BLOG DO ALEX MEDEIROS

02/02/2019
E foda-se a natureza

Quem passar pela Avenida Prudente de Morais no centro do bairro Candelária, em Natalm vai pensar que as máquinas assassinas da Vale, aquelas que mataram a vegetação e também o Rio Doce, passaram por lá.

Diversas árvores nos canteiros da avenida tiveram seus galhos arrancados, algumas foram detonadas, tudo em nome do bom tráfego de automóveis.

       



02/02/2019
Mourão, o vivaldino

O vice-presidente Hamilton Mourão está adorando os holofotes da mídia e os elogios de setores da esquerda sobre seu suposto gosto pelos livros.

Tanto que já agiu duas vezes como os esquerdinhas: curtiu a promoção do filho numa boquinha do Banco do Brasil e defendeu que cabe a mulher matar ou não um feto.

       



02/02/2019
Ah, o velho Senado

Aí quando você do RN está naquele pensamento pessimista, avaliando a baixa qualidade da representação do estado no Senado Federal, imaginando o que virá dos neófitos Jean Paul Prates, Zenaide Maia e Styvenson Valentim, vem uma eleição na câmara alta e elege um desqualificado como Davi Alcolumbre.

Pra onde vão o Brasil e o RN? Que situação!

       



01/02/2019
Nos telhados da história

Quase todos os fãs dos Beatles sabem que a data do fim da banda é tido como abril de 1970, quando o mundo tomou conhecimento do comunicado oficial divulgado por Paul McCartney. Mas, na verdade, ali era apenas a assinatura do divórcio, posto que os quatro caras já estavam separados em espírito desde quinze meses antes.

Em janeiro de 1969 o clima entre eles não era nada amistoso. A harmonia afetada por desentendimentos e mais das vezes destroçada na intromissão de Yoko Ono, aproveitando o lado manicaca de John Lennon. Os negócios do grupo em conflitos financeiros e havia ainda um filme e um álbum por fazer naquele mesmo ano.

Durante o almoço do dia 30 de janeiro, onde o quarteto discutia com produtores e técnicos a conclusão do filme, que McCartney queria que se chamasse Get Back, alguém comentou sobre continuar o papo na laje do prédio da gravadora Apple. O resultado que todos sabem foi o último show dos Fab Four juntos, no telhado.

Com duração de 42 minutos, a apresentação atraiu curiosos e a polícia, que atendeu centenas de chamadas reclamando do barulho. O baterista Ringo Starr disse anos depois que ficou frustrado por não ter sido preso, o que seria um fator de marketing excelente para propagar o filme e o álbum lançado posteriormente, chamado Let it Be.

Também muitos anos depois, George Harrison comentaria o inusitado do show no alto do telhado e destacaria o ato revolucionário dos Beatles, que naqueles anos já havia mexido com as estruturas culturais e sociais do planeta. "Ninguém fez aquilo", disse.

Mas aquele que, dos quatro, tem os fãs mais apaixonados (capazes de definir os Beatles como uma banda inglesa feita por George e três caras), estava redondamente enganado ao cantar o pioneirismo da performance de 30 de janeiro de 1969. Simplesmente porque dois anos antes, em 1967, alguém fizera o mesmo no Brasil.

No ano do verão do amor, que explodiu nomes que virariam ícones da cultura pop, como Jimi Hendrix, Pink Floyd, Janis Joplin, Lou Reed e The Doors, a influência da beatlemania por aqui ainda azeitava a Jovem Guarda. Mesmo na subversão do álbum Sgt Peppers, ainda reverberava a fase yeah, yeah, yeah dos garotos de Liverpool.

O diretor de cinema Roberto Farias (irmão do ator Reginaldo) foi um entre tantos milhares de brasileiros que curtiram o filme dos Beatles, A Hard Day's Night, lançado dois anos antes e ainda em exibição no Brasil com o título Os Reis do Iê, Iê, Iê. Ele teve a ideia de botar o rei local, Roberto Carlos, numa aventura semelhante.

Surgiu então o filme Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, que também virou disco, com cenas gravadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Flórida e Nova York, tendo o renomado ator José Lewgoy como vilão e a participação dos atores Reginaldo Farias e David Cardoso. Entre sopapos e perseguições ao rei, duas cenas foram marcantes.

A primeira é com Roberto pilotando um helicóptero com a cena urbana do Rio de Janeiro em destaque. Num dado momento, a aeronave atravessa o Túnel do Pasmado, que liga o bairro de Botafogo à Copacabana e Urca. A proeza, evidentemente, foi feita por um piloto profissional, de nome Comandante Nascimento.

A segunda tomada é um show de Roberto Carlos na cobertura do Edifício Copan, naquele 1967, um cartão postal de São Paulo inaugurado em 1966, obra espetacular de Oscar Niemeyer. Toda uma estrutura de som foi levada ao telhado, inclusive o órgão Hammond B3 do tecladista Lafayette, preferido de dez entre onze cantores da Jovem Guarda.

O disco de Roberto com o mesmo nome do filme saiu em novembro de 1967. O filme Let it Be dos Beatles foi concluído em novembro de 1969, quando o quarteto deixou de se reunir. O disco saiu em 1970, assim como também o álbum Abbey Road, tudo previamente gravado. Muitos não sabem que o telhado de Roberto Carlos foi das poucas coisas que ele não copiou dos Fab Four.

       



31/01/2019
O cinismo do PCdoB

O comunismo cartorial do PCdoB segue com a velha retórica do esquerdismo de resultados, uma marca da legenda em todo o Brasil, principalmente depois de ter virado satélite eleitoral do PT.

A distância entre intenção e gesto dos órfãos de João Amazonas sempre se encurta na velha retórica de dois discursos: um de oposição aos partidos chamados burgueses e outro de apego às conveniências dos cargos e penduricalhos públicos.

Agora mesmo, o PCdoB está numa disposição cívica de apoiar o deputado Rodrigo Maia na reeleição à presidência da Câmara Federal. É o apoio ao DEM, partido que sempre esteve na mira das críticas dos comunistas, principalmente aqui no RN.

O partido de José Agripino sempre foi alvo da verborragia da militância do PCdoB local, durante várias eleições em que a legenda vermelha atuou em aliança com o PT de Fátima Bezerra, que hoje é governadora e tem como vice o líder do cartório do PCdoB no RN, procurador Antenor Roberto.

O cinismo e o oportunismo na eleição da Câmara Federal são marcas profundas no esquerdismo nacional e provinciano.

       



31/01/2019
No palco da Casa Branca

Ronald Reagan provavelmente foi o melhor presidente dos EUA nos últimos 60 anos. Tanto no sentido interno quanto no aspecto externo. O ex-ator de filmes de faroeste foi personagem essencial (com protagonismo de John Wayne) no processo político dos anos 80 que derrubou o castelo de ilusões do comunismo.

Sua passagem pela Casa Branca talvez tenha inspirado outros dois artistas de cinema, ambos até mais importantes que ele no cenário da sétima arte. O primeiro, Clint Eastwood, já gostava de política desde a juventude, quando se filiou ao Partido Republicano. E frequentou os palanques de Ronald Reagan.

O segundo, o brutamontes Arnold Schwarzenegger, em que pese ser parte da família Kennedy (é casado com uma sobrinha do ex-presidente assassinado) sempre foi ligado aos republicanos desde os primeiros anos nos EUA. Tornou-se amigo pessoal tanto de Reagan quanto dos ex-presidentes Bush, pai e filho.

Clint Eastwood e Arnold Schwarzenegger encararam as urnas em períodos diferentes e se elegeram. O eterno mocinho do gênero spaghetti italiano foi prefeito da cidade de Carmel, na Califórnia, entre 1986 e 1988, enquanto o exterminador governou a própria Califórnia durante o período de 2003 a 2011.

Pois eis que agora, como a seguir o rastro dos três astros que saíram das telas para os gabinetes políticos, o ator Dwayne Johnson, famoso pelos diversos filmes que protagoniza ano a ano, revelou numa entrevista durante o Sundance Film Festival que não descarta a ideia de disputar a presidência dos EUA.

"Eu não descarto isso. Não descarto a ideia se eu puder fazer um impacto maior de alguma maneira, ou me cercar potencialmente de pessoas boas", disse o grandalhão que já foi de tudo nas aventuras mais fantasiosas, de fada a super-herói, de segurança de aeroporto a rei imortal, de boxeador a ladrão.

Se reconhecendo inexperiente na empreitada, o ator disse que tem muitos amigos políticos, como ex-presidentes e senadores, uma espécie de cartão de visita a ser impresso um dia. Uma candidatura de Dwayne Johnson não seria surpreendente num país que já elegeu tantos perfis de pura ficção. O atual presidente Donald Trump, por exemplo, pode não ter sido ator, mas sempre esteve por perto dos holofotes.

       



30/01/2019
Alerta de vórtice polar nos EUA

O gelo glacial cai sobre as cidades americanas. A região do meio-oeste dos EUA se prepara dias de frio extremo com a chegada de um vórtice polar, que baixará a temperatura para 50 graus negativos em vários locais.

Em muitas cidades, as autoridades já declararam estado de emergência. Por todo o país, aeroportos foram fechados e centenas de voos cancelados.

O governador do estado de Illinois, J.B. Pritzker, declarou zona de desastre e alertou para uma séria ameaça à saúde a exposição a temperaturas polares extremas, esperadas para as próximas horas.

Um vórtice polar é um ciclone com força e duração em grande escala, situado perto dos polos.

       



28/01/2019
Delivery energético

O Google sabe aonde você trabalha e como são seus movimentos cotidianos, além de conhecer com precisão seus hábitos e gostos de consumo. A Amazon sabe muitos tipos de coisas que você compra e já pode ter acesso ao teor das conversas que você tem dentro de casa; caso você use o aplicativo Alexa.

Todos os dias, os gigantes da tecnologia digital acumulam mais e mais informações sobre todos os seus usuários. E nunca estão suficientemente satisfeitos com essas informações, sempre criando atalhos e algoritmos para expandir ainda mais o conhecimento das nossas características e gostos.

A nova invasão do Google e Amazon em nossos perfis deverá trazer grandes dores de cabeça para as empresas de energia elétrica, como a Cosern. Os dois gigantes decidiram entrar com força nos negócios da eletricidade, agora que seus dispositivos inteligentes estão além dos computadores e celulares.

A nova realidade do avanço da internet alcançando os objetos tipo eletrodomésticos, com televisores, geladeiras, fogões, fornos elétricos e termostatos atrelados aos nossos telefones e até relógios de pulso, as duas empresas começam a ter acesso ao volume de energia consumido nos lares.

Tal fato acendeu a luz de novos investimentos tecnológicos e então o Google e Amazon já tratam de montar suas próprias empresas energéticas para aproveitar essa informação do nosso consumo de eletricidade, os tipos de aparelhos mais utilizados, para oferecer seus novos serviços totalmente direcionados.

Para entender o novo ataque empresarial de ambas, basta conhecer os tipos de empresas adquiridas por elas nos últimos anos. O Google comprou a Nest, empresa que fabrica termostatos inteligentes; e a Amazon comprou a Ring, fabricante de códigos e senhas que permitem entregas em sua casa na sua ausência.

Google e Amazon são ousadas e pioneiras em suas áreas e formam parte de uma indústria que não para de crescer, exatamente a de equipamentos conectados. Se a Samsung fabrica geladeiras inteligentes ou a iRobot produzem aspiradores que funcionam sozinhos, Amazon e Google já têm os dois.

As estatísticas favorecem a sede de investimentos dos gigantes tecnológicos. Somente em 2018, os dispositivos eletrônicos para uso residencial ultrapassaram a marca de 40 milhões de unidades vendidas nos EUA, segundo o Wall Street Journal, que divulgou a nova empreitada da Amazon e do Google.

       



28/01/2019
A ditadura sitiada

O momento presente na Venezuela parece título de livros do jornalista Elio Gaspari, o napolitano que herdou parte da biblioteca do general Ernesto Geisel. O regime bolivariano do ditador Nicolás Maduro tem o aparente controle da situação, mas os militares que lhes dão suporte sabem que o fim está próximo.

Desfalcados de uma parte considerável do regimento, os militares ainda ao lado do poder comunista percebem a complicação que é o grosso da nação seguindo a liderança do presidente interino Juan Guaidó, que já prometeu imunidade aos soldados e oficiais patriotas que optarem pelo apoio ao povo.

A maioria dos militares que seguem ordens do ditador é dividida hoje em dia entre as conexões com o tráfico de drogas e o monitoramento do setor da inteligência cubana. Mas todos sabem que precisam tomar uma decisão urgente, talvez a mais importante das suas vidas, antes que o regime caia.

Terão que escolher entre abandonar um navio à deriva ou se afundar num apoio inglório à uma ditadura sitiada pela opinião pública local e externa. Enquanto a pressão internacional fecha o cerco em torno do fantoche de Hugo Chávez, o tempo corre numa última chance de escaparem ilesos no processo.

A Assembleia Nacional liderada por Guaidó já garantiu e ofereceu imunidade a todos os militares que desejarem ficar ao lado da maioria. A derrota anunciada de Maduro guarda uma esperança de futuro para homens que ainda podem garantir seus empregos e liberdade que possibilite ganhar algum dinheiro.

O militar americano e professor da US Army War College, Evan Ellis, disse ao Los Angeles Times que "Maduro se encontra em uma situação muito difícil". Disse também que a solidariedade russa e chinesa não garante a manutenção do governo, as duas potências só querem o reequilíbrio econômico do país.

A resistência popular está tomando dimensões perigosas e cada vez chegando mais perto do centro do poder. Ellis diz que não há garantias de que Maduro saia disso ileso, falta-lhe cada vez mais estrutura, dinheiro e legitimidade, um tripé essencial para o atual governo encarar um confronto de teor radical.

A fala do ministro da Defesa, Vladimir Padrino, bradando "nada faremos fora da Constituição", foi tão somente uma reação de retórica, um suspiro de voluntariedade para vender a ideia de coesão no governo. Só que no centro do comando militar já é visível o desgaste do chavismo dividindo as patentes.

A parte que foi doutrinada ao tempo de Hugo Chávez e treinada com tática e logística cubanas já envelheceu em sua prática de máfia. Não consegue liderar outra parte mais jovem que se ergueu na crise indefensável e adotou postura patriótica e moralista. É nesse quadro conjuntural que o fim do regime entrou em contagem regressiva. Depois de sitiada, a ditadura cairá de madura.

       



25/01/2019
A renúncia do Jean Wyllys

Controvérsia, divergência
há algo por trás de Wyllys
que queimou a resistência

       



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