BLOG DO ALEX MEDEIROS

11/05/2019
Senador quer Rouanet para museus

O senador Jean Paul Prates, do PT do RN, apresentou o Projeto de Lei 2.451/2019, que altera a Lei Rouanet e obriga as pessoas jurídicas a destinarem pelo menos 20% dos recursos das parcelas do imposto sobre a renda destinados à doação ou patrocínio no apoio a projetos que tenham como beneficiários diretos os museus, as bibliotecas, mediatecas e arquivos.

Para o senador, que é carioca de nascimento e faz parte da bancada potiguar, a Lei Rouanet tem sido uma ferramenta útil para captar recursos da iniciativa privada, por meio de benefícios fiscais, em prol do financiamento de projetos culturais.

Desde que foi criada, em 1991, a lei beneficiou mais de 50 mil projetos culturais. "Hoje, temos muitos incentivos em shows e espetáculos, que são salutares, mas, infelizmente, não temos visto interesses da iniciativa privada em financiar acervos históricos e recuperação de museus e bibliotecas", explicou. "Queremos preencher essa lacuna na lei de incentivos fiscais. É muito importante manter nosso patrimônio histórico atualizado e conservado", completou.

Jean Paul lamentou a redução dos valores para o financiamento de projetos culturais, beneficiados pela Lei Rouanet. "Esperamos que o governo faça uma correção dessa instrução normativa", defendeu.

O projeto de lei apresentado pelo senador encontra-se na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), onde aguarda o recebimento de emendas, depois vai para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Se aprovado será encaminhado à Câmara dos Deputados.

       



Veja o video:

10/05/2019
Macaiba está fazendo mais

       



10/05/2019
Os restos mortais do Pink Floyd

Falar de Pink Floyd é falar de uma banda que transformou a historia da música para sempre. É falar do grupo que gravou seu primeiro disco, "The Piper at the Gates of Dawn" (1967), ao mesmo tempo em que na vizinhança londrina, nos estúdios Abbey Road, os Beatles deram forma ao revolucionário álbum "Sgt. Peppers's Lonely Hearts Club". 

Pink Floyd é por excelência uma referência da psicodelia britânica, que daria um primeiro passo, posteriormente, ao rock sinfônico e progressivo. É a banda de um inigualável experimento sonoro, das letras de alto conteúdo filosófico e das capas de seus LPs que se tornaram ícônicas.

Poucas bandas de rock chegaram aos níveis de venda de discos. Considerado por muitos fãs de rock o álbum de cabeceira, "The Dark Side of the Moon" (1973), é o terceiro disco mais vendido da história da música e permaneceu mais de 17 anos nas listas de grandes sucessos.

Os profissionais das estatísticas estiman que em um de cada cinco lares britânicos tem este álbum e que, e nível mundial, uma de cada doze pessoas já tenha comprado, considerando as versões de vinil, disc laser e cd. As vendas na totalidade da discografia Pink Floyd superam hoje os 300 milhões de discos.

Por trás desta história de êxito se somam também muitas sombras e constrangimentos. No caso em tela isso teve nome e sobrenome: Syd Barrett, o gênio iluminado, primeiro líder da banda, a quem o destino acabaria encurralando devido so uso excessivo de drogas e à doença mental (uns falam de psicose, outros de esquizofrenia, mas segue sendo um mistério).

Em abril de 1968 Barrett abandonaria definitivamente a formação original. Chegaria a publicar dois discos solos e depois mergulhou em reclusão na casa materna de Cambridge, até sua  morte em 2006. Sem dúvida, o sentimento de culpa nunca abandonaria seus ex-companheiros, que lhe dedicariam outra de suas obras especiais: "Wish You Were Here" (1975) onde incluiram o assustador tema "Shine On You Crazy Diamond". 

Penetrar nesta história de luzes, sombras e psicodelia é possível agora graças à exposição "The Pink Floyd Exhibition: Their Mortal Remains" (Pink Floyd: Seus restos mortais), que já atraiu meio milhão de visitantes em Londres, superando a mostra de outro ícone, David Bowie, e está chegando em Madrid.

Os milhões de fãs pelo mundo, e nós também aqui no Brasil, aguardam com expectativa a viagem cronológica através de meio século de trajetória de uma banda mítica que inclui mais de 350 objetos e artefatos, como letras de músicas escritas à mão, instrumentos musicais, cartas, desenhos originais e elementos cênicos. Que os curadores de tão incrível exposição se lembrem de nós.

       



09/05/2019
Último prazo de recurso na licitação da Assembleia

Encerra amanhã, 10, o prazo para a entrada de recursos questionando o resultado técnico da licitação publicitária na Assembleia Legislativa do RN.

Quatro agências foram classificadas, outras três foram inaptadas e uma tirou a quinta melhor nota, insuficiente para o limite de quatro empresas no marketing parlamentar.

Pelo menos uma agência, a Marca Propaganda, deu entrada com recurso pedindo a reavaliação da sua proposta e recontagem dos pontos.

As outras duas desclassificadas, Armação e Ratts, não sinalizaram se vão apelar, assim como a quinta colocada, a Criola, que já havia se manifestado desistindo de qualquer questionamento.

Após o encerramento de prazo de recursos, a comissão de licitação estabelece uma data para a abertura das propostas de preço, última fase do certame, mas que tradicionalmente não altera o resultado das notas técnicas.

As quatro agências vencedoras foram Executiva, Art & C, Base e Faz.

       



09/05/2019
Políticos protegem políticos

Não bastou o STF garantir aos deputados estaduais a imunidade parlamentar dos colegas federais e que poderá protegê-los dos crimes de corrupção, um outro triste fato ocorreu no Congresso Nacional para facilitar a vida da politicagem e dos poderosos que dominam o acúmulo de dinheiro no País.

Devolveram à esfera do Ministério da Economia o COAF - Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que estava na alçada de Sergio Moro, do Ministério da Justiça e Segurança. Ter o órgão na mão ex-juiz foi uma promessa de Jair Bolsonaro quando candidato. 

Entre a maioria dos parlamentares de esquerda que optaram pelo corporativismo e autopreservação, tirando de Moro a possibilidade de acompanhar a fiscalização da entrada e saída de dinheiro das contas dos bacanas, está o senador carioca Jean Paul Prates, representante do PT do Rio Grande do Norte.

       



08/05/2019
Outra virada épica do futebol britânico

Por mais espantosas que tenham sido as duas viradas de Liverpool e Tottenham nas duas semifinais da Champions League, respectivamente contra Barcelona e Ajax, é preciso avisar aos fãs do futebol europeu que tais resultados não são novidades quando se tratam de times ingleses.

Na goleada do Liverpool contra o favorito Barcelona na terça-feira, por exemplo, repetiu-se uma quase ressurreição já experimentada pelos Reds e seus torcedores em passado tanto remoto quanto recente. A loucura que tomou conta de Anfield Road foi uma reprise do que houve em 2005 na Turquia.

Talvez enfiar quatro gols nas redes catalãs numa semi nem seja mais espetacular do que achar dois gols contra o Milan nos últimos minutos de uma final da Liga, levar a partida para os pênaltis e levantar a taça, num dia que ficou marcado como "o milagre de Istambul". Foi lembrando daquela epopeia que a mídia inglesa usou o termo "milagre de Anfield".

E quem imaginou que estava vendo na virada do Liverpool sobre o time de Messi um fato histórico sem igual, deve ter caído o queixo ao testemunhar o retorno à vida do Totttenham em pleno estádio Johan Cruijff Arena, em Amsterdam. O time do treinador argentino Pochettino precisava de dois gols para classificar e tomou dois no primeiro tempo. No intervalo, o mundo já desenhava o Ajax na final.

Mas veio o segundo tempo e com ele o despertar do lázaro londrino, o Tottenham partiu pra cima, tomou a posse de bola e o jogador brasileiro Lucas Moura também resolveu acordar da aparente animação suspensa a que esteve afundado desde o fracasso na liga francesa.

O técnico argentino também se desfez da mortalha que havia sido envolvido na demissão do Real Madrid. No segundo tempo, mudou o jogo e o destino do time inglês, que nos pés de Lucas encontrou os três gols necessários para uma classificação com características de cinema fantástico e que a mídia e a torcida aprenderam a chamar de milagre.

Uma Champions League histórica e inglesa que só havia ocorrido uma vez em 60 anos, quando o Manchester United venceu o Chelsea em 2008. Para quem acha inusitado o duelo Liverpool x Tottenham na decisão, convém informar que em 2018 o futebol britânico conquistou a Copa do Mundo Sub 17, a Copa do Mundo Sub 20 e foi semifinalista na Copa do Mundo da Rússia.

Que os Reds e os Spurs façam uma grande disputa no estádio Wanda Metropolitano, em Madrid, e que sirva até de advertência ao futebol espanhol sobre uma provável perda de hegemonia na Champions. E que o planeta tente entender que já é possível se acostumar com uma final sem Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

       



07/05/2019
Quem tem medo de Woody Allen?

O jornal The New York Times revelou que o consagrado e controverso cineasta está tentando encontrar uma editora para publicar seu livro de memórias e só tem achado portas fechadas. O mercado nova-iorquino, ao que parece, considera a biografia de Allen uma bomba tóxica.

A via crucis do diretor de "Manhattan", "Zelig", "A Rosa Púrpura do Cairo" e "Meia-noite em Paris", entre outros clássicos, começou desde que seu nome entrou na mira dos movimentos feministas após sua filha Dylan Farrow o denunciar por abuso. O caso fez alguns artistas rejeitarem trabalhar com ele. Em fevereiro, a Amazon Studios desistiu de distribuir o seu último filme, "Um Dia de Chuva em New York".

E pensar que em 2003 Woody Allen recusou vender sua biografia por US$ 3 milhões para uma editora chinesa. Na época, ele achou que era pouco dinheiro. Agora, as acusações de agressão e assédio à filha adotiva viraram um escândalo e seu nome afasta tudo que signifique negócios, como as editoras que lhes batem as portas na cara.

Em 1992, um grupo de investigadores médicos contratados pela polícia de Connecticut informou a um juiz de direito que não havia nenhum indício de que o diretor de cinema houvesse abusado sexualmente a então menina Dylan, filha da atriz Mia Farrow, com quem Allen foi casado.

Durante anos a garota sustentou a acusação. No ano passado, Dylan Farrow, hoje com 33 anos, disse numa entrevista ao programa televisivo "60 Minutos", um dos maiores em audiência nos EUA, que foi abusada pelo pai adotivo, o que gerou uma grande mobilização do movimento Me Too, que abarca centenas de atrizes, como Meryl Streep, Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Ashley Judd, Uma Thurman, Salma Hayek, Asia Argento, Alyssa Milano e outras.

Apesar das pressões contra ele, algumas atrizes e diversos atores optaram por não condenar por antecipação o cineasta. Muitos o consideram um gênio do cinema - o que de fato é - e dizem que não pensariam duas vezes diante da chance de trabalhar com Woody Allen, como Anjelica Houston, Jude Law, Selena Gomez e Timothée Chalamet. E enquanto Dylan Farrow o acusa, sua irmã adotiva Soon-Yi Previn está casada com Allen desde quando tinha 20 anos e iniciou relações com ele nas costas de Mia Farrow.

       



07/05/2019
Suicídios quadruplicam na Venezuela

O sociólogo Roberto Briceño León, de 68 anos, diretor do Observatório Venezuelano da Violência (OVV), monitora os casos de mortes violentas no país, que em 20 anos de regime chavista já soman mais de 330 mil vítimas fatais.

Em entrevista a jornalistas espanhois, Briceño alertou sobre uma onda de suicídios que está avançando pelo país e que já faz da Venezuela o primeiro colocado num trágico ranking em toda a América Latina.

Pelas estatísticas, o suicídio quadruplicou no país e já tem a triste característica de uma pandemia que atinge uma sociedade com uma hiperinflação que chega a ter 20% de aumentos por minuto, algo jamais visto no continente americano.

       



Veja o video:

06/05/2019
Macaiba está fazendo mais

       



06/05/2019
Missão quase impossível do Liverpool

O time vermelho da cidade dos Beatles está com uma batata quente nos pés dos jogadores para o jogo desta terça-feira, quando decide a vaga na final da Champions League contra o Barcelona.

Se já não bastasse a difícil tarefa de superar os 3 x 0 tomados no jogo da ida, na Catalunha, e de suprir a ausência de Firmino, o Liverpool tem agora outro problema, e dos grandes. O craque Salah não estará em campo dando esperança aos Reds.

Resta rezar para João Sem-Terra, o rei inglês que no século 12 transformou a vilazinha de pescadores em projeto de cidade livre. Um milagre é talvez o único zagueiro apto a parar o time de Messi.

       



1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20