BLOG DO ALEX MEDEIROS

16/05/2016
Brancaleones Day

Pouco mais de 2 mil militontos na Avenida Paulista, 200 em Belo Horizonte e em Brasília, 100 em Florianópolis e em Curitiba, mais um tantico em Natal e Fortaleza.

O domingo de mobilizações petistas contra Michel Temer lembrou o exército de Brancaleone, clássico filme italiano dos anos 1960 dirigido por Mario Monicelli e estrelado por Vittorio Gassman e Gian Maria Volonté.





16/05/2016
Os espelhos de Cauby

Quando Ben Jor ainda era Jorge Ben, em 1980, declarou que Cauby Peixoto era o eterno amante da Conceição, anexando ao comentário uma reflexão shakespeariana: "ser ou não ser Cauby, eis a questão". E o maestro Tom Jobim sentenciou: "Cauby é ótimo!".

Foi minha mãe quem estabeleceu na minha maneira de ver e escutar o cantor Cauby uma atemporalidade misteriosa que eu nunca compreendi direito. Não entendia como uma mulher nascida em 1922 foi tiete na juventude de um cara nascido em 1931.

Lembro-me da meninice ouvindo mamãe expressar seu culto ao seresteiro que gravou seu primeiro disco aos vinte anos, em 1951, quando nasceu o primeiro filho dela, meu mano Graco. E aí cresci sem acreditar que Cauby fosse apenas nove anos mais novo.

A cronologia sempre pareceu não operar em Cauby seguindo as regras clássicas da física, sua própria estampa foi exposta ao longo das décadas como um truque de espelhos na maquiagem extravagantemente calculada, e sem a quase escatologia de Serguei. O truque de Dorian Gray.

O aniversário dos 25 anos de sucesso, por exemplo, foi marcado com um disco da Som Livre lançado 4 anos depois. Aliás, um puta álbum com canções compostas só para ele por Caetano Veloso, Chico Buarque, Roberto Carlos e Tom Jobim, entre outros.

Se fosse possível um teste de DNA na discografia do rock brasileiro, Cauby Peixoto teria definitivamente declarada a paternidade do gênero em solo nacional, quando em 1957 gravou a canção "Rock and Roll em Copacabana", composta por Miguel Gustavo.

Quando comecei a gostar de rock, no princípio dos anos 1970, via em Cauby a antítese musical dos rapazes remanescentes da Jovem Guarda e dos cabeludos das bandas britânicas. E fazia muxoxo da satisfação de minha mãe com a voz dele no rádio.

A ignorância de roqueiro iniciante nem de longe desconfiava que exatamente no ano do meu nascimento, 1959, a TIME e a LIFE, principais revistas da pátria do rock, o batizaram de "O Elvis Presley brasileiro", após sua temporada de 14 meses nos EUA.

O pesquisador Ricardo Cravo Albin diz em seu famoso dicionário da MPB que entre 1953 e 1954 Cauby já havia alcançado tamanho estrelato no rádio, ao ponto de superar um fenômeno chamado Orlando Silva. A tietagem se espalhou pelo país afora.

O assédio feminino tomou proporções que provavelmente só se viu igual no Brasil dos anos 1960 com Roberto Carlos e Ronnie Von, ídolos e rivais do momento histórico em que o rock plantado por Cauby começava a vestir tons verdes-amarelos com o iê-iê-iê.

O ano da gravação do primeiro rock tupiniquim também é consagrador para o estilo romântico de Cauby, ao gravar monstros sagrados como Noel Rosa, Ary Barroso, Mário Lago, Custódio Mesquita, Silvio Caldas, João de Barro, Dunga e Orestes Barbosa.

Atravessou a história da MPB com uma onipresença jamais vista em outro artista, interpretando de forma inigualável os maiores clássicos do samba, da bossa nova e até do tropicalismo, confirmando aquela atemporalidade que mamãe me passou sem querer.

Ouçam com ele "Chão de Estrelas", "Ronda", "Alguém me Disse", "Molambo", "Negue", "Nada Além", "Viola Enluarada", "Eu Seu que Vou te Amar", "Perfídia", "Bastidores", "Anos Dourados", "Valsinha"... Ouçam e tentem conter o arrepio.

Quem haverá de questionar a palavra do rei Roberto Carlos, que decretou 35 anos atrás: "Para mim, o maior cantor do Brasil é Cauby Peixoto. Eu sou apenas um intérprete". Já a mim, basta a paixão da minha mãe quando jovem. Eu me lembro muito bem.





14/05/2016
Roda Viva vai pegar fogo

A audiência do programa Roda Viva, na TV Cultura, sob o comando do jornalista Augusto Nunes, deverá subir uns pontos na audiência e alguns graus no termômetro da política.

Na próxima segunda-feira o entrevistado é o senador cassado Delcídio do Amaral, ex-líder do PT durante o governo Dilma Rousseff e hoje remoendo mágoas dos companheiros, principalmente de Lula.





14/05/2016
Mudança de quartel

Depois do afastamento da presidente Dilma Rousseff, as tropas lulopetistas que estavam encasteladas numa pomposa suíte do Hotel Golden Tulip, em Brasília, onde Lula comandava as operações de táticas políticas e de logísticas de sobrevivência, estão batendo em retirada.

O QG do bando se transfere para São Paulo, nas dependências do Instituto Lula. 





14/05/2016
Administração Temerosa

A mídia nacional tem publicado os perfis dos ministros do governo Michel Temer colocando alguns carimbos de investigado sobre as fotos de alguns, principalmente de Romero Jucá (Planejamento) e Henrique Alves (Turismo).

Na edição desse sábado da Folha de S. Paulo, uma matéria escrita pela sucursal de Brasília destaca a presença dos investigados e citados na operação Lava Jato e dedica extensas linhas ao pernambucano e ao potiguar.

Diz que Jucá responde inquérito por suspeita de participação nos esquemas criminosos da Petrobras e Eletronuclear. Ele teria recebido propina na obra da usina de Angra 3, dinheiro usado para eleger seu filho vice-governador de Roraima, onde o próprio já é senador.

A reportagem destaca que Henrique é alvo em duas investigações do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Haveria ligações suspeitas com a OAS e com o deputado Eduardo Cunha, que teria arrecadado dinheiro sujo para a campanha de Alves em 2014.

Ambos, Romero e Henrique, negam as acusações e declararam várias vezes que as doações de campanha foram feitas dentro lei eleitoral. O ministro do Turismo disse que nunca recebeu intimação da Lava Jato.

O deputado federal Paulo Pimenta, do PT gaúcho, já protocolou ao PJR Rodrigo Janot um pedido para que ele suspenda as nomeações dos ministros de Temer que estejam citados ou investigados em inquéritos sobre corrupção.
 





14/05/2016
Sábado de campeão espanhol

Milhões de amantes do futebol em todo o planeta dirigem as atenções neste sábado para a liga espanholha, especificamente para a rodada dupla que começa a partir das 11h30, com transmissão ao vivo no Brasil pelos canais ESPN.

Líder da temporada, o Barcelona viu uma larga vantagem ser reduzida e até alcançada (o Atlético Madrid chegou a dividir a ponta da tabela), até chegar na última rodada vendo o arquirrival Real Madrid com chances de superá-lo.

O time catalão enfrenta o Granada e só precisa fazer seu papel de favorito para ficar com mais um título, enquanto o Real é obrigado a vencer o La Coruña e torcer pelo tropeço do Barça. O Atlético perdeu a condição de brigar pelo título.

Veja a tabela da Liga BBVA.





14/05/2016
Seria Carlos Eduardo um Alves independente?

As especulações postadas nas redes sociais sobre uma suposta candidatura do deputado federal Walter Alves, o Waltinho, a prefeito de Natal, parece ter irritado o atual prefeito Carlos Eduardo, seu primo segundo.

Em petit comitê, o alcaide teria feito um muxoxo diante da informação recebida. E para dois diletos auxiliares, chegou a comentar que não temia enfrentar ninguém, nem mesmo um parente da poderosa família. Para Carlos, ele seria o único Alves que não herdou votos das gerações passadas, como Henrique, Garibaldi e o próprio Walter.

Seus votos seriam exclusivamente plantados e colhidos por ele mesmo.





12/05/2016
Temer e o exemplo Itamar

Nas próximas horas, a presidente Dilma Rousseff será notificada do seu afastamento por 180 dias, através da visita do senador Vicentinho Alves (PP-TO), secretário da mesa diretora do Senado. Ao mesmo tempo, o vice Michel Temer receberá por escrito o aviso de que tomará posse como novo presidente do Brasil, até que o processo de impeachment seja concluído.

Os prognósticos agora é quanto ao posicionamento de Dilma, se fica no limbo do Palácio da Alvorada, isolada das decisões de poder, ou faz como Fernando Collor fez em 1992 e renuncia como um automedicamento para conter o mal maior de uma cassação definitiva.

Quando Collor deixou o Planalto, renunciando horas antes da conclusão do processo de impeachment, o mineiro Itamar Franco já estava presidente de fato e assumiu de uma vez a presidência, tendo a terrível missão de colocar o Brasil no rumo do equilíbrio econômico, livrando-o de uma hiperinflação nunca antes vista na República.

Itamar tinha uma crise econômica gigantesca e uma crise política especificamente ligada aos deslizes ocorridos em torno do presidente Collor e que desapareceria automaticamente com a saída do político alagoano. O mineiro soube compor uma base no Congresso e nomeou Fernando Henrique Cardoso para brigar com a inflação.

Tirou o País literalmente da merda financeira, estimulou FHC na criação do Plano Real e fez um governo que a história recente consagrou como de salvação nacional. Itamar não era o melhor personagem que a política brasileira tinha naqueles anos para salvar o nosso futuro, mas era a única alternativa que as regras constitucionais nos oferecia.

Michel Temer não conseguiria compor uma lista dos dez mais da atual política para ser o representante maior da sociedade brasileira. Está assumindo o governo como alternativa que resta no jogo político do impeachment e no tabuleiro das leis e do rito imposto pelo Supremo.

É tão paulista quanto FHC no tempo de Itamar. A era pós-Collor transformou o sociólogo num heróico ministro da Fazenda, depois num líder com sabedoria de estadista e que - após derrotar Lula duas vezes, sem direito a segundo turno - refez o tecido social brasileiro e lançou as bases para nos tornarmos um dos tigres dos BRICS.

Como um tampão regimental e constitucional - como foi Itamar - o novo presidente Michel Temer tem uma missão bem mais terrível que o saudoso presidente do pão de queijo. Precisa recompor as relações entre poderes, conter o radicalismo sócio-político que divide a Nação e resgatar uma economia que já bateu no fosso do descrédito internacional.

No meio de uma crise que se espalhou por todas as vias, política, econômica, social e moral, Temer não pode errar na administração do básico necessário para recolocar o Brasil no único rumo que urge: o da recuperação econômica e da autoestima que a sociedade perdeu desde a decepção com o segundo governo de Dilma Rousseff.

Aliás, se há um fato realmente similar aos acontecimentos de 1992, este remete aos presidentes afastados, no passado e no presente (futuro daqueles dias). Assim como Collor, é quase impossível que Dilma retorne ao Planalto. A caneta da História está com Temer, até - quem sabe - o fim do mandato ou uma nova interrupção por vias jurídicas e políticas.

Qualquer prognóstico sobre o Brasil é uma loteria. Que Temer lembre de Itamar, pelo menos. Já terá sido um bom recomeço.





12/05/2016
Deputado José Dias enaltece novo governo Temer

O afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) foi levado a plenário pelo deputado José Dias (PSDB) na sessão ordinária desta quinta-feira (12). O parlamentar disse que o novo cenário, com a posse de Michel Temer, gera possibilidades do Brasil atravessar as dificuldades pelas quais está passando. “Tenho um sentimento de um simples sobrevivente, com esperanças, mas acredito que a missão que hoje o Brasil assume, com a posse de Temer, é uma missão de toda a nação brasileira”, afirma o deputado. José Dias declarou que o País tem condições de atravessar as dificuldades econômicas pelas quais passa hoje. O parlamentar disse que a participação do País no comércio internacional é ínfima, mas a nação possui condições de se reerguer e se projetar de forma mais significativa.  

“É preciso recuperar esta capacidade de inserção real nas correntes de comércio internacional, que não é uma atividade fácil. Temos as deficiências da produtividade, mas o Brasil tem chances de se projetar”, destaca José Dias. Ao mencionar o aprofundamento das investigações da Operação Lavajato e de outras ações investigativas que se desenvolvem em todo o território nacional, o deputado comentou que os fatos servem para que o povo brasileiro possa ter a expectativa de viver num País melhor, que precisa devolver aos trabalhadores e investidores a segurança para o desenvolvimento de seu trabalho e atividades.

“Não somos falidos, o povo brasileiro tem que acreditar que o Brasil terá a capacidade de se levantar desta crise”, afirma. Os colegas George Soares (PR) e Dison Lisboa (PSD) apartearam o pronunciamento. O deputado George Soares disse acreditar que Michel Temer tem condições de deixar um legado e que o momento pede reformas. Dison Lisboa externou sua expectativa de que os municípios e Estados da federação possam ter um alívio financeiro.





12/05/2016
Jacó Jácome pede política de emprego para Natal

O deputado estadual Jacó Jácome (PSD) cobrou, durante sessão plenária da Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (12), ações voltadas para a geração de emprego em Natal. O parlamentar falou ainda sobre a decisão do Senado que afastou Dilma Roussef (PT) da presidência.

“A crise não fica apenas em Brasília e atinge frontalmente a todos nós. Dados de 2015, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), apontam que o Rio Grande do Norte tem uma taxa de desemprego de 13% e a maior parte está concentrada na região metropolitana do Estado. Este é o momento de questionar qual é o papel das prefeituras em relação à empregabilidade. Não há”, disse Jacó Jácome.

O deputado destacou que a cada ano, 10 mil pessoas entram para o grupo de desempregados em Natal e questionou o papel assistencial do município e que a prefeitura deve favorecer e dar condições reais para que os jovens tenham o primeiro emprego. “Não há um programa de geração de empregos em Natal. O único link que trata de emprego é mostrando o que o Sistema Nacional de Emprego (Sine) oferece e isso é quase nada. O concurso que a prefeitura ofereceu não soluciona o problema porque traz uma demanda reprimida de três anos de gestão e de contratação temporária”.





1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71