BLOG DO ALEX MEDEIROS

10/10/2016
A hipocrisia da fé

No Nordeste, principalmente no Rio Grande do Norte, rituais religiosos e políticos dissimulados se locupletam em seus interesses vitais como o lodo e os micróbios. 

Missas e cultos se tornaram pontos de programa da politicagem, e algumas igrejas estimulam a presença dos "hipócritas" porque sabe que estes atraem seus seguidores e puxa-sacos, sem falar da imprensa, que não sabe fazer jornalismo sem citar qualquer besteira que os políticos fazem por aí.





07/10/2016
Tite e as desilusões históricas

"Olê, olê, olê, olê; Titê, Titê", gritou em uníssono a multidão que foi à Arena das Dunas empurrar a seleção brasileira diante da sempre desimportante Bolívia. Um canto plagiando enaltecimento a um líder político atualmente em baixa.

Torcedores e imprensa esportiva resgatando algo que só vimos pela última vez nos anos 1980, quando Telê Santana comandava a geração de Zico e dividia com os craques o gosto do celebrismo e da popularidade.

Galgado à condição de ídolo e depositário de esperança de uma redenção do nosso futebol, humilhado como nenhum outro na história das copas do mundo, Tite é o herói que veio tirar o gato do povo, acuado no alto de uma árvore.

O Brasil, leia-se seleção, estava exposto na vitrine opaca da desclassificação para a Copa de 2018, uma obra de Dunga, o capitão do tetra. Tite comandou três jogos, obteve três vitórias e colocou o time no alto da tabela.

E ele é bom? É bom demais, principalmente se usarmos como referências os vaidosos Luxemburgo e Scolari que a mídia esportiva tratou tanto tempo como revolucionários do ludopédio universal. Mas, é cedo para endeusamento.

Ganhar do Equador fora de casa, é um feito positivo. Golear a Bolívia em casa é obrigação histórica. Superar a Colômbia em casa, passando alguns sufocos, é motivo para manter a cabeça e a prevenção eretas. Três jogos, só.

Ontem, num bate-papo de WhatsApp com o ministro do STJ, Marcelo Navarro, um apaixonado por futebol e craque na historiografia boleira, lembrei-me de um temor estatístico relativo ao assunto. Ou seja, treinadores idolatrados.

A seleção favoritíssima ao título na Copa de 1950 não tinha apenas os craques Zizinho, Jair da Rosa Pinto, Ademir Menezes e Danilo Alvim. Todos cultuavam as qualidades do técnico Flavio Costa. Só não combinaram com o Uruguai de Obdulio, Schiaffino e Ghiggia.

Na Copa de 1954, o mundo viu algo espetacular e imaginou talvez nunca mais ver coisa parecida: a seleção húngura do gênio Puskas. No comando, uma lenda do futebol europeu, Gusztáv Sebes, que o destino traiu na fatídica final contra a Alemanha.
Quando se fala da Copa de 1966, repete-se a suspeita conquista do time anfitrião diante do escrete alemão. Mas, em Portugal a memória afetiva cai sobre a seleção de Eusébio treinada por Otto Glória, adorado lá e no Brasil. Coube aos dois um terceiro lugar, quase honroso.

A maior conquista do Brasil, o tricampeonato de 1970 no México, última copa de Pelé, encobriu em nós e no resto do mundo a força da seleção inglesa que era favorita ao bicampeonato, graças ao trabalho do técnico Alf Ramsey, um monstro jamais esquecido na Europa. Caiu para a Alemanha nas quartas.

Em 1974, o mundo veria de novo algo semelhante à Hungria de Puskas: a Holanda de Cruijff. O carrossel mágico de Rinus Michels maravilhou o planeta e mudou o jeito de jogar futebol. Mas há sempre um alemão no meio do caminho de todo mundo. E vice é vice, dizem.

São incontáveis os órfãos da seleção brasileira da geração Zico, os filhos chorosos de Telê Santana, comandante nas copas de 1982 e 1986. De nada adiantou jogar bonito, pois os deuses da bola abençoaram a feiúra da derrota. Muita gente, eu e Marcelo incluídos, parou de torcer aos pés de Paolo Rossi.

Aquela Itália de 1982 tinha um bom técnico, Enzo Bearzot, longe do gabarito de Telê e também de outro italiano que comandaria a Azurra na Copa de 1994. O time tinha também um craque mil vezes melhor que Rossi, o meia-atacante Roberto Baggio. O técnico Arrigo Sacchi perdeu a Copa para o time de Parreira, que ganhou jogando feio.

E para encerrar essa conversa de treinador cultuado pelo povo e bajulado pela imprensa, lembro a triste experiência da seleção da Argentina na Copa de 2010, entregue aos cuidados divinos de um deus dos hermanos, Diego Maradona. Popularidade cem, futebol zero.

Não me chamem de desmancha-prazer, estou apenas apresentando estatísticas, aquela área da infalível matemática que nos conduz a prever acontecimentos. O técnico Tite merece confiança, é o melhor que temos, mas só comandou três jogos. O ouro olímpico, faça-se justiça e elegância, foi de Rogério Micale, cuja discrição foi engolida por quem alimenta a vaidade histérica de Neymar.





06/10/2016
Uma alternativa para avançar

Levanta RN!

P
or mais que a sociedade brasileira tenha passado a vassoura no PT e seus assemelhados nas eleições do último domingo, por mais que o povo tenha demonstrado ter se livrado da influência das armadilhas ideológicas da esquerda retrógrada, não significa que os resultados das urnas já sejam uma indicação que estamos caminhando no rumo da civilização.

Não adianta dedetizar uma espécie de praga e não ter veneno suficiente para combater outros tipos que habitam os pontos de sujeira do esgoto que é a política nacional. Tiramos o PT - tomara que não seja temporariamente - mas não colocamos ainda uma alternativa ideal em seu lugar.

O Brasil segue dominado por estruturas arcaicas que ainda contam (infelizmente) com o apoio da mídia, vendida de forma tácita - não mais discreta - nos contratos publicitários e benesses impublicáveis. Vide hoje a barra superior da Friboi no site do UOL e outros.

No Rio Grande do Norte, qualquer avaliação sobre renovação nas câmaras municipais estará se referindo apenas à substituição de fulano por sicrano, não representa muito reforço de substância nas composições das próximas legislaturas.

Mesmo a ausência do poder de influência dos medalhões, como destaquei em texto anterior (logo abaixo), não tem tanto significado positivo para mudanças substanciais no quadro político local. Afinal, as duas maiores cidades, Natal e Mossoró, elegeram Alves e Rosado no comando do poder executivo. O mais do mesmo, né mesmo?

A sociedade do RN precisa correr contra o tempo perdido e chegar, pelo menos, na fronteira das décadas de 80 e 90 no vizinho Ceará, quando um grupo de empreendedores e gestores encerraram com o ciclo dos coronéis. Sugiro a leitura de "Depois dos Coronéis", livro de J. Ciro Saraiva, que narra a mudança política a partir do primeiro governo Tasso Jereissati (1987-1991).

É preciso romper com a cumplicidade surda que o setor privado e a própria imprensa mantêm com as velhas estruturas partidárias do estado. É mais que chegada a hora de uma articulação à margem dos improdutivos vícios políticos, é preciso mexer no insosso caldo de cultura e dar o sabor do real desenvolvimento do RN.

A terra potiguar urge por uma alternativa.





06/10/2016
A jóia substitui a coroa

Chamado de "jóia nacional", o jovem craque argentino Paulo Dybala, ídolo da Juventus da Itália, vai cumprir a missão de substituir Lionel Messi na partida de hoje contra o Peru (23h15 no Brasil) pelas eliminatórias da Copa 2018.

O rapaz vai formar no ataque com Aguero, Di Maria e Higuain com a função de criar jogadas e também finalizar como bem sabe fazer o melhor do mundo. A imprensa argentina está botando fé, só resta saber se o time vai render fora de casa, situação que nem sempre tem sido fácil.

A seleção da Argentina vai jogar com Romero, Otamendi, Funes Mori, Zabaleta e Rojo, Mascherano e Kranevitter, Dybala, Aguero, Di Maria e Higuain.





06/10/2016
O fiasco das lideranças

As eleições municipais no RN, principalmente em Natal, deixaram algumas lições e apontaram para prováveis modificações no tabuleiro político. Nomes consagrados, os chamados medalhões, não conseguiram demonstrar o poder da transferência de votos.

A ex-governadora Wilma de Faria, além da própria baixa votação para vereadora, não conseguiu fazer dos quatro mandatos de prefeita um espelho para a candidatura da filha Márcia Maia ao mesmo posto, que amargou um quinto lugar, atrás de Robério Paulino.

O senador Garibaldi Filho e seu primo Henrique Alves, que foram às ruas e à mídia pedir votos para o sobrinho Felipe Alves, devem ter se assustado algumas vezes durante a apuração ao ver o nome do rapaz longe dos 15 mais votados. No final, se elegeu em décimo terceiro, segundo da coligação.

Na reta final da campanha, o senador José Agripino deu o ar da graça aparecendo no vídeo e no rádio pedindo votos para o vereador Dagô. A ajuda não serviu de nada para impedir a derrota, tirando a representação do DEM da Câmara Municipal.

Em Ceará-Mirim, o ex-governador e ex-senador Geraldo Melo viu um neto ficar fora da Câmara por não alcançar a votação mínima para se eleger numa cidade onde até meio milhar de votos garante uma vitória.

Na divisão de domínio do PT, a senadora Fátima Bezerra e o deputado Fernando Mineiro não conseguiram empurrar seus candidatos prediletos. O partido só manteve as duas cadeiras no legislativo graças à explosão de votos da advogada Natália Bonavides, que acabou puxando Fernando Lucena.

Vitorioso na sua própria reeleição, o prefeito de Natal Carlos Eduardo ficou bem distante da força de transferência diante da fraca votação do seu candidato preferido, o jornalista Sávio Hackradt, que obteve pouco mais de 1,4 mil votos.

Apesar de comemorarem a eleição de mais de 50 prefeitos, o que faz do PSD o maior partido do quadro político estadual, o governador Robinson Faria e o deputado federal Fábio Faria não conseguiram êxito na nominata de vereador da capital, onde apenas Ney Junior conseguiu se eleger.

A ausência de poder de transferência foi visível pelo interior afora, onde velhas e até novas lideranças não conseguiram impor seus candidatos. O caso mais relevante foi em Jucurutu, quando o deputado Nelter Queiroz reuniu todos os medalhões em torno do seu filho, que acabou perdendo para uma candidatura surgida como versão do fenômeno Miguel Mossoró em 2004 na capital.





03/10/2016
O paradoxo de Amanda

A vereadora Amanda Gurgel (PSTU) obteve mais de 8 mil votos em Natal, conseguindo a segunda maior votação da capital atrás apenas do colega de legislatura Raniere Barbosa (PDT), que conquistou mais de 10 mil.

Campeã de votos da história da Câmara Municipal em 2012, quando amealhou mais de 30 mil votos dos natalenses, após tornar-se fenômeno das redes sociais e aparecer no auditório do Faustão, a professora não conseguiu manter o mandato.

Como os demais candidatos a vereador do PSTU não conseguiram somar com ela a quantidade mínima de votos para atingir o quociente eleitoral - em torno de 11 mil votos, Amanda sai da campanha com uma expressiva votação, mas não seguirá como vereadora.

O quociente eleitoral visa favorecer a questão da proporcionalidade partidária e, por conseguinte, a representatividade, um aspecto historicamente priorizado e defendido pelos partidos e tendências de esquerda no combate à personalização da eleição.

Partidos socialistas e comunistas, como o de Amanda Gurgel, sempre foram contra o eleitorado depositar sua confiança num candidato, numa pessoa. Chamam isso de "fulanização" da política. Pregam como redenção do voto errado o interesse maior dos eleitores pelas propostas das legendas.

Eu, particularmente, desde quando na juventude percebi os equívocos e intolerância das esquerdas, passei a defender o voto no candidato. Melhor votar na estampa humana, que a gente conhece, do que na bandeira de um partido, que escamoteia na prática o que prega em teoria.

Voto em gente, não em agremiação. Deixo isso para o âmbito do futebol, onde o coletivo é necessário para o sucesso do grupo. Sou a favor da escolha que os gurus e militantes marxistas chamam de formato burguês no sufrágio universal. Exatamente a maneira que agora poderia ter favorecido Amanda Gurgel.

Por exemplo, o vereador do PT, Fernando Lucena, que obteve pouco mais de 2 mil votos, só voltará à Câmara porque sua companheira de partido, Natália Bonavides, disparou o quociente para o partido eleger dois nomes.

Vamos chamar então a derrota da professora do PSTU de ironia ideológica





01/10/2016
A onda zumbi também em Natal

Os leitores já devem ter visto as chamadas marchas zombie que ocorrem em diversas cidades do planeta, onde multidões de jovens se divertem nas ruas fantasiados e maqueados de zumbis.

No Brasil, o evento mais relevante é o de São Paulo, que anualmente reúne milhares de zumbis caminhando em suas famosas avenidas. E agora a onda vai chegar em Natal com o evento "Zombie Walk Natal", que já tem página no Facebook.

Não existe ainda uma data definida na página, mas os fãs do universo zumbi começam a curtir e a confirmar presença. Nas informações postadas até agora, uma chamada para quem gosta também de rock 'n' roll, filmes trash, games, música eletrônica, games e circuito underground.

Busque Zombie Walk Natal no Facebook e saiba mais.





01/10/2016
O final de The Walking Dead

Uma das séries de TV de maior sucesso na história, "The Walking Dead" tem se destacado também pelo fato do roteiro televisivo muitas vezes estarem desvinculados das versões nas revistas em quadrinhos.

E ao que tudo indica, o tão esperado desfecho - os capítulos derradeiros do seriado - seguirá o mesmo padrão de desconexão com os chamados comics, pelo menos é o que revelou Robert Kirkman, criador do universo zumbi, em entrevista ao canal AMC.

Kirkman, que iniciou sua trama sobre um mundo apocalíptico na superfície de papel das revistinhas antes de levá-la à televisão, confessou que espera que ao final da série na TV a aventura prossiga nos quadrinhos. O que não deixa de ser um alento aos fãs.

Indagado de como seria o final, ele respondeu: "sei como quero que acabe, mas sei também que não posso contar a ninguém porque não quero que a série termine antes das revistas". Mas ele deixou escapar que "The Walking Dead" prosseguirá no papel.

Enquanto os fãs aguardam o final e seu criador vive o conflito entre TV e HQ, o co-criador da obra, Frank Darabont, entrou com uma ação judicial contra o canal AMC, a rede que transmite originalmente a série, cobrando participação nos grandiosos benefícios que "The Walking Dead" promoveu.

A pendenga existe desde a segunda temporada e Darabont quer uma indeninzação de US$ 280 milhões. A AMC, por sua parte, segue contestando com um batalhão de advogados. Uma luta quase sangrenta como os capítulos do seriado que está chegando ao fim.





30/09/2016
Lei oficializa Outubro Rosa

A partir de amanhã começa oficialmente mais uma edição do Outubro Rosa, um mês de atividades voltadas à conscientização das mulheres para os cuidados com a saúde. No Rio Grande do Norte, o período faz parte do calendário oficial do Estado através de lei de autoria do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB).

"O Outubro Rosa é uma iniciativa vitoriosa e agora o Rio Grande do Norte tem a institucionalização do movimento em seu calendário de eventos sinalizando que aqui se prega a sensibilização das mulheres para que realizem os exames necessários à prevenção do câncer de mama", comemora Ezequiel Ferreira, autor do projeto.

Estar no calendário oficial de ventos do Estado permite que o Governo faça ações relativas a data. Não ficando somente nas ações de voluntário de ONGs. E reforça a luta pela causa tão nobre para a saúde da mulher. Para marcar a campanha a Assembleia Legislativa vai promover, no dia 10 de outubro, uma sessão solene alusiva à causa. Antes disso, na próxima terça-feira (4), o presidente da Casa Legislativa receberá visita de representantes do Grupo Reviver.

No Rio Grande do Norte, o câncer de mama mata 200 mulheres por ano, principalmente por falta de diagnóstico precoce. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), é o segundo tipo mais frequente de no mundo o que mais leva mulher à morte no Brasil.

O movimento Outubro Rosa começou nos Estados Unidos. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza a luta contra o câncer e estimula a participação da população, empresas e entidades. A primeira iniciativa vista no Brasil em relação ao movimento foi a iluminação em rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (Obelisco do Ibirapuera), em São Paulo, em outubro de 2002.





29/09/2016
Novos filme e livro de Dan Brown

Enquanto circula o primeiro trailer do filme Inferno, inspirado no livro de Dan Brown, onde o protagonista Robert Langdon é interpretado por Tom Hanks, a editora Planeta já anuncia o próximo romance do escritor, com lançamento em 26 de setembro de 2017.

Vem aí "Origem", que será lançado simultaneamente nos EUA, América Latina, Europa e Canadá, segundo informação da editora à imprensa. Na nova aventura do professor de Havard especialista em simbologia, o autor volta a juntar ciência com religião, história com arte e enigmas com arquitetura.

Dessa vez, Langdon viverá uma longa encruzilhada que o levará ao surpreendente descobrimento das respostas para algumas das grandes perguntas da humanidade.

Dan Brown já vendeu mais de 200 milhões de livros, co tradução para 56 idiomas.





1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71