BLOG DO ALEX MEDEIROS

11/10/2016
O câncer com 007

O ator Pierce Brosnan, famoso por interpretar o agente James Bond, atiçou a ira dos indianos ao aparecer na TV local anunciando um produto suspeito de provocar câncer.

O governo da Índia havia pedido aos artistas do país, conhecidos pelos filmes produzidos no famoso estúdio chamado Bollywood, que não fizessem propaganda de Pan Bahar, um produto de mascar tipo refrescante bucal que contém nicotina e uma especiaria que provoca câncer nos consumidores.

Mas o jornal The Hollywood Reporter informa hoje que o ator Pierce Brosnan não acatou o aviso ou não estava a par da recomendação oficial, e apareceu na campanha publicitária do produto que foi veiculada em várias partes da Índia.

Imediatamente choveram críticas à campanha e ao ator, já que foram publicadas notícias sobre estudos que comprovam o lado nocivo de Pan Bahar, que teria provocado câncer de boca e aparição de tumores em muita gente.

A empresa que produz a marca se defendeu, assegurando que é a indústria mais antiga da Índia na produção de refrescantes bucais e que desde 1990, quando um outro produto parecido que leva nicotina chegou ao mercado é que todos os demais ganharam má fama de cancerígenos.

A indústria diz estar tentando mudar essa percepção nas pessoas e por isso a presença de um rosto de fama mundial, como Pierce Brosnan, foi inserida na publicidade. Seria o primeiro passo para tal intento. O ator nem sua assessoria ainda não se manifestaram sobre a polêmica.





10/10/2016
Na voz do coração

A paixão não revelada
é porque está queimada

O desejo escondido
é porque está perdido

O amor não declarado
é porque foi sonegado. 





10/10/2016
Europa elege os mais fanáticos na América

Está cada vez mais evidente e provado de que é na Europa onde o futebol tem mais frequência de público, não importando qual seja o campeonato.

Desde a liga da Escócia à da Espanha, de Portugal à Inglaterra, da Turquia à Itália, os estádios sempre estão cheios, não importa o período da competição.

Mas, a própria imprensa do velho continente sabe que há um lugar na Terra em que a paixão pelo esporte bretão se confunde com conflito religioso e batalha política: na América do Sul, principalmente na área do Rio da Prata.

Aliás, foi a mída britânica que mitificou na Europa como espetáculo o chamado "duelo de guapos" entre Boca Juniors e River Plate. Um jornalista cunhou a frase "Todo mundo precisa ver um River e Boca antes de morrer".

Na semana passada, os apaixonados torcedores europeus puderam participar de uma votação pela Internet sobre as principais torcidas sul-americanas. Olharam fotos e assistiram vídeos de clássicos embates no continente de Pelé e Messi.

E o resultado foi a escolha das três maiores e mais enlouquecidas torcidas da América do Sul, publicado ontem no portal 90 Minutos, um dos mais acessados na Europa. Vamos às três, por ordem decrescente:

Terceiro lugar - A torcida do time Universidad de Chile, chamado de "La U", ganhou 8,9 pontos na eleição, dois décimos acima da turma do Peñarol de Montevidéu, que ficou em quarto.

Segundo lugar - Atual bicampeão da Recopa Sulamericana, o River Plate mais uma vez aparece com seus torcedores disputando pau a pau uma pesquisa de mais apaixonados. Os eleitores do outro lado do Atlântico deram 9,4 pontos para a torcida milionária.

Primeiro lugar - Um time gigante no contexto futebolístico sulamericano, o Boca Junior não perde uma pesquisa quando o assunto é torcedor. De fato, nem os radicais islâmicos são mais loucos e fanáticos que os hinchas que fazem de La Bombonera um templo sagrado do futebol. 9,8 pontos.





10/10/2016
20 sem anos sem Russo

Amanhã faz 20 anos que a MPB perdeu o cantor e compositor Renato Russo, líder da banda Legião Urbana e referência da cultura musical nacional entre as décadas de 1980 e 1990, quando o rock adquiriu maturidade nas terras de Rita Lee e Raul Seixas.

Os fãs que não esquecem o poeta da angústia prestam cultos já há algumas semanas por todo o País. E o filho único do artista, Giuliano Manfredini, que administra a Legião Urbana Produções Artísticas, anuncia um pacote de homenagens.

A primeira é o disco "Viva Renato Russo 20 Anos" que, a partir de amanhã, será distribuído gratuitamente e deverá provocar uma correria dos fãs para adquirir. Os locais ainda estão sendo definidos.

Na maratona de homenagens haverá também uma grande exposição, um filme e livros entre as novidades. Já disponível na plataforma digital Spotify, o álbum "Viva Renato Russo 20 Anos" tem releituras de composições do artista feitas por nomes da nova geração do rock.

Entre as faixas, a canção "Por Enquanto" ganhou versão da banda potiguar Plutão Já Foi Planeta, um dos destaques do programa "SuperStar" da Rede Globo.

Para quem ainda não sabe muito sobre a vida e obra de Renato, sugiro a leitura de alguns livros ainda fáceis de encontrar por aí: Renato Russo, o Trovador Solitário, de Arthur Dapieve; Renato Russo, o Filho da Revolução, de Carlos Marcelo; e Renato Russo de A a Z - As idéias do líder da Legião Urbana, de Simone Assad.





10/10/2016
Outubro Rosa na AL

Por proposição da deputada Cristiane Dantas (PCdoB), a Assembleia Legislativa promove nesta segunda-feira (10), às 9h30, uma Sessão Solene em alusão à campanha Outubro Rosa, de prevenção ao câncer de mama. Além de chamar a atenção para o tema, a solenidade também vai homenagear doze mulheres que venceram o câncer de mama e estão em tratamento contra a doença.

"É preciso alertar a população sobre o câncer de mama, que é o tipo mais comum entre as mulheres. A prevenção e o diagnóstico precoce são os únicos meios de salvar vidas já que as chances de cura são de 95% quando um nódulo é descoberto logo no início. As mulheres que serão homenageadas são exemplos de superação contra essa doença", avalia Cristiane.

Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 25% dos casos novos a cada ano. Neste ano, a estimativa do Inca é que sejam diagnosticados 57.960 mil novos casos no Brasil.

Em 1997 foi criada nos Estados Unidos a campanha Outubro Rosa. A mobilização alerta para a importância da detecção precoce do câncer de mama por meio da mamografia. Em Natal, a campanha começou em 2009, trazida pela Liga Contra o Câncer por meio de voluntárias, quase todas ex-pacientes.





10/10/2016
A hipocrisia da fé

No Nordeste, principalmente no Rio Grande do Norte, rituais religiosos e políticos dissimulados se locupletam em seus interesses vitais como o lodo e os micróbios. 

Missas e cultos se tornaram pontos de programa da politicagem, e algumas igrejas estimulam a presença dos "hipócritas" porque sabe que estes atraem seus seguidores e puxa-sacos, sem falar da imprensa, que não sabe fazer jornalismo sem citar qualquer besteira que os políticos fazem por aí.





07/10/2016
Tite e as desilusões históricas

"Olê, olê, olê, olê; Titê, Titê", gritou em uníssono a multidão que foi à Arena das Dunas empurrar a seleção brasileira diante da sempre desimportante Bolívia. Um canto plagiando enaltecimento a um líder político atualmente em baixa.

Torcedores e imprensa esportiva resgatando algo que só vimos pela última vez nos anos 1980, quando Telê Santana comandava a geração de Zico e dividia com os craques o gosto do celebrismo e da popularidade.

Galgado à condição de ídolo e depositário de esperança de uma redenção do nosso futebol, humilhado como nenhum outro na história das copas do mundo, Tite é o herói que veio tirar o gato do povo, acuado no alto de uma árvore.

O Brasil, leia-se seleção, estava exposto na vitrine opaca da desclassificação para a Copa de 2018, uma obra de Dunga, o capitão do tetra. Tite comandou três jogos, obteve três vitórias e colocou o time no alto da tabela.

E ele é bom? É bom demais, principalmente se usarmos como referências os vaidosos Luxemburgo e Scolari que a mídia esportiva tratou tanto tempo como revolucionários do ludopédio universal. Mas, é cedo para endeusamento.

Ganhar do Equador fora de casa, é um feito positivo. Golear a Bolívia em casa é obrigação histórica. Superar a Colômbia em casa, passando alguns sufocos, é motivo para manter a cabeça e a prevenção eretas. Três jogos, só.

Ontem, num bate-papo de WhatsApp com o ministro do STJ, Marcelo Navarro, um apaixonado por futebol e craque na historiografia boleira, lembrei-me de um temor estatístico relativo ao assunto. Ou seja, treinadores idolatrados.

A seleção favoritíssima ao título na Copa de 1950 não tinha apenas os craques Zizinho, Jair da Rosa Pinto, Ademir Menezes e Danilo Alvim. Todos cultuavam as qualidades do técnico Flavio Costa. Só não combinaram com o Uruguai de Obdulio, Schiaffino e Ghiggia.

Na Copa de 1954, o mundo viu algo espetacular e imaginou talvez nunca mais ver coisa parecida: a seleção húngura do gênio Puskas. No comando, uma lenda do futebol europeu, Gusztáv Sebes, que o destino traiu na fatídica final contra a Alemanha.
Quando se fala da Copa de 1966, repete-se a suspeita conquista do time anfitrião diante do escrete alemão. Mas, em Portugal a memória afetiva cai sobre a seleção de Eusébio treinada por Otto Glória, adorado lá e no Brasil. Coube aos dois um terceiro lugar, quase honroso.

A maior conquista do Brasil, o tricampeonato de 1970 no México, última copa de Pelé, encobriu em nós e no resto do mundo a força da seleção inglesa que era favorita ao bicampeonato, graças ao trabalho do técnico Alf Ramsey, um monstro jamais esquecido na Europa. Caiu para a Alemanha nas quartas.

Em 1974, o mundo veria de novo algo semelhante à Hungria de Puskas: a Holanda de Cruijff. O carrossel mágico de Rinus Michels maravilhou o planeta e mudou o jeito de jogar futebol. Mas há sempre um alemão no meio do caminho de todo mundo. E vice é vice, dizem.

São incontáveis os órfãos da seleção brasileira da geração Zico, os filhos chorosos de Telê Santana, comandante nas copas de 1982 e 1986. De nada adiantou jogar bonito, pois os deuses da bola abençoaram a feiúra da derrota. Muita gente, eu e Marcelo incluídos, parou de torcer aos pés de Paolo Rossi.

Aquela Itália de 1982 tinha um bom técnico, Enzo Bearzot, longe do gabarito de Telê e também de outro italiano que comandaria a Azurra na Copa de 1994. O time tinha também um craque mil vezes melhor que Rossi, o meia-atacante Roberto Baggio. O técnico Arrigo Sacchi perdeu a Copa para o time de Parreira, que ganhou jogando feio.

E para encerrar essa conversa de treinador cultuado pelo povo e bajulado pela imprensa, lembro a triste experiência da seleção da Argentina na Copa de 2010, entregue aos cuidados divinos de um deus dos hermanos, Diego Maradona. Popularidade cem, futebol zero.

Não me chamem de desmancha-prazer, estou apenas apresentando estatísticas, aquela área da infalível matemática que nos conduz a prever acontecimentos. O técnico Tite merece confiança, é o melhor que temos, mas só comandou três jogos. O ouro olímpico, faça-se justiça e elegância, foi de Rogério Micale, cuja discrição foi engolida por quem alimenta a vaidade histérica de Neymar.





06/10/2016
Uma alternativa para avançar

Levanta RN!

P
or mais que a sociedade brasileira tenha passado a vassoura no PT e seus assemelhados nas eleições do último domingo, por mais que o povo tenha demonstrado ter se livrado da influência das armadilhas ideológicas da esquerda retrógrada, não significa que os resultados das urnas já sejam uma indicação que estamos caminhando no rumo da civilização.

Não adianta dedetizar uma espécie de praga e não ter veneno suficiente para combater outros tipos que habitam os pontos de sujeira do esgoto que é a política nacional. Tiramos o PT - tomara que não seja temporariamente - mas não colocamos ainda uma alternativa ideal em seu lugar.

O Brasil segue dominado por estruturas arcaicas que ainda contam (infelizmente) com o apoio da mídia, vendida de forma tácita - não mais discreta - nos contratos publicitários e benesses impublicáveis. Vide hoje a barra superior da Friboi no site do UOL e outros.

No Rio Grande do Norte, qualquer avaliação sobre renovação nas câmaras municipais estará se referindo apenas à substituição de fulano por sicrano, não representa muito reforço de substância nas composições das próximas legislaturas.

Mesmo a ausência do poder de influência dos medalhões, como destaquei em texto anterior (logo abaixo), não tem tanto significado positivo para mudanças substanciais no quadro político local. Afinal, as duas maiores cidades, Natal e Mossoró, elegeram Alves e Rosado no comando do poder executivo. O mais do mesmo, né mesmo?

A sociedade do RN precisa correr contra o tempo perdido e chegar, pelo menos, na fronteira das décadas de 80 e 90 no vizinho Ceará, quando um grupo de empreendedores e gestores encerraram com o ciclo dos coronéis. Sugiro a leitura de "Depois dos Coronéis", livro de J. Ciro Saraiva, que narra a mudança política a partir do primeiro governo Tasso Jereissati (1987-1991).

É preciso romper com a cumplicidade surda que o setor privado e a própria imprensa mantêm com as velhas estruturas partidárias do estado. É mais que chegada a hora de uma articulação à margem dos improdutivos vícios políticos, é preciso mexer no insosso caldo de cultura e dar o sabor do real desenvolvimento do RN.

A terra potiguar urge por uma alternativa.





06/10/2016
A jóia substitui a coroa

Chamado de "jóia nacional", o jovem craque argentino Paulo Dybala, ídolo da Juventus da Itália, vai cumprir a missão de substituir Lionel Messi na partida de hoje contra o Peru (23h15 no Brasil) pelas eliminatórias da Copa 2018.

O rapaz vai formar no ataque com Aguero, Di Maria e Higuain com a função de criar jogadas e também finalizar como bem sabe fazer o melhor do mundo. A imprensa argentina está botando fé, só resta saber se o time vai render fora de casa, situação que nem sempre tem sido fácil.

A seleção da Argentina vai jogar com Romero, Otamendi, Funes Mori, Zabaleta e Rojo, Mascherano e Kranevitter, Dybala, Aguero, Di Maria e Higuain.





06/10/2016
O fiasco das lideranças

As eleições municipais no RN, principalmente em Natal, deixaram algumas lições e apontaram para prováveis modificações no tabuleiro político. Nomes consagrados, os chamados medalhões, não conseguiram demonstrar o poder da transferência de votos.

A ex-governadora Wilma de Faria, além da própria baixa votação para vereadora, não conseguiu fazer dos quatro mandatos de prefeita um espelho para a candidatura da filha Márcia Maia ao mesmo posto, que amargou um quinto lugar, atrás de Robério Paulino.

O senador Garibaldi Filho e seu primo Henrique Alves, que foram às ruas e à mídia pedir votos para o sobrinho Felipe Alves, devem ter se assustado algumas vezes durante a apuração ao ver o nome do rapaz longe dos 15 mais votados. No final, se elegeu em décimo terceiro, segundo da coligação.

Na reta final da campanha, o senador José Agripino deu o ar da graça aparecendo no vídeo e no rádio pedindo votos para o vereador Dagô. A ajuda não serviu de nada para impedir a derrota, tirando a representação do DEM da Câmara Municipal.

Em Ceará-Mirim, o ex-governador e ex-senador Geraldo Melo viu um neto ficar fora da Câmara por não alcançar a votação mínima para se eleger numa cidade onde até meio milhar de votos garante uma vitória.

Na divisão de domínio do PT, a senadora Fátima Bezerra e o deputado Fernando Mineiro não conseguiram empurrar seus candidatos prediletos. O partido só manteve as duas cadeiras no legislativo graças à explosão de votos da advogada Natália Bonavides, que acabou puxando Fernando Lucena.

Vitorioso na sua própria reeleição, o prefeito de Natal Carlos Eduardo ficou bem distante da força de transferência diante da fraca votação do seu candidato preferido, o jornalista Sávio Hackradt, que obteve pouco mais de 1,4 mil votos.

Apesar de comemorarem a eleição de mais de 50 prefeitos, o que faz do PSD o maior partido do quadro político estadual, o governador Robinson Faria e o deputado federal Fábio Faria não conseguiram êxito na nominata de vereador da capital, onde apenas Ney Junior conseguiu se eleger.

A ausência de poder de transferência foi visível pelo interior afora, onde velhas e até novas lideranças não conseguiram impor seus candidatos. O caso mais relevante foi em Jucurutu, quando o deputado Nelter Queiroz reuniu todos os medalhões em torno do seu filho, que acabou perdendo para uma candidatura surgida como versão do fenômeno Miguel Mossoró em 2004 na capital.





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