BLOG DO ALEX MEDEIROS

20/10/2016
MG vai proibir testes em animais

Você já parou para pensar se o shampoo que você usa no cabelo ou o creme que hidrata a sua pele são produtos testados em animais? E mais! Você sabe como esses testes são realizados? Diariamente, inúmeros laboratórios no Brasil e no mundo, submetem animais a todos os tipos de ‘experimentos', ignorando o seu sofrimento.

Por qual motivo? Para ganhar com um dos negócios mais lucrativos do planeta: o mercado da beleza. Pesquisa encomendada pela HSI(Humane Society International) ao Ibope, confirmou que dois terços da população brasileira é terminantemente contra os testes realizados em animais.

A boa notícia é que Minas Gerais está prestes a seguir o exemplo dos países da União Europeia, onde desde 2009, a prática é proibida, assim como a comercialização dos produtos testados. A medida proposta pelo Projeto de Lei 2.844/15, de autoria dos deputados Fred Costa e Noraldino Júnior, foi analisada hoje, 19, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Antes de ser votado em 1° turno no Plenário, o projeto será encaminhado para análise nas Comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, de Desenvolvimento Econômico e de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO).

O PL prevê as sanções aplicáveis às pessoas físicas ou jurídicas que, por ação ou omissão, descumprirem a proibição que se pretende estabelecer, e dispõe que o poder público poderá destinar os valores recolhidos com multas ao custeio das ações, publicações e conscientização da população sobre guarda responsável e direitos dos animais. Além de atribuir aos órgãos competentes da administração pública estadual o exercício do poder de polícia.

Fonte: Revista Encontro





20/10/2016
Falta de água preocupa Gustavo Carvalho

A seca que aflige a população do Rio Grande do Norte voltou a ser tema de pronunciamento na Assembleia Legislativa. Nesta quinta-feira (20) o deputado Gustavo Carvalho (PSDB) externou a sua preocupação com o abastecimento de água nos municípios do Alto Oeste potiguar e cobrou providências do Governo do Estado.

"Os mananciais do Estado estão se exaurindo e agora os poços tubulares também começam a secar. A preocupação com o abastecimento deixa de ser apenas com a pecuária e passa a ser também com a população dos municípios que estão vivendo esse momento de angústia. Fala-se que em 40 dias algumas regiões vão estar desabastecidas e em calamidade", disse Gustavo.

O parlamentar citou como exemplo a situação da cidade de Marcelino Vieira, no Alto Oeste. "Ontem todas as caixas d'água que atendem o município estavam secas. Não havia água em local nenhum. Hoje, a única coisa que nos abrande é a expectativa de um inverno regular em 2017, conforme divulgado pela Emparn", relatou.

Gustavo comentou ainda a destinação por parte do Governo Federal de recursos na ordem de R$ 4,5 milhões para investimento em ações hídricas no RN e sugeriu ao Executivo estadual a criação de uma comissão permanente envolvendo a Defesa Civil e o Gabinete Civil para estudar soluções emergenciais para o abastecimento de água no Estado.

"É necessária a permanente mobilização e priorização no abastecimento de água no Rio Grande do norte, sobretudo no Alto Oeste potiguar. Sei que todas as demais regiões estão sofridas, mas no Alto Oeste a situação é de calamidade completa. O Governo do Estado precisa buscar uma suplementação de recursos ou remanejamento orçamentário", concluiu Gustavo Carvalho.

O deputado Galeno Torquato (PSD), presidente da Frente Parlamentar da Água na Casa Legislativa, se somou ao pronunciamento e destacou as reuniões que participou durante a semana com o presidente da Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern), Marcelo Toscano, e com o secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Mairton França, para reforçar a necessidade de alternativas e ações hídricas para os municípios do Alto Oeste potiguar.





20/10/2016
Perdido em Marte

O robô da missão ExoMars, batizado de Schiaparelli, parece ter se perdido no planeta vermelho, disse hoje a Agência Espacial Europeia.

Os controladores da missão perderam o contato com a pequena sonda onde viajava Schiaparelli, que era a grande esperança para a exploração de Marte.

O robô parecia ter feito o seu caminho com segurança através da atmosfera dura de Marte e na sua superfície. Mas algo deu errado e agora os controladores ficaram incapazes de falar com ele.

A sonda chegou a enviar comunicação à sua nave-mãe, a Gas Orbiter Trace, durante a descida, mas o sinal foi perdido antes mesmo do pouso.

"Nós não temos uma posição ainda para determinar a condição dinâmica sobre a qual a sonda tocou o solo marciano", declarou Andrea Accomazzo, chefe de missões espaciais da ESA.

O fracasso da missão tem ecos fantasmagóricos da Beagle 2, a sonda da nave britânica Mars Express, que foi dada como perdida em 2004 antes de enviar imagens de Marte.

O robô carregava instrumentos destinados a analisar a atmosfera marciana que ajudariam a entender se seria possível a existência de vida por lá, mas seu principal objetivo era testar a segurança de pouso e navegação para uma missão bem maior, em 2020.

Antes de sumir, Schiaparelli ainda enviou para a Terra cerca de 600 megabytes de dados, informações que serão usadas tanto para entender mais sobre o planeta quanto para determinar precisões para viagens futuras.

O robô tinha viajado durante sete anos a bordo da nave Gas Orbiter Trace, numa missão de parceria da Agência Europeia com a Rússia. A missão ExoMars pretende também inserir os EUA na busca por vida em Marte.





Veja o video:



13/10/2016
Bob Dylan, artista maior da raça

A primeira notícia que me chamou a atenção na manhã de hoje quando assistia ao noticiário da CNN (versão em espanhol) foi da morte do escritor e dramaturgo italiano Dario Fo, 90, ganhador do Nobel de Literatura de 1997.

Poucos minutos depois, o prestigiado galardão distribuído anualmente pela Academia Sueca voltava à pauta do noticiário com o anúncio oficial do vencedor do Nobel de Literatura em 2016. Vibrei com a escolha por Bob Dylan.

O maior compositor da história humana (opinião minha) surpreendeu a famosa casa de apostas Ladbrokes, que havia previsto vitória do escritor japonês Haruki Murakami, uma espécie de Fortaleza que todo ano é candidato a subir.

Nas previsões, onde não constava o autor de "Just Like a Woman" e "Like a Rolling Stone", o queniano Ngugi Wa Thiong era o segundo colocado, seguido do americano Philip Roth, do albanês Ismail Kadare e da americana Joyce Oates.

Diante dos LPs de vinil de Dylan e de alguns livros, como o seu primeiro "Tarântula", que comprei em 1987 com o primeiro salário de redator publicitário, via uma conexão astral entre ele e o anarquista Dario Fo, que acabava de morrer.

Um Nobel morto e um novo Nobel para consagrar um artista e sua obra na assertiva do dramaturgo que disse um dia: "Um teatro, uma literatura, uma expressão artística que não fale do seu próprio tempo não tem relevância".

Pois é isso que é Robert Allen Zimmerman, o cara que adotou como sobrenome o nome do poeta inglês Dylan Thomas, ídolo da geração beatnik onde ele próprio se incorporou e despontou para cantar seu próprio tempo.

Bob Dylan é a mistura perfeita de música e literatura, influenciado por Thomas numa ponta e pelo ícone folk Woody Guthrie na outra. Na soma cognitiva das duas figuras, ele compôs a mais abrangente obra musical de todos os tempos.

Na histórica "Marcha sobre Washington por Empregos e Liberdade", em agosto de 1963, lá estava sua voz e seu violão dividindo a atenção da multidão e se somando ao sonho e ao discurso do líder negro Martin Luther King.

Três meses depois, com o assassinato do presidente John Kennedy, preferiu não seguir à risca o guru Goothrie e seu "violão de matar nazistas", e trocou o folk ativista pelo rock ‘n' roll que estava mudando a cabeça do mundo.

A vida literária de Dylan se inicia três anos depois, em 1966, quando após casar em segredo e sofrer um sério acidente de moto, publica Tarântula, um experimento poético visivelmente repleto de influência de William Burroughs.

Havia lido "Almoço Nu", que o poeta beat publicou em 1959, e fica notório que bebeu nesta fonte. Tarântula é um apanhado de prosas poéticas e que podem ser lidas aleatoriamente, ou mesmo de trás para frente como alguns poemas.

O livro de estreia é recheado da atmosfera caótica do mundo beatnik, como caótica estava sua vida no intervalo forçado pelo acidente. No entanto, o Dylan literário foi fundamental para explodir o outro musical nesse período.

Os grandes clássicos da magistral discografia foram compostos ali, entre 1966 e 1968, conquistando a crítica e fundindo a cuca dos fãs que estavam injuriados com sua adesão à guitarra elétrica, obrigatória no rock britânico.

Foi, de certo modo, dizem, uma maneira também de mostrar aos Beatles, que ele conhecera em 1964, sua verve livresca em contraponto ao livro "In His Own Write", que John Lennon havia lançado em março daquele mesmo ano.

Vale salientar, porém, que os críticos literários e a mídia especializada não foram generosos com nenhum dos dois livros; bateram duro em Lennon e Dylan como quem destrói a esperança de um aprendiz de escritor ou de poeta.

Entre muitas biografias escritas sobre ele por terceiros, há seus próprios relatos - sem trajetória temporal organizada - no livro "Crônicas - Volume Um" (com previsão e promessa de mais outros dois volumes), lançado em 2004.

Com o Nobel, ora dirão que há parcos livros para tamanha honraria. Mas, não foi o Bob literário quem faturou o prêmio, e sim o Dylan musical. "por ter criado novas formas de expressão poética no quadro da grande tradição da música americana", argumentou a Academia Sueca.

Não é difícil compreender a grandiosidade da sua obra. Basta ouvir seus discos para se perceber sua condição de farol para a geração dos Beatles e dos Rolling Stones. Ou então debruçar-se sobre alguns livros sobre ele.

Em "No Direct Home - A Vida e a Música de Bob Dylan", o jornalista Robert Shelton, a partir do seu texto para o The New York Times, fez a versão dylaniana do Gênesis, apresentando a criação do seu vasto universo musical.

Leiam "Dylan: A Biografia", assinada por Howard Sounes, que também é biógrafo de Charles Bukowski. Ou "A Balada de Bob Dylan", onde o autor Daniel Epstein detalha pra nós a inesgotável capacidade inventiva do cantor.

O Nobel 2016 está mais do que bem escolhido. E o conceito de Dario Fo é luva na mão de obra do ganhador. Se na política, não haveria século XX sem Winston Churchill; nenhuma pedra de arte rolaria na cultura mundial sem a voz e a poesia de Bob Dylan.





11/10/2016
O câncer com 007

O ator Pierce Brosnan, famoso por interpretar o agente James Bond, atiçou a ira dos indianos ao aparecer na TV local anunciando um produto suspeito de provocar câncer.

O governo da Índia havia pedido aos artistas do país, conhecidos pelos filmes produzidos no famoso estúdio chamado Bollywood, que não fizessem propaganda de Pan Bahar, um produto de mascar tipo refrescante bucal que contém nicotina e uma especiaria que provoca câncer nos consumidores.

Mas o jornal The Hollywood Reporter informa hoje que o ator Pierce Brosnan não acatou o aviso ou não estava a par da recomendação oficial, e apareceu na campanha publicitária do produto que foi veiculada em várias partes da Índia.

Imediatamente choveram críticas à campanha e ao ator, já que foram publicadas notícias sobre estudos que comprovam o lado nocivo de Pan Bahar, que teria provocado câncer de boca e aparição de tumores em muita gente.

A empresa que produz a marca se defendeu, assegurando que é a indústria mais antiga da Índia na produção de refrescantes bucais e que desde 1990, quando um outro produto parecido que leva nicotina chegou ao mercado é que todos os demais ganharam má fama de cancerígenos.

A indústria diz estar tentando mudar essa percepção nas pessoas e por isso a presença de um rosto de fama mundial, como Pierce Brosnan, foi inserida na publicidade. Seria o primeiro passo para tal intento. O ator nem sua assessoria ainda não se manifestaram sobre a polêmica.





10/10/2016
Na voz do coração

A paixão não revelada
é porque está queimada

O desejo escondido
é porque está perdido

O amor não declarado
é porque foi sonegado. 





10/10/2016
Europa elege os mais fanáticos na América

Está cada vez mais evidente e provado de que é na Europa onde o futebol tem mais frequência de público, não importando qual seja o campeonato.

Desde a liga da Escócia à da Espanha, de Portugal à Inglaterra, da Turquia à Itália, os estádios sempre estão cheios, não importa o período da competição.

Mas, a própria imprensa do velho continente sabe que há um lugar na Terra em que a paixão pelo esporte bretão se confunde com conflito religioso e batalha política: na América do Sul, principalmente na área do Rio da Prata.

Aliás, foi a mída britânica que mitificou na Europa como espetáculo o chamado "duelo de guapos" entre Boca Juniors e River Plate. Um jornalista cunhou a frase "Todo mundo precisa ver um River e Boca antes de morrer".

Na semana passada, os apaixonados torcedores europeus puderam participar de uma votação pela Internet sobre as principais torcidas sul-americanas. Olharam fotos e assistiram vídeos de clássicos embates no continente de Pelé e Messi.

E o resultado foi a escolha das três maiores e mais enlouquecidas torcidas da América do Sul, publicado ontem no portal 90 Minutos, um dos mais acessados na Europa. Vamos às três, por ordem decrescente:

Terceiro lugar - A torcida do time Universidad de Chile, chamado de "La U", ganhou 8,9 pontos na eleição, dois décimos acima da turma do Peñarol de Montevidéu, que ficou em quarto.

Segundo lugar - Atual bicampeão da Recopa Sulamericana, o River Plate mais uma vez aparece com seus torcedores disputando pau a pau uma pesquisa de mais apaixonados. Os eleitores do outro lado do Atlântico deram 9,4 pontos para a torcida milionária.

Primeiro lugar - Um time gigante no contexto futebolístico sulamericano, o Boca Junior não perde uma pesquisa quando o assunto é torcedor. De fato, nem os radicais islâmicos são mais loucos e fanáticos que os hinchas que fazem de La Bombonera um templo sagrado do futebol. 9,8 pontos.





10/10/2016
20 sem anos sem Russo

Amanhã faz 20 anos que a MPB perdeu o cantor e compositor Renato Russo, líder da banda Legião Urbana e referência da cultura musical nacional entre as décadas de 1980 e 1990, quando o rock adquiriu maturidade nas terras de Rita Lee e Raul Seixas.

Os fãs que não esquecem o poeta da angústia prestam cultos já há algumas semanas por todo o País. E o filho único do artista, Giuliano Manfredini, que administra a Legião Urbana Produções Artísticas, anuncia um pacote de homenagens.

A primeira é o disco "Viva Renato Russo 20 Anos" que, a partir de amanhã, será distribuído gratuitamente e deverá provocar uma correria dos fãs para adquirir. Os locais ainda estão sendo definidos.

Na maratona de homenagens haverá também uma grande exposição, um filme e livros entre as novidades. Já disponível na plataforma digital Spotify, o álbum "Viva Renato Russo 20 Anos" tem releituras de composições do artista feitas por nomes da nova geração do rock.

Entre as faixas, a canção "Por Enquanto" ganhou versão da banda potiguar Plutão Já Foi Planeta, um dos destaques do programa "SuperStar" da Rede Globo.

Para quem ainda não sabe muito sobre a vida e obra de Renato, sugiro a leitura de alguns livros ainda fáceis de encontrar por aí: Renato Russo, o Trovador Solitário, de Arthur Dapieve; Renato Russo, o Filho da Revolução, de Carlos Marcelo; e Renato Russo de A a Z - As idéias do líder da Legião Urbana, de Simone Assad.





10/10/2016
Outubro Rosa na AL

Por proposição da deputada Cristiane Dantas (PCdoB), a Assembleia Legislativa promove nesta segunda-feira (10), às 9h30, uma Sessão Solene em alusão à campanha Outubro Rosa, de prevenção ao câncer de mama. Além de chamar a atenção para o tema, a solenidade também vai homenagear doze mulheres que venceram o câncer de mama e estão em tratamento contra a doença.

"É preciso alertar a população sobre o câncer de mama, que é o tipo mais comum entre as mulheres. A prevenção e o diagnóstico precoce são os únicos meios de salvar vidas já que as chances de cura são de 95% quando um nódulo é descoberto logo no início. As mulheres que serão homenageadas são exemplos de superação contra essa doença", avalia Cristiane.

Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 25% dos casos novos a cada ano. Neste ano, a estimativa do Inca é que sejam diagnosticados 57.960 mil novos casos no Brasil.

Em 1997 foi criada nos Estados Unidos a campanha Outubro Rosa. A mobilização alerta para a importância da detecção precoce do câncer de mama por meio da mamografia. Em Natal, a campanha começou em 2009, trazida pela Liga Contra o Câncer por meio de voluntárias, quase todas ex-pacientes.





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