BLOG DO ALEX MEDEIROS

08/02/2019
Receita Federal investiga Gilmar Mendes

Matéria publicada pela revista Veja em sua edição que está chegando às bancas revela que a Receita Federal está trabalhando para identificar "focos de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência" do ministro do STF Gilmar Mendes e de sua mulher, Guiomar".

Segundo à publicação da Editora Abril, a suspeita sobre o Ministro do Supremo Tribunal Federal consta de um relatório de maio de 2018, que "aponta uma variação patrimonial de R$ 696,396 mil do ministro e conclui que a esposa Guiomar ‘possui indícios de lavagem de dinheiro'".

       



08/02/2019
Incentivos fiscais à cultura

A Prefeitura do Natal publicou o edital da renúncia fiscal referente à Lei de Incentivo Cultural Djalma Maranhão, num valor de R$ 9,5 milhões.

O fato animou produtores e artistas locais, que agora aguardam ansiosos que o Governo do Estado faça o mesmo em referência à Lei Câmara Cascudo.

É necessário também que a classe empresarial potiguar compreenda a real importância de colocar parte dos seus impostos a disposição de projetos e eventos culturais.

Há dois motivos determinantes que levam grande parte das empresas a não adotarem a totalidade da renúncia fiscal em prol da cultura: primeiro porque os donos não alcançam a importância de atrelarem seus negócios às coisas culturais; segundo porque alguns são simplesmente incultos.

       



08/02/2019
Futebol xing ling

Na terça-feira os mais de 1 bilhão de chineses comemoraram a chegada do ano de 4717, de acordo com o famoso calendário repleto de bichos. Para a China, o mundo entrou no ano do porco, às vezes chamado de javali por alguns redatores desavisados. E um segundo evento mexeu com o país.

E é este outro evento que merece um registro, porque estabeleceu uma incrível marca nas estatísticas do futebol mundial. Vamos começar do começo. Em 2016, o empresário chinês Chen Yansheng comprou o time catalão do Espanyol, que vem a ser o maior rival doméstico do poderoso Barcelona.

Após modificar o modelo de gestão do clube, comprar alguns jogadores e montar parceria televisiva para transmissão dos jogos na China, ele trouxe para a Catalunha o melhor jogador compatriota em atividade, Wu Lei, apelidado na Ásia de "O Messi Chinês" e maior artilheiro da liga local com 102 gols.

Wu Lei, além de exímio driblador, assistente e goleador, detém também o título de jogador mais jovem da história a atuar como profissional em um campeonato oficial reconhecido pela FIFA. Ele estreou no time do Shangai, em 2005, com apenas 14 anos e 287 dias. Em novembro ele completa 28 anos.

No domingo, 3, quando todos os chineses se organizavam para os festejos da entrada do novo ano na terça, 5, o jogo do Espanyol contra o Villarreal parou o país. Era a esperada estreia do astro Wu Lei no time. Apesar de jogar apenas por 15 minutos, ele atraiu uma audiência de mais de 40 milhões de almas.

Saliente-se que a Espanha inteira tem pouco mais de 46 milhões de habitantes, segundo censo de 2017. A presença do jogador chinês com o uniforme em azul e branco, encarando o "submarino amarelo", apelido do Villarreal, virou uma festa antecipada do réveillon suíno. Os números são apenas da televisão.

Pela Internet (mesmo com alguns limites nas redes sociais chinesas) a popularidade do ponta esquerda também foi cultuada, o que deixou felicíssimo o presidente chinês do Espanyol, que como outros semelhantes usam o futebol como estratégia sócio-econômica para alavancar os negócios da velha China.

As conhecidas redes sociais do Ocidente, como Facebook, Twitter e Instagram não têm relevância na China, que tem suas próprias com milhões de usuários, com destaque para quatro delas: Webo, WeChat, TikTok e Donghgiudi. E todas cresceram depois que o jogador Wu Lei assinou o contrato com o Espanyol.

Sua chegada também é extremamente importante para o time catalão, que poderá reduzir a distância do rival Barcelona na briga por simpatizantes na Ásia, continente dominado nas vendas de camisas pelos chamados grandes clubes da Europa. Os primeiros 15 minutos são um bom sinal para o Espanyol.

       



04/02/2019
A subcultura da fake news

As redes sociais desses tempos digitais deram mais dimensão e velocidade aos velhos boatos, que desde Orson Welles se utilizam da comunicação para se alastrar. As falsas notícias, ou fake news, os casos mentirosos narrados na web, chamados de hoax (embuste, farsa), estão presentes todo dia no Whatsapp.

A tragédia de Brumadinho levou incautos a se emocionarem com um vídeo do jornalista Sergio Cursino, como se ele fosse o proprietário da pousada que sumiu no mar de lama da Vale. Um textão sem autoria definida, circulou nos últimos dias como se fosse mais uma bela crônica do jornalista J. R. Guzzo, da revista Veja.

Até hoje, muitos desavisados acreditam que os Beatles já vestiram a camisa do Botafogo e passearam de jumento no interior do Ceará. O cineasta Arnaldo Jabor e o escritor Luiz Fernando Veríssimo aparecem todo dia como autores de textos que jamais escreveram. Como já ocorreu com o colombiano Garcia Marquez.

A mais recente invencionice da indústria do hoax nacional cita a música "Xote dos Cabeludos", sucesso do mito Luiz Gonzaga no ano de 1967, como sendo uma composição que o rei do baião fez como revide a um suposto comentário de outro rei, Roberto Carlos, que teria esnobado o maior artista do Nordeste.

A estória é fake news em todos os sentidos. Primeiro porque o rei Roberto Carlos jamais teria sido deselegante com um símbolo da cultura nordestina, cujo povo sempre o idolatrou, até hoje, e consumiu com adoração seus discos, ano a ano. Segundo porque Gonzagão não fez a música, obra do cearense José Clementino.

No ano que ficou marcado no mundo como o Verão do Amor e que repercutiu no Brasil a partir dos movimentos Jovem Guarda e Tropicália, o cantor e sanfoneiro Luiz Gonzaga vivia num quase limbo fonográfico, meio esquecido no meio de uma onda modernosa iniciada com a beatlemania e prosseguida em diversas versões.

O velho campeão de audiência das décadas de 40 e 50, que foi copiado nas campanhas políticas e na Copa do Mundo de 1950 nas muitas paródias cantaroladas de Norte a Sul, perdera espaço para a iniciante cultura de massa inserida nas canções e comportamentos preferidos pela juventude transviada.

A esperteza herdada do sertanejo Januário fez Luiz Gonzaga perceber o universo consumidor que se abria na década de sonhos e loucuras. Um dia, na cidade do Crato, no Ceará, pediu ao compositor José Clementino, então com 31 anos, uma canção que falasse daquele mundo novo e dos artistas daquela nova moda.

A música "Xote dos Cabeludos" estourou nas rádios de todo o Brasil e devolveu Luiz Gonzaga aos holofotes da mídia, estreitando sua relação com os jovens artistas que começavam a ocupar a preferência popular. Em 1968, o ano do desbunde geral, a obra de Gonzagão chegou a Caetano, Gil e companhia.

No verão de 1968, o "Xote dos Cabeludos" ainda era uma das mais tocadas no país, disputando ouvido a ouvido com hits moderninhos como Alegria, Alegria (Caetano), Domingo no Parque (Gil), Roda Viva (Chico), Hey Jude (Beatles), Baby (Mutantes) e As Canções que Você Fez pra Mim (Roberto Carlos).

A resiliência do rei do baião consolidou a parceria com José Clementino, que continuou produzindo sucessos em sequência até os anos 1970. Dele também são Capim Novo e Apologia ao Jumento. Aliás, foi naquele tempo que surgiu a primeira fake news com Gonzagão: Carlos Imperial espalhou que os Beatles haviam gravado o hino Asa Branca.

Toda a imprensa nacional acreditou.

       



04/02/2019
Coração de ave

Já se vão 40 anos desde que o cantor Fagner emplacou mais um disco de sucesso, chamado Beleza, onde a música número, "Noturno", um virou tema da novela Coração Alado, da TV Globo.

Havia, entretanto, no núcleo de dramaturgia da emissora quem defendesse a utilização da canção "Ave Coração", com letra mais sintonizada com o título da novela.

Num dos trechos de "Ave Coração", composição da dupla Clodô e Zeca Bahia, a voz arrastada de Fagner cantava quase aos gritos, "É que seu coração de ave não aguenta tanta solidão...". 

Pois bem, 1979 ficou para trás, assim como meus vinte anos de boy. E a imagem da "ave coração" volta a ocupar as atenções, dessa vez do mundo todo, com o romântico ato de um granjeiro que formou uma enorme imagem de um coração utilizando suas galinhas, seus patos e seus perus.

O rapaz fez isso como uma forma de declarar seu amor e também pedir a namorada em casamento. O vídeo e as imagens se multiplicaram pelas redes sociais e viralizaram. São notícias pela Europa, América e até Oceania.

O apaixonado distribuiu com maestria a ração dos bichinhos, jogando no chão e formando um coração, de modo que ao final estampou-se no terreiro um gigantesco coração de aves. Ah, coração alado! 

 

       



02/02/2019
E foda-se a natureza

Quem passar pela Avenida Prudente de Morais no centro do bairro Candelária, em Natalm vai pensar que as máquinas assassinas da Vale, aquelas que mataram a vegetação e também o Rio Doce, passaram por lá.

Diversas árvores nos canteiros da avenida tiveram seus galhos arrancados, algumas foram detonadas, tudo em nome do bom tráfego de automóveis.

       



02/02/2019
Mourão, o vivaldino

O vice-presidente Hamilton Mourão está adorando os holofotes da mídia e os elogios de setores da esquerda sobre seu suposto gosto pelos livros.

Tanto que já agiu duas vezes como os esquerdinhas: curtiu a promoção do filho numa boquinha do Banco do Brasil e defendeu que cabe a mulher matar ou não um feto.

       



02/02/2019
Ah, o velho Senado

Aí quando você do RN está naquele pensamento pessimista, avaliando a baixa qualidade da representação do estado no Senado Federal, imaginando o que virá dos neófitos Jean Paul Prates, Zenaide Maia e Styvenson Valentim, vem uma eleição na câmara alta e elege um desqualificado como Davi Alcolumbre.

Pra onde vão o Brasil e o RN? Que situação!

       



01/02/2019
Nos telhados da história

Quase todos os fãs dos Beatles sabem que a data do fim da banda é tido como abril de 1970, quando o mundo tomou conhecimento do comunicado oficial divulgado por Paul McCartney. Mas, na verdade, ali era apenas a assinatura do divórcio, posto que os quatro caras já estavam separados em espírito desde quinze meses antes.

Em janeiro de 1969 o clima entre eles não era nada amistoso. A harmonia afetada por desentendimentos e mais das vezes destroçada na intromissão de Yoko Ono, aproveitando o lado manicaca de John Lennon. Os negócios do grupo em conflitos financeiros e havia ainda um filme e um álbum por fazer naquele mesmo ano.

Durante o almoço do dia 30 de janeiro, onde o quarteto discutia com produtores e técnicos a conclusão do filme, que McCartney queria que se chamasse Get Back, alguém comentou sobre continuar o papo na laje do prédio da gravadora Apple. O resultado que todos sabem foi o último show dos Fab Four juntos, no telhado.

Com duração de 42 minutos, a apresentação atraiu curiosos e a polícia, que atendeu centenas de chamadas reclamando do barulho. O baterista Ringo Starr disse anos depois que ficou frustrado por não ter sido preso, o que seria um fator de marketing excelente para propagar o filme e o álbum lançado posteriormente, chamado Let it Be.

Também muitos anos depois, George Harrison comentaria o inusitado do show no alto do telhado e destacaria o ato revolucionário dos Beatles, que naqueles anos já havia mexido com as estruturas culturais e sociais do planeta. "Ninguém fez aquilo", disse.

Mas aquele que, dos quatro, tem os fãs mais apaixonados (capazes de definir os Beatles como uma banda inglesa feita por George e três caras), estava redondamente enganado ao cantar o pioneirismo da performance de 30 de janeiro de 1969. Simplesmente porque dois anos antes, em 1967, alguém fizera o mesmo no Brasil.

No ano do verão do amor, que explodiu nomes que virariam ícones da cultura pop, como Jimi Hendrix, Pink Floyd, Janis Joplin, Lou Reed e The Doors, a influência da beatlemania por aqui ainda azeitava a Jovem Guarda. Mesmo na subversão do álbum Sgt Peppers, ainda reverberava a fase yeah, yeah, yeah dos garotos de Liverpool.

O diretor de cinema Roberto Farias (irmão do ator Reginaldo) foi um entre tantos milhares de brasileiros que curtiram o filme dos Beatles, A Hard Day's Night, lançado dois anos antes e ainda em exibição no Brasil com o título Os Reis do Iê, Iê, Iê. Ele teve a ideia de botar o rei local, Roberto Carlos, numa aventura semelhante.

Surgiu então o filme Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, que também virou disco, com cenas gravadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Flórida e Nova York, tendo o renomado ator José Lewgoy como vilão e a participação dos atores Reginaldo Farias e David Cardoso. Entre sopapos e perseguições ao rei, duas cenas foram marcantes.

A primeira é com Roberto pilotando um helicóptero com a cena urbana do Rio de Janeiro em destaque. Num dado momento, a aeronave atravessa o Túnel do Pasmado, que liga o bairro de Botafogo à Copacabana e Urca. A proeza, evidentemente, foi feita por um piloto profissional, de nome Comandante Nascimento.

A segunda tomada é um show de Roberto Carlos na cobertura do Edifício Copan, naquele 1967, um cartão postal de São Paulo inaugurado em 1966, obra espetacular de Oscar Niemeyer. Toda uma estrutura de som foi levada ao telhado, inclusive o órgão Hammond B3 do tecladista Lafayette, preferido de dez entre onze cantores da Jovem Guarda.

O disco de Roberto com o mesmo nome do filme saiu em novembro de 1967. O filme Let it Be dos Beatles foi concluído em novembro de 1969, quando o quarteto deixou de se reunir. O disco saiu em 1970, assim como também o álbum Abbey Road, tudo previamente gravado. Muitos não sabem que o telhado de Roberto Carlos foi das poucas coisas que ele não copiou dos Fab Four.

       



31/01/2019
O cinismo do PCdoB

O comunismo cartorial do PCdoB segue com a velha retórica do esquerdismo de resultados, uma marca da legenda em todo o Brasil, principalmente depois de ter virado satélite eleitoral do PT.

A distância entre intenção e gesto dos órfãos de João Amazonas sempre se encurta na velha retórica de dois discursos: um de oposição aos partidos chamados burgueses e outro de apego às conveniências dos cargos e penduricalhos públicos.

Agora mesmo, o PCdoB está numa disposição cívica de apoiar o deputado Rodrigo Maia na reeleição à presidência da Câmara Federal. É o apoio ao DEM, partido que sempre esteve na mira das críticas dos comunistas, principalmente aqui no RN.

O partido de José Agripino sempre foi alvo da verborragia da militância do PCdoB local, durante várias eleições em que a legenda vermelha atuou em aliança com o PT de Fátima Bezerra, que hoje é governadora e tem como vice o líder do cartório do PCdoB no RN, procurador Antenor Roberto.

O cinismo e o oportunismo na eleição da Câmara Federal são marcas profundas no esquerdismo nacional e provinciano.

       



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