BLOG DO ALEX MEDEIROS

Veja o video:

30/04/2016
Filme-catástrofe escandinavo

Lançado ano passado, o longa metragem "A Onda" já está disponível por aí em DVDs genéricos, em sites ousados ou por serviços de streaming.

É do diretor norueguês Roah Uthaug.





30/04/2016
Nova Lara Croft é sueca

A revista Variety divulgou quinta-feira que a atriz sueca Alicia Vikander, vencedora do Oscar pelo papel em A Garota Dinamarquesa, será a nova Lara Croft nas telas. A personagem do famoso game Tomb Raider já foi interpretada duas vezes por Angelina Jolie, em 2001 e 2003.

O roteirista Evan Daugherty (de Branca de Neve e o Caçador) será o autor da nova aventura, enquanto que o cineasta Roar Uthaug, que dirigiu o filme-catástrofe A Onda (ainda por estrear por essas praias de Natal), irá tocar o novo Tomb Raider. Alicia será uma Lara mais jovem e provavelmente a viver a sua primeira aventura.

Nos games, Lara Croft se apresenta como uma mulher inteligente, de origem nobre, uma perspicaz arqueóloga e uma atlética lutadora de artes marciais. Nas suas aventuras são comuns conflitos com diversas entidades, que vão desde gangsters a criaturas lendárias e seres sobrenaturais, o que já provocou comparações com o universo de Indiana Jones.





30/04/2016
Tuitadas e traulitadas na senadora

As demoradas reuniões da comissão do impeachment no Senado Federal, que nos últimos dois dias se estenderam pela noite com depoimentos de acusadores e defensores da presidente Dilma Rousseff, serviram também para expor a qualidade verbal e gestual dos senadores que interpelaram as duas partes.

Com transmissão ao vivo em vários canais de TV fechada, além da própria TV Senado (aberta), as sessões atrairam a audiência de todo o Brasil e movimentaram as redes sociais com seus comentários contra e a favor do PT e aliados. Alguns senadores foram alvos de críticas mais ácidas, como a senadora potiguar Fátima Bezerra (PT).

Seus parcos predicados verbais e as constantes interrupções da reunião para defender os advogados da sua "presidenta", tendo por várias vezes confundido isso com "questão de ordem" (praticado à exaustão nas reuniões do PT natalense), provocaram reações hilárias no Twitter e até algumas impublicáveis.

Fátima Bezerra no plenário do Senado é como um boiadeiro numa loja de langerie.





28/04/2016
A ratoeira de Simeone

O melhor sistema defensivo do mundo funcionou de novo e o Atlético de Madrid abriu vantagem sobre o Bayern de Munique na primeira partida da semifinal da Champions League. A vitória veio num golaço de Saúl ao estilo de Messi.

Foi um primeiro tempo primoroso, onde o esquema de jogo do time espanhol conseguiu superar o poderio do clube alemão, que tentou de todas as formas furar o bloqueio armado pelo técnico Simeone e que desde 2013 faz do Atlético um time dificil de tomar gol.

No segundo tempo, com o placar de 1 x 0 favorável, o treinador argentino - já tido por muitos na imprensa européia como melhor do mundo - colocou o sistema defensivo em alerta para as investidas do Bayern. Foi uma blitz terrível que levou o goleiro Oblac a pelo menos três defesas monstruosas.

Nas arquibancadas lotadas, era possível perceber nos sustos da torcida madrilenha a súbita figura de um velho fantasma vestido nas cores do time bávaro. Muitos lembravam da trágica final de 1974, quando o esquadrão de Beckenbauer, Müller e Breitner enfiou 4 x 0 e levou o título europeu.

Só que 42 anos depois, há uma muralha na zona defensiva do Atlético, e que ontem nem estava completa na ausência do maior zagueiro do planeta na atualidade, o uruguaio Godin. Havia, na verdade, uma ratoeira na área atleticana, como bem interpretou o próprio Bayern.

Ontem, logo após o jogo, a conta oficial do clube germânico no Twitter publicou uma hilária imagem para explicar a ausência de gol no Vicente Calderón, o imenso alçapão do adversário. Um antigo filmete do Mickey abrindo uma porta que leva a outra, a outra e a outra.

A ratoeira de Simeone foi precisa. Resta ao time de Guardiola arrebentar outras portas que possam aparecer no jogo da volta, em casa. Vai ser jogão e ninguém é mais favorito. Pelo menos em tese.





28/04/2016
A vez de Waltinho?

Semana passada, li na coluna de Daniela Freire, no diário Novo (ex-Novo Jornal), uma longa nota, dividida em duas, em que ela costurava uma tese sobre uma possível candidatura do ex-ministro do Turismo Henrique Alves a prefeito de Natal.

Dizia a bela loira que até havia no ninho bacurau quem defendesse a ideia, supostamente encarada com bons olhos pelo senador Garibaldi Filho, diante da perspectiva de descongestionamento do caminho das duas vagas de deputado federal que muito provavelmente serão disputadas por seu filho e o primo Henrique.

Nas rodas de conversas políticas que andei discutindo a tese, não ouvi ninguém desconsiderando completamente a suposição posta na coluna de Daniela, mas encontrei uma outra situação que, de acordo com os interlocutores, é muito mais viável em outubro de 2016.

Baseada em algumas questões levantadas pela colunista do Novo, o ponto divergente é exatamente o nome do candidato. E é o deputado Walter Alves quem ganha status de pré-candidato ao Palácio Felipe Camarão, onde já está o outro primo, Carlos Eduardo, louco de vontade de continuar por lá.

Seria uma candidatura ideal para o PMDB, para Garibaldi e para Henrique, que não precisariam mais caminhar com o PDT do atual prefeito, estreita e radicalmente aliado do PT no plano federal e com chances de juntar os bigodes, e os cargos comissionados, nesses tempos de rompimentos em Brasília e no RN.

De uma coisa é possível prognosticar: Waltinho teria, sim, grandes chances. Maiores do que o próprio Henrique com seu estigma de perder eleições majoritárias. Aliás, tudo indica que o filho de Aluizio Alves tem uma porção de coisas grandes para conquistar (como dizia Raul Seixas) no futuro governo do amigo Michel Temer.





27/04/2016
Coisas de cinema

Enquanto "Os Intocáveis" alimentam uma "Rede de Corrpução" e "A Grande Ilusão" esconde as "Intrigas de Estado", uma "Tropa de Elite", em "Vício Frenético", ganha status de "Todos os Homens do Presidente" para manter os "Segredos do Poder" enquanto "Os Fantasmas se Divertem".





26/04/2016
Nem PT, nem PMDB

Saiu uma nova pesquisa Ibope.

E o resultado é, como se esperava, a rejeição generalizada aos dois partidos que comandam a República com seus satélites.

Para 62% dos brasileiros, Dilma e Temer devem pegar o beco juntos para que o País passe por novas eleições presidenciais.

Na opinião de 25%, Dilma deveria continuar no Planalto, mas com um novo pacto entre o governo e a oposição.

E apenas 8% desejam ver o vice-presidente Michel Temer assumir a presidência da Nação.

Com o impechment da Dilma praticamente definido, o PMDB poderá assumir mais uma vez os destinos do Brasil sem ter precisado de um único voto nas urnas.

Foi assim com o colégio eleitoral de 1985. De lá para cá, o partido esteve sempre
na linha de frente do governo federal sem ter um só líder com condições de disputar
uma eleição direta para presidente.





25/04/2016
A canalhice na Síndrome de Dora

Lênin ensinou aos militontos do comunismo internacional uma tática canalha de ataque aos opositores. O mantra bolchevique era "acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é".

Na América Latina, quem melhor seguiu à risca o tosco ensinamento foram os bolivarianos de Hugo Chávez e os petralhas de Lula. Corruptos e dissimulados, acusam de ladrão a todo mundo que não pense igual a eles.

Recentemente, uma tática também canalha, mas diferente da leninista, tem sido utilizada em Natal. Trata-se de formular algum barulho midiático ou uma denúncia nas redes sociais para tentar abafar por aqui a repercussão nacional de crimes e deslizes de uma oligarquia qualquer.

Eu chamei de "Síndrome da Dora", uma referência ao personagem da atriz Fernanda Montenegro no filme Central do Brasil. Algum clone da missivista arrumou um assunto com três meses de atraso para ver se a zoada abafava as bombas da nova fase da operação Lava-Jato, que explodirá também no RN, como mostra hoje uma página de O Globo.





25/04/2016
Tucano da espécie Muro

O PT implantou uma república da gatunagem, saqueou o patrimônio público e ganhou uma eleição de forma desonesta com derrame de dinheiro sujo e burlando as urnas eletrônicas sob a vigilância do ex-advogado Dias Toffoli. O ponto exato da fraude foi na apuração de Pernambuco. Já escrevi sobre isso.

Pouco tempo depois, graças ao espírito público de um juiz de primeira instância lá do Paraná, a roubalheira petista foi desbaratada e as ligações criminosas do governo Dilma com o mensalão e o petrolão acabaram vindo à luz do dia e da Justiça. Para fazer valer a Constituição, a oposição abriu o processo de impeachment, como fez contra Collor em 1992 com a ajuda do PT.

Aí, quando finalmente a quadrilha da ideologia rococó está prestes a ser presa e a sumir nos esgotos da História, quando o Brasil tem a chance de pelo menos tentar reparar o estrago, num novo governo de característica provisória (mesmo tocado pelos delinquentes do PMDB), setores do PSDB (o partido rival do PT) querem tirar o corpo fora e não dar contribuição.

E estes setores são liderados exatamente por quem foi surrupiado no golpe eleitoral da Dilma, o senador Aécio Neves, ora vejam. Enquanto a imprensa fala das intenções de parceria do governador paulista Geraldo Alckmin e do senador idem José Serra, o neto de Tancredo Neves decide correr da raia.

Com seu jeitão de eterno menino mimado, de quem só joga se for dono da bola, Aécio quer manter a velha imagem do muro, a versão tucana dos três macacos sábios lá do santuário de Toshogu, no Japão. Parece coisa de playboy frouxo em baile de debutante: paquera, atanaza a garota, e quando ela quer, sai de fininho da festa.

Te manca, Aécio, ninguém aqui é japonês como os macacos do templo. Estamos todos de olhos bem abertos.





23/04/2016
A década de Prince

No começo dos anos 1980, quando no Brasil os ventos da Tropicália já não sopravam e davam lugar ao sopro de uma nova onda - new wave - e ao barulho de uma lira paulistana, dois jovens e grandes artistas americanos iniciavam uma disputa pela audiência da nova música negra, filha legítima do Rhythm and Blues.

Seus nomes eram Michael Jackson, o ex-menino prodígio da big family Jackson Five, empurrado na carreira-solo pela genialidade de um produtor e compositor chamado Quincy Jones; e Prince, um jovem multi-instrumentista, fã de James Brown, patrocinado pelo executivo Owen Husney, que o colocou na Warner.

Ambos explodiram nas paradas. Michael com suas canções de temáticas social, sexual e étnica; além de uma dança que segundo Caetano Veloso jogava o rebolado de Elvis e Mick Jagger ao plano dos robôs. Prince, com um potencial inovador em várias frentes, como o RB, o funk, o hard rock e o rap, que ainda sequer rastejava.

Menos comercial que o rival, Prince conseguiu romper o mercado com vendas espetaculares e uma popularidade fenomenal. Seus concertos eram de ruptura com o status quo do showbiz, sobretudo suas declarações de cunho político e as atitudes de confronto à indústria discográfica.

Os números do seu sucesso (vendeu milhões de discos e foi, junto com Michael Jackson, dos primeiros a romper a casa de US$ 100 milhões em contratos) não foram suficientes para livrá-lo da pecha de músico inconformado e rebelde. Foi boicotado por isso e teve dificuldade de sair dos limites dos EUA e Inglaterra.

Desde 1978, quando completou apenas 20 anos, a carreira de Prince rendeu mais de 40 discos, numa produção que sempre prezou pela qualidade técnica e pelo virtuosismo das suas interpretações e manejo dos muitos instrumentos. Alguns álbuns já são História, como "Parade", "Lovesexy", "Around the world in a day" e os revolucionários "Purple Rain" e "Sign o' The Times".

Nos anos do auge da juventude da minha geração, Prince e Michael Jackson não apenas foram os herdeiros legítimos da música negra, como souberam tocar o legado de caras incríveis como John Lee Hooker, James Brown, Little Richard, Chuck Berry, Ray Charles e Jimi Hendrix.

Dominaram o planeta dos anos 1980 na batalha das vendas de discos, cada um com seu estilo e temperamento, e durante todo o tempo do duelo íntimo de mercado só foram molestados por uma terceira figura, branca, que logo formou com eles o trio parada dura da década: Madonna, a única agora entre nós.





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