BLOG DO ALEX MEDEIROS

06/06/2016
Crepúsculo da mídia impressa

Junte uma crise econômica nacional sem precendentes a um mercado publicitário local carente de anunciantes privados e ao advento dos espaços jornalísticos virtuais. Aí, então, é possível ter a dimensão aterradora da realidade que desaba sobre os jornais impressos em qualquer cidade do Brasil.

No RN, depois das mortes do Diário de Natal, O Jornal de Hoje, Gazeta do Oeste, Correio da Tarde e O Mossoroense, parece se aproximar a hora dos últimos suspiros das edições impressas da Tribuna do Norte e do Novo, únicos da capital. Fontes internas nos dois diários dizem que a situação complica a cada dia e já há diretor, em ambos, prevendo e sugerindo o fim breve.





06/06/2016
Ainda sobre Passarinho

A partir de meados dos anos 1980, quando minha juventude já estava descontaminada das drogas ideológicas da esquerdopatia, aprendi a admirar o ex-ministro da Educação Jarbas Passarinho, a quem devo parte da minha formação durante o ginásio feito no período do governo Garrastazu Médici, ali no colégio Winston Churchill.

Dos tempos de militância petista, guardo exemplares do jornal Movimento, distribuído aos poucos assinantes locais por mim e Moisés Domingos. Há matérias interessantes com Passarinho, como duas que me chamaram a atenção e foram estimulantes para criar minha admiração.

Na primeira, ele dizia ter aprendido com Delfim Netto a dormir pouco, passando parte da noite e madrugada lendo. Eu jurei a mim mesmo naquele tempo que iria conseguir dormir menos de 6 horas diárias como ambos. E consegui. Na segunda, ele responde a uma pergunta do repórter: "Por que o senhor lê tantos livros marxistas?". E a resposta: "Para saber como pensa o inimigo!".





06/06/2016
Janot denuncia Henrique

A capa da Folha de S. Paulo desta segunda-feira estampa uma nova denúncia contra o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB), e dessa vez a acusação não vem de nenhum delator, mas do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, que diz com todas as letras que o ex-deputado recebeu milhões do esquema de corrupção do Petrolão do PT.

Bem cedo, a notícia que já estava nos sites e blogues de todo o RN não teve qualquer menção no telejornal Bom Dia RN, da InterTV onde Henrique é um dos sócios. Nas redes sociais, muita gente fica indagando se tal denúncia fosse contra outros políticos, tais como José Agripino, Robinson Faria, Fátima Bezerra ou Ezequiel Ferreira, já não teria sido divulgada e comentada pelo ágil jornalismo da afiliada Globo em Natal.





05/06/2016
Memória e História

Por Graco Medeiros

O coronel Jarbas Passarinho foi um dos poucos 'milicos' de formação e conduta liberal, que juntamente com os generais Golbery, João Figueiredo e o então general-presidente Ernesto Geisel, os responsáveis pelo chamado processo de 'ABERTURA LENTA, GRADUAL E IRRESTRITA', durante a ditadura militar.

Passarinho foi também (juntamente com Golbery e o delegado do DOPS paulista, Romeu Tuma) o articulador da aproximação com o então lider metalúrgico' de São Bernardo do Campo (que influenciava toda a região do ABCD), Luiz Inácio da Silva - o Lula.
O interesse era desmobilizar e desmoralizar a velha esquerda tradicional que tinha organizado a guerrilha urbana e rural.

E não é que tal 'tática de aproximação' deu certo!

Ainda nos anos de chumbo, o coronel era, talvez, o único que tinha uma postura tolerante e mais liberal, para não dizer democrática, num regime arbitrário e repressivo.

Quando foi Ministro da Educação, numa de suas audiências com a velha UNE de Zé Dirceu, um dos líderes estudantis começou a sua fala ironizando o sobrenome do coronel:

"- Sr. Ministro, como não tenho e não quero intimidade com o senhor, vou lhe tratar como 'Ministro Pássaro".

Respondeu o velho coronel:

"- Sem problemas, meu filho. Pode usar o meu 'passarinho' à vontade!"





04/06/2016
O Super-Homem era Ali

Foi em 1979, ano em que eu fiz 20 anos e minha coleção de gibis da editora Ebal já contava com centenas de exemplares, acumulados desde 1967 quando meu pai comprou o primeiro, a edição número um de Os Justiceiros.

Dependurada num porta-revista de plástico, misturada a publicações de distintos gostos como Manchete, Fatos & Fotos, Sétimo Céu, Placar, Antenna, Status e Grande Hotel, eu avistei sua capa com o duelo quase impossível.

E se digo quase impossível é porque no universo dos quadrinhos tudo pode acontecer, inclusive nada, como diz o mantra do desconhecido Unkowiski Morgado. Pois bem, estava lá a revista com Superman e Muhammad Ali.

O maior super-herói das revistinhas, meu favorito, enfrentando uma lenda viva do boxe, um dos principais ícones humanos das décadas mais férteis da cultura e da política, juntamente com os Beatles, JFK, Guevara e Pelé.

Desde 1964, ele já havia abdicado do nome de batismo, Cassius Marcellus Clay Jr., adotando o nome muçulmano. Na mesma década, surpreendeu o mundo jogando a medalha olímpica de campeão nas águas do rio Ohio.

Também se negou a prestar o serviço militar, num ato de desobediência civil para mostrar que estava contra a guerra do Vietnã. "Não tenho problema nenhum com vietnamitas, eles nunca me chamaram de crioulo", disse.

Aquela luta no ringue imaginário estava inserida em dois contextos importantes para a mitologia do super-herói de Krypton: fora produzida no ano do primeiro filme (com Christopher Reeve) e pela dupla Neil Adams e Dennis O'Neil.

Não era mera coincidência em 1978, na véspera do fim oficial da Guerra Fria e ainda com o mundo respirando a corrida espacial, dois símbolos da cultura americana se digladiando para ver quem seria o grande salvador da Terra.

A dupla de produtores da revistinha mudava para sempre a linguagem gráfica e textual dos quadrinhos com um cenário pop espetacular onde Muhammad Ali e Superman batiam boca sobre quem era o maior herói do nosso planeta.

E se as novas gerações acham que o homem de aço apanhou muito do Batman no recente filme de Zack Snyder, precisam ver a velha revista da Ebal (a Panini relançou em 2011 numa edição de luxo). Só Ali era impávido.

A contenda também nos deixou a subliminar mensagem da atual dicotomia Ocidente vs Islamismo, que naqueles anos ainda era menos contextualizada do que a secular querela entre a supremacia branca e a reação do black power.

Mas, se o Superman é uma figura de fantasia da nona arte, Ali foi e sempre será uma lenda dos esportes, um ícone representativo de uma época produtiva, polêmica e revolucionária nos aspectos culturais e sociológicos.

Ninguém em toda a história do boxe (salvo a eterna invencibilidade de Rocky Marciano) se aproximou dos seus feitos no quadrilátero dos ringues. Mesmo na adversidade, superou rivais poderosos com seu pugilismo de força e técnica.

Bailava como um Baryshnikov de ébano enquanto contemplava os adversários em queda. Era elegante até no nocaute, pois jamais desferia socos durante a viagem do oponente à lona. Voar como borboleta, picar como abelha, dizia.

Especialista na técnica de se esquivar de golpes, botava a cara sem medo de apanhar da hipocrisia quando falava da sua arte: "É só um trabalho. A grama cresce, os pássaros voam, as ondas acabam na areia e eu bato nas pessoas".

Muhammad Ali viveu iluminado por seu próprio brilho e concebeu, sozinho, a argamassa de mitificação usada pelo mundo para erguê-lo no pedestal dos heróis de verdade. Foi precursor do marketing pessoal dos artistas de agora.

No início do livro "A Luta", que o escritor Norman Mailer lançou em 1975 para descrever o duelo com George Foreman no Congo, diz que Ali "é o Príncipe do Paraíso - é o que diz o silêncio que envolve seu corpo quando ele está luminoso".

Ele se foi hoje, 4 de junho de 2016. Mas seu legado jamais se apagará. O verdadeiro Super-Homem nunca morre no imaginário das pessoas e nunca sucumbe diante da História. "Eu não sou o maior. Sou duplamente o maior", disse um dia Cassius Clay e Muhammad Ali.





04/06/2016
A lenda se foi





03/06/2016
Muhammad Ali nas cordas da morte

O ex-campeão de boxe na categoria pesos pesados Muhammad Ali, também considerado o maior de todos os tempos, deu entrada num hospital de Phoenix em estado grave, destaca o site do diário Los Angeles Times. 

Sua família está nesse momento ao lado do seu leito e dois grandes amigos da lenda dos ringues confirmaram ao jornal que a situação da sua saúde é "muito grave".

Ali, que sofre do Mal de Parkinson há mais de 20 anos foi hospitalizado com problemas respiratórios. E nessa sexta-feira os médicos acharam por bem levá-lo para o setor de terapia intensiva.

Alguns funcionários do hospital falaram aos jornalistas em condição de anonimato por respeito ao ícone três vezes campeão dos pesos pesados e uma das mais importantes personalidades dos EUA.

Um dos testemunhos chegou a dizer que seu estado de saúde é tão sério que não seria surpresa um óbito em questão de horas.

Mais detalhes ao longo do sábado e domingo.





03/06/2016
Jornalismo baiano de luto

Faleceu ontem a jornalista baiana Ana Teresa Baptista, que trabalhou no diário A TARDE nos anos 1980 e 1990, escrevendo no Caderno 2.

Foi autora da biografia do advogado e político Chico Pinto, atuante no grupo dos autênticos do MDB em oposição ao governo militar.





03/06/2016
Escritores que previram os dias atuais

Os escritores de ficção científica e de aventuras têm uma visão de mundo muito diferente da do resto dos mortais. A imaginação deles voa além da percepção de realidade da maioria.

Um dos temas mais recorrentes em tais obras é a previsão do futuro, estampada na construção de conjunturas sociais ou aspectos arquitetônicos e tecnológicos. Há também antevisão de coisas imperceptíveis ao olhar humano.

Dos grandes nomes do passado, alguns autores acabaram fracassando na previsão de como seria o futuro, mas outros muitos surpreenderam os leitores dos tempos contemporâneos dos séculos XX e XXI.

Veja a seguir dez nomes da literatura de ficção que ao criarem clássicos conseguiram também estabelecer parâmetros quase idênticos com os avanços da ciência e da medicina que hoje fazem parte do nosso cotidiano.

Mary Shelley (1797 - 1851)
Ao escrever o romance "Frankenstein", a britânica de Londres predisse coisas como o transplante de órgãos e o poder da eletricidade para recuperar estímulos biológicos no ser humano. Há hoje experimentos com eletrodos que servem para ativar a medula espinhal de paralíticos.

Jonathan Swift (1667 - 1745)
Nós não descobrimos nenhuma ilha distante habitada por gente minúscula, pelo menos no âmbito físico, como a Lilliput criada pelo autor irlandês. Mas no seu livro "As Viagens de Gulliver", Swift apresentou pequeninos astrônomos que observavam duas luas em Marte. Séculos mais tarde, constatou-se a existência dos satélites Fobos e Deimos.

Douglas Adams (1952 - 2001)
Em sua extensa obra "Guia do Mochileiro das Galáxias", lançada por rádio em Londres, em 1978, o inglês inventou uma espécie chamada Peixe Babel (alusão à Torre homônima), que ao penetrar na pele ou ouvido de um hospedeiro humano permitia a comunicação em tempo real a qualquer distância e em qualquer idioma. Os celulares e os múltiplos aplicativos fazem isso hoje.

John Brunner (1934 - 1995)
Mais um inglês precognitivo, Brunner produziu dezenas de romances de ficção que obtiveram popularidade. Já se disse na Europa que todas as pessoas precisam ler pelo menos um livro dele antes de morrer. Quando venceu o Prêmio Hugo de Literatura com "Todos sobre Zanzibar", em 1969, ele causou impacto quase igual à chegada da Apollo 11 na Lua. No livro há duas dezenas de previsões sobre a vida nos tempos atuais. Tem a união europeia, remédios tipo Viagra e até um presidente chamado Obomi.

Hugo Gernsback (1884 - 1967)
Para não ofuscar a posteridade de Julio Verne e H. G. Wells, o alemão morador de Nova York foi chamado de "pai da ficção científica moderna" e virou prêmio para autores da especialidade (o Prêmio Hugo). Como editor, abriu portas para figuras como Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. No romance "Ralph 124C 41+", publicado em 1911, previu o uso da energia solar, os tecidos artificiais para recompor a pele humana, os voos espaciais e as ligações telefônicas com vídeo mostrando as pessoas.

Martin Caidin (1927 - 1997)
No livro "Cyborg", de 1972, o americano Caidin conta a história de Steve Austin, que depois de um acidente aéreo perde membros superiores e inferiores, mas os recupera por obra de um projeto secreto do governo dos EUA que faz experimentos no campo da tecnologia biônica e reimplanta seus braços e pernas. As próteses mecânicas do "Homem de Seis Milhões de Dólares" (série de sucesso nos anos 1970) estão por aí hoje.

William Gibson (1948...)
As gerações das décadas de 1970, 80 e 90 aprenderam a cultuar este americano com sangue canadense pela sua capacidade espetacular de antecipar coisas do mundo internético. Foi ele que inventou o termo "ciberespaço" no romance "Neuromancer", de 1984. Também previu o advento do reality show na TV. Merece o título de "profeta noir" que lhe deram.

Julio Verne (1828 - 1905)
Ninguém foi mais certeiro na previsão da conquista da Lua do que o mítico escritor francês. Quando não havia quaisquer referências técnicas ao satélite natural da Terra, ele descreveu com detalhes incríveis a aterrisagem (ou alunissagem) de um foguete. No livro "Da Terra à Lua", de 1865, falou até do material das cápsulas que depois a NASA construiria e predisse a localização do Centro Espacial Kennedy. Previu também em outras obras os submarinos e aviões escrevendo mensagens no ar.

Arthur C. Clarke (1917 - 2008)
O livro "2001: Uma Odisseia no Espaço", de 1968, tornou-se uma obra-prima da literatura contemporânea e um divisor de águas nos textos de ficção científica e, principalmente, nos roteiros de cinema do gênero. O britânico que auto exilou-se no Sri Lanka tratou a evolução cibernética de forma espetacular, anteviu o uso de satélites de comunicação e antecipou a inteligência artificial com o computador HAL, o avô de SIRI, a atual assistente virtual dos iPhones.

H. G. Wells (1866 - 1946)
O maior de todos os escritores com poderes clarividentes, este inglês mereceu por muitas razões o epíteto de "pai da ficção científica". Em alguns de seus livros, como "A Máquina do Tempo", "A Ilha do Dr. Moreau", "A Guerra dos Mundos" e "The World Set Free", ele previu muitas coisas que ocorreram décadas depois, com a desintegração do átomo, a engenharia genética as naves espaciais. Só faltam acontecer as invasões extraterrestres e as viagens no tempo, mas há quem acredite estar bem perto.





03/06/2016
A improba afastada

E o Cerveró abriu o verbo.

Foi #PassaDilma quem realmente comprou #Pasadena





1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71