor plagiou o site SparkNotes, enquanto que outros não vêm problema em que se utilize porções de algumas frases pontuais de terceiros. EM TEMPO: apesar de pertencer ao grupo Washington Post, a revista Slate tem características de esquerda em seus textos sobre política e cultura.





19/06/2017
Flavio Rocha em defesa de Temer

Coube ao empresário potiguar Flavio Rocha formular ou sugerir a nova tese em defesa do presidente Michel Temer na delação dos irmãos Batista da JBS.

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o homem da Riachuelo que Temer só conversou com Joesley na garagem do palácio porque o goiano exerce poder sobre quase todos os parlamentares do Congresso.

Flavio Rocha acha que por precisar dos deputados e senadores para aprovar as reformas, Temer teve que aceitar o encontro com o cara que mais influencia os políticos, até mais do que a Odebrecht.

O empresário natalense lembrou que segundo as investigações da PF e MPF, a construtora de Marcelo Odebrecht financiou 450 políticos, enquanto o abatedouro de Joesley patrocinou mais de 1.900.





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