BLOG DO ALEX MEDEIROS

20/03/2018
Os goleadores da Europa

Apesar de algumas ligas já apresentarem seus prováveis campeões da temporada, graças às campanhas impecáveis do Manchester City na Inglaterra, do Barcelona na Espanha, do Bayern na Alemanha e do PSG na França, a disputa pela Chuteira de Ouro está cada dia mais acirrada.

Domingo, com os quatro gols marcados contra o Girona, o português Cristiano Ronaldo entrou de vez na briga que vem sendo liderada gol a gol pelo egípcio Mohamed Salah, pelo argentino Lionel Messi, o britânico Harry Kane, o uruguaio Edson Cavani e o brasileiro Jonas (que tem peso menor devido à liga portuguesa).

Confira abaixo os onze (11) artilheiros que brigam no momento pelo prêmio que ano a ano confronta Messi e Ronaldo (cada um com 4 troféus), e que tem Suarez em busca do seu terceiro:

Salah (Liverpool) 56 pontos (28 gols)
Messi (Barcelona) 50 pontos (25 gols)
Kane (Tottenham) 48 pontos (24 gols)
Cavani (PSG) 48 (24 gols)
Immobile (Lazio) 48 (24 gols)
Jonas (Benfica) 46,5 (31 gols)
Lewandowski (Bayern) 46 (23 gols)
Icardi (Inter) 44 (22 gols)
Ronaldo (R. Madrid) 44 (22 gols)
Luis Suárez (Barcelona) 42 (21 gols)
Agüero (Manchester City) 42 (21 gols)





19/03/2018
O ibope de Marielle

O assassinato da vereadora Marielle Franco deu uma dimensão eleitoral à sua imagem que não existia na cena carioca. A covardia da execução universalizou indignações, sua morte unificou tendências distintas, a ausência dos seus atos na conjuntura do Rio ampliou pelo País o grito contra a violência.

Marielle se tornou bandeira à esquerda e à direita, amplificou discursos de paz, virou plataforma política de todos. Quando viva, os seus agora milhões de órfãos sequer tinham noção do ativismo dela nas periferias. Nenhum jornalista ou sociólogo prognosticou sua importância no processo eleitoral que se avizinha.

Em recente pesquisa para deputado estadual (ela seria candidata), seu nome não apareceu na lista dos 60 mais lembrados pelo eleitor (a AL-RJ tem 41 cadeiras). Há dez mulheres citadas, duas delas liderando a preferência popular: Adriana Accorsi, do PT, e Adriete Elias, do PMDB.

Ontem, analistas dos mais variados veículos de comunicação, estimavam o papel de Marielle no contexto da crise de segurança e nas ações de apoio aos direitos das mulheres. E exibiam a repercussão da tragédia na mídia estrangeira. Mostravam a revolta popular em atos públicos por todo o Brasil.

Na pesquisa, outras mulheres com mandato político são lembradas, talvez pela atuação parlamentar ou militância partidária: Cristina Lopes (PSDB), Dária Rodrigues (PP), Eliane Pinheiro (PMN), Flávia Morais (PDT), Isaura Lemos (PCdoB), Lêda Borges (PSDB) e Vanuza Valadares (PMDB).

O filósofo Nietzsche dizia que "o que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte". No caso de Marielle Franco, pelo menos no impacto dos primeiros dias de indignação, ocorreu o contrário. A morte fortaleceu sua imagem. Morta, ela fez iluminar no consciente coletivo um surpreendente legado que em vida estava invisível.

PS - O cartoon é de César Lobo





14/03/2018
Para sempre 14 de março

Éramos jovens, a vida deslumbrante
em nossas roupas o tempo celebrado
cabeça ao vento, o passo descuidado
olhar armado no futuro de um instante

A poesia, o nosso rumo doravante
verso e reverso no avesso, o outro lado
recosturando os estilos do bordado
e aproximando o presente do distante

Quarenta anos das primeiras passeatas
de comunhões e diferenças democratas
as oficinas de sonhos tão profundos

Hoje ainda somos os sacos de batatas
e de areia cercando velhas casamatas
nas mesmas ruas do nosso fim de mundo.





14/03/2018
O latíbulo de uma espécie

Lembrando de Stephen Hawking

Por Anjo Augusto*

Eu nasci e cresci como um arbusto
na indiferença transeunte das estradas
um rebento do amor das empregadas
na prenhez ectópica de um susto
sou bisneto daquele outro Augusto
como aponta meu nome de batismo
não morri por um puro preciosismo
da genética e do jogo do destino
fiquei velho sem deixar de ser menino
sou a antítese de todo silogismo


Meu sangue formou-se em nebulosas
transfusões de uma suruba etnia
sou a soma carmática da anarquia
dois pedaços de raças raivosas
atavismo de almas poderosas
duas faces de pútridas feridas
uma vida lembrando de outras vidas
dois odores de vômitos ideológicos
eu sou claro e escuro, sou ilógico
a resposta de perguntas indevidas.


Tenho forte teor de panclastite
misturado no mijo e na saliva
gamogênese por força radioativa
condutora voraz de cervicite
sem antídoto algum pra que evite
minha ardente e sexual pantofagia
provocada por toda hebefrenia
alomórfica, caliente e pueril
tenho orgasmo vandálico e varonil
e amor quiasmático sem valia.


Nunca quis o equilíbrio, sou tumulto
não semeio a paz, eu planto guerra
sou da roda o ferrugem que a emperra
sou sem alma um cadáver insepulto
não me apraz o cortejo, sim o insulto
organizo a inércia num tormento
faço graça onde pede-se um lamento
prego horror onde impera mansidão
rasgo bíblias e incendeio alcorão
sou liberto de todo sentimento.

Há espectros de carnes apodrecidas
flutuando em minha sala de estar
e por estar nesta sala um pop star
não se assombram ninfetas raparigas
voluptuosas, são todas ensandecidas
trepadeiras em flor adolescente
e os fantasmas querendo virar gente
me imploram a mediúnica paixão
mas, um ateu, prometeu, vate pagão
exorcizo uma gata em cama quente.


Há um odor de entranhas estelares
nos lençóis encardidos dessa moça
marcas de pus e de sangue, uma poça
entre anéis, algemas, cintos, colares
há vestígios de missas e altares
na fumaça de incenso de maconha
vídeo, foto, sexo, muita bronha
nas digitais encarnadas na vagina
que mistérios envolve essa menina
quando mata, morre ou quando sonha?


Quis um dia encarnar Gregory Peck
pra beijar muitas divas do cinema
peguei negra, loura e morena
e tracei luluzinhas de pileque
ganhei calos na mão pelas chacretes
nos domingos de mil maracanãs
de quadrinhos, de janes e tarzans
de um Brasil ainda no sossego
sem TV de faustões e descarregos
de amassos inocentes nos divãs.


Quando enfim destroçaram a inocência
da nação estuprada nas legendas
fui partido e espalhado pelas fendas
do tecido social da incoerência
me tornei minha própria experiência
na carência de uma vil ciclotimia
hoje sou um caráter em doze vias
meus apóstolos são eu no coletivo
quando mato é pra manter-me vivo
nos retalhos doutra genealogia


No varal genealógico há vidas secas
penduradas nas pontas retorcidas
há espíritos, almas desconhecidas
esticadas de uma cerca a outra cerca
se enxovalha uma vida que se perca
por tão vis interesses sub-humanos
se é de fome, se morre por engano
se é de guerra, se morre por morrer
não se diga que a morte é renascer
ser fantasma aqui e noutro plano.


A tristeza enjaulada nas manhãs
as manhãs deslizando nas marés
as marés carregando barnabés
barnabés enganando anciãs
anciãs debruçadas em maçãs
as maçãs embrulhadas em papéis
os papéis amassados nos convés
os convés desejados por irmãs
as irmãs enjauladas nas manhãs
e as manhãs começando pelos pés.

*Anjo Augusto é fruto cerebral-uterino cuja figura pulsativa se estampou nessa pobre dimensão a partir do acúmulo cognitivo das histórias em quadrinhos, livros de ficção científica e mitologia, seriados de cowboys e super-heróis, filmes de viagens no tempo e poesias de cordel surrealistas e hai-kais de realismo fantástico. Nasceu em 14 de março de 1994.





13/03/2018
Ismael: o melhor dos Alves

Nesses mais de trinta anos rabiscando em jornal e papeando em rádio e TV, tive naturalmente livre acesso à política potiguar e quase todos os seus personagens, contando evidentemente a partir do começo dos anos 1980, quando a política estudantil me atirou no universo partidário.

Ganhei três grandes amizades advindas do mundo político: o saudoso senador Carlos Alberto de Sousa, o atual governador Robinson Faria e o ex-deputado federal Ismael Wanderley, que me entristece agora com sua partida, após três décadas de boa amizade.

Conheci Ismael em 1986, o ano da vitória de Geraldo Melo ao governo do RN numa brava e dura disputa contra João Faustino. Eu era um jovem redator na campanha do candidato a deputado estadual Rui Barbosa, o camisa 10 da Assembleia.

Por duas ou três vezes, participei de conversas entre Ismael e Rui, ambos acordados numa dobradinha nos bairros de Natal, principalmente naqueles em que o presidente do ABC FC gozava da popularidade que faltava no então genro de Aluízio Alves.

Ismael fez uma campanha acirrada dentro do próprio PMDB, disputando voto a voto com José Bezerra Marinho uma vaga na Constituinte a se realizar em 1988. Ganhou com parca diferença e foi um dos dois únicos potiguares da bancada federal a receber nota 10 do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar. O outro foi Wilma de Faria.

Naquele ano, ajudou sua então esposa Ana Catarina Alves a se eleger vereadora de Natal estabelecendo um recorde de votos que só foi derrubado quase duas décadas depois. Seu estilo viril na defesa das ideias o aproximou de parte da esquerda; tendo ajudado até candidatos majoritários do PT.

Em 1992, o jornalista Casciano Vidal me procurou dizendo que Ismael estava querendo montar uma equipe para fazer a campanha de Ana a prefeita de Natal. Me juntei com os amigos Osvaldo Oliveira e Eugênio Pereira e fomos comandar a comunicação. O casal perdeu a campanha e eu ganhei dois bons amigos.

Nesses anos todos, Ismael sempre fez parte das minhas rodas de resenhas, participou de diversas confrarias como a do "Porquinho" e a do "Sábado Conduto", ambas com uns trinta anos de animadas e às vezes polêmicas conversas sobre tudo, principalmente política.

Ria muito e ao mesmo tempo me mandava pra merda quando eu dizia "Garibaldi, uma ova! O melhor dos Alves é Ismael!". A brincadeira, em verdade, guardava em si um retrato dele que só quem convivia podia perceber. O homem valentão, contundente, era também o cara que ligava para os amigos chamando para um café só por sentir saudade.

Ismael faleceu nesta segunda-feira, 12, mas a saudade dele já doía há algum tempo, desde quando os problemas de saúde o prenderam na cama e numa cadeira de rodas. No último encontro, quando com amigos o visitei, eu fiquei buscando em sua fisionomia frágil aquele bravo amigo que a vida me deu e que agora tirou. Não haverá mais café pra matar a saudade.





12/03/2018
Chegou o álbum da Copa 2018

A Editora Panini lança oficionalmente hoje, ao meio-dia, na página especial do Facebook, o tão esperado álbum da Copa do Mundo 2018. Durante meses o assunto foi tratado com tons de mistério para estimular os milhões de colecionadores que de quatro em quatro anos se envolvem na lúdica atividade.

Na Europa, o livro ilustrado já está circulando (foto) destacando na capa os craques Ronaldo, Messi, Toni Kroos, De Bruyne e Harry Kane. A capa brasileira certamente foi adaptada para inserir Neymar. Vamos aguardar. O álbum e as figurinhas estarão à venda a partir da quinta-feira, dia 15.





12/03/2018
Ensaios em São Paulo

Em meados dos anos 1980 iniciei uma relação afetiva com a cidade de São Paulo, quando com pés de juventude pisei pela primeira vez em sua geografia, num tempo de renascentismo do rock nacional e outros movimentos. Lá, ganhei uma filha e três décadas depois a cidade ganhou um filho meu.

A fase afetiva logo se transformou em cognitiva e desde então minhas visitas à metrópole são um misto de prazer e aprendizado. Ir para lá, hoje, além do prazer de estar perto do rebento querido, é tomar um banho de lazer e cultura que não encontro noutras cidades.

Agora mesmo, estou fazendo conta no calendário e no orçamento para mais uma ida. Ainda mais quando se anuncia para amanhã, 13, a abertura de uma grande exposição sobre a vida e obra do escritor português José Saramago, o autor de "Ensaio Sobre a Cegueira", "O Homem Duplicado" e "Os Poemas Possíveis", entre tantos.

Intitulada "Saramago - os Pontos e a Vista", a exposição será no Farol Santander, o arranha-céu inspirado no Empire State, situado no Centro da Paulicéia. Ficará aberta até o dia 3 de junho, tempo suficiente para o leitor interessado se programar.

Aborda a vida do marido de Pilar, sua produção literária e o pensamento sobre o mundo, tudo inserido em vasto material audiovisual, além de objetos pessoais do ganhador do Nobel de Literatura em 1998.

Entre os objetos, destaque para o computador em que escreveu "Ensaio Sobre a Cegueira", que viraria filme em 2008, sob direção do brasileiro Fernando Meirelles.

São Paulo, São Paulo. Sempre é tempo de viver sua completa tradução.





08/03/2018
Frida gera crise na casa da Barbie

No intuito de homenagear o Dia Internacional da Mulher, a indústria de brinquedos Mattel, fabricante da grife das bonecas Barbie, lançou alguns modelos com referência a mulheres importantes nas artes, ciência, jornalismo e outras atividades. Entre as 17 novas barbies, uma é a pintora Frida Kahlo.

O lançamento dos modelos foi nesta quinta, 8, mas as vendas só se iniciam a partir de 20 de abril, em todo o mundo. Isto se a iniciativa comercial não for abortada nas barras dos tribunais, como agora quer familiares da artista mexicana, segundo a entrevista de uma sobrinha neta à Rádio Fórmula, da cidade do México.

Logo após a divulgação da imagem da Barbie Frida Kahlo, sua parente Mara Romeo declarou que a Mattel não pode vender a boneca, já que os direitos de imagem da marca Frida pertencem à família. Ela disse que a fábrica foi vítima de engano, por não saber da verdadeira titularidade dos direitos.

Segundo Romeo, em 2005 a família cedeu os direitos nominativos para uma empresa chamada Frida Khalo Corporation, mas o contrato só tinha validade de cinco anos e expirou em 2010. Essa empresa foi a que negociou com a Mattel os direitos de imagem, que nem constavam no antigo contrato.

"Vamos tomar as medidas necessárias para defender os direitos e evitar que a boneca seja vendida", disse Pablo Sangri, advogado da família que também participou da entrevista na rádio mexicana. Além de Frida, a Mattel criou as barbies Amélia Earhart (aviadora), Katherine Johnson (cientista) e Salma Hayek (atriz), entre outras.





08/03/2018
Mulher de todo dia

Não é um dia qualquer
e é também mais um dia
de luta, reflexão, alegria
de festejar se quiser
de Eva, Joana, Salomé
Leila, Pagu e Maria
Nízia, Virgínia, Labé
mulher de paz e energia
no hospital, na padaria
que pensa e diz o que quer
que nada contra a maré
faz história e poesia
na labuta ou fantasia
mete a mão e bota o pé
Elis, Mercedes, Zezé
Billie, Madonna e Lia
senhoras da melodia
Alice, Ana e Esther
do almoço e do café
no bar, na mercearia
Clarice, Rita e Sofia
Gláucia, Sílvia, Nazaré
esse é o dia da mulher
da mulher de todo dia.





08/03/2018
Publicidade e comunicação

Foi adiada a reunião que aconteceria hoje às 10h entre o atual secretário de Comunicação do Governo do Estado, Pedro Ratts, e as agências de propaganda licitadas no atendimento à administração Robinson Faria. Não foi divulgada uma nova data para o encontro. 





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