BLOG DO ALEX MEDEIROS

26/09/2016
O fenomenal Abbey Road

Num dia como hoje, no já distante 1969, era lançado o álbum dos Beatles "Abbey Road", nome retirado da rua de Londres aonde se localizava o estúdio homônimo. Produzido por George Martin, um dos tantos "quinto beatle", foi gravado entre fevereiro e agosto daquele ano, sendo o penúltimo LP da banda.

Apesar do clima descontraído durante as gravações - Martin diria anos depois que foi uma reunião alegre, talvez pelo fato dos quatro rapazes pensarem ser o último encontro em estúdio (esse dia aconteceria no começo de 1970 com o álbum Let it Be) - já havia um clima de separação nos Beatles.

Em abril de 1970, dias antes do lançamento oficial de Let it Be, uma entrevista de Paul McCartney anunciando um disco solo prenunciou o fim da banda. Mas nada disso impediu que o álbum "Abbey Road" se tornasse uma viagem do quarteto de volta à genialidade.

O disco foi sucesso de público e crítica, expondo um trabalho em que cada um dos componentes se superou em talento e técnica. Até Ringo, preconceituosamente posto de lado por fãs e analistas, deu um show de bateria e ainda emplacou uma canção própria, "Octopu's Garden".

Foi ali que George Harrison comprovou de uma vez por todas sua fantástica musicalidade, eternizando as composições "Something" e "Here Comes The Sun". E quando seguiu carreira solo ganhou uma anedota dos fãs: "Os Beatles eram uma banda formada por George Harrison e três caras".

John Lennon, imagine, talvez não esperasse que sua canção "Come Togheter" se tornaria um dos seus maiores clássicos e com uma popularidade espetacular. E Paul McCartney deitou e rolou no histórico vinil, compondo baladas como "Oh, Darling" e exibindo rebeldias em "Maxwell's Silver Hammer" e "You Never Give Me Your Money".

O álbum liderou as paradas britânicas durante 18 semanas, e quando foi lançado nos EUA, um mês depois, repetiu a dose ficando em primeiro lugar por 11 semanas. E a foto da sua capa é uma das imagens mais reproduzidas e copiadas do planeta. Foi clicada pelo fotógrafo freelancer Iain Macmillan no dia 8 de agosto de 1969. A sessão só durou 10 minutos.
Milhões de pessoas, fãs ou não dos Beatles, já visitaram a Abbey Road Street para se deixar fotografar na faixa de segurança, imitando a capa do disco. Apesar da ideia da imagem ter sido de McCartney, uma lenda urbana se formou em torno da fotografia sobre a sua suposta morte três anos antes, havendo, portanto, um clone em seu lugar.

Em Natal, o recente evento The Beatles Fest, realizado pelo site O Galo Informa, Bar Mormaço e SuperStars Promoções, utiliza a imagem do famoso álbum nas peças publicitárias. E a rua do bar adaptou uma faixa de segurança, onde já surgiram fãs dos Beatles tirando fotos.





25/09/2016
O olho gigante da China

A China anunciou hoje que colocou em operação o maior telescópio do mundo, acrescentando mais um passo na sua caminhada para superar os EUA nas pesquisas que buscam desvendar os segredos do Universo.

O telescópio de forma esférica (foto) mede 500 metros de abertura e vai ter nesse domingo sua "cerimônia de primeira luz", termo usado por cientistas para o dia em que os olhos do equipamento captam as primeiras imagens do espaço.

A inauguração ocorrerá após cinco anos de trabalhos que fazem do "Fast" (seu nome em inglês) o maior do planeta, superando o telescópio de Arecibo, em Porto Rico, que durante 53 anos ocupou o lugar de número um em tamanho.

Juntamente com outros aparatos tecnológicos complexos que o governo de Pequim planeja construir no futuro, o aparelho pretende atrair pesquisadores internacionais para a China.

Durante dez anos o governo chinês e seus cientistas estudaram mais de 400 locais para instalar o telescópio, até que se decidiram por uma região remota da província de Guizhou, cujas montanhas ao redor atuam como escudos contra interferências de radiofrequência.

O "Fast" cobre aproximadamente uma área de 30 campos de futebol e seu gigantesco olho cósmico de meio quilômetro de diâmetro conseguirá, certamente, realizar grandes contribuições para a compreensão humana da estrutura e da história do Universo.





25/09/2016
O equívoco petista

A visita de Lula a Natal terminou sendo um retrato do amadorismo que sempre esteve presente na trajetória do PT local em se tratando de eleições majoritárias para prefeito ou governador.

Diante de um quadro visível de rejeição do candidato Fernando Mineiro - e diga-se por contaminação do partido, já que nada há que desabone sua ficha pessoal - o PT decide organizar encontros e manifestações pela cidade com a pauta risível e inútil do "fora Temer".

Ora, qualquer moleque ginasiano sabe hoje que nada nem ninguém vai tirar Michel Temer do Planalto, a não ser a posse do futuro presidente em 1 de janeiro de 2019. Até um alienado político também sabe que os gritos de "fora Temer" não têm efeito sequer na Avenida Paulista, imagine em Natal.

O PT local perdeu uma grande oportunidade de explorar o carisma do seu maior e único líder nacional atrelando sua visita estritamente à candidatura de Mineiro, que precisa sair da margem de 6 pontos em que se atolou desde o começo da curta campanha.

A única palavra de ordem que interessa ao partido nesse instante é Mineiro, o resto é apenas perda de tempo e ingenuidade partidária que em nada ajuda a estimular a militância, que já anda um tanto raquítica nas passeatas.





25/09/2016
Semana do pires na mão

A semana vindoura será de expectativa quanto à movimentação dos 20 governadores das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, todos em situação de penúria financeira e à espera de uma ajuda que teima em demorar no Palácio do Planalto.

Todos pediram para serem recebidos urgentemente pelo presidente Michel Temer após sua chegada de Nova York, o que poderá ocorrer nos próximos dias. Do contrário, o grupo ameaça decretar calamidade pública de forma coletiva.

Há poucos dias, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, chegou a vislumbrar um empréstimo de R$ 20 milhões para cada estado, mas voltou atrás dizendo que só dispunha de R$ 8,5 milhões, pois o restante já havia sido usado.





25/09/2016
Pesquisa aponta nova vitória de Cunha em Macaíba

O prefeito de Macaíba, Fernando Cunha (PSD), caminha com folga para mais um mandato na cidade, segundo os números divulgados nesse domingo pelo Instituto Certus e pelo portal Agora RN.

De acordo com a pesquisa, Cunha tem o dobro das intenções de voto em relação à sua principal adversária, a ex-prefeita Marília Dias (PMDB), numa maioria que representa hoje mais de 10 mil votos no universo de pouco mais de 48 mil eleitores.

Fernando tem 44,76% contra 22,38% de Marília, enquanto que a atual vereadora Kátia Sena (PRP) vem em terceiro lugar com 7,86%. A pesquisa foi realizada nos dias 17 e 18 de setembro com 420 entrevistas.
Confira a aferição estimulada divulgada hoje:

Fernando Cunha 44,76%
Marília Dias 22,38%
Kátia Sena 7,86%
Nenhum 8,10%
Não sabe 15,95%
Não respondeu 0,95%





24/09/2016
Como reformei meu ensino

O cartunista Ziraldo, mestre das artes nacionais e que me deu a grande honra de gozar da sua amizade, cunhou há algum tempo uma das suas melhores frases: "ler é melhor do que estudar".

Quando conheci as revistinhas com os personagens da Mata do Fundão, onde o gênio de Caratinga inseriu a cultura brasileira nos quadrinhos, via o Saci Pererê, eu já era um menino maluquinho pela leitura.

Recém-saído do primário no Grupo Escolar Felizardo Moura, nas Quintas, devorava os livros de história, geografia, filosofia e literatura que pertenciam ao meu irmão Graco, então um concluinte do ginásio e já num estágio de hippie.

Quando passei no exame de admissão e fui fazer o ginásio na Escola Estadual Winston Churchill, em 1972, tive o prazer inenarrável de conhecer a Biblioteca Pública Câmara Cascudo, inaugurada três anos antes ao lado do Colégio Atheneu.

Foi a partir dali que botei em prática minha própria reforma do ensino e antecipei, em décadas, a assertiva de Ziraldo. Os livros, muitos livros, me empurraram anos à frente da grade curricular daquele ginásio que toquei como quem brinca de cumprir tarefa nas gincanas.

Durante aqueles anos, por mais das vezes venci a distância entre casa e colégio a pé, economizando o limitado dinheiro do ônibus e do lanche para poder comprar revistas de super-heróis nas cigarreiras da avenida Rio Branco.

Com o advento do universo da biblioteca, fiz o percurso duas vezes ao dia, já que retornava para almoçar em casa e logo depois batia as pernas de novo, agora em direção a Petrópolis, onde folheava os livros e carregava dois emprestados.

Nas brincadeiras da rua, principalmente nas peladas de futebol, os colegas me tratavam às vezes como um nerd (apesar de não existir a nomenclatura na época). Ninguém entendia o que diabo era um adolescente com livros de Shakespeare ou Herman Hesse.

Não havia qualquer planejamento disciplinar ou conexão entre os assuntos do meu interesse. Devolvia um livro de Drummond, outro de Gibran, e voltava para casa com um de Jorge Amado e outro de Immanuel Kant, que eu nada entendia, frize-se.

Muita gente entrou na minha cabeça, invadida a cada viagem a pé entre a avenida Mário Negócio e a rua Potengi: Fernando Pessoa, Cassimiro de Abreu, Nietzsche, Manuel Bandeira, Thomas Mann, Érico Veríssimo, Alexandre Dumas, Luiz Carlos Maciel e até Adelaide Carraro.

Consumia também revistas fotonovelas que pegava nas salas da vizinhança, principalmente os títulos Jacques Douglas e Lucky Martin. Houve uma fase também dos livrinhos de bolso com aventuras do FBI e de faroeste. E logo vieram os discos de rock n roll.

Aí eu já morava em Candelária, inserido na Esquina do Rock, local onde se reuniam diariamente os adolescentes do novo bairro da zona sul. Nas lojas Discol e MusiSom, durante a gazeta ou final das aulas, ouvia Janis Joplin, The Who, Pink Floyd, Uriah Heep, Rolling Stones e, claro, Bob Dylan e Beatles.

Devo minha vida aquela reforma do ensino que fiz inadvertidamente e sem qualquer premeditação, apenas num instinto talvez alimentado pela revolução cultural que tomava conta do planeta naqueles dias. Os livros, o rock e os quadrinhos fizeram minha cabeça.

Adulto e pai, nunca deixei de dar livros e revistas aos meus filhos, mais das vezes repetindo o velho e bom Ziraldo: "ler é melhor do que estudar". E aprendi a presentear pessoas queridas com livro e música. Inclusive quando amo, substituo rosas roubadas por livros comprados. E se dou uma música em especial é porque estou beijando.





24/09/2016
Não é exatamente assim

Em entrevista na rádio 96 FM, quinta-feira, o candidato a prefeito pelo Solidariedade, Kelps Lima, exagerou no autoelogio ao se referir ao formato da sua publicidade, voltada para a linguagem das redes sociais, principalmente pela via do aparelho celular.

O deputado disse que sua campanha é modesta porque tudo é feito só através de um telefone e que ele mesmo é o responsável pelos textos das peças publicitárias. Mas não é bem assim: Kelps conta com o talento do publicitário Pedro Ratts, um dos bons do mercado no uso da internet, e as imagens no celular são editadas para adaptação na TV.





24/09/2016
Bate boca digital

Não convidem para a mesma arquibancada ou camarote da Arena das Dunas o presidente do América FC, Beto Santos, e o narrador esportivo Marcos Lopes. Um tiroteio verbal na rede social do Twitter, na semana passada, expôs o fosso que os separa de qualquer entendimento pela via do diálogo.





20/09/2016
Brainstorming do achismo

 Basta somar os comunicólogos informais, os pitaqueiros self service e os analistas de improviso, e o governo do estado já tem o maior número de especialistas em comunicação e marketing por metro quadrado. Com oitenta por cento fingindo que a preocupação real é a imagem do governador Robinson Faria. 





19/09/2016
Lava Jato nos cinemas

Com o título provisório de "Polícia Federal: a Lei é Para Todos", a operação Lava Jato está para ganhar uma versão cinematográfica abordando todas as investigações realizadas pela força-tarefa da PF e MPF sob a condução do juiz Sergio Moro.

Com filmagens planejadas para Curitiba e Brasília, o filme terá como protagonista o ator Rodrigo Lombardi que interpretará o juiz Moro (ambos na foto). E terá ainda no elenco figuras consagradas da dramaturgia nacional como Selton Mello e Viviane Pasmanter.





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