BLOG DO ALEX MEDEIROS

02/05/2016
Epidemia de dengue em 12 estados

Agora não tem mais como tergiversar. O novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde aponta em 2016 que 12 Estados e o Distrito Federal já atingiram níveis de epidemia de dengue.

De acordo com os dados levantados entre 1 de janeiro e 2 de abril, o Brasil já tem 802,4 mil casos de dengue registrados, 13% a mais do que no mesmo período de 2015, que somou 705,2 mil registros.

A epidemia se instaurou com duas semanas de antecedência em comparação com 2015. Atualmente, a taxa de incidência da doença ultrapassou esse nível na 13ª semana epidemiológica. No ano passado, isso havia ocorrido na 15ª semana.

Entre os Estados, o que mais preocupa é Minas Gerais, com acúmulo de 278 mil doentes e índice de 1.332 casos por 100 mil habitantes. E o nosso Rio Grande do Norte é o segundo da lista com 857 casos por 100 mil habitantes.

Compõem a lista de estados com epidemia os seguintes estados: Acre, Rondônia, Tocantins, Paraíba, Pernambuco, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e o RN.

Entre todos, o que tem a menor taxa de dengue é o RS, com 2.436 casos e índice de 21,7 registros por 100 mil habitantes. E SP está a poucos casos de entrar no nível de surto, com 126,4 mil registros ou 284,9 casos por 100 mil pessoas.

           



02/05/2016
OAB na contramão

No passado uma frenética aliada do futuro, a OAB do presente tem saído dos trilhos do progresso de quando em vez.

Agora, além de algumas das suas seções regionais se declararem a favor da continuação do governo da corrupção, a direção nacional se coloca contra a existência dos serviços de aplicativos como Uber e WillGo.

Nada mais equivocado na história da entidade dos advogados.

           



02/05/2016
Galeno Torquato pede ações para o Alto Oeste

Preocupado com a situação dos moradores do bairro Manoel Deodato, em Pau dos Ferros, município do Alto Oeste potiguar, o deputado estadual Galeno Torquato (PSD) encaminhou requerimento à Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Norte (Datanorte), solicitando a regularização fundiária dos imóveis da localidade.

"Os imóveis no bairro permanecem na informalidade. Assim, com a regularização fundiária, os moradores terão suas propriedades resguardadas e se sentirão mais valorizados", justifica Galeno. O parlamentar explica que mesmo não havendo contestação da posse das áreas, a Prefeitura de Pau dos Ferros pleiteia a doação dos terrenos junto à Datanorte para que possam ser regularizados em cartório, respaldando, assim, a propriedade dos seus moradores.

Em outra solicitação ao Executivo Estadual, o parlamentar requer a reforma estrutural, construção de quadra poliesportiva e instalação de ventiladores na Escola 26 de Março, no município de Paraná. O pleito foi enviado à Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (SEEC).

"A unidade de ensino atende 170 alunos das zonas urbana e rural de Paraná, necessitando de melhorias para atender os estudantes de forma adequada. A construção da quadra esportiva permite a prática de atividades físicas, melhora a qualidade de vida e contribui para o lazer da comunidade durante os finais de semana", avalia Galeno.

           



Veja o video:

30/04/2016
Filme-catástrofe escandinavo

Lançado ano passado, o longa metragem "A Onda" já está disponível por aí em DVDs genéricos, em sites ousados ou por serviços de streaming.

É do diretor norueguês Roah Uthaug.

           



30/04/2016
Nova Lara Croft é sueca

A revista Variety divulgou quinta-feira que a atriz sueca Alicia Vikander, vencedora do Oscar pelo papel em A Garota Dinamarquesa, será a nova Lara Croft nas telas. A personagem do famoso game Tomb Raider já foi interpretada duas vezes por Angelina Jolie, em 2001 e 2003.

O roteirista Evan Daugherty (de Branca de Neve e o Caçador) será o autor da nova aventura, enquanto que o cineasta Roar Uthaug, que dirigiu o filme-catástrofe A Onda (ainda por estrear por essas praias de Natal), irá tocar o novo Tomb Raider. Alicia será uma Lara mais jovem e provavelmente a viver a sua primeira aventura.

Nos games, Lara Croft se apresenta como uma mulher inteligente, de origem nobre, uma perspicaz arqueóloga e uma atlética lutadora de artes marciais. Nas suas aventuras são comuns conflitos com diversas entidades, que vão desde gangsters a criaturas lendárias e seres sobrenaturais, o que já provocou comparações com o universo de Indiana Jones.

           



30/04/2016
Tuitadas e traulitadas na senadora

As demoradas reuniões da comissão do impeachment no Senado Federal, que nos últimos dois dias se estenderam pela noite com depoimentos de acusadores e defensores da presidente Dilma Rousseff, serviram também para expor a qualidade verbal e gestual dos senadores que interpelaram as duas partes.

Com transmissão ao vivo em vários canais de TV fechada, além da própria TV Senado (aberta), as sessões atrairam a audiência de todo o Brasil e movimentaram as redes sociais com seus comentários contra e a favor do PT e aliados. Alguns senadores foram alvos de críticas mais ácidas, como a senadora potiguar Fátima Bezerra (PT).

Seus parcos predicados verbais e as constantes interrupções da reunião para defender os advogados da sua "presidenta", tendo por várias vezes confundido isso com "questão de ordem" (praticado à exaustão nas reuniões do PT natalense), provocaram reações hilárias no Twitter e até algumas impublicáveis.

Fátima Bezerra no plenário do Senado é como um boiadeiro numa loja de langerie.

           



28/04/2016
A ratoeira de Simeone

O melhor sistema defensivo do mundo funcionou de novo e o Atlético de Madrid abriu vantagem sobre o Bayern de Munique na primeira partida da semifinal da Champions League. A vitória veio num golaço de Saúl ao estilo de Messi.

Foi um primeiro tempo primoroso, onde o esquema de jogo do time espanhol conseguiu superar o poderio do clube alemão, que tentou de todas as formas furar o bloqueio armado pelo técnico Simeone e que desde 2013 faz do Atlético um time dificil de tomar gol.

No segundo tempo, com o placar de 1 x 0 favorável, o treinador argentino - já tido por muitos na imprensa européia como melhor do mundo - colocou o sistema defensivo em alerta para as investidas do Bayern. Foi uma blitz terrível que levou o goleiro Oblac a pelo menos três defesas monstruosas.

Nas arquibancadas lotadas, era possível perceber nos sustos da torcida madrilenha a súbita figura de um velho fantasma vestido nas cores do time bávaro. Muitos lembravam da trágica final de 1974, quando o esquadrão de Beckenbauer, Müller e Breitner enfiou 4 x 0 e levou o título europeu.

Só que 42 anos depois, há uma muralha na zona defensiva do Atlético, e que ontem nem estava completa na ausência do maior zagueiro do planeta na atualidade, o uruguaio Godin. Havia, na verdade, uma ratoeira na área atleticana, como bem interpretou o próprio Bayern.

Ontem, logo após o jogo, a conta oficial do clube germânico no Twitter publicou uma hilária imagem para explicar a ausência de gol no Vicente Calderón, o imenso alçapão do adversário. Um antigo filmete do Mickey abrindo uma porta que leva a outra, a outra e a outra.

A ratoeira de Simeone foi precisa. Resta ao time de Guardiola arrebentar outras portas que possam aparecer no jogo da volta, em casa. Vai ser jogão e ninguém é mais favorito. Pelo menos em tese.

           



28/04/2016
A vez de Waltinho?

Semana passada, li na coluna de Daniela Freire, no diário Novo (ex-Novo Jornal), uma longa nota, dividida em duas, em que ela costurava uma tese sobre uma possível candidatura do ex-ministro do Turismo Henrique Alves a prefeito de Natal.

Dizia a bela loira que até havia no ninho bacurau quem defendesse a ideia, supostamente encarada com bons olhos pelo senador Garibaldi Filho, diante da perspectiva de descongestionamento do caminho das duas vagas de deputado federal que muito provavelmente serão disputadas por seu filho e o primo Henrique.

Nas rodas de conversas políticas que andei discutindo a tese, não ouvi ninguém desconsiderando completamente a suposição posta na coluna de Daniela, mas encontrei uma outra situação que, de acordo com os interlocutores, é muito mais viável em outubro de 2016.

Baseada em algumas questões levantadas pela colunista do Novo, o ponto divergente é exatamente o nome do candidato. E é o deputado Walter Alves quem ganha status de pré-candidato ao Palácio Felipe Camarão, onde já está o outro primo, Carlos Eduardo, louco de vontade de continuar por lá.

Seria uma candidatura ideal para o PMDB, para Garibaldi e para Henrique, que não precisariam mais caminhar com o PDT do atual prefeito, estreita e radicalmente aliado do PT no plano federal e com chances de juntar os bigodes, e os cargos comissionados, nesses tempos de rompimentos em Brasília e no RN.

De uma coisa é possível prognosticar: Waltinho teria, sim, grandes chances. Maiores do que o próprio Henrique com seu estigma de perder eleições majoritárias. Aliás, tudo indica que o filho de Aluizio Alves tem uma porção de coisas grandes para conquistar (como dizia Raul Seixas) no futuro governo do amigo Michel Temer.

           



27/04/2016
Coisas de cinema

Enquanto "Os Intocáveis" alimentam uma "Rede de Corrpução" e "A Grande Ilusão" esconde as "Intrigas de Estado", uma "Tropa de Elite", em "Vício Frenético", ganha status de "Todos os Homens do Presidente" para manter os "Segredos do Poder" enquanto "Os Fantasmas se Divertem".

           



26/04/2016
Nem PT, nem PMDB

Saiu uma nova pesquisa Ibope.

E o resultado é, como se esperava, a rejeição generalizada aos dois partidos que comandam a República com seus satélites.

Para 62% dos brasileiros, Dilma e Temer devem pegar o beco juntos para que o País passe por novas eleições presidenciais.

Na opinião de 25%, Dilma deveria continuar no Planalto, mas com um novo pacto entre o governo e a oposição.

E apenas 8% desejam ver o vice-presidente Michel Temer assumir a presidência da Nação.

Com o impechment da Dilma praticamente definido, o PMDB poderá assumir mais uma vez os destinos do Brasil sem ter precisado de um único voto nas urnas.

Foi assim com o colégio eleitoral de 1985. De lá para cá, o partido esteve sempre
na linha de frente do governo federal sem ter um só líder com condições de disputar
uma eleição direta para presidente.

           



25/04/2016
A canalhice na Síndrome de Dora

Lênin ensinou aos militontos do comunismo internacional uma tática canalha de ataque aos opositores. O mantra bolchevique era "acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é".

Na América Latina, quem melhor seguiu à risca o tosco ensinamento foram os bolivarianos de Hugo Chávez e os petralhas de Lula. Corruptos e dissimulados, acusam de ladrão a todo mundo que não pense igual a eles.

Recentemente, uma tática também canalha, mas diferente da leninista, tem sido utilizada em Natal. Trata-se de formular algum barulho midiático ou uma denúncia nas redes sociais para tentar abafar por aqui a repercussão nacional de crimes e deslizes de uma oligarquia qualquer.

Eu chamei de "Síndrome da Dora", uma referência ao personagem da atriz Fernanda Montenegro no filme Central do Brasil. Algum clone da missivista arrumou um assunto com três meses de atraso para ver se a zoada abafava as bombas da nova fase da operação Lava-Jato, que explodirá também no RN, como mostra hoje uma página de O Globo.

           



25/04/2016
Tucano da espécie Muro

O PT implantou uma república da gatunagem, saqueou o patrimônio público e ganhou uma eleição de forma desonesta com derrame de dinheiro sujo e burlando as urnas eletrônicas sob a vigilância do ex-advogado Dias Toffoli. O ponto exato da fraude foi na apuração de Pernambuco. Já escrevi sobre isso.

Pouco tempo depois, graças ao espírito público de um juiz de primeira instância lá do Paraná, a roubalheira petista foi desbaratada e as ligações criminosas do governo Dilma com o mensalão e o petrolão acabaram vindo à luz do dia e da Justiça. Para fazer valer a Constituição, a oposição abriu o processo de impeachment, como fez contra Collor em 1992 com a ajuda do PT.

Aí, quando finalmente a quadrilha da ideologia rococó está prestes a ser presa e a sumir nos esgotos da História, quando o Brasil tem a chance de pelo menos tentar reparar o estrago, num novo governo de característica provisória (mesmo tocado pelos delinquentes do PMDB), setores do PSDB (o partido rival do PT) querem tirar o corpo fora e não dar contribuição.

E estes setores são liderados exatamente por quem foi surrupiado no golpe eleitoral da Dilma, o senador Aécio Neves, ora vejam. Enquanto a imprensa fala das intenções de parceria do governador paulista Geraldo Alckmin e do senador idem José Serra, o neto de Tancredo Neves decide correr da raia.

Com seu jeitão de eterno menino mimado, de quem só joga se for dono da bola, Aécio quer manter a velha imagem do muro, a versão tucana dos três macacos sábios lá do santuário de Toshogu, no Japão. Parece coisa de playboy frouxo em baile de debutante: paquera, atanaza a garota, e quando ela quer, sai de fininho da festa.

Te manca, Aécio, ninguém aqui é japonês como os macacos do templo. Estamos todos de olhos bem abertos.

           



23/04/2016
A década de Prince

No começo dos anos 1980, quando no Brasil os ventos da Tropicália já não sopravam e davam lugar ao sopro de uma nova onda - new wave - e ao barulho de uma lira paulistana, dois jovens e grandes artistas americanos iniciavam uma disputa pela audiência da nova música negra, filha legítima do Rhythm and Blues.

Seus nomes eram Michael Jackson, o ex-menino prodígio da big family Jackson Five, empurrado na carreira-solo pela genialidade de um produtor e compositor chamado Quincy Jones; e Prince, um jovem multi-instrumentista, fã de James Brown, patrocinado pelo executivo Owen Husney, que o colocou na Warner.

Ambos explodiram nas paradas. Michael com suas canções de temáticas social, sexual e étnica; além de uma dança que segundo Caetano Veloso jogava o rebolado de Elvis e Mick Jagger ao plano dos robôs. Prince, com um potencial inovador em várias frentes, como o RB, o funk, o hard rock e o rap, que ainda sequer rastejava.

Menos comercial que o rival, Prince conseguiu romper o mercado com vendas espetaculares e uma popularidade fenomenal. Seus concertos eram de ruptura com o status quo do showbiz, sobretudo suas declarações de cunho político e as atitudes de confronto à indústria discográfica.

Os números do seu sucesso (vendeu milhões de discos e foi, junto com Michael Jackson, dos primeiros a romper a casa de US$ 100 milhões em contratos) não foram suficientes para livrá-lo da pecha de músico inconformado e rebelde. Foi boicotado por isso e teve dificuldade de sair dos limites dos EUA e Inglaterra.

Desde 1978, quando completou apenas 20 anos, a carreira de Prince rendeu mais de 40 discos, numa produção que sempre prezou pela qualidade técnica e pelo virtuosismo das suas interpretações e manejo dos muitos instrumentos. Alguns álbuns já são História, como "Parade", "Lovesexy", "Around the world in a day" e os revolucionários "Purple Rain" e "Sign o' The Times".

Nos anos do auge da juventude da minha geração, Prince e Michael Jackson não apenas foram os herdeiros legítimos da música negra, como souberam tocar o legado de caras incríveis como John Lee Hooker, James Brown, Little Richard, Chuck Berry, Ray Charles e Jimi Hendrix.

Dominaram o planeta dos anos 1980 na batalha das vendas de discos, cada um com seu estilo e temperamento, e durante todo o tempo do duelo íntimo de mercado só foram molestados por uma terceira figura, branca, que logo formou com eles o trio parada dura da década: Madonna, a única agora entre nós.

           



23/04/2016
Os livros e as rosas são eternos

Em Barcelona, o dia 23 de abril é a data em que a cidade é tomada por barracas de livros e rosas em comemoração ao santo padroeiro da Catalunha, São Jorge, e também aos namorados e à liberdade de expressão. Não apenas os catalães, mas gente de toda a Europa ocupam as ramblas nessa celebração de cultura e tradição.

É o Dia de Sant Jordi, como se diz por lá, popularizado em toda a Catalunha a partir do século XVI e que em 1840 ganhou uma grandiosa feira das rosas para festejar os corações apaixonados.

A tradição seguiu se curso e Sant Jordi sempre esteve nas ruas das cidades catalães, representado na fé do povo e no perfume exalado pelas milhares de rosas expostas em barracas ou nas mãos de floristas ambulantes.

Até que em 1975 morre o ditador Francisco Franco e o cheiro da democracia começa a se espalhar por toda a Espanha, levando os fiéis do santo padroeiro catalão a incorporarem os livros na festa popular. E lá se vão 40 anos de literatura perfumada exposta nas ramblas, no bairro gótico, no Maremágnum, nas vizinhanças do Parque Guell.

O 23 de abril na cidade de Gaudi é, sem dúvida, um dos mais grandiosos eventos mundiais de culto aos livros, que na opinião dos mais respeitados intelectuais jamais terá o fim dos jornais, por mais poderosa seja a via internética. Quem nunca viu a festa de Sant Jordi, anote a data para uma próxima viagem.

Os livros e as rosas da Catalunha lhes esperam.

           



20/04/2016
Temeridade com Michel

Reconhecendo o impeachment de Dilma, petistas já batizam o novo cenário como "Governo Temeroso".

           



19/04/2016
A caneta de Michel

Michel Temer sonha com a cadeira de Dilma Rousseff faz tempo. Foi o pecado da gula que o fez praticar o deslize do vídeo vazado no WhatsApp, antecipando o impeachment da petista e um posicionamento como novo mandatário da República.

Não é de agora que o chefe de uma das bandas do PMDB vem treinando discurso com o uso de teleprompter de acrílico, daqueles que Barack Obama mostrou ao mundo na primeira posse e que a própria Dilma tem usado, desde a campanha com João Santana.

Mesmo antes do vídeo enviado ao seminário de Lisboa, Temer já vinha ensaiando com assessores e aliados uma postura adequada para um provável e iminente pronunciamento à Nação. Alguns colunista de âmbito nacional dizem que ele dita as palavras das falas para um assesor, depois corrige o texto completo.

Chegou a dizer recentemente, ironizando Dilma, "eu nunca tive um João Santana para escrever para mim". Nessa parte, há controvérsias. O vice pode até ser um bom acadêmico do Direito, como dizem, mas não elabora os próprios discursos. Pelo menos nas últimas duas décadas, confia a missão redacional ao dileto amigo e consultor de marketing Gaudêncio Torquato.

           



19/04/2016
Super-heróis em espanhol

Os desenhistas espanhóis que fizeram sucesso no mercado de HQ dos EUA são motivos para uma bela exposição patrocinada pelo jornal ABC, de Madrid, no museu particular do famoso diário.

As artes com os super-heróis marcados pelo trabalho silencioso e discreto dos ilustradores da Espanha estão atraindo jovens e adultos ao Museu ABC. São obras de 47 artistas da nona arte que atuam há alguns anos no mercado de HQ americano, principalmente com personagens da Marvel e DC Comics.

Intitulada "Superhéroes con Ñ", a exposição é a primeira do gênero na capital espanhola e reúne um conjunto de desenhos englobando desde os pioneiros nos anos 1950 até os consagrados desenhistas dos anos 1990 até hoje.

Lá estão trabalhos originais de nomes como Rafael López Espí, que desenhou as primeiras revistas da Marvel na Espanha. E também dos consagrados Carlos Pacheco, Ramón Bachs, Miguel Ángel Sepúlveda, David Aja, Pepe Larraz, Enrique Vegas e Paco Roca.

           



18/04/2016
Nordeste independente

A aprovação da abertura de impeachment contra Dilma Rousseff, ontem na Câmara Federal, foi consumada na simbologia da ausência de Eduardo Campos, aquele que para muitos a teria vencido na eleição de 2014 não fosse o fatídico acidente aéreo na manhã de 13 de agosto do mesmo ano.

Coube à bancada do seu estado, Pernambuco, o voto que definiu a vitória da oposição no plenário. Uma vitória sobre o partido de outro pernambucano, Lula, que se imaginou acima do bem e do mal e acabou tomando uma aula de articulação política "made in Temer & Cunha".

Quando o deputado Bruno Araújo (PSDB), chorando pela emoção e pressão dos gritos do plenário, selou com seu voto o impeachment de Dilma, foi como se a eleição de 2014 voltasse ao ponto de partida, zerasse o cronômetro do tempo, e reparasse o truque eletrônico da turma de Dias Toffoli.

Porque nada, e nem ninguém, me convence de que a estreita vitória de Dilma sobre Aécio Neves no segundo turno não tenha sido engendrada nas urnas de Pernambuco, forjadas na fragilidade de um sistema de votação jamais adotado por nenhuma grande nação.

Para pontuar, lembro de como foi o primeiro turno da eleição presidencial no estado de Nelson Rodrigues, de Clarice Lispector, de Alceu Valença, de Capiba, de Manuel Bandeira, de Chico Science e de João Cabral de Melo Neto: vitória maiúscula de Marina Silva, que herdou os votos de Eduardo Campos.

Após o estado de Luiz Gonzaga depositar quase 50% dos votos dos pernambucanos na candidata amazônica, tudo sumiu como numa enchente de rio e no segundo turno Dilma apareceu com pouca margem sobre Aécio, como se não houvesse nenhuma transferência para o tucano. Foi a mágica da informática.

Hoje, quando o Brasil acorda para um novo dia, como dizia aquela canção do tempo em que Chico Buarque se dizia inimigo da iniquidade, o desgoverno do PT está contando os dias para o seu fim, derrubado no voto parlamentar dos representantes de Pernambuco, a pátria nordestina de Eduardo.

Durante muito tempo, os ideólogos da esquerda tupiniquim se vangloriavam da hegemonia eleitoral do PT na região empobrecida e castigada pela seca. Suas bolsas-esmolas substituíram outras moedas eleitorais, como carros-pipa, enxovais, dentaduras, contas de luz e tijolos.

Ontem, as bancadas de diversos estados nordestinos, como o Rio Grande do Norte, a Paraíba e Pernambuco, contribuíram enormemente para a derrota inicial da quadrilha do mensalão e do petróleo. Me pareceu a consumação de uma profecia lírica dos poetas Bráulio Tavares e Ivanildo Vila Nova: "Imagine o Brasil ser dividido e o Nordeste ficar independente".

Pois ficou, viu Lula, viu Dilma? Tchau, querida, e leve o PT junto! (AMed)

           



Veja o video:

16/04/2016
É o fim

Todos pelo fim da organização criminosa

           



16/04/2016
Juan Fangio, o Pelé da F1

A revista Veja destaca em seu site e na última edição um estudo que aponta os melhores pilotos de Fórmula Um de todos os tempos, onde a liderança pertence ao argentino Juan Fangio, pentacampeão da modalidade nos anos 1950.

O estudo pertence à renomada Universidade de Sheffield, na Inglaterra, que resolveu desconsiderar qualquer impacto do poder das escuderias e da potência dos carros, valorizando assim somente o talento pessoal dos pilotos.

Conduzido pelo cientista Andrew Bell, do Instituto de Metodologia Sheffield, o estudo concluiu que os automóveis de F1 têm peso seis vezes maior que os pilotos (85% x 15%) na conquista das vitórias ou da posição no pódio.

Juan Fangio, que obteve suas vitórias numa época em que tocar o carro no braço era determinante para fazer a diferença nas pistas, foi eleito o maior de todos os tempos. Já o alemão Michael Schumacher, recordista com sete campeonatos, ficou na nona colocação.

O segundo colocado na lista de Sheffield é o francês Alain Prost, tetracampeão da categoria nos anos 1980/1990 e chamado na época pelos próprios colegas de "O Professor". Depois dele, o espanhol Fernando Alonso vem em terceiro, seguido pela lenda britânica Jim Clark, o "escocês voador" bicampeão em 1963 e 1965.

Um dos maiores ídolos esportivos do planeta, o brasileiro e tricampeão Ayrton Senna aparece em quinto lugar no estudo da universidade inglesa, enquanto o austríaco Niki Lauda, considerado um fenômeno pela imprensa especializada, nem foi citado entre os 100 mais.

Algumas surpresas já estão provocando polêmicas e levando os fãs da F1 a refutarem a pesquisa. As posições de pilotos com Senna e Schumacher, a ausência de Lauda, e a presença de Christian Fittipaldi colado em Lewis Hamilton são fortes motivos para as críticas à Universidade de Sheffield.


Apesar de ter disputado apenas três temporadas na breve carreira da modalidade, o sobrinho de Emerson Fittipaldi está apenas quatro posições (em 12º) atrás do tio bicampeão e juntinho do alemão Sebastian Vettel, o décimo, e do inglês Hamilton, o décimo primeiro.

Outro brasileiro sem títulos, mas com duas décadas de experiência e dois vice-campeonatos na Ferrari, Rubens Barrichello aparece em 39º na lista, à frente de mitos como Jack Brabham (40º), Alan Jones (43º), Bruce McLaren (45º) e Clay Regazzoni (48º).

Abaixo, o Top 10 de Sheffield:

1. Juan Fangio
2. Alain Prost
3. Fernando Alonso
4. Jim Clark
5. Ayrton Senna
6. Jackie Stewart
7. Nelson Piquet
8. Emerson Fittipaldi
9. Michael Schumacher
10. Sebastian Vettel 

           



15/04/2016
Ruth Aquino na Época

"Não há ouros nem copas nesse baralho viciado do poder. Se existe alguma carta fora do baralho é a população iludida, falida e desprezada pelos governantes, federais, estaduais e municipais, e seus representantes no Congresso. As outras cartas fora do baralho são a Ética e o Orçamento. O Brasil de hoje é o Brasil do caos e da irresponsabilidade – na Educação, na Saúde, na Segurança Pública, na Previdência, na Infraestrutura. Só a liberdade de expressão e a democracia nos salvam.

Estamos entre a dama de espadas Dilma Rousseff e o valete de paus Michel Temer, dois zeros à esquerda ou à direita, dois políticos sem carisma, sem planos consistentes, sem uma história política que os credencie a liderar 200 milhões de brasileiros. Uma chapa de doer essa, Dilma e Temer. Dois presidentes acidentais. A diferença entre eles é que uma já fracassou. O outro... está recebendo o beija-mão no Jaburu e gravando áudios de posse antecipada. 

Dilma era e sempre foi um poste. Na falta de companheiros afastados por malfeitos, como José Dirceu e Antonio Palocci, nomes preferidos por Lula, Dilma foi eleita com os votos emprestados do líder das massas. Lula continua um dos maiores favoritos para a eleição de 2018, mesmo que, para uma multidão de brasileiros de todas as classes sociais, ele possa ser na verdade “o chefe da quadrilha”. (RA)"

--Leia a integra do artigo no site da revista  Época www.epoca.com.br

           



15/04/2016
Impeachment já

No ano da desgraça de Fernando Collor, 1992, o processo de impeachment foi tão rápido que sequer precisou instalar a comissão de senadores que analisaria o caso antes da votação. O afastamento do então presidente da República passou direto para o plenário e foi votado em apenas 48 horas. O resto é História.

           



15/04/2016
O fantasma ignorado

jornalista decadente segue cada vez mais solitário, restrito a um enfadonho cotidiano de fim de feira, arrastando seus recalques e fracassos pelo passeio público de um shopping center indiferente à sua insignificância.

           



13/04/2016
Morte de lutador põe MMA nas cordas

Uma das coisas mais imbecis já inventadas nesses tempos de imbecilidades, o UFC começa a gerar debates na Europa sobre sua periculosidade para a vida daqueles que praticam a carnificina que muitos idiotas teimam em chamar de esporte e, até (pasmem), de arte.

O momento pontual que deu início aos questionamentos às lutas que tem no Brasil um dos grandes mercados do mundo foi quando morreu, na segunda-feira, o lutador português João ‘Rafeiro' Carvalho, após ser nocauteado pelo irlandês Charlie Ward, que integra a equipe do escocês Conor McGregor, aquele que derrotou o brasileiro José Aldo.

Durante os dias em que Carvalho ficou internado, o pai do seu oponente foi visita-lo no hospital e declarou à imprensa que "o juiz deveria ter terminado o combate mais cedo", Isso foi o estopim para que outras vozes dissessem a mesma coisa, levando as autoridades a abrirem duas investigações sobre a luta.

O próprio McGregor, que lamentou a morte do português e tratou de não condenar o colega vencedor do combate, concordou com o argumento de que a tragédia poderia ter sido evitada se o árbitro interrompesse a luta alguns minutos antes do nocaute.

Agora, o ministro dos Esportes da Irlanda, Michael Ring, está defendendo que o MMA seja regulamentado no país, de forma a não oferecer ameaça à vida dos lutadores. Ele afirmou que desde que a modalidade começou a ser praticada ficou visível que havia um problema quanto à violência desnecessária dos combates.

           



Veja o video:

13/04/2016

           



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13/04/2016

           



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13/04/2016

           



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13/04/2016
Dia do Beijo

           



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13/04/2016
Dia do Beijo

           



13/04/2016
Nostalgia made in Natal

Algumas vezes, em artigos publicados em jornal, citei uma fala de um personagem do romance Linha do Tempo, do escritor americano Michael Crichton, o cara que criou Jurassic Park e O Enigma de Andrômeda.

No livro, alguém afirma ser o passado o destino turístico preferido dos seres humanos. Se houvessem condições técnicas e biológicas, a maioria de nós escolheria voltar no tempo, muito mais que férias em Paris ou Barcelona.

Nas vezes que falei sobre isso, o empresário Manoel Ramalho, meu leitor da TV União, guardou o comentário do personagem literário. Assim como eu, ele tem o bom costume de consumir saudades em velhos filmes, livros e revistas.

Manoel também percebeu que havia uma tendência retrô (os artistas e arquitetos chamam vintage) estabelecendo um mercado que não parava de crescer. Mais e mais e pessoas compravam coisas relacionadas ao passado.

A partir dessa percepção, ele começou a adquirir direitos autorais de filmes clássicos e antigos seriados de televisão, aqueles em preto e branco que encantou a infância da nossa geração. E passou a exibi-los na sua TV.

Não demorou e seu acervo atingiu a casa dos milhares de títulos, obras produzidas entre as décadas de 1940 e 1980, todas devidamente adquiridas de forma legal, com o direito autoral de muitas respeitado pelo colecionador.

Nas últimas semanas, a notícia sobre o surgimento de um novo serviço online no estilo Netflix ganhou destaque nos principais jornais e sites do Brasil. Grande repercussão sobre a criação do Oldflix, um portal de filmes antigos.

O novo serviço de streaming (a tecnologia de envio de multimídia por transferência de dados via Internet) repercutiu tanto que foi até motivo de equivocados debates nas redes sociais, onde se imaginou ser franquia da Netflix.

O que ninguém pensou no primeiro momento é que a grande ideia de oferecer clássicos cinematográficos e televisivos surgiu em Natal, concebida por Manoel Ramalho e sua família ao longo de três anos e que agora se consolida.

O Oldflix já é um sucesso, mesmo antes do projeto técnico ter alcançado um nível avançado de suporte de acesso. Com apenas 48 horas no ar, o site recebeu onze mil pedidos de assinaturas. Olha aí o bilhete para o passado.

Numa conversa rápida com Manoel, na segunda-feira, 11, ele me revelou um dado que surpreende - se já não fosse surpresa a tendência retrô das pessoas: mais de 60% dos assinantes estão na faixa etária entre 20 e 36 anos.

Definitivamente, os bons tempos voltaram e os jovens decidiram viajar nele. Longo tempo a Oldflix! (AMed)

           



09/04/2016
O Sapo e o Pato

O Brasil está nas ruas, num duelo entre forças antagônicas que se imaginam, cada uma com sua retórica, fiéis representantes da sociedade. Nas últimas semanas, a imagem de um pato amarelo se incorporou ao cenário onde já estava um sapo barbudo.

O pato é invenção dos empresários da Avenida Paulista, um recado contra os impostos que brasileiro nenhum gosta de pagar. O sapo ganhou uma imagem nova, o Pixuleco, inspirada no tatu Fuleco da Copa 14. Tudo me leva de volta aos meus 9 ou 10 anos.

Nos flashes de recordação, eu penso que estávamos em fins de 1968, posto que dali a pouco tempo meus pais trocariam o pequeno bairro de Santos Reis pelo populoso bairro das Quintas, mudança ocorrida no ano seguinte, em que a Apolo 11 pousou na Lua.

Outro fato para estabelecer o período temporal é que as rádios locais repetiam os sucessos de 1967: Namoradinha de um amigo meu, do Roberto; Era um garoto que como eu, dos Incríveis; A Praça, de Ronnie Von; e Coração de Papel, de Sergio Reis.

Entre as mil brincadeiras da Rua Berta Guilherme, carrinhos de lata, polícia vs ladrão, bola de gude e baladeira com balas de carrapateira. As principais vítimas dos tiros eram as lagartixas, onde o colega Marquinho Gumes era uma espécie de "sniper" russo.

Nas festas juninas, que duravam uma gostosa eternidade, alguém inventou a maldosa arte de jogar brasa de fogueira para os sapos que apareciam com as chuvas. Eu demorei a aderir, até que um dia agarrei o anuro e sapequei uma brasa (mora), em sua boca.

O bicho morreu. Alguém sepultou no terreno onde um vizinho criava galinhas e patos. Do dia seguinte em diante, percebendo meu constrangimento pelo assassinato do sapo, Marquinho passou a explorar a situação e me acusar diante dos adultos. Sem uma resposta adequada, eu tentava mostrar que no ano anterior ele havia matado um pato.

Lembrei hoje dessa passagem da infância ao parar para pensar na conjuntura política do Brasil. Há um clima generalizado de acusações e delações, de sujos falando de mal lavados, de criminosos medindo o tamanho dos seus deslizes com o dos outros.

Parece meu desaparecido colega dos anos 60 acusando o crime do sapo, ao mesmo tempo em que escondia, ou disfarçava, o crime do pato. Nos dias de hoje, são exatamente um sapo e um pato a representar os lados da crise que mata a Nação.

O sapo Lula no comando de uma organização criminosa que assaltou os cofres públicos para instalar seu projeto de ditadura proletária. Tudo isso feito com a cumplicidade da elite da indústria da construção, representada pelas maiores empreiteiras do País.

Aí, quando setores da sociedade decidem tirar a bunda do sofá e ir às ruas gritar basta, quem é que aparece com cara de bom moço para condenar o sapo? Os poderosos dirigentes industriais da CNI e da Fiesp, simbolizados nos protestos por um pato.

E eu pergunto: além do PMDB, quem melhor (ou pior) fez o papel de cúmplice do PT no mar de lama que levou o Brasil a afundar na crise política, econômica e moral? Já respondo: as grandes construtoras, todas filiadas aos sindicatos patronais da indústria.

Portanto, digo agora o que deveria ter dito em 1967 quando fui condenado pelo crime do sapo. Meu erro não foi menor ou maior do que o do meu amigo que praticou o crime do pato. Ambos fomos venais diante de uma vida que poderia ter sido poupada.

O Brasil que vemos agora, moribundo, sem perspectiva, constrangido no cenário internacional, é consequência da sanha criminosa de políticos e empresários corruptos, bem, ou mal, representados nas ruas por um sapo e um pato sem o menor escrúpulo.

           



07/04/2016
Esse jogo não é 1 a 1

E segue o zum-zum-zum a la Jackson do Pandeiro nos corredores da Câmara Federal. O PMDB, dando plantão para evitar o clima de mal jogada, contabiliza 323 votos a favor do impeachment de Dilma. Já o Planalto e o PT contam 150 hoje, enquanto que parlamentares mais racionais dizem que o governo só teria no momento 126 votos.

No puxadinho governamental que Lula implantou num hotel vizinho ao Planalto, a ordem é que os emissários petistas não percam tempo interpelando deputados que assumem abertamente o voto pró-impeachment. O chefe quer ataque frontal e total nos indecisos e na turma do baixo clero.

Os cargos abertos pela fuga do PMDB estão no centro das negociações, mas nada de usar o Diário Oficial para demonstrar o bazar político. Dilma já disse, num jogo tático, que nomeações só depois da votação. Talvez os tais termos de posse estejam entupindo as gavetas do senhor Bessias, ou Messias, o estafeta do rumoroso caso da nomeação de Lula na Casa Civil.

           



07/04/2016
Há 30 anos

Para marcar o Dia do Jornalista, o resgate de uma tarde na UFRN, em 1986, na sala da Adurn, fazendo um texto para um cartaz da campanha eleitoral da entidade.

           



04/04/2016
O jazzista do último tango

O saxofonista argentino Leandro "Gato" Barbieri, um dos grandes músicos contemporâneos do jazz moderno, morreu sábado aos 83 anos em um hospital de Nova York devido a uma pneumonia, informaram no domingo fontes da sua família e jornais americanos.

Ganhador de um Grammy pela trilha sonora do clássico filme O Último Tango em Paris, dirigido por Bernardo Bertolucci e protagonizado por Marlon Brando e Maria Schneider em 1972, ele foi reconhecido na cerimônia do Grammy Latino em novembro de 2015 pela "excelência musical".

Ao receber o prêmio, disse à plateia que o aplaudia que aquilo, na sua idade, era "uma coisa sublime". E lançou um conselho aos jovens que querem se dedicar à música: "Tem que praticar e praticar e praticar".

Barbieri era considerado um dos maiores saxofonistas da história e lançou mais de 50 álbuns. Começou a tocar com apenas 12 anos, ouvindo discos de Charlie Parker, um dos monstros do jazz.

Em 1953, entrou para a orquestra do pianista Lalo Schifrin, autor da trilha da série Missão Impossível, de 1966. Mas só ganhou fama internacional na década de 1960, durante o movimento "free jazz", se consolidando na década seguinte como lenda do jazz latino.

           



04/04/2016
Do bardo de Cartagena

Tradução livre de Chico Tripa, direto de Caicó.

           



04/04/2016
Kassab é bom de jogo

Ninguém pense que a candidatura de Andrea Matarazo a prefeito de São Paulo pelo PSD vai complicar a relação do ministro Gilberto Kassab com o Planalto.

Na verdade, a ligação se estreitou com a saída do PMDB, cujos cargos no poder central e nos estados estão sendo ocupados por outras legendas aliadas, principalmente a de Kassab.

Apesar de afinadíssimo com Lula e Dilma, o partido do ex-prefeito paulistano e do governador potiguar Robinson Faria seguirá normalmente com seu projeto de eleger o sucessor do petista Fernando Haddad.

Mesmo que Matarazzo precise bater no concorrente aliado.

           



04/04/2016
Lá vem Marcos Valério

O ex-coordenador do mensalão, o mineiro de Curvelo Marcos Valério já está pronto para ser ouvido pela Lava Jato. Condenado a 37 anos de prisão e cumprindo pena em Contagem (MG), ele já denunciou Delubio Soares, José Carlos Bumlai, Silvinho Pereira, Breno Altman e os donos do Banco Schain de terem armado um grande esquema para pagar R$ 6 milhões a Ronan Maria Pinto e convencê-lo a se calar sobre o papel de Lula, Gilberto Carvalho e José Dirceu no assassinato de Celso Daniel, em 2002.

Com a realização da Operação Carbono 14, a investigação comandada pelo juiz Sergio Moro vai também rever o escândalo do mensalão, onde alguns dos petistas envolvidos até já haviam sido perdoados pelo STF. Quem também será ouvida com Marcos Valério é Meire Poza, ex-contadora de Alberto Yousseff. Foi ela quem entregou a PF documento comprovando o empréstimo ao PT.

           



04/04/2016
Muro da vergonha

Lançado em São Paulo para exibir as estampas dos parlamentares que votam contra o impeachment de Dilma Rousseff, o Muro da Vergonha deverá ganhar versões estaduais, segundo fontes do movimento que promove manifestações antiPT pelo País. A idéia é constranger os políticos que defendem a permanência da presidente no Planalto e estimular seus eleitores a cobrarem um posicionamento pró-impeachment.

           



31/03/2016
A retórica ignorada

Nada no ambiente das esquerdas ou dos radicais livres é tão falso quanto a pretensa representatividade popular. Os próprios sindicatos, verdadeiros clubes de parasitas, falam em nome de muitos quando neles participam poucos.

Os famigerados movimentos sociais são quase sempre grupelhos ideológicos que se autodenominam arautos do povo. O MST e outras siglas assemelhadas, nem se fala, são formados por todos os tipos de gente, menos agricultores e miseráveis sem teto.

Até mesmo a hoje folclorizada UNE, que nos anos 60/70 do século passado dividiu o controle das universidades brasileiras sob o comando de dois josés, o Dirceu e o Serra, é porta-voz de minorias. Basta olhar seus processos eleitorais, onde a esmagadora maioria dos estudantes sequer toma conhecimento do pleito.

Um outro sinal visível aos olhos aguçados do bom leitor é a verborréia vomitada em artigos e tijolos jornalísticos na mídia. É mais do que comum, e repetitivo, o vício militante do resenhista em sentir-se autofalante das massas. Toma um tema, transforma em causa, e empurra adjetivos de indignação pessoal.

Muito recentemente, um assunto que habitou as editorias políticas do RN acabou revelando a indiferença do público quando uma dúzia de militantes se imaginou com delegação dos contribuintes para fazer um protesto e acabou virando notinha de colunas e de blogues. Somente só.

O cineasta francês, Jean-Luc Godard botou na boca de um personagem a sentança "Cada vez que ouço a palavra cultura tenho vontade de sacar meu talão de cheques". Sempre lembro do velho filme quando vejo arremedos de liderança se autoproclamando preposto do povo.

E quando exprimem seu próprio desejo dizendo que é o que a sociedade espera, mesmo ignorados pelos cidadãos, aí só lembro de uma versão de Godard: eh, vontade de puxar um revólver!

           



31/03/2016
O povo nas ruas em 64

Há 52 anos, num 31 de março como hoje, os militares tomaram o poder com o apoio da maioria absoluta do País e de quase toda a imprensa da época, salvo raras exceções como o jornal Última Hora, de Samuel Wainer, que preferiu ficar do lado do governo Jango e dos grupos de esquerda que quatro anos depois, em 1968, adotaram como tática de luta o sequestro, roubo de bancos e atentados.

É daquela geração de militantes que saíram os dirigentes petistas que ocuparam o governo federal a partir de 2003 culminando com a eleição de Dilma Rousseff, que foi coadjuvante da fracassada luta armada que sonhou implantar no Brasil uma ditadura marxista e leninista nos moldes de Cuba, a ilha dos irmãos Castro que após 56 anos de comunismo abriu as portas para o capitalismo e o desenvolvimento econômico.

A manchete do Jornal do Brasil, o histórico diário carioca que eu tive a honra de participar no final dos anos 1990, estampou na capa da véspera a grande foto do sentimento nacional que tomou conta das ruas, todos pedindo o fim do caos e do governo João Goulart.

O editor do JB à época era o jornalista Alberto Dines, que décadas depois virou guru de intelectuais e redatores de esquerda com o site Observatório da Imprensa, no qual me inspirei para criar a versão blague Sanatório da Imprensa em 1998.

           



29/03/2016
Terça gorda com TV

A bola rola hoje pelo mundo envolvendo seleções dos cinco continentes, muitas em confrontos amistosos e outras muitas em disputas eliminatórias para a Copa da Rússia 2018.

Confira abaixo os principais jogos:

EUROPA

13h Estônia x Sérvia
14h Macedônia x Bulgária
15h Noruega x Finlândia
15h30 Áustria x Turquia
15h30 Suécia x República Checa
15h30 Suiça x Bósnia
15h45 Alemanha x Itália
15h45 Portugal x Bélgica
16h Inglaterra x Holanda
16h Escócia x Dinamarca 

AMÉRICAS

17h30 Colombia x Equador
20h Uruguai x Peru
20h30 Argentina x Bolivia
20h30 Venezuela x Chile
21h45 Paraguai x Brazil
20h Trinidad e Tobago x Saint Vincent
20h25 EUA x Guatemala
22h Honduras x El Salvador
22h30 Panamá x Haiti
23h Costa Rica x Jamaica
23h30 México x Canadá

ÁFRICA

13h Angola x Congo
14h Egito x Nigéria
14h Sudão x Costa do Marfim
14h África do Sul x Camarões

           



28/03/2016
McCartney em Piratas do Caribe

O cantor e compositor Paul McCartney, um dos lendários integrantes dos Beatles, deverá atuar no próximo filme da saga "Piratas do Caribe", que terá como título "Os mortos não contam histórias" e será a quinta aventura da obra protagonizada pelo ator Johnny Depp.

Por enquanto, são desconhecidos os detalhes da sua participação no longa-metragem e do papel que será designado ao artista pelo diretor e produtores da saga.

Curiosamente, Paul é o segundo ícone do rock ‘n' roll a ser convidado para estrelar na aventura do capitão Jack Sparrow, o consagrado personagem de Depp, que escolheu pessoalmente o guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, para ser seu pai nas edições de 2007 e 2011.

A entrada de McCartney coincide com o retorno do ator Orlando Bloom e seu personagem original Will Turner. O filme tem estreia prevista para 2017 e contará com os atores Geoffrey Rush e Javier Barden e a atriz Kaya Scodelario.

           



28/03/2016
Henrique deixa o Turismo

O potiguar Henrique Alves (PMDB) já não é mais ministro do Turismo. No início da noite desta segunda-feira, na véspera do seu partido decidir se fica ou sai do governo Dilma, ele entregou a presidente uma carta de exoneração.

Amanhã, terça, 29, o PMDB vai se reunir e decidir, por aclamação, o desembarque do governo, onde a legenda tem o vice-presidente Michel Temer, sete ministros e mais algumas centenas de militantes que se misturam às mobílias federais.

Veja abaixo o texto da missiva do ex-ministro do Turismo, o primeiro a cair fora do barco petista:

"Excelentíssima senhora presidenta Dilma,

Venho por meio desta carta entregar o honroso cargo de Ministro do seu Governo e agradecer por toda a confiança e respeitosa relação mantida durante esses onze meses em que trabalhamos juntos.

Pensei muito antes de fazê-lo, considerando as motivações e desafios que me impulsionaram a assumir o Ministério (e que acredito ter honrado): fazer do Turismo uma importante agenda econômica, política e social do Governo e do País.

Mas, independente de nossas intenções, o momento nacional coloca agora o PMDB, o meu partido há 46 anos, diante do desafio maior de escolher o seu caminho, sob a presidência do meu companheiro de tantas lutas, Michel Temer.

Todos - o Governo que assumi e o PMDB que sou - sabem que sempre prezei pelo diálogo permanente. Diálogo este que - lamento admitir - se exauriu.

Assim, presidenta Dilma, é a decisão que tomo. Não nego que difícil, mas consciente, coerente, respeitando o meu Rio Grande do Norte, e sempre - como todos nós - na luta por um Brasil melhor.

Estou certo de que, sendo a senhora alguém que preza acima de tudo a coerência ideológica e a lealdade ao seu próprio partido, entenderá a minha decisão.

Respeitosamente,

Henrique Eduardo Alves"

           



28/03/2016
Ainda o assédio e os estupros

Por iniciativa da deputada Cristiane Dantas (PCdoB), a Assembleia Legislativa começa a semana com mais um debate sobre a violência contra a mulher, a partir das 14h30, no auditório da Casa.

Segundo a proposição da parlamentar, a audiência pública centralizar o debate nos crimes de assédio sexual nas ruas e nos transportes públicos, além dos casos de estupros que continuam ocorrendo em todo o estado.

Aliás, poucos dias atrás uma jovem foi estuprada no terreno contíguo ao Centro Administrativo, ali onde se armam os circos que visitam Natal. Outras mulheres já haviam sido vítimas de ataques no mesmo local, sem no entanto ter se concluído o estupro.

Dito isto, pergunto à Prefeitura da cidade o que está faltando para exigir dos proprietários do terreno que providenciem o cerco da área? Afinal, assim deve ser todo espaço privado sem imóvel construído. Do jeito que está, baldio, é um atrativo para os bandidos que covardemente atacam mulheres.

           



Veja o video:

25/03/2016
R.I.P. Johan Cruijff

           



22/03/2016

           



22/03/2016
Serra está na área

Foi só jogo de cena a declaração do vice Michel Temer (PMDB) sobre supostas conversas com o senador José Serra (PSDB) em que ambos estariam discutindo táticas para um futuro governo pós-impeachment de Dilma Rousseff.

Não é de agora que os dois vêm trocando figurinhas eleitorais. E agora estão quase enchendo o álbum do amanhã depois que Serra se distanciou de Geraldo Alckmin no processo interno dos tucanos paulistas para escolher um candidato a prefeito.

O PMDB poderá, sim, contar com o senador para formar uma chapa na eleição presidencial de 2018. A questão é apenas de amarrar os bigodes com Temer, que teria que prometer não ser candidato a reeleição se assumir o Planalto numa provável queda de Dilma.

           



22/03/2016
FHC sobre os telefonemas de Lula

"Não tem nada de republicano,
nada de democrático,
são coisas de chefe de bando."

Por ser elegante e diplomático,
acho que FHC ainda pegou leve.

           



22/03/2016
Liberdade vs islamismo

Ao abrir suas fronteiras e o coração para a entrada de milhões de muçulmanos, a Europa acabou patrocinando seu próprio inferno.
O terror islâmico não vai parar de avançar sobre o futuro da civilização ocidental.

           



19/03/2016
Coxinha e Mortadela no Brasil indivisível

Na quinta-feira, estudantes de uma escola de classe média alta do Recife vestiram preto numa manifestação de luto pela situação política do Brasil, atendendo ao pedido dos defensores do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Quando a foto dos jovens alunos se espalhou pelas redes sociais do País, militantes virtuais do Partido dos Trabalhadores e do Partido Comunista do Brasil trataram de desqualificar o protesto usando como argumento a classe social da turma.

Entre as tantas piadas contras os estudantes, uma dizia que no comércio de roupas de grife da capital pernambucana havia acabado todo o estoque de camisetas da marca Calvin Klein, que custam entre R$ 40,00 e R$ 80,00 as chamadas básicas de algodão.

Na sexta-feira bem cedo, circularam pela internet e no passeio público alguns panfletos que o PT confeccionou para convocar a militância para o ato público em favor de Dilma e Lula e contra o juiz Sergio Moro, além - é claro - de protestar contra o impeachment.

Numa das mensagens partidárias, de distribuição nacional, tinha uma orientação específica para que todos os diretórios buscassem nos bairros periféricos e nas pequenas cidades pessoas de pele preta ou parda, numa clara (perdão do trocadilho) artimanha racista de estabelecer uma representação popular na passeata.

Simpatizantes dos partidos de oposição caíram de pau na panfletagem, esquecendo até o fato de que eles também incorrem na mesma desfaçatez quando batizaram as pessoas que recebem bolsas-esmolas do governo pelo termo mortadela (a carne que compõe o sanduíche distribuído pela CUT).

Faz tempo que os arautos das ideologias autoritárias e dos interesses comerciais tentam dividir o Brasil entre pobres e ricos, pretos e brancos, petistas e tucanos. Para isso, desde a campanha eleitoral de 2014, os simpatizantes de Lula e de FHC passaram a se chamar "mortadelas e coxinhas".

Vai longe o tempo em que esquerda e direita no Brasil se diferenciavam no debate de ideias e de entendimento de como se constrói uma civilização democrática. Nascidos de uma mesma placenta ideológica, no centro-esquerda que sucedeu o regime militar, PT e PSDB viraram apenas um Fla x Flu sem glamour.

Alienados no processo histórico do País e ignorando a condição étnica indivisível da nossa gente, travam nas ruas e nas tribunas uma pendenga histérica que só não é estéril na gestação de um clima beligerante que transforma todos em brucutus políticos.

No começo da noite dessa sexta-feira, quando conversava sobre a manifestação do PT com o governador Robinson Faria, o desembargador Claudio Santos e o empresário Ruyzito Gaspar num café de Petrópolis, capturei na timeline do Twitter a bela foto que ilustra este comentário.

São dois garotinhos do interior do Brasil, irmanados num coleguismo imune a qualquer diferença social que possa existir entre ambos. Uma amizade de natureza real, livre dos arranhões que a vida dos adultos impõe quando das escolhas pessoais de cada um.

Não sei como se chamam. Vou tratá-los como "Coxinha" e "Mortadela", numa referência quase semiótica de ironia com a idiotice que os militantes partidários espalham pela Nação contaminando a todos e atingindo até as instituições imprescindíveis para a construção do nosso futuro civilizatório.

Minha família não é tão numerosa, mas tem uma quantidade suficiente de entes queridos para contemplar posicionamentos políticos, religiosos e filosóficos distintos ou até gostos artísticos bastante divergentes. Um dos meus filhos é antagônico a mim no aspecto ideológico, mas quando discutimos deixo que a coisa transcorra como uma diferença clubista.

O futebol é sempre mais palatável do que o tempero medieval que os partidos impuseram às coxinhas e mortadelas que alimentam a maioria da massa usada para interesses violentos ao presente e perigosos ao futuro.

           



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