BLOG DO ALEX MEDEIROS

20/07/2018
Vestidos para voar

Li num dos jornais ingleses que acesso de manhã cedo a notícia de que um engenheiro britânico chamado Richard Browing acabou de colocar à venda algumas unidades de uma roupa que ele inventou para nos fazer voar. A vestimenta dividida em cinco peças custa a bagatela de 380 mil euros.

A reportagem diz que o mecanismo foi construído a partir de uma impressora 3D e que fica nos braços a propulsão que permite ao usuário levantar voo e atingir velocidade de até 51 km por hora, numa altura que se aproxima dos 4.000 metros. A roupa precisa de gasolina ou diesel para sair do chão.

Voar talvez seja a maior das vontades humanas, quiçá um legado de Ícaro presente nos sonhos de todas as gerações e que alimentou a fantasia dos homens pelos séculos além, tanto na concepção religiosa dos anjos ou na cultura ficcionista dos super-heróis. Todas as pessoas já sonharam voando.

Há também aquele sonho do voo acordado, feito nas asas da imaginação, do pensamento. Eu comecei a voar ainda na primeira infância, correndo num beco da Cidade Alta, a rua Padre Calazans, de uma esquina a outra - coisa de poucos metros - para observar as duas luas cheias nos céus do Potengi.

Um dia, ali por 1965 ou 1966, vi um homem voador. Vestido de azul e vermelho estampado na capa de uma revista em quadrinhos. Foi meu primeiro contato com o Superman, um impacto de rito de passagem. Fazia pouco tempo que eu aprendera a dominar o alfabeto e a partir dali, passei a devorar leituras.

A relação diária com o super-herói da DC Comics, publicado aqui pela Ebal de Adolfo Aizen, provocou alguns prejuízos domésticos, como as toalhas e lençóis de mamãe, puídos de tanto amarrá-los ao pescoço no improviso da capa do homem de aço. Também havia os arranhões e hematomas das decolagens.

Lá pelos dez anos, aprendi a administrar o sonho de voar e a compreender as possibilidades do sonho imaginativo. O Superman já havia me apresentado outros colegas voadores, como Ajax, Supergirl, Shazan, Lanterna Verde, Miss América, Mon-El... Com eles, voei na criatividade de inventar brinquedos.

O voo solitário do pensamento me ensinou a brincar sozinho e não depender de companhia nos períodos de aula, quando os amigos não estavam disponíveis na rua em tempo integral. Criava jogos com tampas de garrafa, papéis de cigarro, caixas de fósforo, botões de roupa coloridos, latas de leite.

Meus desejos de voar, de ter superpoderes, de viajar no tempo, também deram capacidade de inventar roteiros e pegadinhas para trolar colegas desavisados e mais ingênuos. Cheguei a pregar trotes num garoto que hoje se enquadrariam na prática de bullying. O pobrezinho também vivia sonhando.

Diferente de mim, que queria voar mas sabia que não podia, ele queria e acreditava que existiam condições além das leis da física para fazê-lo voar. Eu tratava, então, de alimentar seus desejos inventando coisas malucas que o garoto logo adotava, sem a menor consciência dos desconfortos trazidos.

Entre 1970 e 1971, um livro do acervo do meu irmão me chamou atenção. Li Fernão Capelo Gaivota num voo só e logo descobri que a obra do americano Richard Bach era uma campeã de vendas, como foi O Pequeno Príncipe nas décadas anteriores. A leitura me deu mais autoridade sobre a arte de voar.

Mas, também forjava em mim uma superioridade intelectual sobre o amigo ingênuo. Daí ele acreditava que voaria se tomasse café misturado com pó de k-suco de framboesa, ou se amarrasse uma folha de castanhola na cabeça e se jogasse do alto de uma calçada. Queria encontrá-lo agora pra dividir a roupa de voar que está à venda em Londres.

           



18/07/2018
Um campeão restaurado

No intervalo de vinte anos desde a conquista da única copa do mundo, a seleção francesa tinha um ponto de conjunção com aquele passado quando iniciou a corrida pela taça da FIFA em campos russos. O técnico Didier Deschamps era essa figura de ligação com a glória da geração de Zidane.

Em 1998, quando a França esmagou o Brasil na final da copa no Stade de France, em Saint Denis, cidade ao norte de Paris, ele era o volante e capitão do time comandado pelo técnico Aimé Jacquet. Também era jogador da Juventus, saindo nas duas temporadas seguintes para o Chelsea e Valência.

No mesmo ano em que encerrou a carreira no time espanhol, em 2001, ainda com 32 anos, começou a treinar a equipe do Mônaco, levando-o à final da Champions League em 2004. Dois anos depois assumiu a Juventus que havia sido rebaixada à série B, devolvendo o time à principal série do Calcio.

Deschamps voltou pra liga francesa em 2009 para dirigir o Olympique de Marseille, que já amargava 18 anos sem títulos. Encheu a equipe de jogadores argentinos, enfiou um espanhol no meio e completou com pratas de casa, ganhando com autoridade o campeonato e reforçando sua boa reputação.

Foi em 2012 que topou a missão de reestruturar a seleção nacional, que naufragou em três copas seguidas, perdendo a final de 2006 num jogo dramático contra uma rival sempre surpreendente, a Itália. Para piorar as coisas, os azuis deram vexame na Copa de 2010, caindo na primeira fase.

Deschamps tinha então quase a obrigação de reorganizar o time para as copas de 2014 e 2016. Começou bem a campanha no Brasil, batendo Honduras por 3 x 0 e Suíça por incríveis 5 x 2, mas tropeçou no Equador num 0 x 0 preocupante. Avançou nas oitavas com 2 x 0 na Nigéria e seguiu confiante.

Só que nas quartas lhe esperava a Alemanha, a seleção que havia inovado num planejamento ilustrado pelo mistério de uma concentração escondida em bucólicas terras da Bahia. Os franceses caíram por 1 x 0 num gol do zagueiro Hummels, que tinha dez anos quando Deschamps ganhou a Copa 1998.

A desclassificação não comprometeu o trabalho de apenas dois anos na seleção, que logo depois iria tentar ganhar a Eurocopa de 2016 jogando em casa. A final contra Portugal fez acender no treinador a agonia do vice-campeonato do Mônaco, quando o Porto fez 3 x 0 e levou a taça de 2004.

Já disseram que um técnico aprende mais nas derrotas do que nas vitórias. E domingo, após conquistar o bicampeonato mundial, Didier Deschamps revelou numa das tantas coletivas de imprensa que os traumas diante do futebol português o ajudaram a reconstruir a essência campeã da França de 98.

Os títulos perdidos frente aos colegas lusos José Mourinho (2004) e Fernando Santos (2016) estiveram sempre como súbitas sombras em sua prancheta de desenho tático. Foi ele quem expandiu em campos russos o futebol de craques como Griezmann, MBappé, Kanté e Pogba, todos monstruosos na vitória.

Vinte anos depois da glória da sua geração, a geração do gênio Zidane, Deschamps e seu pragmatismo recolocaram a França no topo do planeta bola. Seu time superou os rivais com velocidade, eficiência técnica, solidez tática e um espírito de equipe só inferior à própria Croácia.
O título foi obra da restauração, onde a França voltou a ser exposta no Louvre da Copa.

           



16/07/2018
Os extremos nas urnas

Desde o final do ano passado, o Instituto Paraná Pesquisas vem realizando aferições em diversos estados do país a respeito da disputa presidencial. A partir de maio deste ano, com as costuras políticas iniciadas e algumas pré-candidaturas mantidas, o confronto esquerda vs direita tomou forma.

Assim como os demais institutos, o Paraná também pesquisou cenários com a presença e ausência de Lula, gerando desconfianças do eleitorado anti-PT por um lado, e provocando histeria em líderes petistas por outro. Entre maio e junho, os números apurados mostram agora uma nova realidade no ar.

Até maio, por exemplo, a liderança de Lula representava quase o dobro do segundo colocado, o deputado carioca Jair Bolsonaro. Mas a partir daí, o confronto entre ambos adquiriu ares de Fla x Flu, principalmente nos cinco maiores colégios eleitorais do Brasil. Há uma leve vantagem para Bolsonaro.

Em São Paulo, ele aparece com 20,6% e Lula tem 19,5%. Sem o petista, o candidato do PSL vai a 21,4% e o ex-governador do estado Geraldo Alckmin sobe para 18,4%. O ex-prefeito Fernando Haddad, plano B do PT, atinge apenas 5,1%, atrás de Marina Silva e até do cearense Ciro Gomes.

No Rio de Janeiro, Bolsonaro vence em qualquer simulação, tanto com Lula ou sem ele. O ex-capitão do Exército tem 25,1% contra 21,5% do preso da Lava Jato. Quando o candidato do PT é Haddad, aí Bolsonaro pula para 27,4%. A mesma situação do duelo no Rio se repete no Rio Grande do Sul.

Bolsonaro é o preferido dos gaúchos na pesquisa do dia 12 de junho. Seu índice é de 28,1%, enquanto o de Lula é de 20,5%. A briga no quinto colégio do país se concentra nos dois e não sobra espaço para os outros postulantes ao Planalto, sendo terceiro colocado Ciro Gomes com apenas 6,9%. Filha da terra, a deputada Manuela D'Ávila aparece com pífios 4,4%.

Já em Minas Gerais ocorre uma vantagem de Lula sobre Jair Bolsonaro. O petista alcança 27,8%, enquanto o adversário tem 23,4%. Marina tem 11,6%, Ciro 7,5% e Alckmin 6,5%. Na retirada de Lula pelo nome de Fernando Haddad, a liderança é de Bolsonaro, com 25,6%, e Marina vai a 18,1%.

Na Bahia, estado com forte presença do PT na estrutura de poder, Lula dispara com 43,4%, enquanto Bolsonaro se isola na segunda posição com 16,8%, o dobro de Marina que tem 8,3%. Sem Lula e com Haddad, Bolsonaro e Marina estão tecnicamente empatados com 19,6% e 18% respectivamente.

No balanço dos cinco maiores colégios, o cenário baiano é o único onde o nordestino Ciro Gomes atinge dois dígitos, 13,5%. Há uma tendência visível dos votos de Lula distribuídos entre Marina e Bolsonaro, num fenômeno de fundir a cuca dos sociólogos. Precisam saber que os extremos se atraem.

           



11/07/2018
O último silêncio de Steve Ditko

Quando as moedas que meu pai me dava para comprar revistas em quadrinhos permitiram os primeiros contatos com o Homem-Aranha, em 1969, um dos criadores do herói já nem estava mais em parceria com Stan Lee. Os desenhos de Steve Ditko conquistavam fãs com efeito retroativo no Brasil.

Publicada pela Ebal, a revista do Aranha estreou aqui 7 anos depois do lançamento nos EUA, quando Ditko assumiu a elaboração do personagem, superando a concepção de Jack Kirby. Foi dele a ideia das cores do uniforme e os jatos de teias no punho, adaptando sugestão do colega Eric Stanton.

Ao lado de Stan Lee e Jack Kirby, Steve Ditko formou a mais brilhante e criativa trindade da nona arte, sendo também os três pilares de sustentação da Marvel na chamada era de prata dos quadrinhos. Quando pariram juntos o Homem-Aranha, em 1962, já tinham doze anos de parceria e amizade.

Filho de uma família oriunda da antiga Tchecoslováquia, Steve Ditko cresceu na Pensilvânia folheando revistas do Príncipe Valente, de Hal Foster; Batman, de Bob Kane; The Spirit, de Will Eisner; e O Fantasma, de Lee Falk; todos jovens desenhistas e roteiristas da geração que fantasiou toda sua infância.

Pouco antes de conhecer Kirby e Lee, deixou o ensino médio e se alistou no exército americano, servindo na Alemanha do pós-guerra, onde desenhou para um jornal interno. Ao retornar, foi estudar na Escola de Cartunistas e Ilustradores, em Nova York. Ali montou estúdio com o amigo Eric Stanton.

Em 1963, um ano após o Homem-Aranha, Ditko concebeu o personagem Dr. Estanho, a partir de uma solicitação de Stan Lee para inserir um novo vilão nas revistas. Se inspirou no mágico Mandrake - como já fizera mascarando por completo Peter Parker a partir do Batman. Bebeu Lee Falk e Bob Kane.

Brigou com a Marvel e os parceiros em 1966 e saiu vendendo sua genialidade para outras editoras, inclusive a rival DC Comics, chegando a botar seu traço no herói de infância, Batman, e a mudar conceitos no visual da Legião dos Super-Heróis, outra publicação da Ebal que nos trouxe Ditko com atraso.

Steve Ditko foi referência para muita gente que mudou os quadrinhos depois dele, como os britânicos Alan Moore, Neil Gaiman e Mark Millar. O próprio John Romita, que deu dimensão épica ao Homem-Aranha, reconhecia o legado, mesmo tendo sido um jovem que quase nada leu do herói antes de adotá-lo.

As batalhas jurídicas pela co-autoria do Homem-Aranha, que lhe afastaram dos velhos parceiros, nunca lhe empurraram para a imprensa; tinha aversão à exposição pessoal ou notoriedade; bastavam seus direitos. Já velho, ao saber dos primeiros traços do aracnídeo em leilão, disse: "isso pouco me importa".

O silêncio que o acompanhou em vida foi mais enorme na morte, cuja notícia chegou à mídia vários dias depois de ocorrida. Seu coração parou em 27 de junho e os fãs só tomaram conhecimento no último fim de semana. Steve Ditko merece todas as homenagens e honras dedicadas a Stan Lee e Jack Kirby.

Dessa trindade, não é fácil identificar quem é pai, filho e espírito santo.

           



11/07/2018
Sexta tem resenha da Copa na FM Cidade

Próxima sexta-feira, antevéspera da grande final da Copa 2018, estarei logo cedo no programa Bom Dia Cidade, apresentado na rádio 94 FM pelos amigos Jener Tinoco e Gustavo Negreiros. Vamos bater papo sobre a copa que está terminando, um bate-bola descontraído como foi na primeira vez que fui lá.

Aliás, a primeira conversa que tive com a dupla de apresentadores foi no dia 4 de junho, dez dias antes do começo dos jogos na Rússia. Naquele, dia Jener me perguntou sobre as chances das seleções e eu falei sobre algumas, favoritas ou não.

Querem saber o que eu disse? Vão lá na capa do site e cliquem na seção "Vídeo do Dia". Prestem atenção nas três primeiras seleções que eu citei como prováveis candidatas a fazer bonito na Copa.

           



10/07/2018
Bié, bié, Brasil pacheco

Sou órfão da geração de Zico, Sócrates e Falcão. Réu confesso - e, às vezes, possesso - desde o tombo diante de Paolo Rossi, naquele fatídico 1982, não torço mais pela seleção brasileira, herdando gesto da geração do meu pai que desencantou após a Copa de 1950. E sou avesso ao mundinho dos pachecos.

De 1990 até hoje, cada vez que o time da CBF tropeça numa copa eu faço questão de lembrar e repetir uma assertiva do escritor Paulo Mendes Campos, que percebia como poucos a mediocridade da imprensa esportiva em sua prática diária de vender como análises emoções chinfrins de arquibancada.

O cronista botafoguense, autor de livros como "O Gol é Necessário" e "Os Bares Morrem Numa Quarta-Feira", sentenciava a ignorância da mídia esportiva dizendo que esta não havia chegado sequer na Semana de Arte Moderna de 1922. Morto há 27 anos, Mendes continua em dia na sentença.

É a imprensa esportiva o alicerce sem massa cinzenta que sustenta a catedral de pieguice das multidões uniformizadas que, como cardumes de zumbis patrióticos, se aglomeram de quatro em quatro anos para viver a ilusão do futebol como sentimento único a vestir a ignorância com roupa de cidadania.

Gostei, torci e fiz piadas na derrota para a Bélgica. Sim, sou adepto da tese de que não basta festejar a queda da selecinha amarela, mas urge tripudiar ao máximo, como um esforço teimoso no objetivo de expor o ufanismo medíocre de validade bissexta, representado nas bandeirinhas e fantasias sazonais.

Como nos 7 x 1 de 2014, botei o aplicativo emocional em modo gozo quando vi e ouvi as lamentações da imprensa pacheca, a busca do improviso desnorteado de Galvão Bueno em seu padrão bobo da corte, o crupiê da euforia prévia em dia de fantoche das circunstâncias e das frustrações.

Lembrei de todas as resenhas dos canais esportivos antes da Copa, da chiadeira antecipada nos perfis oficiais de cada um dos seus apresentadores, comentaristas e repórteres. Gargalhei nas desculpas e consolos inúteis posteriores à vitória belga, versões adaptadas ao campeão moral de 1978.

Mais hilário ainda foi o circo de proteção armado em torno da reputação de Neymar, quando a imprensa mundial começou a ridicularizá-lo logo após o jogo contra o México. Numa caricatura da fábula de Esopo, tentavam salvar a galinha dos ovos de ouro, infelizmente já decepada nas redes sociais.

No mais novo fracasso, reedita-se no imaginário da Pachecolândia as mesmas conspirações de sempre: o pseudocampeão moral de 78, que empatou os dois primeiros jogos; os derrotados por água batizada em 90; os goleados por trama da Nike em 98; e os atropelados nos 7 x 1 porque Neymar não jogou. Kkkk!

É uma pena que, como disse Paulo Mendes Campos, não seja apenas a mídia boleira a única atrasada no tempo. É triste, constrangedor, constatar que o fanatismo nas copas continua sendo o fator que revela até num intelectual um imbecil escondido na camisa usada como um fardão de amarela notoriedade.

           



09/07/2018
Um Nobel para Garcia Lorca

Para muitos o maior poeta espanhol, Federico Garcia Lorca é uma ausência permanentemente presente no imaginário do seu povo, que jamais conseguiu dar um merecido sepultamento ao seu corpo, fuzilado em 1936 por milícias franquistas durante o começo da Revolução Civil Espanhol.

Quando se completam 120 anos do seu nascimento e 110 da sua primeira obra, "Impressões e Paisagens", três deputados representantes da região da Andaluzia, berço do escritor, querem um Nobel de Literatura póstumo para Lorca no ano em que um escândalo sexual cancelou a honraria na Suécia.

Os parlamentares Alberto Garzón, Miguel Ángel Bustamante e Eva García Sempre deram entrada com o projeto no Congresso pedindo que o parlamento encaminhe para que o governo espanhol faça oficialmente a solicitação do prêmio à Academia Sueca responsável pelo Nobel, alterando suas normas.

Há algum tempo, as nominações póstumas não são mais consideradas na academia, e por isso os deputados andaluzes fazem um chamamento ao governo para solicitar a suspensão de tais normas, de maneiras que Garcia Lorca seja contemplado pela importância da sua obra para a Cultura mundial.

No pedido, os deputados apelam para que seja reconhecida "a trajetória de uma personalidade excepcional, símbolo imortal do diálogo entre a literatura e a sociedade civil". Um Nobel representa a reparação ao terrível assassinato do poeta que em vida foi referência para Pablo Picasso, mais velho que ele.

Quando jovem, escreveu no poema "Céu Vivo" um quase epitáfio de lirismo profético: "Eu não poderei queixar-me / se não encontrei o que buscava / próximo das pedras sem sumo e dos insetos vazios / não verei o duelo do sol com as criaturas em carne viva". Um Nobel póstumo há de ser desejo do mundo.

           



06/07/2018
Tintin 2 x 1 Zé Carioca

           



04/07/2018
Os safados Sobrinhos do Capitão

Ironia pura, destilada com genialidade e inteligência, foi o componente mais elogiado na fórmula dos Sobrinhos do Capitão, personagens originalmente chamados de Katzenjammer Kids e que teve revistinha publicada no Brasil pela saudosa editora Ebal.

Criada pelo alemão naturalizado norte-americano Rudolph Dirks e publicada pela primeira vez a 12 de dezembro de 1897, no American Humorist, a revista fazia parte do suplemento de domingo do New York Journal, de William Randolph Hearst. Nela surgiu os tradicionais "balões" de conversações.

O contexto das aventuras é numa colônia alemã na África, numa pensão onde a proprietária, a gorda viúva "Mama Chucrutz", tinha como hóspedes o Capitão - um gordo de barbas negras (que, ao contrário do que sugere o título adotado no Brasil, não é o tio dos garotos), marinheiro aposentado e que sofre de gota, o Coronel, um caça-gazeteiros que vive a perseguir os moleques, caracterizado como um baixinho com uma longa barba branca e, finalmente, os dois heróis, os malandrinhos Hans e Fritz.

Depois de pendengas judiciais entre 1912 e 1914, Dirks deixou a organização Hearst e começou uma nova tirinha, primeiramente chamada de Hans und Fritz e depois The Captain and the Kids, distribuida pela United Features. Os protagonistas eram os mesmos personagens de The Katzenjammer Kids, continuada por Harold Knerr. As duas versões separadas competiram até 1979, quando The Captain and the Kids parou de ser publicada após seis décadas.

Para criar os personagens, Dirks bebeu na fonte de Wilhelm Busch, criador de Max und Moritz - precursora dos quadrinhos. No Brasil ambas as séries receberam o nome de Os Sobrinhos do Capitão mas a da United Features chegou a publicar no Brasil primeiramente e com exclusividade no O Globo Juvenil Semanal com o nome de O Capitão e os Meninos (às quintas-feiras e sábados) a partir de 1938 e depois no Gibi semanal como O Capitão e os Meninos (às sextas-feiras e domingos) a partir de 1941.

As revistas foram publicadas pela Ebal na revista Capitão Z, a partir de 1961, e posteriormente saíram noutras editoras. Em 1987 o cartunista paulistano Angeli criou a tira de Os Skrotinhos, como uma forma de homenagear os antigos personagens. Há suspeitas não confirmadas de que Henfil também teria se inspirado na picardia e nas presepadas dos "bad boys" para rabiscar os seus endiabrados Fradinhos e o Capitão Zeferino.

           



04/07/2018
Harry Kane quer marca de Jairzinho e Ghiggia

O artilheiro inglês do Tottenham marcou mais uma vez, chegou a seis gols e se igualou ao compatriota Gary Lineker, que atingiu a mesma marca na Copa de 1986. Faltam agora dois gols para Kane igualar o feito de Ronaldo Nazário, que fez oito gols em 2002.

No ritmo em que vai, o atual artilheiro da Copa da Rússia pode chegar na marca histórica que pertence ao uruguaio Ghiggia e ao brasileiro Jairzinho, que fizeram gols em todos os jogos nas respectivas copas de 1950 e 1970.

           



03/07/2018
Nas copas da História VII

Transcorriam 27 minutos do segundo tempo, o Uruguai vencia Portugal por 2 x 1 e o placar perduraria até o final da partida. Escrevo isso para que se leia hoje e também depois, e depois e depois. O autor dos dois gols uruguaios fez uma careta, olhou pro banco e pediu substituição. O que se viu depois foi épico.

O artilheiro Cavani, ídolo do PSG, acabara de ter uma lesão na perna direita e, expressando dor, buscou caminhar para fora do campo. Então, se aproxima Cristiano Ronaldo, que o ampara no ombro e o leva até a lateral do gramado. Em minutos, o gesto viralizou nas redes sociais e nas capas de sites e blogs.

A imagem dos dois adversários no jogo gerou comentários de enaltecimento ao gesto solidário do craque português, que mesmo sabendo ser Cavani o carrasco que estava desclassificando sua seleção, colocou a gentileza em campo, ajudando um colega de profissão num momento de contusão.

Uma cena que automaticamente me levou a vasculhar as velhas revistas de futebol que coleciono como um catador de lances mágicos ao longo do tempo que acompanho as copas. Fui em busca dos registros de um dos instantes mais belos e emocionantes da Copa do Mundo de 1962, realizada no Chile.

A seleção brasileira jogava sua segunda partida, contra a boa Tchecoslováquia, que dias antes vencera a Espanha. Aos 25 minutos do primeiro tempo, o volante Zito repetiu uma jogada típica que fazia no Santos FC: limpou um zagueiro e tocou de bandeja para Pelé na entrada da área.

O rei meteu um petardo, a bola zuniu em direção ao gol levantando a torcida, onde estavam lívidos e preparando o grito o poeta Thiago de Mello e o jornalista Mário Filho (que deu nome ao Maracanã). O goleiro Shroiff deu um leve tapa, a bola explodiu na trave e seguiu viagem de cometa ao escanteio.

Nesse momento, Pelé colocou a mão na coxa esquerda e deixou a dor transfigurar seu rosto. Zito e Didi perceberam a gravidade e olharam para o banco. O rei percebe também, mas tenta acalmar os colegas e dá sinal que pode continuar. Mas enganava a todos e a si próprio; se arrastava em campo.

Foi se exilar pela lateral do gramado, recebendo a bola e logo devolvendo em curtos passes que só pioravam seu estado, uma distensão na virilha. Foi aí que aconteceu um dos lances mais belos de todas as copas: o craque e capitão tcheco Masopust, dá uma ordem ao seu time: "ninguém toca nele, só marca".

No último contato com a bola, outra vez lançada por Zito, Pelé avança superando centímetros de grama que pareciam latifúndios, o lateral Lala se aproxima; o rei olha pra ele, que para com as mãos na cintura. Mais adiante, a voz do líder: "deixa ele, não vai, não, só marca". Grandiosamente Masopust.

Pelé busca a linha lateral, desiste de lutar; o massagista Mário Américo vai em sua direção. Masopust se aproxima, pega o braço do rei e o ajuda a sair. Décadas depois, ambos se encontraram em São Paulo, pouco antes de Masopust morrer. Pelé dizia nunca ter visto um europeu jogar tanto em estilo sul-americano. Foi o maior e mais nobre do futebol tcheco.

           



02/07/2018
Beyoncé toma susto na Polônia

A cantora Beyoncé já provou que sabe se adaptar aos cenários mais extravagantes em qualquer palco, inclusive os dos seus próprios shows.

Sábado passado, durante uma apresentação em Varsóvia, na Polônia, ela teve que descer do cenário através de uma escada de mão depois que o mecanismo de acesso a uma alta plataforma falhou, causando susto nela e no público.


Já era o final do show e Beyoncé aparecia na companhia do seu marido, o rapper Jay-Z, que a acompanha na turnê internacional. O planejado era um encerramento épico numa altura de vários metros a
cima dos fãs, quando o mecanismo travou, deixando o casal preso.

A produção acalmou ambos, que concluiram a canção Forever Young e foram retirados com segurança, mas com Beyoncé precisando antes retirar todo o aparato em torno do vestido. O contratempo foi gravado por milhares de celulares da platéia.

           



02/07/2018
A carta de Einstein e Elsa

Uma carta escrita pelo cientista Albert Einstein com sua segunda esposa Elsa no dia em que ele renunciou ao passaporte alemão, por causa da perseguição nazista, foi arrebatada num leilão da casa Nate D. Sanders, em Los Angeles, por 25 mil dólares. O documento tem data de 28 de março de 1939.
Einstein escreveu quatro páginas a bordo do navio S. S. Belgenland, que zarpou do porto de Nova York com destino à cidade belga de Antuérpia. A carta foi encaminhada à sua irmã Maja Winteler-Einstein e logo depois foi até o consulado alemão para entregar o passaporte, retornando então aos EUA.
Seis anos antes, ele e sua família estavam a caminho dos EUA quando Adolf Hitler foi nomeado chanceler da Alemanha. Era o dia 30 de janeiro de 1933. Ali durante a travessia ele foi informado que tropas nazistas invadiram seu apartamento em Berlim. Havia uma recompensa de US$ 5 mil por sua cabeça.
O começo da missiva é feito por Elsa, que faz reflexões sobre as preocupações do casal com o filho de Einstein, Tetel, cuja mãe era Mileva Maric, primeira mulher do físico. Elsa também lamentava a prisão de todos os grandes amigos de Einstein. E depois acalma a cunhada: "há perspectivas de futuro".
Adiante, revela que o casamento tem passado por dificuldades por causa do emocional do marido com o sofrimento dos filhos Hans e Tetel, que souberam de uma entrevista do pai nos EUA onde ele narra a perseguição do nazismo aos judeus como eles todos. "Não fale de política com os meninos", implora.
Quando o navio chegou à Antuérpia, muitos amigos de Einstein foram encontrá-lo. Até os reis da Bélgica, Alberto I e Isabel, estavam no porto. Nos trechos da carta escritos pelo cientista, há críticas à Inglaterra por ser flexível com Hitler e comentários sobre os problemas mundiais da Grande Depressão.
Após entregar o passaporte, Einstein e Elsa voltaram aos EUA, juntos com milhares que fugiam do nazismo. Einstein viveu nos EUA até o fim dos seus dias, trabalhando para o futuro da Ciência no Instituto de Estudos Avançados de Princeton, em Nova Jersey. Elsa morreu em 1936; ele em 1955.

           



28/06/2018
Vivaldo visita hospital de Ceará-Mirim

O deputado estadual Vivaldo Costa (PSD) comentou, na sessão desta quinta-feira (28) na Assembleia Legislativa, a visita que fez ao Hospital Doutor Percílio Alves de Oliveira, em Ceará-Mirim. Vivaldo disse que atendeu convite da direção da unidade, para prestar contas de ações executadas com recursos de emenda parlamentar de seu mandato.

"O Percílio Alves é uma das unidades de saúde mais bem estruturadas do Rio Grande do Norte", afirmou Vivaldo, justificando que o hospital, que atende ainda a 26 municípios da região, dispõe de serviços como Raio-X, cirurgias,maternidade, banco de leite e pronto-socorro.

"Durante a visita eu vi a satisfação das pessoas que aguardavam atendimento", disse Vivaldo, que percorreu os setores do hospital acompanhado do prefeito Marconi Barreto (PSDB), de vereadores e da população.

Restaurante Popular - Em seu pronunciamento, o deputado Vivaldo Costa adiantou que ainda nesta quinta-feira o governador Robinson Faria (PSD) estará em Ceará-Mirim para inaugurar uma unidade de Restaurante Popular e um matadouro. Também visitará escola em construção acompanhado da secretária de Educação, Cláudia Santa Rosa.

           



27/06/2018
Messi glorificado em revistas

No clima de Copa do Mundo, duas grandes revistas internacionais elegeram Lionel Messi o melhor jogador da história do futebol.

Primeiro foi a Paper Magazine, de Nova York, que usou o trocadilho G.O.A.T. (palavra que significa Bode e é abreviatura de Melhor de Todos os Tempos), depois a Voetbal International, a mais importante revista de futebol da Holanda, fundada em 1965 e que inspirou a diagramação da Placar, quando criada em 1970 no Brasil.

Há poucos meses, a britânica Four Four Tour, uma das três principais revistas esportivas da Europa ao lado das francesas L'Equipe e France Football, elegeu o craque do Barcelona, o segundo melhor da História, atrás de Maradona e à frente de Pelé.

           



26/06/2018
Nas copas da História VI

O primeiro gol da modesta seleção do Panamá numa Copa do Mundo lembrou os filmes em que o ator coadjuvante rouba a cena, encanta a assistência e joga o protagonista para o escanteio das atenções e das opiniões. O mundo acompanhou atento o confronto do estreante com o inventor do futebol.

A Inglaterra seguiu o roteiro previsto, danou-se a fazer gol (obrigação de seleção grande diante da pequena), alimentou bem seu artilheiro, mas em nenhum instante sua enorme e tradicional torcida superou a vibração dos panamenhos em menor número no estádio da cidade de Níjni Novgorod.

Quando as duas seleções entraram em campo, tive o pensamento automático - como um flash de um poema de Breton - na histórica partida que a Inglaterra fez em 1950 contra os EUA no estádio Independência, do América mineiro, pela fase de grupos da fatídica copa que traumatizou a nação brasileira.

Por maior que tenha sido a goleada inglesa, o momento do gol solitário do Panamá pelo jogador Felipe Baloy (que atuou no Brasil pelo Grêmio e Atlético-PR) me remeteu ao cenário mítico da inesperada derrota dos britânicos para os americanos na distante copa realizada no Brasil. Baloy lembrou Joe Gaetjens.

Joe Gaetjens era um imigrante haitiano que trabalhava como cozinheiro num restaurante de Nova York. Também entendia dos temperos futebolísticos e um dia foi convidado para integrar a seleção americana que estava treinando para jogar a quarta Copa do Mundo, a segunda realizada na América do Sul.

Os EUA ficaram numa chave com Inglaterra (uma das favoritas ao título), Espanha e Chile. Na estreia, tomou de 3 x 1 dos espanhóis e foi para o segundo jogo provocando prognósticos naturais de goleada inglesa. O time era amador, enquanto o rival vencera 23 de 30 jogos feitos antes da Copa.

O favoritismo inglês vinha também do talento de três grandes craques daqueles anos: o fenomenal atacante Stanley Matthews, o meia Billy Wright e o lateral direito Alf Ramsey. Mas o mundo esportivo ficou estupefato quando ele, Joe Gaetjens, abriu o placar e os americanos suportaram a pressão até o fim.

O gol de Baloy para o Panamá teve um peso histórico semelhante ao de Gaetjens, guardada a devida distância da zebra imposta pelos EUA. A estreia panamenha contra os criadores do futebol tem aquele velho aspecto mítico dos acontecimentos inesperados. O pequeno país-ilha festejou o gol germinal.

Em 1950, Joe Gaetjens foi recebido em Nova York como herói; três anos depois jogou pela seleção do Haiti nas eliminatórias para a Copa de 1954, na Suíça. Em 1964, desapareceu sob suspeita de ter sido assassinado pela ditadura de Papa Doc Duvallier. Seu corpo jamais foi encontrado.

           



26/06/2018
AL destaca trajetória de Brilhante

A partida do ex-deputado Francisco Brilhante, nessa segunda-feira (25), encerrou a trajetória de um homem que se ocupou em sua vida pública com a preocupação em planejar e agir preventivamente.

Brilhante fez jus ao seu nome e se dispôs a iluminar os caminhos que percorreu. Foi deputado na legislatura de 1991-1995 e não se vinculou a uma área específica para atuar na esfera pública.

Na educação, atuou junto aos órgãos do setor reforçando a necessidade de ações na retaguarda que preparassem o aluno para o futuro. Foi dele a ideia de levar às bibliotecas públicas instrumentos de integração com a comunidade.

Na saúde, defendia políticas que promovessem o desafogamento das unidades hospitalares. Atuou junto à Secretaria Estadual de Saúde postulando medidas preventivas como o projeto que vetou a queimada de cana-de-açúcar em regiões habitadas, para impedir doenças respiratórias.

Como parlamentar, pensou à frente de seu tempo e entendeu que a sociedade precisaria de instrumentos para assegurar o bem estar de todos. Idealizou e levou ao plenário da Assembleia Legislativa projeto de lei que criou o Fundo Estadual para Defesa do Meio Ambiente.

Brilhante morreu aos 76 anos por complicações de câncer em Natal. Transitando nos dois lados do desenvolvimento social, ao deixar a vida pública, abraçou a iniciativa privada. Deixou três filhos, amigos e saudades.

           



23/06/2018
Caindo na real

Conta o anedotário do futebol potiguar que nos tempos do estadinho do Tirol, o Juvenal Lamartine, numa véspera de decisão entre ABC e América, um programa de rádio entrevistou o lateral alvinegro Preta, indagando-lhe sobre o sistema nervoso num momento como aquele, num clima de clássico.

O jogador teria segurado firmemente a cabeça do microfone e respondeu categoricamente: "eu estou cem por cento, não tenho sistema nervoso, não senhor". Naquela hilária resposta, em verdade estava o lado sério de um defensor que em campo nada temia, que supria o baixo talento com valentia.

Lembrei de Preta ao final do jogo de ontem, depois do sufoco da seleção brasileira para superar o paredão costarriquenho chamado Navas, que após cair por duas vezes viu ao final Neymar despencar num surto de choro que parecia de quem acabara de garantir uma vaga na decisão da Copa.

Se em 2014, após o vexame dos 7 x 1, choveram memes com a seleção e principalmente com o zagueiro Thiago Silva, ausente na goleada mas marcado pela choradeira de véspera, dessa vez as lágrimas invisíveis de Neymar caíram na boca do povo e nas redes sociais, inclusive no noticiário internacional.

As piadas digitais com a cena do choro se juntaram as demais sobre suas quedas em campo, fato que até sugere a inesperada reação do craque no fim do jogo com a Costa Rica. Por mais justos que sejam os argumentos sobre o fator resiliência, espanta o sistema nervoso do principal jogador da seleção.

Não convém decretar fraqueza ou frescura no gesto de Neymar, mas preocupa um profissional do nível dele, referência no grupo de um treinador conhecido por formar e forjar o equilíbrio emocional da equipe, explodir daquele jeito num momento em que a seleção fez apenas a sua segunda partida na copa.

E era só a Costa Rica, velha freguesa do futebol brasileiro desde que se incorporou à FIFA, no distante 1927. As dificuldades do Brasil chegar ao gol se repetiram por todo o primeiro tempo como quando do confronto com a Suíça, deixando transparecer problemas táticos em conflito com técnica e vontade.

O próximo jogo, na quarta-feira, decisivo para determinar a classificação às oitavas, será o que mais requererá maturidade emocional do time, e sabemos todos que a Sérvia joga bem mais organizada do que a Costa Rica e terá que partir pra cima do Brasil em busca de vitória para garantir sua classificação.

A imprensa estrangeira criticou Neymar pela cena do choro, os jornais ingleses chegaram a suspeitar de fingimento do jogador. Mas, independente do que pensam os gringos, não é saudável ter os nervos à flor da pele ainda na primeira fase. É Copa do Mundo, um lugar onde não cabe sistema nervoso.

           



23/06/2018
Mais uma profecia dos Simpsons

A imprensa internacional se surpreende mais uma vez com a tendência do desenho dos Simpsons brincar com previsões e viagens no tempo.

Agora veio à tona um episódio exibido originalmente em 1997 onde os Simpsons estão acompanhando a Copa do Mundo de 2018. E numa final decidida entre as seleções do México e de Portugal.

Um ano antes da Copa do Brasil em 2014, o desenho já havia exibido um capítulo que mostrava a derrota da seleção brasileira para a alemã e ainda mostrava o jogador Neymar saindo da Copa por uma contusão.

           



21/06/2018
A breve copa da Argentina

De três finais seguidas em 2014, 2015 e 2016 para uma desclassificação precoce em 2018. A seleção da Argentina se torna a primeira campeã a deixar tão cedo uma copa do mundo, vendo suas chances praticamente morrerem antes mesmo de concluir o terceiro jogo da primeira fase.

Um duro golpe para Lionel Messi, que não encontrou as mesmas condições que o ajudaram a carregar nas costas uma geração que esteve longe de se assemelhar a ele. Ao gênio do Barcelona faltou na alviceleste o que sobrou para Mario Kempes 78, na companhia de Ardilles, Passarella e Tarantini.

O time argentino mostrou-se um amontoado de jogadores desde as eliminatórias sul-americanas, catando uma vaga na copa com o diferencial de Messi ao apagar das luzes. A mafiosa AFA errou feio ao buscar Jorge Sampaoli e não tentar trazer da Espanha o sempre eficiente Simeone.

Às vésperas do torneio na Rússia, foi a única seleção tradicional a dispensar jogos amistosos, após tomar duas goleadas, uma para a Nigéria (que vai ser seu jogo de despedida na copa) e outra para a Espanha, vexaminosa. Vai voltar para casa com o mesmo estigma de reencontrar o futebol perdido.

Caiu cedo depois de tomar um baile e uma goleada da Croácia, a velha escola iugoslava que encantou a Europa na primeira metade do século passado. E muito provavelmente manchará a história de bicampeã com outro fiasco diante da Nigéria, sua velha rival em copas e que nunca facilitou para os Hermanos.

A Lionel Messi restará anunciar o fim da desventura com a seleção e retomar a carreira vitoriosa no Barcelona, até pendurar as chuteiras, talvez antes da próxima copa, no Qatar. Terá para sempre seu nome no panteão dos gênios que não ganharam copa: Cruijff, Di Stefano, Puskas, Eusébio, Zico e Platini.

Os fanáticos torcedores argentinos deverão renovar a opinião de que Maradona foi o maior de todos entre os seus. Mas, os olhares e pensamentos racionais de parte da imprensa saberá que tanto Messi quanto Di Stefano foram mais craques na história do futebol platino e também espanhol.

Que os dirigentes da seleção argentina saibam tirar dessa copa a lição que permeará os trabalhos futuros. Na despedida de Messi, que todos aqueles da sua geração, que dependeram dele para algum êxito, sejam substituídos no imediato futuro. Nessas horas, seleção é colheita, é queimar a raiz para uma vida nova.

           



21/06/2018
A copa do jogo possessivo

Prestes a levar a seleção brasileira para a Copa do Mundo de 1994, o técnico Carlos Alberto Parreira, que entrou no futebol pelas portas do departamento físico do time do São Cristóvão e compôs o grupo técnico que assessorou Zagallo na Copa de 1970, cunhou a frase "o gol é um detalhe".

Em princípio mal interpretado pelos comentaristas esportivos, Parreira ganhou a copa nos EUA com um time que jogava feio, apesar da presença do craque Romário no ataque, mas que exercia domínio sobre os adversários com uma posse de bola em alto percentual. Era o futebol total holandês pirateado.

Ficou no imaginário coletivo e na memória afetiva da imprensa a opinião de uma seleção bruta como um time de soccer, o esporte de choque dos americanos. Por várias vezes, Parreira tentava explicar seu conceito e sua tática com outra frase, "se eu tenho a posse da bola, não irei tomar gol".

Quase três décadas depois do tetracampeonato, o que estamos vendo nos campos da Rússia é um desfile de seleções em busca de exercer pressão através da posse de bola, até mesmo as chamadas zebras tentam fazer rolar a bola em excesso até que uma brecha se abra nas defesas adversárias.

O começo da Copa 2018 tem sido uma batalha pelo controle da bola, fato corroborado pela realidade de nove jogos terminados em 1 x 0 para apenas vinte partidas concluídas. Das grandes seleções, todas obtiveram acima de 50% da posse da bola em seus jogos. Até o Marrocos atingiu 64% na estreia.

Para quem assistiu os confrontos com atenção, os gols tomados pelas equipes em situação de domínio foram frutos de erros ou do talento individual de um craque, como a luta solitária de Ronaldo contra a Espanha, a péssima marcação do Brasil no gol suíço e o belo chute do mexicano na trave alemã.

Vale salientar que Alemanha e México foram quase iguais na posse, com pouca margem em favor do time de Chicharito, assim como Brasil e Suíça se diferenciaram nos 52% contra 49% em favor da seleção de Tite. No quesito, a Argentina que enfrenta hoje a boa Croácia teve a maior posse de todas, 72%.

Por incrível que pareça, a segunda maior posse até agora foi do Marrocos no jogo em que perdeu para o Irã (que ontem deu sufoco em Portugal e pode até tirar Ronaldo da copa no confronto direto que fecha a chave), que teve 64%. A terceira colocada foi a Inglaterra na vitória sobre a Tunísia, com 63%.

Em quarto o Japão, que surpreendeu a sempre atrapalhada Colômbia, com 62%, seguido por Espanha, 61%; Alemanha e Bélgica 59%; Uruguai 57%; Croácia 54%; Brasil 52% e França 51%. Quando Parreira dizia que o gol era um detalhe, sugeria que tendo sempre a bola o gol chegaria a qualquer momento.

Houve neste início de copa, porém, um fato que desafia a tese do jogo possessivo: a seleção da Rússia, não se sabe se por talento ou por força do apoio doméstico, ganhou os dois primeiros jogos, fez oito gols e teve menor posse de bola. Talvez pra ganhar a taça, alguém precise combinar com os russos.

           



21/06/2018

           



21/06/2018
Deputado lembra 3 anos sem Agnelo

Durante pronunciamento na sessão plenária desta quinta-feira (21), o deputado Carlos Augusto Maia (PCdoB) destacou a trajetória do ex-deputado Agnelo Alves, falecido há exatamente três anos. Carlos Augusto afirmou que, apesar do pouco tempo de convivência na Casa Legislativa, o período foi de grande aprendizado.

"Apesar de fazer oposição ao grupo político ao qual o ex-deputado Agnelo Alves pertencia, em Parnamirim, sempre tivemos um respeito mútuo e aqui na Assembleia Legislativa foi um período rápido, mas de grande aprendizado", afirmou Carlos Augusto.

O parlamentar afirmou que se solidariza com a família e tem um grande respeito à história do ex-deputado "E ao legado que Agnelo deixou na nossa querida cidade Trampolim da Vitória".

Agnelo Alves dedicou sua vida ao jornalismo e à política e também foi prefeito de Natal, duas vezes prefeito de Parnamirim e senador da República.

Em aparte, o deputado Hermano Morais também homenageou o ex-deputado. "Agnelo fez um excelente trabalho como prefeito de Parnamirim e aqui quero enaltecer seu principal projeto aqui nesta Casa, de tornar as emendas parlamentares impositivas, mas infelizmente é algo que não vem sendo respeitado", destacou.

           



18/06/2018
As baquetas epifânicas

George Harrison era guri em Liverpool quando durante um passeio de bicicleta se encantou com uma canção de Elvis Presley que escapava pela janela de um vizinho. O ano era 1956 e o rei do rock acabara de gravar num compacto e depois no seu primeiro álbum pop, registrando o maior sucesso daquele ano.

Paul McCartney se encantou com a canção quando o moleque de 13 anos foi fazer um teste na banda The Quarrymen, criada por seu amigo John Lennon. E mesmo sendo ainda um aprendiz de baixista, adorou ao ver Pete Best e Ringo Starr acompanharem na bateria aquele som que ele achava uma "epifania".

No livro da sua autobiografia, o lendário guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, disse que aquela canção teve um enorme efeito sobre ele, tanto em relação à voz de Elvis quanto ao ritmo intermitente dos metais e a marcação compassada da bateria. Um som-alicerce das duas maiores bandas da Terra.

O nome da música que serviu de tapete conceitual para a iniciação dos Beatles e dos Rolling Stones no blues e no rock ‘n' roll - além das suas variações - é "Heartbreak Hotel", gravada em 27 de janeiro de 1956 com Bill Black no baixo, Scotty Moore na guitarra, Floyd Cramer no piano e D.J. Fontana na bateria.

O baterista chamava-se Dominic Joseph Fontana e foi convidado pelo mítico produtor Sam Phillips para tocar na banda que ele acabara de formar. Phillips era o cara que descobriu simplesmente Elvis Presley e Jerry Lee Lewis. Batizada de The Blues Moon Boys, foi a primeira banda de Mister Pelvis.

Entre as décadas de 1950 e 1960, D. J. Fontana esteve sempre ao lado de Presley tanto nos palcos quanto nos estúdios. Era chamado pela mídia americana de o "comeback special" do rei do rock. Suas baquetas foram essenciais para introduzir no rock ‘n' roll o suingue do rockabilly e do blues.

Foi com a sua bateria que aquela melodia sugerindo um gingado entrecortado de paradinhas bruscas influenciou os meninos ingleses que se transformaram em monstros da música pop. Bateristas consagrados como Pete Best, Charlie Watts e Ringo Starr beberam na fonte e no estilo de D.J. Fontana.

Na quarta-feira passada, um filho do velho baterista de 87 anos divulgou pelo Facebook a triste notícia da sua morte, logo depois estampada no jornal The Tennessean, o mais importante de Nashville, a cidade onde ele conheceu Elvis Presley e lá gravou a maravilhosa canção "Heartbreak Hotel" e tantas outras fundamentais para a história do rock.

Se Elvis tiver morrido, vai reencontrá-lo.

           



18/06/2018
AL apoia Judiciário contra trabalho infantil

A Frente Parlamentar Estadual da Criança e do Adolescente lançou na Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (18), em reunião ampliada com órgãos de fiscalização, controle e justiça, a campanha de combate ao trabalho infantil que vem sendo nacionalmente promovida pela Justiça do Trabalho.

"É fundamental erradicar essa mazela que rouba de nossas crianças e jovens o direito a viverem um passo de cada vez, aprenderem e se desenvolverem de maneira adequada em cada fase de suas vidas", destacou a presidente da Frente Parlamentar, deputada Márcia Maia (PSDB).

Juízes do Trabalho que participaram do debate destacaram a importância do engajamento do poder público na campanha que está disponível em vários formatos de multimídia.

"Que possamos despertar na sociedade os aspectos nocivos gerados pelo trabalho infantil. Temos também grave problemas de notificação. A sociedade civil tem que ser parceira", destacou o juiz Cássio Oliveira.

A campanha "Não Leve na Brincadeira. Trabalho infantil é ilegal" procura estimular que as diversas formas de ilegalidade que violam o direito de criança e adolescente através do trabalho precoce sejam denunciadas. O telefone para denúncias é o Disque 100.

"As três formas de maior incidência do trabalho infantil apresentam uma dificuldade enorme para a fiscalização, que são a doméstica, rural e aquela cotidiana, nas ruas, para a qual muitas vezes nos tornamos insensíveis", destacou o procurador Xisto Tiago Medeiros, do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Representantes de órgãos sociais da Prefeitura do Natal, Governo do Estado e Ordem dos Advogados reforçaram os posicionamentos, endossando os encaminhamentos que a Frente Parlamentar remeteu a órgãos de fiscalização e controle.

           



16/06/2018
Quem é o herói islandês

A seleção da Islândia, estreou na Copa da Rússia arrancando um empate da Argentina e fazendo história de novo como já fizera na Eurocopa e nas eliminatórias europeias, superando seleções tradicionais.

No jogo deste sábado, o goleiro Hannes Halldórsson pegou um pênalto de Lionel Messi, fez defesas incríveis e saiu de campo eleito o melhor da partida.

E quem é o herói viking?

Halldórsson é cineasta, e quando a Islândia se tornou a sensação da Europa, os dirigentes da Coca-Cola foram atrás dele para que fosse o diretor de um vídeo enaltecendo o país e sua seleção.

Veja na capa do Galo Informa, na sessão Vídeo do Dia, o trabalho magistral executado pelo goleiro que entrou na história das copas ao defender o pênalti de um dos maiores jogadores de todos os tempos.

Clic aqui 
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15/06/2018
Petistas impedem lançamento de livro

Um agrupamento de fanáticos militantes do PT (perdão da redundância) invadiu uma livraria na noite desta sexta-feira, em Curitiba, gritando palavras de ordem em favor de Lula e contra a Lava Jato. 

No local, o procurador Diogo Castor de Mattos, integrante da força-tarefa da Lava Jato, estava lançando seu livro "O Amigo do Direito Penal". 

O irônico na cena é que quem estava atacando um evento literário acusava o autor e seus leitores de "inimigos da democracia".

Para quem conhece a história das ditaduras socialistas no Leste europeu ou em Cuba, sabe que a insensatez ideológica começa assim e depois se transforma em fogueira de livros.

           



15/06/2018
Ronaldo iguala recorde de ícones das copas

Espanha e Portugal fizeram a melhor partida da Copa da Rússia até agora e empataram por 3 x 2, com o craque português marcando três vezes, assumindo a artilharia da competição e igualando uma marca histórica de converter gols em quatro copas seguidas, um feito realizado até agora por outros três atletas.

Ronaldo agora se junta ao rei Pelé, que marcou nas copas de 1958, 1962, 1966 e 1970; ao alemão Uwe Seeler, que fez gols nas mesmas quatro copas de Pelé; e o também alemão Klose, maior artilheiro da história das copas com 16 gols, tendo marcado nos torneios de 2006, 2010, 2014 e 2018.

           



15/06/2018
Cinco por infinito

Na mitologia ludopédica há grandes semelhanças com a grega, a romana, a nórdica e outras tantas. Das poucas diferenças, ainda não sabemos os nomes dos deuses (devem ser doze) do futebol, que como os da antiguidade transmitem poderes mágicos e incríveis para alguns filhos prediletos.

A transmissão desses poderes e das graças divinas que compõem a mística em torno de alguns craques da bola, tem sido historiada desde 1863 pelas versões modernas de Heródoto, Tito Lívio, Políbio, Homero, Sturluson, Xenofonte, Hesíodo, Jordanes, Clitarco, todos bons jornalistas e cronistas.

Atento ao que meus olhos testemunham e às narrativas de quem viu e vê o lado clássico e a porção mágica dos grandes jogadores, vivo a pesquisar e a juntar papel, velhas revistas e amarelados jornais, na intenção de juntar os filhos legítimos dos deuses do futebol em livro. Assim, cataloguei 237 craques.

Os cinco primeiros antecipo aqui neste artigo, afirmando desde já que o quinteto já está devidamente consagrado na maioria absoluta das listas que se publicam na mídia mundial. A própria International Federation of Football History & Statistics chancela junto à FIFA. Abaixo, um pouco dos 5 eternos:

PELÉ - De cada um dos deuses do futebol ele recebeu um naco de poder, alguns em grandes doses. Ainda garoto, foi coroado rei da bola e fez do seu reinado um divisor de águas. O esporte bretão se divide em antes e depois de Pelé; quando jogava na Canarinho, o Brasil foi três vezes campeão do mundo.

MESSI - Desde 2004, quando estreou pelo time principal do Barcelona, não houve uma só semana que a imprensa do planeta inteiro não tenha publicado algo de fantástico feito pelo gênio de Rosário. As contas se perdem entre gols, dribles, 5 bolas de ouro e marcas superadas. Messi é amado pelos deuses.

CRUIJFF - Quem viu o gênio holandês jamais esquecerá. Sua arte com a bola veio à luz nos anos 60/70, em meio aos reboliços culturais que mudariam o mundo. O futebol de Cruijff também mudaria a história do futebol quando liderou um carrossel de mágicos. O estilo tiki taka do Barcelona é seu legado.

DI STEFANO - Quando Pelé ainda não reinava na superfície da Terra, o argentino naturalizado espanhol dominava os campos com um estilo que se imaginava extraterrestre. Por intermédio dos seus pés e da liderança o Real Madrid se elevou potência. Não à toa Madrid e a Catalunha brigaram por ele.

MARADONA - Um craque que virou religião, um ídolo que deu dimensões sociológicas ao fanatismo boleiro. Tornou-se uma marca como Pelé e invariavelmente irrita brasileiros vencendo o rei em pesquisas e listas da mídia europeia. Ganhou a primeira copa pra Argentina driblando até a História.

           



14/06/2018
Mineiro fala de Copa e jogo da democracia

O deputado Mineiro Lula (PT) chamou atenção durante sessão plenária na Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (14), para o que denominou de "jogo da democracia". Para o parlamentar, hoje começa um dos maiores eventos mundiais, a Copa do Mundo, e algumas pessoas estão em clima de depressão.

"Vivemos um clima depressivo por causa da desilusão política e situação financeira do país. Muita gente tem vergonha de vestir a camiseta amarela para não serem confundidos com os coxinhas que tiraram Lula e Dilma do poder e provocaram essa crise", disse Mineiro.

O parlamentar disse ainda que apesar do mundial, o principal jogo do Brasil não é o futebol, e sim a democracia que acontece em outubro. Segundo ele, Lula é o maior craque e não pode ficar de fora. "O Brasil foi rebaixado e precisa voltar a jogar na primeira divisão da política com Lula".

           



13/06/2018
Só Brasil votou no Marrocos

A CBF foi a única confederação da América do Sul que não votou na proposta da Copa 2026 ser sediada nos EUA, Canadá e México. O voto brasileiro foi feito solitariamente para o Marrocos, diferente dos demais países, que seguiram o voto da Argentina e Uruguai.

           



13/06/2018
Os ladrões e a cristandade

Quando presidente da República, o senhor Luiz Inácio declarou aos quatro ventos que havia pagado a dívida externa brasileira. Anos depois, já durante o desgoverno da companheira Dilma, o PT tratou de espalhar que Lula havia se tornado colunista do The New York Times. Evidente que era mentira.

Assim como mentiras foram os tantos risíveis casos inventados pela companheirada, como a inocência do chefe nos escândalos do mensalão e petrolão, a honestidade de Dilma, o golpe no impeachment, as palestras de Lula, o apoio financeiro a governos corruptos, a perseguição da imprensa.

Nos últimos meses, a senadora Gleisi Hoffmann, cega de paixão e delírio ideológico, ocupa as redes sociais em tempo integral para postar fantasias que só ela vê, como o apoio do mundo ao parceiro preso, manifestações de torcidas na Europa por sua liberdade, caos social em protesto pela prisão.

A mais recente mentira envolve o papa Francisco e o Vaticano. A presença do ativista marxista Juan Grabois em Curitiba foi logo ilustrada como uma visita representativa do chefe maior da igreja católica, que teria enviado um terço para Lula. Óbvio que a Polícia Federal não deixou o elemento entrar.

O episódio com o tal Grabois lembra o estardalhaço que há poucas semanas os petistas fizeram com a opinião isolada do argentino Adolfo Pérez Esquivel que defendeu um prêmio Nobel da Paz para Lula, honraria já recebida muito tempo atrás pelo próprio, que hoje é uma triste figura, quixotesca e folclórica.

A verdade é que o também argentino Juan Grabois é apenas um rábula e ex-assessor de um órgão católico já extinto chamado Pontifício Conselho para a Justiça e a Paz. A militância comunista o trouxe para o Brasil com a mesma finalidade do que motivou Esquivel: gerar notícia positiva para o condenado.

E já que o assunto aqui é a mentira costumeira do PT, vou utilizar a narrativa apócrifa sobre a suposta encomenda que o papa Francisco (ele mesmo um simpatizante das teorias esquerdistas) enviou para o ex-assessor entregar ao Lula. Tudo por causa de uma data de junho dedicada a dois personagens.

Manuscritos encontrados no Mar Egeu narram a viagem de um casal e um menino entre o Egito e Nazaré, e que após três dias de andança pelo deserto encontraram uma caverna e ali repousaram. Já de madrugada, dois rapazes chegam no local, estão armados e um decide roubar a família adormecida.

Dimas, com 24 anos, impede Gestas, de 27, de fazer mal às três pessoas e, pra isso, promete entregar sua adaga de Damasco e mais 20 dracmas gregas, sem antes avisar que sem acordo eles irão brigar. Quando os dois tentam adormecer, ouvem uma voz: "Dimas e Gestas, vocês morrerão comigo".

Trinta anos depois, a dupla foi condenada à crucificação por roubos, e entre suas cruzes, uma terceira foi erguida com o corpo de um jovem de 33 anos. Era o menino da caverna. Centenas de anos depois, a igreja de Roma passou a enviar um rosário para algum ladrão rezar e se arrepender dos crimes.

           



12/06/2018
O clube dos 1.000 gols

Nos tempos da vida analógica, a imprensa brasileira não tinha fácil acesso ou não se interessava (suspeita provável) aos fatos marcantes do futebol nos países mais distantes, como os da Europa, exceto durante as copas da FIFA ou quando equipes nacionais realizavam turnês no velho mundo.

A partir de 1969, com a marcação do milésimo gol de Pelé contra o Vasco no Maracanã, falar em tal façanha era ponto de pauta obrigatório e monotemático. Se o assunto era artilharia, o rei era o dono do foco da notícia ou das análises, apesar do fato de outros dois brasileiros terem também realizado o mesmo.

Quando Pelé era o menino Dico que sonhava jogar como Zizinho, o gênio das décadas de 40 e 50, o paulista Arthur Friedenreich já havia feito história levando o Brasil a ganhar duas copas América, em 1919 e 1922, e somado na carreira 1.329 gols. "El Tigre", jogou em vários clubes de São Paulo e Rio.

Seis anos depois do gol 1.000 de Pelé, um atacante matador esfomeado, chamado Flávio Minuano, acumulou gols jogando por Internacional, Fluminense, Corinthians, Porto de Portugal e Santos. Em 1977, aos 33 anos, deixou a Vila Belmiro e foi marcar o gol mil no Pelotas. Fez 1.070 ao todo.

Nos anos de 2006 e 2007 aconteceram dois fatos que romperam o escudo da mídia que impedia a passagem de notícias sobre outros jogadores a alcançar a marca dos mil gols: primeiro houve a morte do húngaro Puskas, depois o gol de Romário contra o Sport. A mídia, enfim, citou os mil gols de ambos.

Sete anos depois, em 2014, o goiano Tulio Maravilha marcava também de pênalti, como Pelé e Romário, o tão sonhado e perseguido milésimo gol, colocando o futebol brasileiro como único palco com 5 jogadores alcançando a marca. O nosso quinteto faz parte de um seleto clube com 14 integrantes.

Voltando aos tempos analógicos, por mais que existissem na Europa registros jornalísticos e literários sobre outros craques que superaram a marca dos mil gols (como Puskas), a mídia verde e amarela ignorava, ou então omitia dos leitores. E é preciso lembrar que ninguém tem mil gols em jogos oficiais.

Todos os quatorze nomes do clube somaram aos jogos oficiais gols feitos em partidas amistosas, festivas e beneficentes. Para a FIFA, por mais que a Federação Internacional de História & Estatísticas do Futebol registre os milhares de gols, somente os oficiais entram no seu ranking artilheiro.

Enfim, na mistura de gols legais e não ortodoxos, os cinco jogadores da foto que ilustra este artigo são os primeiros colocados no ranking não oficial: Josef Bican (Áustria, 1.468 gols), Gerd Müller (Alemanha, 1.461), Friedenreich (Brasil, 1.329), Slobodan Santrac (Sérvia, 1.301) e Pelé (Brasil, 1.281 gols).

Completam o clube, Ferenc Puskas (Hungria, 1.176), Ernest Wilmowski (Polônia, 1.175), Eusébio (Portugal, 1.137), Flávio (Brasil, 1070), Waclaw Kuchar (Rep. Checa, 1.065), Mosa Marjanovic (Sérvia, 1.018), Franz Binder (Áustria, 1.006), Romário (Brasil, 1.002) e Túlio Maravilha (Brasil, 1000).

           



11/06/2018
Ícones de esporte recebem medalha Marinho Chagas

No lançamento e entrega da Medalha do Mérito Esportivo Marinho Chagas, na Assembleia Legislativa, a trajetória de personalidades que abrilhantaram o futebol potiguar foi destaque na sessão solene conduzida pelo presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB). A solenidade da manhã desta segunda-feira (11), no plenário da Casa, prestigiou dez ícones do passado e do presente que comprovadamente deram relevante contribuição ao Estado.

Logo após as homenagem, foi aberta oficialmente a exposição relacionada à Copa do Mundo, do acervo do jornalista Alexandre Gurgel, que prossegue até o próximo dia 22, no Salão Nobre, com relíquias do maior evento mundial do futebol.

"A prática esportiva inspira respeito ao próximo, construindo conceitos de cidadania, com regras bem definidas, do respeitar e ser respeitado. Por tudo isso, o Rio Grande do Norte, por meio desta Casa Legislativa, sente-se honrado em agraciar ilustres personalidades do futebol e do mundo esportivo", afirmou o presidente do Legislativo do RN. O parlamentar afirmou que o Estado é celeiro de muitas personalidades que ajudaram e ajudam a tornar o esporte mais fascinante.

"O esporte é também incentivo essencial para a convivência e para abrir oportunidades para novos atletas. Além de afastar a juventude das drogas e do mundo do crime, contribui para melhor qualidade de vida e saúde. Reconhecer as pessoas que o enaltecem e incentivam a sua prática é o mínimo que devemos fazer", afirmou o deputado Ezequiel Ferreira de Souza.

Francisco das Chagas Marinho, ou Marinho Chagas, denomina a honraria, lançada hoje, por ser reconhecido como o maior nome da história do futebol potiguar. Nascido em Natal, foi lançado para o futebol pelo Riachuelo, pequeno clube da Grande Natal. Despontou no ABC Futebol Clube, de onde saiu em 1970, para vestir camisas de grandes clubes do futebol mundial, como Botafogo e Fluminense do Rio de Janeiro, São Paulo Futebol Clube e Cosmos de Nova York. Foi ganhador por três vezes como melhor lateral-esquerdo do Brasil.

O filho do craque, Marcelo Fernandes Marinho, falou em nome de todos os homenageados. "É uma imensa honra para mim poder estar nessa Casa, num momento de homenagem ao meu pai e a outros que bravamente marcaram seus nomes nas páginas da imprensa desportiva do nosso Estado", afirmou. Marcelo Marinho disse que ao criar a medalha, a Assembleia cumpria um nobre gesto de justiça e de reconhecimento para aqueles que durante décadas se dedicaram de corpo e alma ao esporte. "Finalizo agradecendo mais uma vez com o coração inundado de sentimentos de gratidão e felicidade", encerrou.

           



09/06/2018
Quem vai substituir Zidane?

O Real Madrid segue em busca de um técnico para ocupar a vaga aberta por Zinedine Zidane. Muitos são os candidatos, mas no máximo dois estão na condição de favoritos, de acordo com as análises e prognósticos da imprensa espanhola.

Nas avaliações de nomes, as apostas tiveram variações ao longo dos últimos dias. O primeiro na lista de interesses dos dirigentes merengues era o argentino Mauricio Pochettino, que fez grande temporada no Tottenham, tanto na Premier League quanto na Champions.

Pochettino tinha impressionado os cartolas do time espanhol nos dois confrontos pela Champions League, quando o time inglês arrancou um empate no Santiago Bernabéu e derrotou o Real em Wembley por 3 x 1. O problema é que o astuto executivo do Tottenham, Daniel Levy, amarrou Pochettino no contrato de renovação e uma cláusula liberatória complica o negócio com Madrid.

Diante disso os homens de negócio do Real Madrid partiram para um nome bastante íntimo no Bernabéu, o ex-meia espanhol Guti Hernandez, que inclusive já foi capitão do time blanco. É hoje o principal candidato a substituir Zidane, apesar de ter assinado há pouco tempo um contrato para treinar o modesto time do Murcia.

A bela temporada do Liverpool, finalista da Champions diante do próprio Real, levou a diretoria a fazer contato com o treinador alemão Jürgen Klopp, mas que também não teve avanços, assim como ocorreu com o italiano Massimiliano Allegri, técnico da Juventus de Turim.

Outros dois nomes que estavam cotados nas casas de apostas e no pensamento dos executivos do Real Madrid eram o francês Arsene Wenger, que encerrou recentemente uma longeva relação com o Arsenal de Londres, e o italiano Antonio Conte, que recusou o assédio por ter renovado com o Chelsea.

Havia ainda as alternativas como o italiano Maurizio Sarri, que estava no Nápoli e se encontra sem clube; o francês Laurent Blanc, também sem clube; o ex-craque dinamarquês Michael Laudrup (sem clube); o ex-goleiro espanhol Julen Lopetegui, atualmente numa diretoria da seleção nacional; o italiano Fabio Canavarro, ex-zagueiro do Real e hoje técnico na China.

Tantos são as opções com condições de abrir os cofres do Bernabéu, que até o técnico da Alemanha, Joachim Löw, e os já conhecidos da torcida merengue, Rafael Benitez e José Mourinho, entraram nas especulações. Algumas especulações, inclusive, tiveram origem na imprensa brasileira, já que a Globo lançou a ideia de que Tite também estava na parada.

           



08/06/2018
Luis Suárez quase fica fora da Copa

O craque do Uruguai e do Barcelona deu um grande  susto na torcida uruguaia e nos seus admiradores que assistiam ontem amistoso em que a seleção celeste venceu o Uzbekistão por 3 x 0 no Estádio Centenário de Montevidéu.

Depois de reciber uma dura entrada de um zagueiro, Luis Suárez teve que sair de campo com uma pancada que abriu uma ferida no tornozelo, e que levou o setor médico da seleção a temer por algo mais grave. Felizmente, a lesão não tinha gravidade e o matador vai à Copa com seu apetite de gol afiado como sempre. Suárez marcou um dos gols da vitória.

           



08/06/2018
Inglaterra B vence a Costa Rica

Uma das favoritas nas bolsas de apostas e na mídia a ganhar a Copa do Mundo, a seleção da Inglaterra superou ontem a Costa Rica por 2 x 0, num amistoso em que mais uma vez - como vem fazendo o treinador Gareth Southgate - contou com um time misto.

Desde o 0 x 0 contra a seleção do Brasil em novembro de 2017, quando a Inglaterra usou até juvenis na partida disputada em Wembley, que o técnico não usa força total nos amistosos. A seleção inglesa que vai à Rússia é formada por uma nova geração, com jovens substituindo estrelas como Rooney, Terry, Ashley Cole, Gerrard e Lampard.

           



08/06/2018
Contusão tira Lanzini da Copa

O meia-atacante do West Ham, Manu Lanzini, rompeu os ligamentos no treino da Argentina e está fora da Copa.  Era um dos homens de confiança do técnico Jorge Sampaoli, que agora busca um substituto à altura.

Na imprensa da Argentina, os candidatos a ocupar a vaga aberta são Diego Perotti, que joga na Roma, Ricardo Centurión, do Racing, Leandro Paredes, do Zenit, Rodrigo Battaglia, do Sporting Lisboa, Guido Pizarro, do Sevilla, Pablo Pérez, do Boca Juniors, e Enzo Pérez, do River Plate.

Para os colecionadores do álbum da Copa não há desfalque, pois Lanzini não compõe as figurinhas da seleção alviceleste. Se acaso for convocado Enzo Pérez, então contempla o cromo já existente do jogador do River, de número 282.

           



08/06/2018
Espanhóis ganharão o dobro dos alemães

Quando a seleção da Espanha conquistou sua primeira copa, em 2010 na África do Sul, os jogadores do elenco receberam de prêmio 600 mil euros. Na copa seguinte, em 2014 no Brasil, o valor subiu para 720 mil.

Agora, o prêmio para uma conquista na Rússia dará a cada atleta da Fúria um mimo pecuniário de 825 mil euros, um valor bem superior ao que ganharão os jogadores do Brasil e o dobro do que receberão os da Alemanha.

 

Los futbolistas que disputaron el Mundial de Sudáfrica de 2010 ganaron 600.000 euros brutos por ser campeones. En el caso de Brasil 2014, el importe ascendía a 720.000 euros brutos, pero España fue eliminada en fase de grupos. otras selecciones
 

           



08/06/2018
Os homens mais ricos do esporte

Todo ano, a prestigiada revista Forbes publica suas muitas listas, onde tem destaque aquela que reúne os 100 desportistas mais bem pagos do mundo. E na nova edição, o boxeador americano Floyd Mayweather lidera pela quarta vez seguida, com US$ 278 milhões. Ou seja, invicto na lista e no ringue.

O segundo colocado é o craque argentino e ídolo do Barcelona, Lionel Messi, que fatura anualmente US$ 111 milhões, seguindo pelo português do Real Madrid, Cristiano Ronaldo, com US$ 108 milhões. O que chama atenção na nova lista é que entre 100 ícones dos esportes, não há uma só mulher.

O fato não acontecia há muitos anos e surpreendeu não apenas os responsáveis pela elaboração do ranking como também a mídia internacional, principalmente diante de uma conjuntura em que o mundo inteiro discute as disparidades salariais entre homens e mulheres, até em Hollywood.

Em 2017, por exemplo, a mulher desportista mais bem paga era a tenista americana Serena Williams, que recebia US$ 27 milhões/ano, o que a colocava na 51ª posição da lista. A liderança do pugilista imbatível deve-se ao aporte de uma gorda bolsa na luta especial que fez contra o irlandês Conor McGregor.

E é exatamente o lutador de UFC que acabou com a invencibilidade do brasileiro José Aldo quem ocupa a quarta posição, com US$ 99 milhões, à frente do jogador Neymar (5º) que fatura por ano US$ 90 milhões. O sexto lugar é do craque do basquete LeBron James, com US$ 85,5 milhões.

Em sétimo aparece o mito do tênis Roger Federer, com faturamento anual de US$ 77,2 milhões; em oitavo, outro jogador de basquete, Stephen Curry, com 76,9 milhões, seguido por Matt Ryan e Matthew Stafford, ambos do futebol americano, que recebem respectivamente US$ 67,3 e US$ 59,5 milhões.

Outro fato que chama a atenção é que entre os 100 mais ricos, estão 40 atletas do basquete da NBA. Confira abaixo os 20 mais bem pagos e suas modalidades:

1º Floyd Mayweather (Boxe) - 285 milhões de dólares
2º Lionel Messi (Futebol) - 111 milhões de dólares
3º Cristiano Ronaldo (Futebol) - 108 milhões de dólares
4º Conor McGregor (MMA) - 99 milhões de dólares
5º Neymar (Futebol) - 90 milhões de dólares
6º LeBron James (Basquete) - 85,5 milhões
7º Roger Federer (Tênis) - 77,2 milhões
8º Stephen Curry (Basquete) - 76,9 milhões
9º Matt Ryan (Futebol americano) - 67,3 milhões
10º Matthew Stafford (Futebol americano) - 59,5 milhões
11º Kevin Durant (Basquete) - 57,3 milhões
12º Lewis Hamilton (Automobilismo) - 51 milhões
13º Russell Westbrook (Basquete) - 47,6 milhões
14º James Harden (Basquete) - 46,4 milhões
15º Canelo Alvarez (Boxe) - 44,5 milhões
16º Tiger Woods (Golfe) - 43,3 milhões
17º Drew Brees (Futebol americano) - 42,9 milhões
18º Sebastian Vettel (Automobilismo) - 42,3 milhões
19º Derek Carr (Futebol americano) - 42,1 milhões
20º Rafael Nadal (Tênis) - 41,4 milhões

           



08/06/2018
Ezequiel enaltece papel social da Amico

Durante a solenidade que homenageou a Associação Amigos do Coração da Criança (Amico), nesta sexta-feira (8), na Assembleia Legislativa, o presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), destacou o papel social da entidade. Segundo ele, o trabalho realizado pela Amico motiva outras iniciativas e ainda compensa limitações do Poder Público.

"Reconhecemos hoje o papel social da entidade e também o incentivo que a mesma nos dá para que nos somemos à causa. Todos nós sabemos a limitação do Poder Público para atender todas as demandas da saúde, fato que só engrandece a importância do trabalho de Hércules desenvolvido pela entidade", declarou o presidente em sua fala, no plenário do legislativo.

Ezequiel Ferreira ressaltou também o esforço que é feito pelos muitos colaboradores da Associação. "Quem conhece a Amico sabe que, exceto a responsabilidade dos colaboradores, em nada o ambiente ali lembra uma tarefa a cumprir, mas sim um cuidado ou esmero na feitura de uma obra: lutar pela vida de crianças cardiopatas", disse ele durante a solenidade, direcionando palavras aos profissionais agraciados.

Ainda em sua fala, o presidente nominou alguns colaboradores da entidade que receberam placas de homenagem na solenidade. Foram eles: Marcelo Matos Cascudo, Alyne Melo da Silva, Flávia Freire, Thaís Matos Raposo, Marcella Alves de Vilar, Sâmia Tatiana Martins, Itamar Ribeiro de Oliveira, Renato Quaresma, Melina Tertuliano de Lima, Nilda Furtado da Rocha, Eulália Duarte Barros, Nailka Saldanha, Ênio de Oliveira Pinheiro e Aldenilde Rebouças Falcão. O deputado Hermano Morais (MDB) também recebeu honraria pelas relevantes contribuições à entidade.

A data escolhida por Ezequiel Ferreira, propositor da iniciativa, é alusiva ao 12 de junho, lembrado como o Dia da Cardiopatia Congênita, uma alteração na estrutura ou na função do coração, que atinge uma a cada 100 crianças brasileiras, razão de existir da Amico. A Associação atende mais de 900 crianças cardiopatas por ano no Rio Grande do Norte, viabilizando medicamentos e mantimentos, além de acompanhamento hospitalar.

           



07/06/2018
O carrasco perpétuo

A poucos dias do início da Copa do Mundo na Rússia, a FIFA resolveu envolver internautas do planeta inteiro nos diversos endereços das suas redes sociais. Criou uma espécie de tabela nos moldes da sua competição, confrontando (no lugar das seleções) craques icônicos de ontem e de sempre.

O resultado dos cruzamentos foi consequência dos prognósticos de mais de meio milhão de pessoas, imitando as simulações que são feitas nesses tempos de tecnologia disfarçada de entretenimento. Colocados previamente em oito grupos de quatro, trinta e dois craques foram selecionados no voto popular.

A intenção da FIFA era escolher na tabela simulada com ares de enquete aquele que seria o melhor jogador da história das copas. E quem foi glorificado pelo julgamento virtual foi o uruguaio Alcides Ghiggia, o mítico ponta direita que marcou o gol decisivo na final da Copa de 1950, no chamado "Maracanazo".

Gigghia estava no grupo um, ao lado de Pelé, Jairzinho (o ponta da Copa de 1970) e Oliver Khan, o goleiro alemão eleito o melhor da Copa de 2002. O uruguaio passou às oitavas com o rei e o superou, fazendo o mesmo com o holandês Cruijff, que havia vencido Cafu, Romário e Klose no grupo dois.

Na semifinal, Ghiggia bateu Ronaldo Nazário, que após ganhar o grupo três onde estavam Rivaldo, Bobby Charlton e Ronaldinho, passou também por Zidane, o ganhador do grupo quatro, formado por Garrincha, Thuram e Lahm.

Na outra banda da tabela, Iniesta perdeu a semifinal para Maradona. O primeiro passou por um funil composto por Buffon, Beckenbauer, Fontaine, Cannavaro, Paolo Rossi, Matthaus e Roger Milla, enquanto o segundo superou Yashin, Puskas, Baggio, Eusébio, Gerd Miller, Kempes e Bobby Moore.

Então aconteceu a final entre um uruguaio e um argentino, reproduzindo no embate pessoal o clássico continental que fechou a primeira Copa do Mundo em 1930 com vitória do país de Ghiggia sobre a nação de Maradona. Pena que o ponteiro que calou o Maracanã não estivesse vivo para festejar a eleição.

Evidente que nem o mais fanático torcedor da celeste diria que Ghiggia foi o maior jogador da história das copas, mas nenhum outro foi tão marcante numa copa quanto ele. Algo parecido só o heroísmo vingativo de Maradona contra a Inglaterra, em 1986, e o show épico de Garrincha no Chile, em 1962.

Eu tinha 11 anos quando ouvi falar de Ghiggia pela primeira vez. Era véspera de Brasil x Uruguai na Copa 70 e os adultos do bairro falavam na revanche vinte anos depois do fatídico 16 de julho de 1950. Quatro anos depois, entendi sua importância histórica ao vê-lo ilustrando o pôster oficial da Copa de 1974.

O ponteiro que traumatizou um povo inteiro tinha tudo para não ser um atleta de destaque; começou a carreira profissional só aos 21 anos num modesto clube de Montevidéu, o Sud América, da segunda divisão. Seu talento repercutiu na cartolagem do Peñarol e logo ele era um dos campeões do país.

Três anos após tomar a taça do Brasil no Maracanã, provocando um estrondoso silêncio de soluços, foi jogar na Itália, onde defendeu a Roma por várias temporadas, passou pelo Milan e voltou ao Uruguai para encerrar carreira no Danúbio. Morreu no dia do aniversário de 65 anos do Maracanã.

Na copa que o perpetuou como carrasco do Brasil, Ghiggia conseguiu um feito que a mídia transferiu para Jairzinho a partir de 1970: ele, e não o craque do Botafogo, foi o primeiro a fazer gols em todos os jogos de uma copa. Lembrava de 1950 dizendo "somente o papa, Frank Sinatra e eu calamos o Maracanã".

           



07/06/2018
Palestra sobre qualidade de vida para servidores

Longevidade com Saúde. A palestra com o professor Ronaldo Aoqui e a educadora física Leila Maia foi além da explanação de conceitos para uma melhor qualidade de vida. Através de uma dinâmica individual, os servidores da Casa Legislativa puderam avaliar e qualificar aspectos da sua rotina.

"É importante o equilíbrio de todos os aspectos", afirmou Aoqui. O professor se referiu à saúde física, social, emocional, mental, espiritual e profissional, elencadas num gráfico da "roda da vida", aonde, sob a forma de exercício, os participantes puderam avaliar cada item na sua rotina atual.

A palestra aconteceu no auditório Cortez Pereira, sede do Legislativo. O evento foi realizado pela coordenação de Gestão de Pessoas e diretoria de Políticas Complementares. A abertura contou com a presença da diretora administrativa e financeira, Dulcinéa Brandão, do diretor de Políticas Complementares, Ricardo Fonseca e do coordenador de Gestão de Pessoas Thyago Cortez.

           



06/06/2018
Mulheres dominam novo governo espanhol

Eleito para governar a Espanha por apenas um ano e meio, o novo presidente Pedro Sánchez impôs uma marca feminina nomeando nove mulheres e apenas três homens no corpo do seu ministério.

A composição ficou assim:

Carmen Calvo, vice-presidente e ministra da Igualdade.
Josep Borrell, ministro do Exterior.
Teresa Ribera, ministra da Energía e do Medio Ambiente.
María Jesús Montero, ministra da Fazenda.
José Luis Ábalos, ministro de Desenvolvimento.
Meritxell Batet, ministra da Administração.
Nadia Calviño, ministra da Economía.
Carmen Montón, ministra da Saúde.
Isabel Celáa, ministra da Educação.
Magdalena Valerio, ministra do Trabajo e Assuntos Sociais.
Pedro Duque, ministro de Ciência, Inovação e Universidades.
Dolores Delgado, ministra da Justiça.

           



06/06/2018
Prostituta e Imperatriz

Virginie Girod é uma bela e charmosa francesa de 35 anos, nascida em Lyon. Formada em História pela Sorbonne, se tornou uma especialista em história da antiguidade e profunda pesquisadora sobre sexualidade e feminismo ao longo da trajetória humana. É autora de vários livros sobre gente e fatos históricos.

Na semana passada, Virginie abrilhantou aquele que eu acho o melhor programa de televisão, o La Grande Librairie, no ar no canal TV5 Monde (que já enalteci aqui). Foi falar de uma nova obra, "Theódora, Prostituta e Imperatriz de Bizâncio", lançada em março último e ainda sem tradução para o português.

Com uma comunicação eloquente, como é praxe nos professores, e domínio da relação com as câmeras (ela também é comentarista de um outro canal), a historiadora falou sobre a biografia de uma garota ambiciosa de Constantinopla que caiu na prostituição, casou com o imperador e reinou ao lado dele.

Segundo as narrativas dos intelectuais convidados pelo apresentador François Busnel, até a chegada do livro de Virginie Girod a imperatriz Theodora era considerada por alguns historiadores uma personalidade romanesca, teatral e doidivanas, visões talvez forjadas na sua fama de mulher sedutora e fatal.

Para a autora, é provável que não se encontre na história da antiguidade um mesmo destino de uma mulher tão bela, prodigiosa e enérgica quanto Theodora, que viveu no século VI durante o esplendor político e econômico do Império Bizantino, legado da grande civilização romana no Mediterrâneo.

Por maior que tenha sido o domínio machista ao longo dos séculos, Theodora conseguiu dividir o poder imperial do marido, dezessete anos mais velho, influenciando-o nas tomadas de decisões ou determinando sozinha estabelecimento de leis, assim como demissões e nomeações chefes militares.

No histórico e famoso Código Justiniano, ela instigou o marido a acrescentar cláusulas em favor das mulheres, capítulos sobre casamento, divórcio, adultério e prostituição, esses dois últimos com conhecimentos de causa. No período em que Bizâncio escolhia os papas, alguns contaram com sua escolha.

Theodora é personagem central do polêmico Concílio de Constantinopla, realizado em 543 DC, quando o conceito da reencarnação foi suprimido das novas versões da Bíblia. Um pedido ardoroso feito a Justiniano por causa do passado sexual e das sentenças de morte na vida pregressa da imperatriz.

Virginie Girod narra também, com um senso crítico de historiadora exigente, o retrato geopolítico e humano de Bizâncio, como já fizera na biografia de Agripina, a mãe do imperador romano Calígula. Na nova biografia, ela busca também como nos outros contextualizar a sexualidade no mundo antigo.

           



05/06/2018
O Poder na Literatura

Há poucas semanas fomos informados pela mídia americana que o ex-presidente dos EUA Barack Obama e sua mulher Michelle haviam assinado um contrato com a gigante do serviço de streaming Netflix, para juntos produzirem roteiros de filmes, séries ou documentários.

Agora vem outra notícia dando conta que outro ex-presidente do Partido Democrata americano, Bill Clinton, lançou um romance em parceria com o escritor de suspense James Patterson, durante o Festival BookCon de Nova York. Em 2004, o marido de Hilary havia lançado sua autobiografia.

No contexto do nosso tempo, não é novidade a literatura produzida por mãos de poderosos da política. Vários mandatários publicaram livros enveredando pela margem do texto acadêmico e histórico. Nos EUA, o republicano Ronald Reagan foi o único a produzir um detalhado diário dos seus dias no governo.

Na França, François Mitterrand surpreendeu o país e o mundo com "Cartas à Anne", uma extensa coletânea de cartas de amor enviadas durante 32 anos para Anne Pingeot, com quem manteve um amor clandestino até morrer. Parte das cartas tinha sido publicada no "Journal Para Anne", entre 1964 e 1970.

Seu sucessor Giscard d'Estaing publicou "O Presidente e a Princesa", um romance com pitadas de realidade onde insinua sem desvios nas entrelinhas um caso amoroso com Diana Spencer, a Princesa de Gales. No Brasil, entre os muitos livros de FHC há pelo menos um com teor literário, "A Soma e o Resto".

Pouco antes do tucano, o eterno senador José Sarney se tornou imortal acadêmico como o governante de maior produção literária. Escreveu contos, "Norte das Águas"; romances, "Saraminda", "O Dono do Mar" e "A Duquesa Vale uma Missa"; e poesias, "Maribondos de Fogo" e "Saudades Mortas".

Voltando ao romance de Bill Clinton, o texto dramatiza o desaparecimento de um presidente dos EUA durante uma grave crise mundial. O personagem presidencial chama-se Jonathan Lincoln Duncan, que segundo o autor não faz referência ao próprio, "pois é bem mais jovem", disse, nem a Donald Trump.

O escritor J. Patterson revelou que os textos de Clinton foram feitos a lápis, já que diferente da esposa ele não gosta de digitar e nem usa correio eletrônico para trocar impressões e revisões entre ambos. Apesar disso, as redes sociais são elementos presentes no sequestro e nas buscas do presidente JLD.

A Editora Planeta promete em tempo hábil fazer as traduções para que o primeiro romance de Bill Clinton chegue aos leitores e aos seus fãs de língua não inglesa. Alguns jornais americanos já afirmam que o livro já tem os direitos autorais vendidos para ser transformado numa série de televisão.

           



05/06/2018
Nélter pede que estradas sejam recuperadas

O deputado Nelter Queiroz (MDB) registrou, durante sessão ordinária na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (5), requerimento solicitando a recuperação de estradas do Rio Grande do Norte. O parlamentar chamou atenção para a RN 041, RN 118, BR 226, entre outras.

"Viajei esse final de semana e passei em trechos das cidades de Currais Novos, Acari e Cruzeta até Caicó. O trecho que liga Jucurutu a Caicó deveria ser interditado, proibindo a circulação de carros. A licitação para recuperação da via vem se arrastando e a obra não começa", disse Nelter, alertando para a urgência na conclusão do processo de licitação.

De acordo com o parlamentar, também foram apresentados requerimentos para recuperação do trecho entre Jucurutu e São Rafael. Em relação à BR 226, no trecho de Currais Novos a Florânia, Nelter solicitou o retorno da responsabilidade da obra para o Dnit.

O deputado também pediu a recuperação do trecho entre Jucurutu, Triunfo Potiguar e Campo Grande. "Está intransitável", justificou Nelter solicitando também a recuperação da BR 427, nos trechos entre Acari, Jardim do Seridó e Caicó e da RN 087, entre Florânia e Tenente Laurentino.

           



04/06/2018
Larissa Rosado exige proteção à criança

Uma comissão para atuar nas escolas e hospitais do RN notificando maus tratos na infância. A solicitação da deputada Larissa Rosado (PSDB) ao Governo do Estado através de requerimento visa proporcionar mais segurança às vítimas desse abuso.

"Os maus tratos na infância são muito comuns e afeta tanto as crianças, como a sociedade como um todo, tendo em vista que não é apenas um problema de saúde mental, mas também um problema social e legal e pode ocorrer em forma de ações e omissões praticadas pelos responsáveis, colocando em risco a integridade emocional, cognitiva ou física da criança", alertou a deputada.

 

Larissa Rosado ainda destaca que os tipos de maus tratos infantis podem ocorrer sob abusos físicos e psicológicos, estes últimos, por não serem evidentes, tornam-se mais difíceis de perceber.

 

"Para a proteção à criança é necessário medidas protetivas que sejam capazes de diminuir e sanar esse problema, com notificações por profissionais devidamente capacitados no ambiente escolar e em hospitais públicos, oferecendo mais segurança", afirmou.

 

           



01/06/2018
Os corruptos são os outros

Nos últimos anos, com a onda de escândalos que atingiu toda a estrutura político-econômica do país, ao ponto da sujeira se espalhar pelos tapetes de todos os poderes da República, o Brasil se transformou numa sala como a velha peça teatral que o filósofo Jean Paul Sartre escreveu em 1944.

Em "Entre Quatro Paredes", num texto onde ele expõe com ritmo dramático conceitos sobre o existencialismo que refinou a partir da taça do dinamarquês Kierkegaard, três personagens morrem e se encontram confinados numa hermética sala que em tese seria o inferno, mas não dantesco nem católico.

Garcin, Estelle e Inês, cada um com seus pecados, crimes e angústias, são castigados com uma eternidade em que terão que se perceber nos olhos dos outros. Livres das necessidades de comer e dormir, buscam se ver no único e minúsculo espaço que pode refletir suas imagens, o olhar de cada um.

Nessa única opção de espelho, o trio vai tentando se moldar no olhar alheio até não poder mais controlar o constrangimento. Foi nesse contexto que Sartre cunhou no roteiro a frase que se tornou sentença filosófica "o inferno são os outros", representando que julgamos nos outros com o olhar da nossa circunstância.

Estamos cientes dos crimes de alguns corruptos ilustres da politicagem nacional, mas temos dificuldade de vê-los no espelho do nosso mesmo tecido social. Representantes da sociedade, os políticos são produtos dela, moldados no caldo de cultura que formou cada um de nós. São retalhos de um todo.

Ninguém é político de formação escolar ou profissional, não existe tal profissão. Todas as demais profissões existentes se antecipam no currículo e na reputação de um parlamentar, de um chefe do executivo, de um detentor de pasta administrativa. Um político corrupto já era um corrupto no seu ofício.

E a corrupção não precisa ser gigantesca e escandalosa para ser um crime grave no contexto da República e do cotidiano. Não adianta chamar figuras como Lula, Aécio, Cabral, Cunha de ladrões e outros desaforos populares se você é o cara que pratica os chamados pequenos desvios de conduta e ética.

Um médico, advogado, dentista, jornalista que dribla o pagamento de impostos rejeitando o uso de nota fiscal é tão corrupto quanto os políticos. Um engenheiro, professor, militar, empresário que forma fila dupla nos retornos e curvas para se antecipar à fila correta quando o sinal abre também é.

Os brasileiros de todas as classes sociais precisam se olhar nos olhos e nas circunstâncias dos outros para se perceberem melhor. E parar urgentemente de buscar vantagens individuais nas crises que atingem o coletivo. Esculhambar corruptos e trocar desaforos político-ideológicos são granadas a espalhar cacos dos espelhos que nos refletem.

Sobe o pano, Sartre sai e entra o Mateus, o evangelista, dizendo "por que reparas no argueiro que está no olho do outro, e não vês a trave que está no teu olho?". Baixa o pano.

           



30/05/2018
Nas copas da História - IV

O sucesso que vemos ano a ano nas vendas de álbuns e figurinhas da Copa do Mundo está longe de ser uma novidade. E põe longe nisso. Muito antes dos brasileiros pegarem o gosto pelo colecionismo das seleções, ali em meados dos anos 1950, os álbuns já existiam na Europa, ainda sem colagem dos cromos.

Livros ilustrados em preto e branco com as fotos e informações dos craques eram editados durante os torneios desde a primeira copa, em 1930, no Uruguai. No Brasil, o formato com as figurinhas coloridas para colar nas páginas se popularizou mesmo com o primeiro título da seleção, em 1958.

No meu acervo de coisa antiga, há dois pequenos álbuns que adquiri há alguns anos, um da Copa 58 e outro da Copa 62. O segundo talvez tenha sido o motivo do meu lúdico vício, já que minha memória afetiva disparou assim que abri o envelope trazido pelos Correios. Lembrei de vários cromos da seleção.

Depois do fiasco brasileiro na Inglaterra, em 1966, a copa seguinte devolveu a esperança de título e o fanatismo boleiro de crianças e adultos. O time formado por João Saldanha nas eliminatórias de 1969 estava decorado na mente da torcida de norte a sul do País. O primeiro semestre de 1970 foi uma festa.

Não apenas o álbum oficial da copa no México foi uma coqueluche nacional, como também outros de temas variados ofereciam as figurinhas dos craques do técnico Zagallo (por vezes chamados ainda de feras do Saldanha). Pelé, Tostão e companhia dividiam as atenções com os astros da TV e do cinema.

Num mesmo álbum com o elenco da seleção, também estavam Tarcísio Meira, Gloria Menezes e Regina Duarte, da novela Irmãos Coragem (Globo); Lima Duarte, Odete Lara e Walmor Chagas, de As Bruxas (Tupi); e Leila Diniz, Sônia Braga e Maria Izabel de Lizandra, de A Menina do Veleiro Azul (Excelsior).

Nos jogos de bafo da meninada durante o recreio nas escolas ou nas calçadas e praças, trocava-se um Rivelino por Erasmo Carlos, um Gerson por Wilson Simonal, um Clodoaldo por Chico Anysio, um Dario por Ronald Golias. Era uma miscelânea de cores com rostos de novela, humor, futebol e música.

O ano da copa em que o Brasil solapou dos rivais em definitivo a Taça Jules Rimet, conquistada naquele 1970 pela terceira vez, foi um dos anos mais férteis em figurinhas, com uma meia dúzia de livros ilustrados trazendo a temática do futebol. 
Ficou marcado também pela última copa do rei Pelé.

Era tanto colecionismo embalado na música de Miguel Gustavo (Pra frente, Brasil, salve a seleção...), que havia sido composta para um comercial do cigarro Continental e acabou virando o hino da canarinho, que até em Natal houve uma coleção de figurinhas que fez sucesso em todos os bairros da capital potiguar.

A indústria de biscoitos e macarrão Weston trouxe nos pacotes jogadores do Brasil, ABC, América e Alecrim. Naquele tempo ainda era permitido figurinhas difíceis, e muita gente nunca achou Icário (Alecrim), Pancinha (América), Esquerdinha (ABC) e Jairzinho (Brasil). Continuam no álbum da memória.

           



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