BLOG DO ALEX MEDEIROS

17/08/2016
Povo indiferente em Natal

De acordo com a mais recente pesquisa eleitoral do instituto Consult, o jogo sucessório em Natal está mais do que zerado e aberto para todas as possibilidades, inclusive a reeleição do atual prefeito Carlos Eduardo (PDT).

O alto índice de indiferença do povo com as candidaturas, como mostra a aferição espontânea, é o retrato da ausência de confiança popular diante dos nomes lançados. Se em 45 dias a comunicação dos opositores não conseguir formar um discurso e uma imagem, o prefeito terá a si mesmo como maior adversário.





17/08/2016
Pra frente, Brasil

E as Forças Armadas estão salvando o Brasil de um fracassso maior nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. Com o ouro inédito no boxe ontem, com o sargento Robson Conceição, agora são 9 medalhas oriundas dos quartéis entre as 11 já conquistadas pelos atletas brasileiros.





17/08/2016
Síndrome de Zico

Podem chamar a jogadora Marta de Zica. Além de jogar muita bola como o galinho do Flamengo, a moça também se assemelha no azar das disputas em grandes torneios, como Copa do Mundo e Olimpíadas.

Ontem, mais uma vez, a geração Marta ficou pelo caminho na tentativa de uma grande glória para a seleção verde e amarela. Diante do ferrolho sueco, o time foi desclassificado e vai se contentar com a disputa de bronze.

Aliás, ontem foi dia de maracanazzo à tarde e maracanazitto à noite. A derrota do vôlei feminino para a China foi a dor que doeu mais no coração torcedor dos brasileiros.





17/08/2016
Fuga de Miami

Quem deu a notícia foi o decano do jornalismo paulista, Gilberto Di Pierro: os brasileiros que adquiriram imóveis na Flórida desde 2009 estão tratando de se desfazer do conforto em terras gringas.

Apartamentos e casas estão sendo vendidas em virtude da alta do dólar, que desde então saltou de R$ 1,80 para R$ 3,15. A turma que virou moradora de Miami em módicas prestações não está dando conta de ganhar real para quitar o luxo em dólar.





17/08/2016
José Dias diz que eleição será atípica

As mudanças da legislação eleitoral e o resultado das urnas nas próximas eleições, que podem revelar um quadro atípico diante das novas regras impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram tema do pronunciamento do deputado José Dias (PSDB) na sessão plenária desta quarta-feira (18). O parlamentar afirmou que o eleitor precisa estar atento e escolher com critério os seus representantes.

"Estamos vivendo um processo eleitoral absolutamente atípico, classificado pelo próprio presidente do Tribunal Superior Eleitoral como uma experiência que mostra o que o País vai passar. O que nós temos que fazer é não apenas torcermos, mas darmos a nossa contribuição para que essa experiência - que não deixa de ser difícil e até traumática para os agentes políticos e candidatos envolvidos nesta eleição - propicie um resultado que nós possamos receber como favorável para o povo brasileiro", afirmou o deputado.

José Dias se referiu às novas regras, que trouxeram mais rigidez e severidade ao processo eleitoral. Na sua avaliação "limitaram de forma acentuada e dramática a possibilidade de gastos dos candidatos". O parlamentar disse que o fato não traz necessariamente a certeza de que as soluções serão positivas, mas pode ser uma oportunidade de melhoria para a vida política e a democracia do País.

O parlamentar também fez um alerta aos eleitores para que estejam conscientes e bem informados na hora de escolher os seus representantes: "Um candidato que se elege dentro de um sistema de troca de favores não está preparado sob o ponto de vista moral e psicológico para ser um grande representante. Está preparado aquele que recebe do povo o voto digno, honesto, decente, cívico, porque será o grande fiscal da sua consciência", afirmou.





16/08/2016
Urgência no combate à violência contra mulheres e jovens

A necessidade de planejamento e execução de políticas públicas direcionadas aos jovens e mulheres de Natal e do RN foi defendida pelo deputado Fernando Mineiro (PT) durante pronunciamento na sessão plenária desta terça-feira (16). O deputado externou sua preocupação com os crescentes índices de violência que vem atingindo num crescente esta parcela da população.

"Os índices de violência letal cresceram assustadoramente de 2003 a 2013 e nossa capital não ficou atrás. Isso é reflexo das ausências de políticas públicas que dessem vez e voz e acolhessem essa parcela da população", alertou o parlamentar. Mineiro defendeu a continuidade das políticas públicas setoriais, traduzidas com a destinação de recursos ao Orçamento Geral do Estado (OGE).

O parlamentar disse que toda forma de violência, principalmente contra a mulher, é insana. Mineiro ainda ressaltou que irá debater o projeto do orçamento para 2017 e essas questões serão abordadas. "Desde já solicito que o Governo do Estado dê atenção a essa questão, aos projetos direcionados à juventude e à mulher para o próximo ano, destinando recursos para minimizarmos este problema", afirmou.





15/08/2016
Poesias agosto

Após o "Ganga Impura" de 2014, o poeta Volonté e seus amigos gringos cometem mais um livro de poemas, o "Furor Sobejo". 

Ao lado do francês Cura D'Ars e do colombiano Gabo Penaforte, o potiguar mais rambaudiano da aldeia apresenta mais uma série de poemas malditos, agora de três universos geográficos distintos.

O livro sai pela editora Cwningen Book, do empresário Paulo Coelho, com impressão na Off Set Gráfica, capa deste redator que vos fala e prefácio de Olavo Bilac psicografado pela jornalista americana Emma Thomas.


Serão dois lançamentos agora em agosto, o primeiro na Praça das Flores e o segundo na loja Letra & Música, os dois endereços em Petrópolis. Outros lançamentos estão previstos para setembro no restaurante Nemesios, no Beco da Lama e no bar Mormaço.





15/08/2016
Muita grana e pouca glória

O Brasil torrou mais de R$ 27 bilhões para fazer uma Copa do Mundo desastrada fora e dentro de campo. No primeiro caso, estão aí os elefantes brancos e os desvios do erário investigados pelo senhor Sergio Moro. No segundo, a vergonha dos 7 x 1 e ainda aguentar os argentinos na final do Maracanã.

Agora, torramos mais de R$ 38 bilhões nas Olimpíadas e sequer conseguimos melhorar os índices e os pódios de jogos anteriores, mesmo atuando em casa no calor da torcida a favor, como enaltecem os imbecis das transmissões televisivas. Todos os dias, o Brasil despenca uma ou duas casas no quadro de medalhas, estando agora na 28ª posição.

No jogo das comparações, que o espírito torcedor do brasileiro adora atuar, já há quem diga que o prejuízo maior foi mesmo na Copa do Mundo, pois que a frustração ocorreu em apenas um esporte e não em diversos. Mas o pachequismo não desiste fácil e continua vestido de verde e amarelo disfarçando o fracasso.





15/08/2016
Burocratismo inútil

Apesar dos pedidos insistentes do governador Robinson Faria para que a Emproturn elabore e ponha em prática uma agenda de eventos, turísticos e culturais em Natal, impressiona como a "burrocracia" (aquela de que vociferava Glauber Rocha) impera na entidade.

Agilidade mesmo só na aprovação e liberação de passagens aéreas e hospedagens para as constantes viagens de alguns membros rumo às intermináveis feiras e exposições espalhadas pelo mundo, muitas sem qualquer importância para o contexto potiguar.

E as diárias, então, não há burocrata jurídico que rabisque um caga-regra impedindo a festa. Há quem tenha acumulado até mais de R$ 20 mil em diárias. Nem o próprio governador viaja tanto desse jeito, apesar de tantos compromissos necessários fora do estado e da capital.





13/08/2016
Lennon e o inferno dos Beatles

Descoberto há três anos, enfim apareceu no YouTube um material perdido que também passou a compor a historiografia sem fim dos Beatles: o aúdio original de uma entrevista que John Lennon e Yoko Ono concederam ao colunista Howard Smith, em 1969, logo após a gravação do álbum "Let It Be", lançado em 1970.

Em duas fitas, o líder dos Fab Four narra as turbulências no relacionamento do grupo e o "inferno" que foi se reunir para compor e gravar o famoso disco. Lennon fez críticas a "Let It Be" em 1980, na Playboy: "O que eu posso dizer? Nada a ver com Beatles".

Naquela ocasião, ironizou com Paul McCartney, o autor da canção, chamando a obra de uma inspiração da música "Bridge Over Troubled Water", sucesso da dupla Sinom & Garfunkel, também composta em 1969, mas lançada só depois do hit dos ingleses.

Durante quatro décadas, as duas fitas originais da entrevista foram guardadas longe da luz em uma gaveta do jornalista que cobriu a contracultura dos anos 60/70 com a coluna "Cenas" do jornal Village Voice e mudou para sempre o jornalismo cultural nos EUA.

O papo entre Smith e Lennon deixa claro que o marido de Yoko praticamente profetizara o fim dos Beatles naquela entrevista: "Estamos passando por um inferno. Muitas vezes, é uma tortura cada vez que nos reunimos para produzir alguma coisa".

Num trecho, o teor de descarrego é evidente na fala de Lennon: "Os Beatles não tem mágica, sofremos um inferno para compor, e temos que lutar cada um de nós. Imagine você trabalhar com os Beatles, é difícil", declarou em tom de confissão e angústia.

A casa de leilões RR Auction, que adquiriu as fitas no apartamento de Howard Smith em Nova York, e as colocou à venda em setembro de 2013, considerou o material "uma obra extremamente original", com valor de mercado entre US$ 5 mil e US$ 10 mil. Não recordo por quanto foi arrebatada na época.

A entrevista tem pouco mais de uma hora de duração, foi realizada na cidade de Toronto, no Canadá, no final de 1969 pouco antes do lançamento de "Let It Be". O jornalista também colaborava com artigos no The New York Times e na revista Newsweek.

Lennon diz que foi Paul McCartney quem insistiu na inclusão da música como primeira faixa do álbum, apesar da oposição dos três amigos. Nesse período já era fato a briga entre eles por incluir composições individuais na abertura dos novos discos.

Ele fala do fim "dos velhos tempos", quando tudo girava em torno dele e de Paul: "depois o George Harrison também começou a querer adicionar suas criações, agora somos três se esmagando em 14 faixas", declarou entre ironia e rancor. Era o inferno.

Lançado em maio de 1970 e avaliado pela revista Rolling Stone como um dos 500 maiores álbuns de todos os tempos, "Let It Be" foi gravado a maior parte do tempo em Londres para completar a trilha do filme homônimo também lançado naquele 1969.

Na idéia inicial de Paul McCartney, o disco se chamaria "Get Back", num retorno às origens do rock balada e dos shows ao vivo como no primeiro álbum "Please Please Me". Até uma revisita fotográfica ao velho álbum foi feita na capa de "Let It Be".

Em janeiro de 1969, com sete canções prontas, o quarteto experimentou uma apresentação ao vivo no telhado dos estúdios Apple, como parte das gravações do filme de mesmo nome. Foi a última vez que fizeram isso, enterrando o sonho de McCartney.

Até janeiro de 1970, a fita-monstro do disco continuava com o título de Paul, "Get Back", mas que logo seria trocado para o nome da canção, também dele e com a parceria de Lennon. Muitas gravações em "jam session" acabaram ficando de fora.

Mais de três décadas depois, em 2003, algumas canções rejeitadas apareceram no disco de McCartney, "Let It Be... Naked". Já o original é o décimo terceiro e último álbum dos Beatles, que acabou ganhando um Oscar de trilha original pelo filme "Let It Be".





1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92