BLOG DO ALEX MEDEIROS

22/05/2019
Chico Buarque, o literato, e não o músico

Alguns jornais brasileiros em suas edições de hoje, destacam o Prêmio Camões para Chico Buarque especificando que o artista brasileiro é o primeiro músico a ganhar a honraria concedida pelos governos do Brasil e de Portugal.

Mas, é preciso salientar, quem foi escolhido pelo júri foi o Chico escritor e não o Chico cantor. Como bem disse o presidente do corpo de jurados, o português Manuel Frias Martins: "Não estamos a premiar o músico, estamos a premiar o homem da literatura".

Ainda sem data para a entrega do prêmio, o local já está previamente definido: será em Lisboa.

       



22/05/2019
Chico Buarque ganha o Prêmio Camões

Compositor, músico, cantor e poeta, Chico Buarque conquistou ontem o maior prêmio literário da língua portuguesa, o Camões, pelo conjunto dos seus textos literários e teatrais.

Organizado pelos governos do Brasil e Portugal e contando com jurados dos dois países e das demais nações de língua portuguesa na África, o prêmio foi concedido ao Chico escritor por unanimidade e anunciado na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro.

Chico Buarque já fora distinguido duas vezes com o Prêmio Jabuti, o mais importante do Brasil no âmbito da literatura, pelo romance "Leite Derramado", de 2010, livro que também venceu o extinto Prêmio Portugal Telecom de Literatura, e por "Budapeste", em 2006.

Chico foi escolhido pelos jurados Antonio Cícero e Antônio Carlos Hohlfedt, do Brasil; Clara Rowland e Manuel Frias Martins, de Portugal; Ana Paula Tavares, de Angola; e Nataniel Ngomane, de Moçambique.

O consagrado compositor estreou como romancista em 1991 com "Estorvo", depois escreveu "Benjamim" (1995), "Budapeste" (2003), "Leite Derramado" (2009) e "O Irmão Alemão" (2014). Em 2017, Chico recebeu o Prêmio Roger Caillois, na França, também pelo conjunto da obra.

Abaixo, os livros de Chico Buarque:

"Chapeuzinho amarelo", de 1970; livro infantil com ilustrações de Ziraldo
"Fazenda modelo", de 1974; novela
"Gota d'água", de 1974; peça de teatro
"A bordo do Rui Barbosa", de 1981; poemas
"Estorvo", de 1991; romance
"Benjamin", de 1995; romance
"Budapeste", de 2003; romance
"Tantas palavras", de 2006; todas as letras
"Leite derramado", de 2009; romance
"O irmão alemão", de 2014; romance.

O Prémio Camões de literatura em língua portuguesa foi instituído por Portugal e pelo Brasil em 1988, com o objetivo de distinguir um autor "cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento do património literário e cultural da língua comum".

       



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21/05/2019
Terceira temporada de Stranger Things

Quando as primeiras notícias sobre a nova temporada da série Stranger Things prometiam que a trama ia ser muito cheia de calor de verão, não falava em vão. "Um verão pode mudar tudo", diz o lema da terceira temporada, que estreia na Netflix em 4 de julho, o feriadão dos EUA.

A plataforma de streaming acaba de lançar um novo trailer em que as mães de da cidadezinha de Hawkins suspiram com o jovem salva-vidas na piscina do clube, lotada de jovens e adultos em clima de férias de verão.

E por falar em água, essa próxima temporada da boa série dirigida pelos irmãos Duffer parece beber na fonte da comédia "Assassinato por Encomenda", de 1985 (mais um filme dos anos 80 no contexto), onde o ator Chevy Chase interpreta Fletcher, um repórter sem escrúpulos que muda de identidade para conseguir matérias exclusivas.

Aliás, dizem, o papel de Fletcher poderia ter sido do cantor Mick Jagger ou do grande ator Burt Reynolds, mas o comediante venceu a parada.

Os fãs lembram que no ano passado o ator David Harbour, que faz o chefe de polícia de Hawkins, chegou a falar sobre a figura de um salva-vidas na terceira temporada, e que o personagem poderia não ser exatamente quem as senhoras da cidade imaginam.

Torçamos para que seja realmente um verão bem esquentado na nova temporada por vir.

       



21/05/2019
PL de Romário por mais livros nas bibliotecas

Em dezembro passado, o senador Romário (Podemos/RJ) apresentou o Projeto de Lei 461, com o qual quer alterar a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) para obrigar as bibliotecas públicas brasileiras a adquirir obras em formatos acessíveis. Na última semana, esse projeto recebeu o parecer positivo da senadora Mara Gabrilli (PSDB/SP).

Em seu relatório a senadora mencionou que os arquivos dos livros acessíveis adquiridos em formato digital costumam conter códigos que dificultam a cópia dessas obras, o que, segundo ela, se justifica para exemplares comuns, mas não para os acessíveis.

Gabrilli também propôs algumas alterações, como a recomendação de fixar um percentual mínimo de obras acessíveis que devem ser adquiridas quando novos livros forem comprados, sugerindo que seja de 5%, e que o regulamento estabeleça as condições para que as bibliotecas públicas mantenham impressoras em Braille, que possam servir à reprodução e à conversão de obras para formatos acessíveis.

Sobre a Lei de Direitos Autorais (LDA) evocada por Romário para defender que a conversão das obras literárias, artísticas ou científicas para esses fins, Eduardo Trevisan, especialista ouvido pelo site PublishNews, entende que realmente não há violação ao direito autoral no que tange à possibilidade de conversão de obras ao formato acessível, no limite do disposto na LDA, ou seja "sem fins comerciais".

Segundo ele, no caso de obras novas, o PL 461 prevê que os livros acessíveis sejam adquiridos das editoras, o que garantirá, em tese, que os autores e demais titulares de direitos das obras sejam devidamente remunerados. Como acontece, por exemplo, na compra de livros em formato acessível no âmbito dos PNLDs.

O Projeto de Lei precisa passar ainda pela comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) onde tem decisão terminativa. Se chegar até a CE, segue para a Câmara antes do autógrafo do presidente da República.

       



21/05/2019
Filme sobre Maradona estreia em Cannes

Montanhas de cocaína e a máfia por trás daquele que ficou chamado a partir de 1986 como "a mão de deus". O mito argentino Diego Maradona se desnuda no documentário em sua homenagem, lançado durante o Festival de Cinema de Cannes, na França.

"Diego está obrigado a enfrentar seus próprios demônios porque ninguém mais do que ele é Maradona", disse o diretor do filme, o britânico Asif Kapadia, como que confirmando que nos casos dos astros de vida polêmica eles estão sempre sozinhos entre o espaço dos píncaros da glória e a areia movediça dos vícios.

A maioria das pessoas precisa de ídolos para cultuar, como se servissem de unguento afetivo para nossos conflitos e nossa rotina. Todos buscam homens e mulheres, aqueles que os gregos consideravam semideuses e que convertiam em mitos. Aquelas figuras da antiguidade hoje estão na música, no esporte, até na ciência.

O diretor inglês que agora exibe Maradona fez carreira retratando alguns desses mitos, como Ayrton Senna e Amy Winehouse. A grande diferença entre os dois documentários anteriores sobre o piloto e a cantora e este sobre o craque de futebol, é que antes os protagonistas não puderam contar sobre suas vidas, posto que já estavam mortos.

Agora, não. Maradona é um dos narradores do filme e não esconde quase nada da gloriosa e conturbada carreira, detalhada na crua realidade. Pra se ter uma ideia da exposição pessoal, o ex-jogador chega a ser tratado como um misto de gênio e canalha.

A Copa do Mundo de 1986 é um retrato da mistura de canalhice e genialidade do personagem: num mesmo jogo decisivo faz um gol de mão e depois faz outro driblando metade da seleção da Inglaterra, numa obra-prima antológica considerada pela imprensa e pela FIFA o gol mais belo da história das copas.

"Sempre pensei que a vida de Maradona era uma loucura, sabia o que ele havia passado porque gosto muito de futebol, como a maioria dos ingleses. Não cheguei a este documentário às cegas, como ocorreu no de Ayrton Senna", disse o cineasta.

Basicamente concentrado nos anos do ídolo em Nápoles, o filme não esconde os problemas pessoais, nem tampouco esconde a relação de Maradona com a máfia e com ditaduras comunistas, como a simpatia por Fidel Castro. "Diego é um homem inteligente e carismático, obrigado a enfrentar seus próprios demônios", explicou Kapadia.

Na exibição da obra em Cannes, Maradona foi o grande protagonista, apesar de não ter passado pelo tapete vermelho do festival. Por mais que alguns jornalistas tenham divulgado que ele andou pela cidade francesa, o craque não pisou lá. Mas roubou a cena na estreia da sessão oficial, lotada de estrelas do cinema mundial.

       



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21/05/2019

       



20/05/2019
Morre Niki Lauda, uma lenda da F1

Morreu nesta segunda-feira aos 70 anos o ex-piloto de Fórmula 1, Niki Lauda, o austríaco tricampeão mundial nas temporadas de 1975, 1977 e 1984. Ele parou de correr na F1 em 1985.

Uma das lendas incontestes do automobilismo mundial, Lauda era atualmente o presidente não executivo da escuderia Mercedes.

Em 2018 passou por um transplante de pulmão e esteve internado durante dois meses. 
No início deste ano foi novamente transportado para o hospital onde esteve internado mais de dez dias, com problemas renais.

"É com profunda tristeza que anunciamos que o nosso amado Niki morreu pacificamente com a sua família nesta segunda-feira, 20 de maio de 2019", foi a mensagem divulgada pela família.

Niki Lauda estava casado com Birgit Wetzinger desde 2009. Tiveram dois filhos, gémeos, Max e Mia. Entre 1976 e 1991, teve um relacionamento com Marlene Knaus, com quem teve dois filhos, Mathias e Lukas.

O tricampeão do mundo de Fórmula 1 tinha ainda um outro filho fora desse casamento, Christopher.

Niki Lauda nasceu em 1949 e desde cedo decidiu fazer carreira no automobilismo, mesmo contra a vontade da família.

Ele contraiu um empréstimo num banco e investiu na sua própria carreira. Começou na Fórmula 2 mas rapidamente se destacou e foi convidado a correr na Fórmula 1. Estreou-se no GP da Áustria em 1971.

A ascensão continuou e em 1974 foi contratado pela Ferrari onde viria a conquistar dois dos seus títulos de campeão mundial de Fórmula 1, em 1975 e 1977.

Em 1976 esteve envolvido num grave acidente na famosa pista de Nürburgring, na Alemanha, quando teve parte do corpo queimado. Acabou por recuperar-se, quase milagrosamente, e 43 dias depois estava de volta aos treinos.

Após o último título, em 1984, quando superou o companheiro de McLaren, Alain Prost, ele chegou a correr pela equipa da Brabham, no entanto, não conseguiu se destacar e abandonou as pistas para fundar uma companhia aérea, a Lauda Air.

 

 

Depois de abandonar a função de piloto chegou ainda a ser dirigente da Ferrari, da Jaguar e por último, da Mercedes. Foi um dos mais rápidos e ousados da história da Fórmula Um.

O filme Rush, dirigido pelo renomado cineasta Ron Howard em 2013, mostra a rivalidade entre Niki Lauda e o britânico James Hunt, destacando a temporada de 1976, quando o austríaco foi envolvido pelas labaredas.

A linguagem cinematográfica intepreta de forma épica e poética as disputas espetaculares entre grandes pilotos de um tempo mágico na F1. E Niki Lauda foi uma lenda daquele tempo em que o talento e o braço superavam as máquinas nas pistas.

 

       



17/05/2019
Todo poder a Santos Cruz

O presidente Jair Bolsonaro assinou o decreto 9.794, publicado na última quarta-feira, dando poderes ao general Santos Cruz, ministro-chefe da Secretaria de Governo, para avaliar e decidir nomeações e demissões de todos os funcionários do 2.º e do 3.º escalão do governo, incluindo aí os reitores das universidades federais.

Pra quem apostava que o general estava enfraquecido por supostas pressões dos soldados de Olavo de Carvalho, a canetada do capitão é pra encucar a mundiça.

Santos Cruz agora tem poder para barrar o caminho dos incidados de corruptos e passar a régua nos esquerdistas ocultos que se mantêm nas repartições federais escondendo o que fizeram no verão e na eleição passados. 

       



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17/05/2019
Macaiba está fazendo mais

       



17/05/2019
Há algo estranho e imenso na nossa galáxia

Há um "pêndulo escuro" fazendo buracos na Via Láctea e nenhum telescópio do mundo é capaz de detectar certamente o que é essa "bala densa de alguma coisa".

Evidências da pesquisadora Ana Bonaca, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, correspondem a uma série de buracos no fluxo estelar mais longo da nossa galáxia, o GD-1. Ana Bonaca apresentou suas evidências na conferência da Sociedade Americana de Física, em Denver.

Fluxos estelares são nada mais, nada menos do que correntezas de estrelas que se movimentam juntas pelas galáxias, se originando frequentemente em pequenas bolhas de estrelas após colisão com galáxia.

Em se tratando das estrelas do fluxo GD-1, elas são vestígios de um "aglomerado globular" que entrou na Via Láctea muito tempo atrás e que agora se estendem por uma longa linha no nosso céu.

O que deveria ser uma linha reta com apenas uma falha no ponto em que o aglomerado globular original era antes estrelas sendo lançadas em duas direções, a correnteza de estrelas GD-1 apresentaria mais uma falha, de acordo com a pesquisadora.

"Não podemos mapear [o pêndulo] com qualquer objeto luminoso, que nós observamos. É muito mais massivo do que uma estrela [...] Algo com massa um milhão de vezes maior do que a do Sol. Então, a massa não é simplesmente constituída de estrelas. Podemos descartar isso. E se fosse um buraco negro, seria um buraco negro tão massivo como o descoberto no centro da nossa galáxia", afirmou Ana Bonaca em entrevista à Live Science.

Ana Bonaca não descarta a existência de um segundo buraco negro na nossa galáxia, mas ainda não há como comprovar a teoria.

Caso não seja um buraco negro, existe a possibilidade de se tratar de matéria negra, presumiu Bonaca, ressaltando que nem tudo pode ser matéria negra.

"Poderia ser um objeto luminoso que se afastou para algum lugar e está se escondendo em algum lugar na galáxia", disse, acrescentando que "sabemos que é de 10 a 20 Parsecs [30 a 65 anos-luz] de diâmetro", ou seja, "mais ou menos do tamanho de um aglomerado globular".

 

       



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