BLOG DO ALEX MEDEIROS

29/07/2016
Gil de novo no hospital

Não está fácil para Gilberto Gil. O cantor e compositor baiano foi novamente internado no Hospital Sírio-Libanês, no centro de São Paulo, na manhã da sexta-feira, 29. Segundo sua assessoria de imprensa, ele tem insuficiência renal e a internação será feita mensalmente para o tratamento contínuo.

Em maio, Gil agradeceu aos fãs em sua página no Instagram. "Gostaria de agradecer a todos pela preocupação, inúmeras ligações, e-mails e recados aqui nas redes. Como vocês sabem, no mês passado iniciei um check-up aqui em São Paulo, interrompi pra fazer minha maratona de shows com Caetano Veloso pela América Latina, Estados Unidos e Europa, e agora retornei ao hospital com Flora Gil para terminar o meu check-up. Obrigado por tanto carinho, espero em breve estar em casa", escreveu ele.





29/07/2016
Russomano lidera em São Paulo

Deu no Estadão

P
esquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira sobra as intenções de votos para a prefeitura de São Paulo aponta o deputado Celso Russomanno (PRB) na liderança, com 29%. Russomanno já liderava a pesquisa anterior.

Os quatro candidatos mais próximos dele continuam empatados dentro da margem de erro de quatro pontos porcentuais: Marta Suplicy (PMDB), com 10%, deputada Luiza Erundina (PSOL) com 8%, o prefeito e candidato à reeleição, Fernando Haddad (PT), com 7%, e o empresário João Doria (PSDB) com 7%. Brancos e nulos somam 18% e 4% não responderam.

Na pesquisa espontânea, os números são: Russomanno 10%, Haddad 5%, Doria 3%, Marta 2% e Erundina 2%. Brancos e nulos seriam 27% e 4% não responderam.

Russomanno ganharia de todos os adversários em um eventual segundo turno. A disputa mais acirrada seria com Marta (52% a 27%) e Erundina (54% a 25%). Contra Haddad, o candidato do PRB venceria por 59% a 17%, e com Doria a disputa ficaria em 57% a 17%.

Em um cenário sem Russomanno, Marta tomaria a dianteira com 18%, seguida de Erundina (12%), Haddad (9%) e Doria (8%).

Rejeição - O prefeito Fernando Haddad é o candidato com maior índice de rejeição, de 43%, seguido por Marta, com 36%. Erundina tem 28%, Russomanno registra 17%, e Doria, 13%.

A pesquisa contratada pelo Setcesp - Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de São Paulo e Região - ouviu 602 pessoas entre os dias 23 a 26 de agosto. A margem de erro é de quatro pontos percentuais e o grau de confiança é de 95%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral com número SP-07058/2016. Os números desta sexta mostram um avanço, dentro da margem de erro, do candidato Celso Russomanno em comparação com a aferição feita pelo mesmo instituto divulgada no dia 21 de junho, enquanto os demais candidatos registraram índices semelhantes.

Na pesquisa anterior, Russomanno aparecia como líder na disputa pela Prefeitura de São Paulo com 26% das intenções de voto. O segundo lugar estava indefinido. Numericamente à frente aparecia a senadora Marta Suplicy, com 10%, seguida de perto pela deputada Luiza Erundina, com 8%. Ambas foram prefeitas de São Paulo pelo PT.

O prefeito Fernando Haddad estava com 7%. O empresário João Doria foi mencionado por 6% dos entrevistados e estava na frente do vereador Andrea Matarazzo (PSD), com 4%. O deputado federal Pastor Feliciano (PSC) apresentava o mesmo porcentual de Matarazzo: 4%. Já os deputado Major Olímpio (SD) e Roberto Tripoli (PV) acumularam 2% cada.

Na pergunta espontânea, em que os entrevistados são questionados sobre intenção de voto sem a apresentação dos nomes dos possíveis candidatos, pouco mais da metade (54%) declarou não saber em quem vai votar.

Haddad já era o líder no quesito rejeição: 46% não votariam nele de jeito nenhum. Marta era a segunda mais rejeitada, com 42%; Feliciano, 31%; Erundina, 29%. Já Russomanno era rejeitado por 22%.





28/07/2016
Um crime contra a Humanidade

As fotos acima circulam desde ontem num grupo de WhatsApp em Natal, e foram enviadas por profissionais embarcados em plataformas de petróleo instaladas em mares da África. Um deles localizado na costa de Camarões repassou as imagens para colegas da capital potiguar.

Trata-se de um dos mais bárbaros crimes contra pessoas necessitadas, um ato monstruoso de ausência de piedade com quem vive apenas de esperança e com a perspectiva de auxílio daqueles que têm o suficiente para viver bem.

Algumas empresas e Ongs responsáveis por receber donativos dos países ricos para serem distribuídos aos povos famintos e desabrigados das nações africanas, estão desviando roupas e tecidos em pleno percurdo marítimo dos seus navios, que vendem as cargas para as plataformas petrolíferas.

Os operários transformam as doações em material de limpeza, em trapos para limpar manchas de óleo. As autoridades do mundo livre precisam tomar uma providência e colocar agentes qualificados para investigar tal canalhice, um ato de monstros e não de homens. 





27/07/2016
Das coisas belas e estranhas do passado

Para os meus filhos Marana, Rudá e Renoir e para a sobrinha predileta Rochelle. 


Q
uando as grandes marcas mundiais recorrem a uma imagem retrô em seus cartazes publicitários, não significa barateamento de custo no uso de coisas do domínio público. Quando os automóveis mais sofisticados inserem em seus comerciais televisivos apenas uma canção antiga, não quer dizer que os criadores da agência estavam sem ideia original.

As recorrentes mensagens relativas ao passado são fruto de estudos que apontam uma tendência ao saudosismo que atinge todas as gerações. No filme "Meia Noite em Paris", um dos personagens criados por Woody Allen diz que cada geração tem um desejo saudoso de querer ter vivido nas décadas anteriores.

O sentimento de saudade é um dos mais bonitos, depois do amor e da gratidão, e pode significar também nossa consciência com o passar do tempo, como se o cérebro não nos deixasse desavisado da aproximação do fim. Quando o Facebook destaca todo dia uma foto ou fato da vida dos usuários há quatro ou cinco anos, também está lembrando que o tempo passou, que estamos envelhecendo, e que é preciso manter as recordações.

Estas viagens ao passado que acontecem no nosso cotidiano chegam a nós pela mesma razão do que ocorre na ficção literária ou audiovisual, que ao longo dos anos revisitam velhas histórias e as colocam no mercado para o deleite de uma massa incalculável. Porque nostalgia vende. Que o diga meu amigo Manuel Ramalho e seu projeto Oldflix de espantoso sucesso.

Aliás, nas últimas semanas, a empresa campeã de serviço por streaming, a Netflix, tem feito milhões de pessoas não sair de casa, plantadas que estão acompanhando a primeira temporada do seriado "Stranger Things", novo lançamento disponível aos assinantes. Trata-se de uma trama dos criativos irmãos Duffer que nos dão pitadas de clássicos do terror no nível de John Carpenter e Stephen King.

E se há uma coisa que de saída encantou a assistência foi o show de saudosismo com um roteiro todo inserido nos anos 1980 e repleto de imagens que nos impele aos contextos cinematográfico e musical do tempo da juventude de quarentões e cinquentões de agora. As referências a filmes como ET, Os Goonies e Conta Comigo jogam a sessão da tarde em nossos corações.

Não precisa ir longe para o saudosismo aflorar na gente. Antes da metade do primeiro episódio uma melancolia poética sacode o telespectador quando os quatro amigos, garotos pré-adolescentes, surgem em suas bicicletas se comunicando através de aparelhos walkie-talkies.

Quem assistiu ao filme Guardiões da Galáxia, sabe do que estou falando. Porque é de arrepiar ou lacrimar quando o jovem Peter Quail escuta em seu Walkman, numa sala de hospital, a balada I'm Not in Love, sucesso da banda britânica 10 cc, de 1976, e que embalou tantos namoros pelos anos 80 afora. Na nova série tem ainda o vestuário, os telefones de disco, os LPs de vinil e os cigarros que se fumava em qualquer lugar, até nos cinemas e aviões. Como estamos caretas, presos aqui no terceiro milênio.

Mas não é só de saudosismo e melancolia que se constrói a narrativa de Stranger Things, que apesar de alguns clichês (que cineastas não usam, né?) tem uma trama interessante e consistente em se tratando de linguagem de suspense e ficção. É muita coisa substanciosa para os gêmeos criadores que têm apenas 32 anos de idade.

Impossível não se tornar cúmplice dos meninos Mike, Dustin e Lucas, heroicamente imbuídos de localizar o amigo Will, raptado por uma criatura que habita um mundo de penumbra em outra dimensão, ou algum espaço do multiverso. Também ficamos solidários com a misteriosa menina Eleven, foragida de um laboratório comandado pelo próprio pai.

Por fim, caímos num misto de paixão e piedade pela mãe de Will, Joyce, num show de interpretação dramática da atriz Winona Ryder, devidamente convidada para estabelecer que a obra não é pouca coisa. E se você é da geração que caça Pokémon Go, não tem ideia da maravilha que eram os games dos anos 1980, disputados com sofreguidão de mãos trêmulas nos velhos Joysticks.

Stranger Things é assustador, mas é um amor. E não há melhor e estranho amor do que aquele que nos assusta, que nos surpreende, que nos faz parar no tempo. (AM)





Veja o video:



26/07/2016
Volonté em novo livro

Repetindo a dose "homeopoética" de 2014, quando juntou-se a um poeta de origem francesa para lançar o livro "Ganga Impura" (termo tirado de um poema de Olavo Bilac), o mais rimbaudiano dos poetas natalenses, Volonté, vem aí com outro livro, "Furor Sobejo" (agora se utilizando de Luís de Camões para compor o título).

Tendo novamente o francês Cura D'Ars de parceria e feitura poética, o novo livro acrescenta um outro personagem, o colombiano Gabo Penaforte. Calibrados num furor maldito, os poemas merecem ser consumidos num fôlego só, sem deixar sobejo ou sobras para após o Programa do Jô.

Furor Sobejo, que vem com o desconhecido selo da editora "Cwningen Book", trás ainda um prefácio do parnasiano Olavo Bilac, psicografado pela jornalista americana radicada em Parnamirim, Emma Thomas, e dois textos nas orelhas assinados por duas figuras imortais: Mr. Hyde e Dr. Jekyll.

Agora, prestem atenção às diversas datas de lançamento de Furor Sobejo:
Dia 25 de agosto, na Praça das Flores, Petrópolis, a partir das 18h.
Dia 27 de agosto, na Loja Letra & Música, Rua Floriano Peixoto, a partir das 11h.
Dia 01 de setembro, no Bar Mormaço, Lagoa Nova, a partir das 19h.





26/07/2016
Fora Dilma

As tropas de Michel Temer estão comemorando o visível crescimento do apoio senatorial ao afastamento definitivo de Dilma Rousseff. Um apanhado feito por auxiliares de Eliseu Padilha, da Casa Civil, revelou que já são entre 65 e 70 os senadores favoráveis.

No dia do julgamento, em agosto, serão necessários 54 votos para consagrar o impeachment da petista. Mas as tropas de Lula continuam estrebuchando e operando desesperadamente em Brasília.





26/07/2016
Até que nem tanto esotérico assim

Há pré-candidato a prefeito de Natal demonstrando maior preocupação em arrecadar uma bolada na estrutura de comunicação do que de disputar a cadeira de Carlos Eduardo. É a velha política travestida de nova se desmascarando.





26/07/2016
O vice do PMDB

Já disse aqui faz algum tempo que o prefeito Carlos Eduardo (PDT) tem manifestado em petit comitê que não morre de amores por um vice do PMDB, o partido dos seus primos Garibaldi Filho e Henrique Eduardo Alves.

Já tem marqueteiro adversário esperando um anúncio do nome do deputado Hermano Morais como seu parceiro de chapa só para exibir no horário eleitoral as pancadas que o peemedebista deu no alcaide na campanha de 2012.

A coisa seria tipo aquela clássica propaganda da Volkswagen, invertendo o sentido do "quem conhece confia". A imagem de Hermano batendo em Carlos Eduardo seria complementada com algo assim "quem conhece bem o prefeito é seu vice".





25/07/2016
O surgimento do mito Lennon & McCartney

Julho de 1957. Num pequeno palco armado atrás de uma igreja, se postaram os garotos da banda "Quarrymen", formada por John Lennon (vocais e guitarra), Eric Griffiths (Guitarra), Colin Hanton (bateria), Rod Davies (banjo), Pete Shotton (tábua de lavar roupa) e Len Garry (um cabo de vassoura preso à uma caixa de chá).

A meninada chegou em cima de uma boleia de caminhão. Em volta da praça havia além de música algumas barracas de artesanato, de jogos, guloseimas, uma apresentação de destreza de cães policiais e a coroação da "rainha das rosas", uma grande festa provinciana na sonolenta Liverpool.

Depois do almoço, começou um desfile de abertura com dois caminhões decorados de flores, um levando a rainha, escolhida entre as jovens estudantes do lugar, e outro carregando artistas, entre eles o pivete Lennon e seus amigos, todos ainda adolescentes.

Quando anoiteceu, os Quarrymen foram tocar outra vez (sem Colin Hanton), no salão de dança da igreja, situado no outro lado da rua. Se alternavam no palco com a banda de um tal George Edwards. O público pagou 2 xelins para entrar.

Foi naquele momento que o garoto Ivan Vaughan, que havia sido colega de Lennon na escolinha primária de Dovedale e estava estudando com Paul McCartney no Instituto Liverpool, apresentou um ao outro. Ele já tinha convidado Paul para ver seu amigo Lennon tocar.

Durante os primeiros minutos do encontro que celebraria uma parceria fértil e revolucionária, Paul ensinou John a afinar uma guitarra. Em entrevistas posteriores, já ambos ícones do rock, ele relembrou daquele momento: "Ele me pareceu um bom vocalista, apesar dos óculos de grau, era o único proeminente dos Quarrymen, os demais eu quase ignorei".

John também se impressionou com Paul, quando este demonstrou um talento natural para tocar as canções do repertório da banda de amigos. Até piano McCartney tocou naqueles dias de festa na igreja. Ele lembra de John tamborilando na madeira do piano e soltando hálito de cerveja.

Depois daquele encontro, o rock nunca mais foi mesmo, o comportamento do mundo se modificou a partir das canções criadas pela mais criativa dupla de compositores já existente. John e Paul foram a base primordial para o advento dos Beatles, uma banda que alterou o modo de vida das gerações a partir dos anos 1960; que virou lenda e agora caminha, quem sabe, para se tornar uma religião. Popularidade maior que Jesus Cristo já conseguiu. Ou não?





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