BLOG DO ALEX MEDEIROS

02/07/2016
Piada pronta

Muitos fãs de Star Wars tomaram um susto na manhã deste sábado ao ver o nome de George Lucas nos trending topics do Twitter, o ranking dos assuntos mais comentados do dia e que geralmente destaca celebridades que acabaram de passar dessa pra pior.

Mas, ainda bem, a saúde do produtor, cineasta e roteirista americano está normal. O motivo nos TT foi sua presença nos treinos da F1 que decidiram a pole position de amanhã no circuito Red Bull Ring, na Áustria.

Além do alívio, os fãs da mais incrível franquia cinematográfica tiveram a piada pronta para catapultar o nome do criador no Twitter. George Lucas em Spielberg (nome da cidade onde fica o autódromo).





02/07/2016
O fator Eduardo

Antes escrevi aqui sobre a "síndrome de Eduardo", a respeito das eleições para prefeito de Natal. Hoje destaco o fator que não poderia jamais deixar de linkar o presidente da Câmara Federal afastado ao ex-ministro do Turismo.

A denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves era só uma questão de tempo. Se há dois políticos com estreita relação política e pessoal em Brasília são eles.

Um sucedeu o outro na presidência, com a força de articulação do PMDB de Michel Temer, dileto companheiro da dupla. O ditado popular (que muitos pensam ser versículo bíblico) "diga-me com quem tu andas e eu te direi quem és" cabe bem no contexto.

Eduardo e Eduardo não se relacionavam apenas no jogo do Parlamento, mas no cotidiano das suas famílias. Viajavam juntos em programações de feriados e frequentavam bons restaurantes ao lado das respectivas esposas.

Com tamanha afinidade e parceria, não iriam deixar de fora a melhor parte: dinheiro. No mundo político, versa-se o velho ditado: amigos, amigos, negócios juntos e misturados. 





02/07/2016
A grana suja da eleição

Some-se o dinheiro de apenas duas empresas investigadas na Operação Lava Jato, da Engevix e da Friboi, e se as tropas de Sergio Moro e Rodrigo Janot instigarem o STF vai ter mandato de senador sendo cassado no RN.





02/07/2016
Amor pela profissão

A libido funcional está conseguindo fazer o jornalismo desbancar a mais antiga profissão.





30/06/2016
Deputado quer que laboratórios informem sobre exames renais

Alertando para o grave problema da doença renal crônica (DRC) que vem mobilizando especialistas em todo o mundo, o deputado Getúlio Rêgo (DEM) apresentou na Casa projeto de lei propondo a obrigatoriedade de informação da Taxa de Filtração Glomerular pelos laboratórios de análises clínicas no RN.

O parlamentar destacou em pronunciamento durante a sessão plenária desta quinta-feira (30) que a medida não irá acarretar em custos e a informação é importante para prevenir a doença renal crônica.

"Esse é um assunto de muita importância, porque o avanço da doença renal crônica tem preocupado e muito não só os portadores da doença, mas os nefrologistas. Queremos com esta lei oferecer um instrumento facilitador de reconhecimento da doença pelos especialistas, permitindo o diagnóstico precoce e a intervenção a fim de evitar que a doença avance para outros estágios", afirmou o deputado.

A não informação acarretará em penalidades a serem aplicadas pela Vigilância Sanitária, quando o projeto for aprovado e estiver em vigor. Primeiro será feita uma advertência aos laboratórios e em caso de reincidência aplicação de multa no valor de R$ 500,00. "Essa nova informação por parte dos laboratórios não terá custo financeiro, basta apenas baixar um aplicativo, que está no próprio projeto de lei", destacou o deputado.





28/06/2016
O ABC da percepção visual

Dediquei uns 15 anos da minha vida à publicidade. Saltei da poesia para o texto publicitário em meados dos anos 1980, convidado por Carlos Soares e Osvaldo Oliveira para tentar uma vaga aberta de redator na Dumbo Publicidade, agência que fez e se fez história (digo isso para que alguns desligados da nova geração leiam e pesquisem sobre a própria profissão).

O fazer publicitário naquele tempo era um processo criativo e coletivo, quando havia o trio redator, diretor de arte e arte-finalista de plantão na cozinha da agência, moendo anúncios impressos, folders e outdoors diariamente (que saudade da mídia impressa). Levávamos a sério o "brainstorming", a técnica de criar em grupo na acepção dos ingleses e americanos.

Da Dumbo, segui em frente assumindo a direção de criação na TP Publicidade, depois na Briza Propaganda, ajudei a dupla Agnelo Alves e Alexandre Firmino a montar um núcleo de criação na recém-inaugurada Dois.a Publicidade, andei pela Garra de Públio José e Marcelo Mariz e pendurei a maquininha de escrever na Faz Propaganda, em fins dos anos 1990.

Foram bons e estimulantes anos aqueles. Ser publicitário era um charme e havia todo um rito diário na inter-relação da galera que se reunia o tempo todo ao final do expediente nos botecos e baladas da cidade. Lembro que naquele tempo publicitário era leitor voraz das coisas do meio; todo mundo queria uma assinatura de jornais, revistas especializadas e comprava luxuosos livros com anúncios e artes gráficas.

Lia-se de tudo, das teorias e experiências publicitárias a teses sobre influência ideológica do marketing na sociedade. Este último tema deve ter sido determinante para que dois velhos amigos dos tempos de poesia e política estudantil desistissem de seguir carreira na propaganda quando eu dei um jeito de abrir as portas para eles entrarem.

Até sobre a Gestalt, o termo alemão para o estudo psicológico das percepções humanas, eu e outros andamos lendo nos intervalos do cafezinho e do cigarro. Ao lembrar dessas leituras, me preocupa perceber que muita gente hoje não lê picas nenhuma sobre o processo de criação na propaganda. Desde que larguei o osso, e o ofício, tenho notado um ar de gênio em quem produz de forma mecânica como alguns servidores públicos acomodados esperando o final do expediente.

Hoje cedo, ao ver um tablete (esses pequenos anúncios que saltaram das capas dos jornais do século XX para as redes sociais do século XXI) divulgando o aniversário do ABC FC, um dos três principais clubes do futebol de Natal, voltei a lembrar das velhas leituras no cotidiano das agências. Parece que hoje não há mais livros nem leitores sobre uma das coisas mais importantes que devem estar sempre na mente dos criadores: a percepção visual como conceito fundamental da mensagem.

Uma leiturazinha de nada sobre o assunto, quem sabe uma folheada em artigos da Gestalt, talvez uma visita às velhas edições da revista Meio & Mensagem, e o pessoal que bolou o quadradinho do ABC tivesse se desviado da idéia primária de associar a logomarca do time alvinegro ao número zero, o algarismo da nulidade matemática. Logo o ABC, que soma uma quantidade inigualável de títulos estaduais sem similar nas quatro séries do Brasileirão?

Não quero condenar ninguém, mas neste assunto do anúncio dos 101 anos do ABC faço uma blague com o próprio hino do clube para dizer que o publicitário fica no campo perdido. Salve o Mais Querido!





28/06/2016
Assembleia discute intolerância religiosa

A ativação de um Fórum que foi criado e não foi implantado, para a discussão com órgãos governamentais acerca do combate efetivo da intolerância religiosa e a designação da Coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Mary Regina dos Santos, para dialogar com os órgãos de Segurança do Estado sobre a Política Pública para o setor, foram os encaminhamentos finais das audiência pública sobre Intolerância Religiosa Contra Povos de Tradição Afro Ameríndia no RN, realizada ontem, (27), no auditório Cortez Pereira.

"Todas as religiões tem que ser respeitadas, pois nós só vamos ter uma sociedade sadia quando acabarmos com essa intolerância. A Assembleia Legislativa é o espaço plural para o debate de todas as visões e o nosso mandato tem o interesse de caminhar junto com todos os setores perseguidos, sempre defendendo o combate à intolerância", disse o deputado Fernando Mineiro (PT) propositor da conferência ao comunicar os encaminhamentos, frutos das questões colocadas pelos integrantes da Mesa dos Trabalhos e dos debatedores.

Mary Regina disse que a Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial está elaborando um plano de combate à intolerância racial que vai ser discutida com o setor de segurança pública do Estado. "O intolerante pra mim é um doente que precisa ser afastado da sociedade, porque não tem condições de respeitar o seu próximo. Encaminhamos um apelo que há muitos anos é reclamado por toda a comunidade do Estado que é uma delegacia especializada de combate à intolerância religiosa", afirmou Regina.

Em sua fala, o Baba Melquisedec Costa da Rocha disse que a intolerância está partindo para a violência física e destruição de templos "Essa intolerância também é política. .Queremos o nosso espaço que é garantido por lei", reforçou.

Na opinião da Mãe de Santo Yá Luciene de Oya não é possível viver mais com essa intolerância. "Temos direito ao livre culto religioso, mas em pleno século XXI somos perseguidos", disse ela.

A Mesa dos trabalhos foi presidida pelo deputado Fernando Mineiro e contou com a presença da Coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Mary Regina dos Santos; Baba Melquisedec Costa da Rocha e a Mãe de Santo Yá Luciene de Oya.

Seria bom incluir entre as vítimas da intolerância também os ateus. Fica a dica.





28/06/2016
Cadê a contestação?

Todos se lembram da indignação generalizada na cúpula do PMDB quando o senhor Sergio Machado, ex-homem forte da Transpetro, acusou uma plêiade de correligionários  de envolvimento no propinoduto do petrolão.

Passada a angústia dissimulada, enxugadas as lágrimas de crocodilo, ninguém até agora externou aquela indignação processando o delator, nem mesmo José Sarney que esbravejou na imprensa anunciando uma ação por danos morais contra o seu detrator.

Começando com Michel Temer, o presidente sobressalente, e seguindo com Renan Calheiros, Edison Lobão, Romero Jucá e Henrique Alves, todos foram citados na delação e parecem ter esquecido que prometeram reagir com veemência de inocente injustiçado ao golpe do Machado.

Terá sido mesmo um golpe?





27/06/2016
O jogo surdo de um processo

Uma ação que tramita no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, está sendo observada com luneta de fuzil por algumas lideranças políticas do RN.

É que o resultado da votação dos ministros pode determinar os destinos da eleição de senador em 2018, onde as vagas de Garibaldi Filho (PMDB) e José Agripino (DEM) estarão na disputa.

O jogo do acompanhamento da ação é silecioso, e o silêncio se torna vácuo pela cumplicidade de setores da imprensa, que fazem questão de não tocar no assunto.





27/06/2016
Adeus, futebol, adiós!

Estou de luto por Messi, chateado por ver um gênio acertar a trave da glória por três vezes seguidas e não levantar a taça de campeão. Messi acabou sendo o autor de um erro fatal, após levar a Argentina a três finais de copas.

Se no Brasil os craques sem títulos na seleção sofrem da "síndrome de Zico", no país de Messi a maldição dele tem elementos da melancolia que carecteriza o seu povo, e o peso da toponímia Argentina, o mesmo que "prata".

Não tenho dúvida que Messi é a jóia mais bem esculpida pelos deuses do futebol depois de Pelé. O mundo vem se encantando com ele há exatos 11 anos, ininterruptamente, desde que ascendeu ao time titular do Barcelona.

Minha admiração literária, cinematográfica e social pela Argentina tornou-se um culto futebolístico a partir do momento em que ele apareceu. Messi é um dos gênios que me empurram para as arquibancadas dos clubes e das seleções.

Tenho com o futebol uma relação semelhante com a que tenho com a política. Assim como não voto em partido, mas em pessoas, também coloco os craques acima dos times e com eles estabeleço meu ritual de alegrias e tristezas.

Garrincha me fez torcer pelo Botafogo. Pelé misturou em mim o amor pelo futebol com o pseudopatriotismo de torcer pela seleção brasileira. Quando ambos se aposentaram, passei a buscar gênios para torcer e venerar.

Vesti verde-amarelo em 1974, emulado pela presença de Marinho Chagas na Copa do Mundo. Até acreditei que Rivellino e Jairzinho juntos supririam a ausência do rei. Ledo engano. Mas a Holanda me deu a magia de Cruijff.

Quando o gênio da laranja mecânica refutou jogar a Copa 1978, perdi o encanto pelo evento, além de já estar emputecido com a não convocação de Marinho e Paulo Cezar Caju, os melhores do ano no Campeonato Nacional.

No entanto, havia Zico, que desde 1976, quando estreou pela seleção, iniciou um novo ciclo de confiança na gente após a despedida de Pelé. Não comungo com a tese estúpida de que o time de Coutinho foi campeão moral de 78.

Nova espera de 4 anos e Telê Santana fez de Zico o ícone de uma geração mágica, com Sócrates, Falcão, Junior, Cerezo e Leandro. Desde 1970, no tri, eu não tinha me envolvido tão emocionalmente numa Copa como em 1982.

Então veio a hecatombe de Sarriá, o "dream team" dos trópicos surpreendido pela sempre disciplinada e traiçoeira Itália, com sua grande geração de Dino Zoff, Baresi, Conti, Tardelli, Gentile, Scirea, Cabrini, Paolo Rossi & Cia.

Rompi definitivamente minha relação com a seleção brasileira, a chateação foi virando aversão até que a era da quadrilha de Lula e Dilma no comando do País transformou a aversão em raiva, me fazendo um secador da canarinho.

Meu último suspiro de paixão pelo Brasil foi em 1982, assim como em 1995 aconteceu o mesmo com o Botafogo, o time campeão de Túlio Maravilha. Afora isso, sou assíduo torcedor dos muitos craques espalhados pelo planeta.

Sofri por Messi ao final de mais uma Copa América e sigo com ele no adeus ao selecionado argentino, como fiz no passado com a seleção brasileira em honra de Pelé e de Zico. Fico aguardando novos gênios para me fazer feliz com o futebol.

Vai ter Copa na Rússia em 2018. Talvez assista algum jogo na TV, desde que não haja nada mais interessante por fazer. E eu desconfio que haverá muita coisa melhor do que um torneio sem Messi. Ainda me resta o Barcelona.





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