BLOG DO ALEX MEDEIROS

04/11/2016
Um marxista apoiando Trump

Caiu como uma bomba nas casamatas e cabeças dos intelectuais de esquerda a entrevista que o sociólogo esloveno Slayoj Zizek concedeu à rede de TV Euronews. Respeitado no mundo inteiro como um dos maiores pensadores marxistas contemporâneos, Zizek se declarou otimista caso o milionário Donald Trump vença a corrida pela Casa Branca.

Discutindo com o entrevistador Sergio Cantone sobre a globalização, a crise de migrantes na Europa e a ascensão de candidatos assumidamente de direita como Donaldo Trump (EUA), Marine Le Pen (França), Nigel Farage (Inglaterra) e Geert Wilders (Holanda), o cientista social disse temer o francês, mas admitiu estar esperançoso com uma vitória do americano.

Quando perguntado se achava que os EUA estavam enfrentando uma espécie de período revolucionário, Slayov Zizek comentou: "Claro, o Trump é pessoalmente um nojento, faz piadas racistas ruins, fala vulgaridades, mas, ao mesmo tempo, diz coisas muito corretas sobre a Palestina e Israel".

E acrescenta o esloveno: "Ele disse que nós devemos ver os interesses palestinos e se aproximar da situação de uma maneira mais neutra; disse também que não devemos antagonizar a Rússia e encontrar um diálogo com ela. E ainda defende aumento do salário mínimo e manutenção do programa de saúde de Barack Obama".

Cantone perguntou se ele achava Trump um liberal de centro. E a resposta de Zizek surpreendeu esquerdistas e direitistas: "Sim. Essa é minha tese provocadora. Se você derrubar essa superfície ridícula e, admito, perigosa do Trump, ele é um candidato muito mais oportuno e sua política talvez não seja tão ruim".

Evidente que Zizek está basicamente defendendo o liberalismo de centro como alternativa ao que ele chama de "proto-fascismo do capitalismo autoritário" que vem da China e da Rússia. É nesse contexto que ele prefere uma vitória de Donald Trump, ou então está apenas fazendo charme para sua compatriota Melannie Trump, a mulher do candidato republicano.

A esquerda intelectual-operária-propineira do Brasil não deve ter estranhado tanto a entrevista como seus semelhantes europeus. Afinal, por aqui, já aprovaram e se acostumaram com a suruba ideológica de Lula com Maluf, Collor, Sarney, Renan e outros.





04/11/2016
Bombou no Zap Zap

Publicada originalmente em 31 de janeiro de 2015 aqui no blog, a crônica "Ciúme não é brinquedo" foi resgatada quarta-feira por alguém que deve ter seus motivos para tal e agora vem circulando desde então em diversos grupos do WhatsApp de Natal e do interior. Para quem não conhece, republico abaixo:

CIÚME NÃO É BRINQUEDO

A boa visão de mercado dos pais tirou os dois irmãos do ambiente provinciano e empurrou-os para São Paulo, a meca financeira do país, ainda de pé no torvelinho inflacionário da era traumática com a morte de Tancredo e o improviso de Sarney.

Por mais imbuídos que estivessem de trabalhar para acumular dinheiro, os manos não tinham como evitar que o auge das suas juventudes se locupletasse no clima de ressurreição do rock nacional travestido nas canções de um movimento new wave.

No embalo do grupo Kid Abelha, o refrão de Leo Jaime gritava "ainda encontro a fórmula do amor", enquanto Kazuza, o poeta daquela geração, cantarolava "exagerado, jogado aos teus pés, eu sou mesmo exagerado, adoro um amor inventado".

Não que os irmãos não tivessem cancha econômica para se misturarem nos inferninhos paulistanos e tentarem um lero com as garotas de tênis cano alto e blusas coloridas, as pós-cocotas que circulavam entre os bares do Bexiga e as galerias do Centro Vergueiro.

Eram tempos em que o dinheiro era comido pelas traças da superinflação, em perdas tão rápidas que o valor da manhã já não era igual no almoço. Mas eles se aguentavam no bolso; o que não dava para aguentar mesmo era o liseu amoroso, a seca de sexo.

Cazuza tinha dado a dica do amor inventado, e lá foi um deles inventar o amor de cada dia, naquele instante mais imprescindível do que o pão da reza que a mãe ensinou em Natal. E a fórmula do amor, como na canção, estava disponível num sex shop qualquer.

Foi o irmão mais velho quem achou a boneca inflável. Amor e pagamento à primeira vista, o alvo do desejo represado embrulhado numa caixa, pronta para encarar o sopro e ficar ereta para os primeiros idílios de um amor com cheiro de plástico bem novinho.

No rádio do táxi, João Bosco atiçou a carência do rapaz: "ser feliz, no teu colo dormir e depois acordar, sendo o seu colorido brinquedo de papel machê". A primeira sensação em casa parecia o hit do Ultraje a Rigor, "me want to play, me love to get money".

Gostar de dinheiro e querer brincar são dois sentimentos devidamente próximos, não importando que a brincadeira seja de amor inanimado. Alguns aninhos antes de Lulu Santos afirmar, o dono da boneca entrou numas de considerar toda forma de amor.

Era amor ardente, numa temperatura perigosa para a anatomia da boneca. Parecia que os Heróis da Resistência cantavam para o, digamos, casal: "eu te imagino, eu te conserto, eu faço a cena que eu quiser, eu tiro a roupa pra você, minha maior ficção de amor".

Porém, a musa de plástico não estava bem guardada só para o prazer do dono. E eis, que num certo (ou errado) dia, o irmão mais jovem descobriu o esconderijo da estranha cunhada. Arrancou-a da caixa, meteu a boca no pito e depois as mãos nos peitos.

Percebendo os horários da ausência do outro, passou a ser presente no pequeno apartamento, lambendo os beiços para quando houvesse chance de ficar a sós com a boneca. Paixão cruel, desenfreada, ele também aprendeu a adorar um amor inventado.

Mas, as investidas não duraram muito quando o ciúme lançou sua flecha preta. Nos resíduos do amor que o caçula deixou, inadvertidamente, nas partes pudicas da amante do irmão. Erasmo Carlos cantava à época "vejo manchas, intrigas dentro do nosso astral".

Foi o fim de uma harmonia fraternal, mais uma vez a figura feminina se interpondo entre irmãos, como nos exemplos literários, cinematográficos e televisivos, citados na crônica anterior, "Uma mulher entre irmãos", publicada na edição do JH de 30 de janeiro.

O plástico da discórdia infernizou o duo familiar e a vida paulistana dos natalenses virou um dramalhão de novela, pendenga amorosa das músicas bregas de então: "perigo é ver você assim sorrindo, isso é muita tentação", dizia o pé de lã para a inflada cunhadinha.

Nas noites da TV, a voz cavernosa de Zé Ramalho ecoava em Roque Santeiro: "mistérios da meia-noite que voam longe, que você nunca, não sabe nunca, se vão se ficam, quem vai, quem foi". Foi numa noite dessas que o triângulo fez do brinquedo uma tragédia.

Durante uma discussão áspera, num puxa-puxa passional pela posse da amante cor de rosa, esta se aproveita e permite que o seu pito seja pressionado. Ao escape do ar, a boneca voa pela sala e escolhe o suicídio no abismo lá fora da janela.

Até hoje, os irmãos se entreolham às vezes com um jeito de acusação mútua pela morte da amante inesquecível. Aqueles foram anos de trabalho duro, de mulher mole e de amor inventado e extinto num piscar de olhos, no tesão de um sopro. (AM)





04/11/2016
Hamlet em debate

A Cooperativa Cultural Universitária, situada no Centro de Convivência da UFRN, promoveu hoje de manhã um debate sobre uma das maiores obras de Wiliiam Shakespeare, Hamlet.

Intitulado "Hamlet - a Espada de Dois Gumes, Shakespeare o Herói do Norte", o encontro reuniu os professores Rosanne Bezerra de Araújo, como convidada, e Carlos Eduardo Galvão Braga, que atuou como mediador.





04/11/2016
O imposto da Oi

Usuários da telefônica Oi enviaram mensagem para registrar um fato estranho nas suas faturas mensais. O valor do ICMS repassado pela companhia à Secretaria de Tributação do RN não está sendo calculado, em alguns casos (clientes enviaram cópias das faturas) do valor total da nota e sim de metade, representada por outros serviços especificos oferecidos ao usuários.

Com a palavra a Oi e o secretário de Tributação.





04/11/2016
Carestia e decoração

Ontem, os clientes do Natal Shopping foram surpreendidos com um presente antecipado do período natalino que já se iniciou no mercado. O preço do estacionamento aumentou de R$ 6,00 para R$ 8,00 e muita gente ficou fazendo conta para entender de onde a gerência do shopping foi buscar uma inflação de 34%.

Outra coisa que está chamando a atenção no Natal Shopping é a decoração natalina em completa ausência de sintonia com as imagens da festa do nascimento de Cristo. Quem concebeu o ambiente natalino deve ter bebido em alguma fonte do Serengueti, a região africana que fica na Tanzânia e no Quênia.

Fizeram uma selva com tradicionais pinheirinhos de clima frio e colocaram bichos que nunca estiveram em nenhum presépio. Há elefante, leão, girafa, tigre, gorila e até um urso pardo daqueles que habitam as florestas do Alaska e de parte da Ásia. 

Ah, tem também um caçador de borboletas que parece saído do mundo fantasioso do escritor J. R. R. Tolkien.





27/10/2016
O furacão Selena

Aos 16 anos, a adolescente Selena Forrest deixou de ser uma sobrevivente do furacão Katrina para se tornar a menina mais mimada da indústria da moda no momento.

Em apenas um ano e meio, ela saltou dos bancos escolares ginasianos para as passarelas internacionais, desfilando para grandes marcas como Louis Vuitton e Chanel.

Selena carrega nas costas uma história pessoal difícil. A jovem e sua família foram vítimas do furacão que em agosto de 2005 arrasou o estado americano da Louisiana.

A tragédia os obrigou a abandonar a casa em New Orleans e se mudarem para Los Angeles, onde seus pais reiniciaram a vida. A garota sequer lembra direito de tudo, mas ouviu com detalhes a narrativa do pai.

Dez anos depois, no começo de 2015, ela foi descoberta por um caçador de modelos quando estava comprando bebidas com seu irmão e seus primos para uma excursão à praia.

Enquanto um segurança da loja questionava seu irmão, por causa da idade do grupo, uma mulher se aproximou de Selena e perguntou se alguma vez ela tinha pensado em ser modelo.

"Foi tudo muito caótico porque a polícia estava nos dando bronca e de repente aquela mulher estava conversando comigo", disse a menina à revista New York Post. Uma semana depois já estava contratada na L.A. Models.

Com altura de 1,80m e medidas perfeitas para as referências do mundo fashion, Selena assinou em fevereiro deste ano um contrato com a agência Next Models, a mesma de Kate Upton.

Poucos dias depois estava abrindo o desfile de Proenza Schouler na Semana da Moda de Nova York. "Estava muito nervosa, mas ao mesmo tempo emocionada, sou muito tímida", disse.

Jamais havia saído dos EUA e de repente se viu entrando e saindo de aviões para desfilar em Paris, Milão, Roma, Havana e Rio de Janeiro. Seu rosto estampa capas de diversas revistas pelo mundo afora.





27/10/2016
Futuro da Ceasa em debate na AL

A situação da Central de Abastecimento do Rio Grande do Norte (Ceasa) voltou a ser ponto de discussão na Assembleia Legislativa, na tarde de ontem (26).

Por iniciativa da deputada Márcia Maia (PSDB), foi realizada uma audiência pública em que representantes do Poder Público e permissionários da Ceasa debateram sobre o futuro do órgão que emprega milhares de pessoas.

Os deputados garantiram que destinarão recursos de emendas para a obra no local e o Governo do Estado disse que cogita mudança na forma de gestão da Ceasa.

No encontro, o principal ponto debatido foi o curso das obras de drenagem e de esgotamento sanitário. Com menos de seis meses para finalizar as obras, prazo determinado em acordo entre Ceasa e Justiça, os parlamentares falaram sobre a necessidade de dar celeridade ao processo para que as datas sejam respeitadas.

"O ideal é que essa comissão de acompanhamento do processo se reúna já na próxima semana para avaliar como está o andamento do caso. Temos que correr logo para que não fique em um prazo apertado mais à frente", disse o deputado Fernando Mineiro (PT). "Temos que estar atentos a isso e acompanhar permanentemente a execução dessas obras", disse Márcia Maia, que junto ao deputado Fernando Mineiro garantiu que destinarão emendas parlamentares impositivas para o orçamento de 2017.

O fato da Ceasa permanecer em Natal também foi comemorada pelos permissionários e deputados. Márcia Maia informou que dará entrada a um pedido de Moção de Apoio à permanência da central em Natal na Assembleia Legislativa, para garantir que ela não saia do local. O presidente da Associação dos Permissionários, Raimundo Nonato, disse que todos os 4,2 mil trabalhadores da central comemoraram a permanência.

"Temos que enaltecer a atuação dos deputados, que estão ao nosso lado nessa luta que promoveram esse debate para debatermos uma quetsão tão importante para o Estado", disse Raimundo Nonato.

Quem também elogiou a iniciativa foi o representante do Sistema Fecomércio, Laumir Barreto. Para o empresário, a situação a que chegou a Ceasa, com o risco de fechamento, serviu para que a sociedade voltasse os olhos à importância que têm a central para a economia potiguar.

"Felizmente, chegou-se a um bom termo e quem ganha com isso não são só os permissionários, mas todo o estado. Podem contar com o apoio irrestrito da Fecomércio", garantiu Laumir Barreto.

Mudança

Outro assunto discutido durante a audiência foi a possibilidade de que a Ceasa passe ao controle da iniciativa privada. O diretor-presidente do órgão, Theodorico Netto, afirmou que o Governo do Estado estuda o caso, mas ainda não tem uma definição sobre como seria a mudança no controle. As dúvidas são sobre como os permissionários poderiam passar a gerir a Ceasa, se através de ONG, Organização da Sociedade Civil de Interesse público (Oscip) ou até de outra forma, sendo vendida.

Para Theodorico, a atitude poderá contribuir com a atividade comercial no setor. "A atividade comercial deve ser gerida pela iniciativa privada. É mais barata, mais eficiente e poderá prestar um serviço de melhor qualidade. É algo que ainda está em discussão", disse Theodorico Netto.

Laumir Barreto, da Fecomércio, concordou com a necessidade de mudança e gerência da Ceasa pela iniciativa privada. "Acreditamos que é uma atividade que não é privativa do estado e que, por isso, é importante que a produção fique com o comerciante, com o empreendedor", opinou.

Pelo lado dos permissionários, houve mais cautela quanto ao assunto. Raimundo Nonato afirmou que, no momento, é mais importante se concentrar nas adequações determinadas pela Justiça e que um processo para mudança de controle da Ceasa pode demorar. Contudo, Nonato disse que a Associação dos Permissionários, através de assessoria jurídica, está analisando o caso.

"A parte jurídica está analisando como isso pode ocorrer, mas reafirmo que de imediato precisamos das obras e que ela venha a ser concluída para que tenhamos tranquilidade no dia a dia", afirmou.

A deputada Márcia Maia, que presidiu a maior parte da audiência Pública, disse que ainda não analisou a questão e que é muito cedo para se ter um posicionamento firmado sobre o tema.

"Estamos acompanhando o processo para que as obras possam transcorrer normalmente e que a Ceasa siga funcionando. Ainda não sabemos ao certo quais são os planos do Governo e vamos acompanhar também", garantiu.





Veja o video:

26/10/2016
70 anos de Belchior

Coração Selvagem, clássico de 1977.





25/10/2016
O eterno capitão do tri

Nós, os meninos natalenses de 1970, jogávamos bafo com chapinhas metálicas do Álbum Olé. Eram figurinhas diferentes das demais que todos colecionavam naqueles anos, feitas de alumínio ou aço, e que dificultavam o jogo de levantá-las numa tapa.

A vitória da seleção brasileira de futebol no México lançou o país numa euforia cívica que durou mais de um mês. O que deixou a gurizada em estado de graça e catapultou as vendas de tudo aquilo que se referisse a futebol, principalmente os craques do tri.

Nos corredores do Grupo Escolar Felizardo Moura, os intervalos eram preenchidos com a sopa estatal e com a empolgação privada dos meninos em louvação a Pelé, Tostão, Rivelino, Gérson, Clodoaldo, Jairzinho, Piazza, Everaldo, Brito, Félix e Carlos Alberto.

Eram os primeiros dias de julho, no retorno das férias escolares, e eu vibrei quando a saliva na palma da mão desvirou a chapinha do capitão. A trapaça valia a pena, já que nem a alma e nem vontade eram pequenas. Só me faltava Carlos Alberto.

O capitão do tri foi um típico caso de amor de fim de festa com o povo brasileiro. A Copa se iniciara com os shows de Pelé, Jair e Tostão, mas encerrara com o gol que se perpetuaria no imaginário coletivo de uma nação. No país dos generais, nós amávamos um capitão.

Nas primeiras aulas de literatura da singela escola, a imaginação de um moleque de 11 anos inseriu Carlos Alberto na poesia de Manuel Bandeira. Já adulto, percebi que misturara dois gênios naquela ingênua demonstração de fã e torcedor.

Na folha de um "borrão" da marca Pirajá, ousei atentar contra a obra do mestre pernambucano: "Bão que Bolão / senhor capitão / é gol, é gol / no meu coração / não é de tristeza / não é de aflição / o tri é do povo / senhor capitão".

Ora, se cada um de nós tem hoje uma visão para definir a bela conquista num lance - como "a marcha de Tostão", "os canhões de Rivelino", "o furacão em Jairzinho", "os pulos do gato Félix" ou "o passeio a caráter de Clodoaldo", eu tenho duas com o capitão.

Carlos Alberto pode ter nos garantido aquela copa com dois gestos e duas ações de grande líder. Primeiro, no duelo do século XX com a Inglaterra, deu uma porrada no ponta Francis Lee, que cutucava nossas canelas e até agrediu nosso goleiro. O inglês se aquietou e sumiu do jogo.

Segundo, a apoteótica corrida em diagonal, avançando sobre a área italiana, na partida final, para mandar aquele petardo que estabeleceu a goleada de 4 x 1 e a posse definitiva da Taça Jules Rimet. Estas imagens se eternizaram com uma terceira pós-Copa: o capitão beijando o troféu.

Mas Carlos Alberto não foi apenas o capitão do tri, por mais que sua liderança e categoria tivessem sido suficientes para a FIFA ter lhe concedido o título de melhor lateral direito do século XX. Há muito mais insígnias e galões naqueles ombros de craque.

Já nos juvenis do Fluminense, ele apresentou suas armas comandando alguns títulos, e repetindo o feito na seleção brasileira juvenil. Aos 17, assumiu a posição de lateral no lugar de Jair Marinho, o titular que saiu por contusão, para se consolidar.

Destemido, vigoroso e extremamente hábil para um zagueiro, Carlos Alberto fez História no Santos de Pelé, uma máquina de gols e conquistas na década de 1960. Quando Zito deixou a equipe, adivinhem com quem ficou a braçadeira de capitão?

Por onde passou - no Botafogo, no Flamengo, no Cosmos de Nova York ou no Newport Beach da Califórnia - foi sempre um líder e o melhor lateral ou zagueiro direito das temporadas. Seu futebol vistoso e agressivo fez escola nas laterais do mundo todo.

O saudoso treinador Zezé Moreira se dizia impressionado com a capacidade de Carlos Alberto se adaptar em qualquer posição. Não por coincidência, ao encerrar a carreira, o craque se adaptou como técnico, dando títulos ao Flamengo e ao Fluminense.

Agora, meis século depois daquela alegria que tomou conta do Brasil no beijo do capitão na Taça do Mundo, e diante da notícia da sua morte, me vejo outra vez menino em Natal, jogando com os versos de Manuel Bandeira: "Bão que bolão / senhor capitão / peso mais pesado / não existe não".





21/10/2016
Saída pelo Uruguai

O filho de Lula, Luis Cláudio Lula da Silva, também conhecido como Lulinha e Luleco, pegou o rumo do Uruguai para trabalhar nas divisões de base de um time de futebol. 

Antes de faturar muito com uma pequena empresa que recebeu gordos investimentos, ele havia trabalhado no departamente de prepação física do Corinthians, clube do coração do pai.

Dizem as más línguas que Lulinha já está tratando do aluguel de uma boa casa para receber Lula. O Uruguai sempre foi uma rota de fuga dos militantes da esquerda brasileira.





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