BLOG DO ALEX MEDEIROS

26/06/2018
Nas copas da História VI

O primeiro gol da modesta seleção do Panamá numa Copa do Mundo lembrou os filmes em que o ator coadjuvante rouba a cena, encanta a assistência e joga o protagonista para o escanteio das atenções e das opiniões. O mundo acompanhou atento o confronto do estreante com o inventor do futebol.

A Inglaterra seguiu o roteiro previsto, danou-se a fazer gol (obrigação de seleção grande diante da pequena), alimentou bem seu artilheiro, mas em nenhum instante sua enorme e tradicional torcida superou a vibração dos panamenhos em menor número no estádio da cidade de Níjni Novgorod.

Quando as duas seleções entraram em campo, tive o pensamento automático - como um flash de um poema de Breton - na histórica partida que a Inglaterra fez em 1950 contra os EUA no estádio Independência, do América mineiro, pela fase de grupos da fatídica copa que traumatizou a nação brasileira.

Por maior que tenha sido a goleada inglesa, o momento do gol solitário do Panamá pelo jogador Felipe Baloy (que atuou no Brasil pelo Grêmio e Atlético-PR) me remeteu ao cenário mítico da inesperada derrota dos britânicos para os americanos na distante copa realizada no Brasil. Baloy lembrou Joe Gaetjens.

Joe Gaetjens era um imigrante haitiano que trabalhava como cozinheiro num restaurante de Nova York. Também entendia dos temperos futebolísticos e um dia foi convidado para integrar a seleção americana que estava treinando para jogar a quarta Copa do Mundo, a segunda realizada na América do Sul.

Os EUA ficaram numa chave com Inglaterra (uma das favoritas ao título), Espanha e Chile. Na estreia, tomou de 3 x 1 dos espanhóis e foi para o segundo jogo provocando prognósticos naturais de goleada inglesa. O time era amador, enquanto o rival vencera 23 de 30 jogos feitos antes da Copa.

O favoritismo inglês vinha também do talento de três grandes craques daqueles anos: o fenomenal atacante Stanley Matthews, o meia Billy Wright e o lateral direito Alf Ramsey. Mas o mundo esportivo ficou estupefato quando ele, Joe Gaetjens, abriu o placar e os americanos suportaram a pressão até o fim.

O gol de Baloy para o Panamá teve um peso histórico semelhante ao de Gaetjens, guardada a devida distância da zebra imposta pelos EUA. A estreia panamenha contra os criadores do futebol tem aquele velho aspecto mítico dos acontecimentos inesperados. O pequeno país-ilha festejou o gol germinal.

Em 1950, Joe Gaetjens foi recebido em Nova York como herói; três anos depois jogou pela seleção do Haiti nas eliminatórias para a Copa de 1954, na Suíça. Em 1964, desapareceu sob suspeita de ter sido assassinado pela ditadura de Papa Doc Duvallier. Seu corpo jamais foi encontrado.





26/06/2018
AL destaca trajetória de Brilhante

A partida do ex-deputado Francisco Brilhante, nessa segunda-feira (25), encerrou a trajetória de um homem que se ocupou em sua vida pública com a preocupação em planejar e agir preventivamente.

Brilhante fez jus ao seu nome e se dispôs a iluminar os caminhos que percorreu. Foi deputado na legislatura de 1991-1995 e não se vinculou a uma área específica para atuar na esfera pública.

Na educação, atuou junto aos órgãos do setor reforçando a necessidade de ações na retaguarda que preparassem o aluno para o futuro. Foi dele a ideia de levar às bibliotecas públicas instrumentos de integração com a comunidade.

Na saúde, defendia políticas que promovessem o desafogamento das unidades hospitalares. Atuou junto à Secretaria Estadual de Saúde postulando medidas preventivas como o projeto que vetou a queimada de cana-de-açúcar em regiões habitadas, para impedir doenças respiratórias.

Como parlamentar, pensou à frente de seu tempo e entendeu que a sociedade precisaria de instrumentos para assegurar o bem estar de todos. Idealizou e levou ao plenário da Assembleia Legislativa projeto de lei que criou o Fundo Estadual para Defesa do Meio Ambiente.

Brilhante morreu aos 76 anos por complicações de câncer em Natal. Transitando nos dois lados do desenvolvimento social, ao deixar a vida pública, abraçou a iniciativa privada. Deixou três filhos, amigos e saudades.





23/06/2018
Caindo na real

Conta o anedotário do futebol potiguar que nos tempos do estadinho do Tirol, o Juvenal Lamartine, numa véspera de decisão entre ABC e América, um programa de rádio entrevistou o lateral alvinegro Preta, indagando-lhe sobre o sistema nervoso num momento como aquele, num clima de clássico.

O jogador teria segurado firmemente a cabeça do microfone e respondeu categoricamente: "eu estou cem por cento, não tenho sistema nervoso, não senhor". Naquela hilária resposta, em verdade estava o lado sério de um defensor que em campo nada temia, que supria o baixo talento com valentia.

Lembrei de Preta ao final do jogo de ontem, depois do sufoco da seleção brasileira para superar o paredão costarriquenho chamado Navas, que após cair por duas vezes viu ao final Neymar despencar num surto de choro que parecia de quem acabara de garantir uma vaga na decisão da Copa.

Se em 2014, após o vexame dos 7 x 1, choveram memes com a seleção e principalmente com o zagueiro Thiago Silva, ausente na goleada mas marcado pela choradeira de véspera, dessa vez as lágrimas invisíveis de Neymar caíram na boca do povo e nas redes sociais, inclusive no noticiário internacional.

As piadas digitais com a cena do choro se juntaram as demais sobre suas quedas em campo, fato que até sugere a inesperada reação do craque no fim do jogo com a Costa Rica. Por mais justos que sejam os argumentos sobre o fator resiliência, espanta o sistema nervoso do principal jogador da seleção.

Não convém decretar fraqueza ou frescura no gesto de Neymar, mas preocupa um profissional do nível dele, referência no grupo de um treinador conhecido por formar e forjar o equilíbrio emocional da equipe, explodir daquele jeito num momento em que a seleção fez apenas a sua segunda partida na copa.

E era só a Costa Rica, velha freguesa do futebol brasileiro desde que se incorporou à FIFA, no distante 1927. As dificuldades do Brasil chegar ao gol se repetiram por todo o primeiro tempo como quando do confronto com a Suíça, deixando transparecer problemas táticos em conflito com técnica e vontade.

O próximo jogo, na quarta-feira, decisivo para determinar a classificação às oitavas, será o que mais requererá maturidade emocional do time, e sabemos todos que a Sérvia joga bem mais organizada do que a Costa Rica e terá que partir pra cima do Brasil em busca de vitória para garantir sua classificação.

A imprensa estrangeira criticou Neymar pela cena do choro, os jornais ingleses chegaram a suspeitar de fingimento do jogador. Mas, independente do que pensam os gringos, não é saudável ter os nervos à flor da pele ainda na primeira fase. É Copa do Mundo, um lugar onde não cabe sistema nervoso.





23/06/2018
Mais uma profecia dos Simpsons

A imprensa internacional se surpreende mais uma vez com a tendência do desenho dos Simpsons brincar com previsões e viagens no tempo.

Agora veio à tona um episódio exibido originalmente em 1997 onde os Simpsons estão acompanhando a Copa do Mundo de 2018. E numa final decidida entre as seleções do México e de Portugal.

Um ano antes da Copa do Brasil em 2014, o desenho já havia exibido um capítulo que mostrava a derrota da seleção brasileira para a alemã e ainda mostrava o jogador Neymar saindo da Copa por uma contusão.





21/06/2018
A breve copa da Argentina

De três finais seguidas em 2014, 2015 e 2016 para uma desclassificação precoce em 2018. A seleção da Argentina se torna a primeira campeã a deixar tão cedo uma copa do mundo, vendo suas chances praticamente morrerem antes mesmo de concluir o terceiro jogo da primeira fase.

Um duro golpe para Lionel Messi, que não encontrou as mesmas condições que o ajudaram a carregar nas costas uma geração que esteve longe de se assemelhar a ele. Ao gênio do Barcelona faltou na alviceleste o que sobrou para Mario Kempes 78, na companhia de Ardilles, Passarella e Tarantini.

O time argentino mostrou-se um amontoado de jogadores desde as eliminatórias sul-americanas, catando uma vaga na copa com o diferencial de Messi ao apagar das luzes. A mafiosa AFA errou feio ao buscar Jorge Sampaoli e não tentar trazer da Espanha o sempre eficiente Simeone.

Às vésperas do torneio na Rússia, foi a única seleção tradicional a dispensar jogos amistosos, após tomar duas goleadas, uma para a Nigéria (que vai ser seu jogo de despedida na copa) e outra para a Espanha, vexaminosa. Vai voltar para casa com o mesmo estigma de reencontrar o futebol perdido.

Caiu cedo depois de tomar um baile e uma goleada da Croácia, a velha escola iugoslava que encantou a Europa na primeira metade do século passado. E muito provavelmente manchará a história de bicampeã com outro fiasco diante da Nigéria, sua velha rival em copas e que nunca facilitou para os Hermanos.

A Lionel Messi restará anunciar o fim da desventura com a seleção e retomar a carreira vitoriosa no Barcelona, até pendurar as chuteiras, talvez antes da próxima copa, no Qatar. Terá para sempre seu nome no panteão dos gênios que não ganharam copa: Cruijff, Di Stefano, Puskas, Eusébio, Zico e Platini.

Os fanáticos torcedores argentinos deverão renovar a opinião de que Maradona foi o maior de todos entre os seus. Mas, os olhares e pensamentos racionais de parte da imprensa saberá que tanto Messi quanto Di Stefano foram mais craques na história do futebol platino e também espanhol.

Que os dirigentes da seleção argentina saibam tirar dessa copa a lição que permeará os trabalhos futuros. Na despedida de Messi, que todos aqueles da sua geração, que dependeram dele para algum êxito, sejam substituídos no imediato futuro. Nessas horas, seleção é colheita, é queimar a raiz para uma vida nova.





21/06/2018
A copa do jogo possessivo

Prestes a levar a seleção brasileira para a Copa do Mundo de 1994, o técnico Carlos Alberto Parreira, que entrou no futebol pelas portas do departamento físico do time do São Cristóvão e compôs o grupo técnico que assessorou Zagallo na Copa de 1970, cunhou a frase "o gol é um detalhe".

Em princípio mal interpretado pelos comentaristas esportivos, Parreira ganhou a copa nos EUA com um time que jogava feio, apesar da presença do craque Romário no ataque, mas que exercia domínio sobre os adversários com uma posse de bola em alto percentual. Era o futebol total holandês pirateado.

Ficou no imaginário coletivo e na memória afetiva da imprensa a opinião de uma seleção bruta como um time de soccer, o esporte de choque dos americanos. Por várias vezes, Parreira tentava explicar seu conceito e sua tática com outra frase, "se eu tenho a posse da bola, não irei tomar gol".

Quase três décadas depois do tetracampeonato, o que estamos vendo nos campos da Rússia é um desfile de seleções em busca de exercer pressão através da posse de bola, até mesmo as chamadas zebras tentam fazer rolar a bola em excesso até que uma brecha se abra nas defesas adversárias.

O começo da Copa 2018 tem sido uma batalha pelo controle da bola, fato corroborado pela realidade de nove jogos terminados em 1 x 0 para apenas vinte partidas concluídas. Das grandes seleções, todas obtiveram acima de 50% da posse da bola em seus jogos. Até o Marrocos atingiu 64% na estreia.

Para quem assistiu os confrontos com atenção, os gols tomados pelas equipes em situação de domínio foram frutos de erros ou do talento individual de um craque, como a luta solitária de Ronaldo contra a Espanha, a péssima marcação do Brasil no gol suíço e o belo chute do mexicano na trave alemã.

Vale salientar que Alemanha e México foram quase iguais na posse, com pouca margem em favor do time de Chicharito, assim como Brasil e Suíça se diferenciaram nos 52% contra 49% em favor da seleção de Tite. No quesito, a Argentina que enfrenta hoje a boa Croácia teve a maior posse de todas, 72%.

Por incrível que pareça, a segunda maior posse até agora foi do Marrocos no jogo em que perdeu para o Irã (que ontem deu sufoco em Portugal e pode até tirar Ronaldo da copa no confronto direto que fecha a chave), que teve 64%. A terceira colocada foi a Inglaterra na vitória sobre a Tunísia, com 63%.

Em quarto o Japão, que surpreendeu a sempre atrapalhada Colômbia, com 62%, seguido por Espanha, 61%; Alemanha e Bélgica 59%; Uruguai 57%; Croácia 54%; Brasil 52% e França 51%. Quando Parreira dizia que o gol era um detalhe, sugeria que tendo sempre a bola o gol chegaria a qualquer momento.

Houve neste início de copa, porém, um fato que desafia a tese do jogo possessivo: a seleção da Rússia, não se sabe se por talento ou por força do apoio doméstico, ganhou os dois primeiros jogos, fez oito gols e teve menor posse de bola. Talvez pra ganhar a taça, alguém precise combinar com os russos.





21/06/2018





21/06/2018
Deputado lembra 3 anos sem Agnelo

Durante pronunciamento na sessão plenária desta quinta-feira (21), o deputado Carlos Augusto Maia (PCdoB) destacou a trajetória do ex-deputado Agnelo Alves, falecido há exatamente três anos. Carlos Augusto afirmou que, apesar do pouco tempo de convivência na Casa Legislativa, o período foi de grande aprendizado.

"Apesar de fazer oposição ao grupo político ao qual o ex-deputado Agnelo Alves pertencia, em Parnamirim, sempre tivemos um respeito mútuo e aqui na Assembleia Legislativa foi um período rápido, mas de grande aprendizado", afirmou Carlos Augusto.

O parlamentar afirmou que se solidariza com a família e tem um grande respeito à história do ex-deputado "E ao legado que Agnelo deixou na nossa querida cidade Trampolim da Vitória".

Agnelo Alves dedicou sua vida ao jornalismo e à política e também foi prefeito de Natal, duas vezes prefeito de Parnamirim e senador da República.

Em aparte, o deputado Hermano Morais também homenageou o ex-deputado. "Agnelo fez um excelente trabalho como prefeito de Parnamirim e aqui quero enaltecer seu principal projeto aqui nesta Casa, de tornar as emendas parlamentares impositivas, mas infelizmente é algo que não vem sendo respeitado", destacou.





18/06/2018
As baquetas epifânicas

George Harrison era guri em Liverpool quando durante um passeio de bicicleta se encantou com uma canção de Elvis Presley que escapava pela janela de um vizinho. O ano era 1956 e o rei do rock acabara de gravar num compacto e depois no seu primeiro álbum pop, registrando o maior sucesso daquele ano.

Paul McCartney se encantou com a canção quando o moleque de 13 anos foi fazer um teste na banda The Quarrymen, criada por seu amigo John Lennon. E mesmo sendo ainda um aprendiz de baixista, adorou ao ver Pete Best e Ringo Starr acompanharem na bateria aquele som que ele achava uma "epifania".

No livro da sua autobiografia, o lendário guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, disse que aquela canção teve um enorme efeito sobre ele, tanto em relação à voz de Elvis quanto ao ritmo intermitente dos metais e a marcação compassada da bateria. Um som-alicerce das duas maiores bandas da Terra.

O nome da música que serviu de tapete conceitual para a iniciação dos Beatles e dos Rolling Stones no blues e no rock ‘n' roll - além das suas variações - é "Heartbreak Hotel", gravada em 27 de janeiro de 1956 com Bill Black no baixo, Scotty Moore na guitarra, Floyd Cramer no piano e D.J. Fontana na bateria.

O baterista chamava-se Dominic Joseph Fontana e foi convidado pelo mítico produtor Sam Phillips para tocar na banda que ele acabara de formar. Phillips era o cara que descobriu simplesmente Elvis Presley e Jerry Lee Lewis. Batizada de The Blues Moon Boys, foi a primeira banda de Mister Pelvis.

Entre as décadas de 1950 e 1960, D. J. Fontana esteve sempre ao lado de Presley tanto nos palcos quanto nos estúdios. Era chamado pela mídia americana de o "comeback special" do rei do rock. Suas baquetas foram essenciais para introduzir no rock ‘n' roll o suingue do rockabilly e do blues.

Foi com a sua bateria que aquela melodia sugerindo um gingado entrecortado de paradinhas bruscas influenciou os meninos ingleses que se transformaram em monstros da música pop. Bateristas consagrados como Pete Best, Charlie Watts e Ringo Starr beberam na fonte e no estilo de D.J. Fontana.

Na quarta-feira passada, um filho do velho baterista de 87 anos divulgou pelo Facebook a triste notícia da sua morte, logo depois estampada no jornal The Tennessean, o mais importante de Nashville, a cidade onde ele conheceu Elvis Presley e lá gravou a maravilhosa canção "Heartbreak Hotel" e tantas outras fundamentais para a história do rock.

Se Elvis tiver morrido, vai reencontrá-lo.





18/06/2018
AL apoia Judiciário contra trabalho infantil

A Frente Parlamentar Estadual da Criança e do Adolescente lançou na Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (18), em reunião ampliada com órgãos de fiscalização, controle e justiça, a campanha de combate ao trabalho infantil que vem sendo nacionalmente promovida pela Justiça do Trabalho.

"É fundamental erradicar essa mazela que rouba de nossas crianças e jovens o direito a viverem um passo de cada vez, aprenderem e se desenvolverem de maneira adequada em cada fase de suas vidas", destacou a presidente da Frente Parlamentar, deputada Márcia Maia (PSDB).

Juízes do Trabalho que participaram do debate destacaram a importância do engajamento do poder público na campanha que está disponível em vários formatos de multimídia.

"Que possamos despertar na sociedade os aspectos nocivos gerados pelo trabalho infantil. Temos também grave problemas de notificação. A sociedade civil tem que ser parceira", destacou o juiz Cássio Oliveira.

A campanha "Não Leve na Brincadeira. Trabalho infantil é ilegal" procura estimular que as diversas formas de ilegalidade que violam o direito de criança e adolescente através do trabalho precoce sejam denunciadas. O telefone para denúncias é o Disque 100.

"As três formas de maior incidência do trabalho infantil apresentam uma dificuldade enorme para a fiscalização, que são a doméstica, rural e aquela cotidiana, nas ruas, para a qual muitas vezes nos tornamos insensíveis", destacou o procurador Xisto Tiago Medeiros, do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Representantes de órgãos sociais da Prefeitura do Natal, Governo do Estado e Ordem dos Advogados reforçaram os posicionamentos, endossando os encaminhamentos que a Frente Parlamentar remeteu a órgãos de fiscalização e controle.





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