BLOG DO ALEX MEDEIROS

13/04/2016
Morte de lutador põe MMA nas cordas

Uma das coisas mais imbecis já inventadas nesses tempos de imbecilidades, o UFC começa a gerar debates na Europa sobre sua periculosidade para a vida daqueles que praticam a carnificina que muitos idiotas teimam em chamar de esporte e, até (pasmem), de arte.

O momento pontual que deu início aos questionamentos às lutas que tem no Brasil um dos grandes mercados do mundo foi quando morreu, na segunda-feira, o lutador português João ‘Rafeiro' Carvalho, após ser nocauteado pelo irlandês Charlie Ward, que integra a equipe do escocês Conor McGregor, aquele que derrotou o brasileiro José Aldo.

Durante os dias em que Carvalho ficou internado, o pai do seu oponente foi visita-lo no hospital e declarou à imprensa que "o juiz deveria ter terminado o combate mais cedo", Isso foi o estopim para que outras vozes dissessem a mesma coisa, levando as autoridades a abrirem duas investigações sobre a luta.

O próprio McGregor, que lamentou a morte do português e tratou de não condenar o colega vencedor do combate, concordou com o argumento de que a tragédia poderia ter sido evitada se o árbitro interrompesse a luta alguns minutos antes do nocaute.

Agora, o ministro dos Esportes da Irlanda, Michael Ring, está defendendo que o MMA seja regulamentado no país, de forma a não oferecer ameaça à vida dos lutadores. Ele afirmou que desde que a modalidade começou a ser praticada ficou visível que havia um problema quanto à violência desnecessária dos combates.





Veja o video:

13/04/2016





Veja o video:

13/04/2016





Veja o video:

13/04/2016





Veja o video:

13/04/2016
Dia do Beijo





Veja o video:

13/04/2016
Dia do Beijo





13/04/2016
Nostalgia made in Natal

Algumas vezes, em artigos publicados em jornal, citei uma fala de um personagem do romance Linha do Tempo, do escritor americano Michael Crichton, o cara que criou Jurassic Park e O Enigma de Andrômeda.

No livro, alguém afirma ser o passado o destino turístico preferido dos seres humanos. Se houvessem condições técnicas e biológicas, a maioria de nós escolheria voltar no tempo, muito mais que férias em Paris ou Barcelona.

Nas vezes que falei sobre isso, o empresário Manoel Ramalho, meu leitor da TV União, guardou o comentário do personagem literário. Assim como eu, ele tem o bom costume de consumir saudades em velhos filmes, livros e revistas.

Manoel também percebeu que havia uma tendência retrô (os artistas e arquitetos chamam vintage) estabelecendo um mercado que não parava de crescer. Mais e mais e pessoas compravam coisas relacionadas ao passado.

A partir dessa percepção, ele começou a adquirir direitos autorais de filmes clássicos e antigos seriados de televisão, aqueles em preto e branco que encantou a infância da nossa geração. E passou a exibi-los na sua TV.

Não demorou e seu acervo atingiu a casa dos milhares de títulos, obras produzidas entre as décadas de 1940 e 1980, todas devidamente adquiridas de forma legal, com o direito autoral de muitas respeitado pelo colecionador.

Nas últimas semanas, a notícia sobre o surgimento de um novo serviço online no estilo Netflix ganhou destaque nos principais jornais e sites do Brasil. Grande repercussão sobre a criação do Oldflix, um portal de filmes antigos.

O novo serviço de streaming (a tecnologia de envio de multimídia por transferência de dados via Internet) repercutiu tanto que foi até motivo de equivocados debates nas redes sociais, onde se imaginou ser franquia da Netflix.

O que ninguém pensou no primeiro momento é que a grande ideia de oferecer clássicos cinematográficos e televisivos surgiu em Natal, concebida por Manoel Ramalho e sua família ao longo de três anos e que agora se consolida.

O Oldflix já é um sucesso, mesmo antes do projeto técnico ter alcançado um nível avançado de suporte de acesso. Com apenas 48 horas no ar, o site recebeu onze mil pedidos de assinaturas. Olha aí o bilhete para o passado.

Numa conversa rápida com Manoel, na segunda-feira, 11, ele me revelou um dado que surpreende - se já não fosse surpresa a tendência retrô das pessoas: mais de 60% dos assinantes estão na faixa etária entre 20 e 36 anos.

Definitivamente, os bons tempos voltaram e os jovens decidiram viajar nele. Longo tempo a Oldflix! (AMed)





09/04/2016
O Sapo e o Pato

O Brasil está nas ruas, num duelo entre forças antagônicas que se imaginam, cada uma com sua retórica, fiéis representantes da sociedade. Nas últimas semanas, a imagem de um pato amarelo se incorporou ao cenário onde já estava um sapo barbudo.

O pato é invenção dos empresários da Avenida Paulista, um recado contra os impostos que brasileiro nenhum gosta de pagar. O sapo ganhou uma imagem nova, o Pixuleco, inspirada no tatu Fuleco da Copa 14. Tudo me leva de volta aos meus 9 ou 10 anos.

Nos flashes de recordação, eu penso que estávamos em fins de 1968, posto que dali a pouco tempo meus pais trocariam o pequeno bairro de Santos Reis pelo populoso bairro das Quintas, mudança ocorrida no ano seguinte, em que a Apolo 11 pousou na Lua.

Outro fato para estabelecer o período temporal é que as rádios locais repetiam os sucessos de 1967: Namoradinha de um amigo meu, do Roberto; Era um garoto que como eu, dos Incríveis; A Praça, de Ronnie Von; e Coração de Papel, de Sergio Reis.

Entre as mil brincadeiras da Rua Berta Guilherme, carrinhos de lata, polícia vs ladrão, bola de gude e baladeira com balas de carrapateira. As principais vítimas dos tiros eram as lagartixas, onde o colega Marquinho Gumes era uma espécie de "sniper" russo.

Nas festas juninas, que duravam uma gostosa eternidade, alguém inventou a maldosa arte de jogar brasa de fogueira para os sapos que apareciam com as chuvas. Eu demorei a aderir, até que um dia agarrei o anuro e sapequei uma brasa (mora), em sua boca.

O bicho morreu. Alguém sepultou no terreno onde um vizinho criava galinhas e patos. Do dia seguinte em diante, percebendo meu constrangimento pelo assassinato do sapo, Marquinho passou a explorar a situação e me acusar diante dos adultos. Sem uma resposta adequada, eu tentava mostrar que no ano anterior ele havia matado um pato.

Lembrei hoje dessa passagem da infância ao parar para pensar na conjuntura política do Brasil. Há um clima generalizado de acusações e delações, de sujos falando de mal lavados, de criminosos medindo o tamanho dos seus deslizes com o dos outros.

Parece meu desaparecido colega dos anos 60 acusando o crime do sapo, ao mesmo tempo em que escondia, ou disfarçava, o crime do pato. Nos dias de hoje, são exatamente um sapo e um pato a representar os lados da crise que mata a Nação.

O sapo Lula no comando de uma organização criminosa que assaltou os cofres públicos para instalar seu projeto de ditadura proletária. Tudo isso feito com a cumplicidade da elite da indústria da construção, representada pelas maiores empreiteiras do País.

Aí, quando setores da sociedade decidem tirar a bunda do sofá e ir às ruas gritar basta, quem é que aparece com cara de bom moço para condenar o sapo? Os poderosos dirigentes industriais da CNI e da Fiesp, simbolizados nos protestos por um pato.

E eu pergunto: além do PMDB, quem melhor (ou pior) fez o papel de cúmplice do PT no mar de lama que levou o Brasil a afundar na crise política, econômica e moral? Já respondo: as grandes construtoras, todas filiadas aos sindicatos patronais da indústria.

Portanto, digo agora o que deveria ter dito em 1967 quando fui condenado pelo crime do sapo. Meu erro não foi menor ou maior do que o do meu amigo que praticou o crime do pato. Ambos fomos venais diante de uma vida que poderia ter sido poupada.

O Brasil que vemos agora, moribundo, sem perspectiva, constrangido no cenário internacional, é consequência da sanha criminosa de políticos e empresários corruptos, bem, ou mal, representados nas ruas por um sapo e um pato sem o menor escrúpulo.





07/04/2016
Esse jogo não é 1 a 1

E segue o zum-zum-zum a la Jackson do Pandeiro nos corredores da Câmara Federal. O PMDB, dando plantão para evitar o clima de mal jogada, contabiliza 323 votos a favor do impeachment de Dilma. Já o Planalto e o PT contam 150 hoje, enquanto que parlamentares mais racionais dizem que o governo só teria no momento 126 votos.

No puxadinho governamental que Lula implantou num hotel vizinho ao Planalto, a ordem é que os emissários petistas não percam tempo interpelando deputados que assumem abertamente o voto pró-impeachment. O chefe quer ataque frontal e total nos indecisos e na turma do baixo clero.

Os cargos abertos pela fuga do PMDB estão no centro das negociações, mas nada de usar o Diário Oficial para demonstrar o bazar político. Dilma já disse, num jogo tático, que nomeações só depois da votação. Talvez os tais termos de posse estejam entupindo as gavetas do senhor Bessias, ou Messias, o estafeta do rumoroso caso da nomeação de Lula na Casa Civil.





07/04/2016
Há 30 anos

Para marcar o Dia do Jornalista, o resgate de uma tarde na UFRN, em 1986, na sala da Adurn, fazendo um texto para um cartaz da campanha eleitoral da entidade.





1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71