BLOG DO ALEX MEDEIROS

28/03/2016
Ainda o assédio e os estupros

Por iniciativa da deputada Cristiane Dantas (PCdoB), a Assembleia Legislativa começa a semana com mais um debate sobre a violência contra a mulher, a partir das 14h30, no auditório da Casa.

Segundo a proposição da parlamentar, a audiência pública centralizar o debate nos crimes de assédio sexual nas ruas e nos transportes públicos, além dos casos de estupros que continuam ocorrendo em todo o estado.

Aliás, poucos dias atrás uma jovem foi estuprada no terreno contíguo ao Centro Administrativo, ali onde se armam os circos que visitam Natal. Outras mulheres já haviam sido vítimas de ataques no mesmo local, sem no entanto ter se concluído o estupro.

Dito isto, pergunto à Prefeitura da cidade o que está faltando para exigir dos proprietários do terreno que providenciem o cerco da área? Afinal, assim deve ser todo espaço privado sem imóvel construído. Do jeito que está, baldio, é um atrativo para os bandidos que covardemente atacam mulheres.





Veja o video:



22/03/2016





22/03/2016
Serra está na área

Foi só jogo de cena a declaração do vice Michel Temer (PMDB) sobre supostas conversas com o senador José Serra (PSDB) em que ambos estariam discutindo táticas para um futuro governo pós-impeachment de Dilma Rousseff.

Não é de agora que os dois vêm trocando figurinhas eleitorais. E agora estão quase enchendo o álbum do amanhã depois que Serra se distanciou de Geraldo Alckmin no processo interno dos tucanos paulistas para escolher um candidato a prefeito.

O PMDB poderá, sim, contar com o senador para formar uma chapa na eleição presidencial de 2018. A questão é apenas de amarrar os bigodes com Temer, que teria que prometer não ser candidato a reeleição se assumir o Planalto numa provável queda de Dilma.





22/03/2016
FHC sobre os telefonemas de Lula

"Não tem nada de republicano,
nada de democrático,
são coisas de chefe de bando."

Por ser elegante e diplomático,
acho que FHC ainda pegou leve.





22/03/2016
Liberdade vs islamismo

Ao abrir suas fronteiras e o coração para a entrada de milhões de muçulmanos, a Europa acabou patrocinando seu próprio inferno.
O terror islâmico não vai parar de avançar sobre o futuro da civilização ocidental.





19/03/2016
Coxinha e Mortadela no Brasil indivisível

Na quinta-feira, estudantes de uma escola de classe média alta do Recife vestiram preto numa manifestação de luto pela situação política do Brasil, atendendo ao pedido dos defensores do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Quando a foto dos jovens alunos se espalhou pelas redes sociais do País, militantes virtuais do Partido dos Trabalhadores e do Partido Comunista do Brasil trataram de desqualificar o protesto usando como argumento a classe social da turma.

Entre as tantas piadas contras os estudantes, uma dizia que no comércio de roupas de grife da capital pernambucana havia acabado todo o estoque de camisetas da marca Calvin Klein, que custam entre R$ 40,00 e R$ 80,00 as chamadas básicas de algodão.

Na sexta-feira bem cedo, circularam pela internet e no passeio público alguns panfletos que o PT confeccionou para convocar a militância para o ato público em favor de Dilma e Lula e contra o juiz Sergio Moro, além - é claro - de protestar contra o impeachment.

Numa das mensagens partidárias, de distribuição nacional, tinha uma orientação específica para que todos os diretórios buscassem nos bairros periféricos e nas pequenas cidades pessoas de pele preta ou parda, numa clara (perdão do trocadilho) artimanha racista de estabelecer uma representação popular na passeata.

Simpatizantes dos partidos de oposição caíram de pau na panfletagem, esquecendo até o fato de que eles também incorrem na mesma desfaçatez quando batizaram as pessoas que recebem bolsas-esmolas do governo pelo termo mortadela (a carne que compõe o sanduíche distribuído pela CUT).

Faz tempo que os arautos das ideologias autoritárias e dos interesses comerciais tentam dividir o Brasil entre pobres e ricos, pretos e brancos, petistas e tucanos. Para isso, desde a campanha eleitoral de 2014, os simpatizantes de Lula e de FHC passaram a se chamar "mortadelas e coxinhas".

Vai longe o tempo em que esquerda e direita no Brasil se diferenciavam no debate de ideias e de entendimento de como se constrói uma civilização democrática. Nascidos de uma mesma placenta ideológica, no centro-esquerda que sucedeu o regime militar, PT e PSDB viraram apenas um Fla x Flu sem glamour.

Alienados no processo histórico do País e ignorando a condição étnica indivisível da nossa gente, travam nas ruas e nas tribunas uma pendenga histérica que só não é estéril na gestação de um clima beligerante que transforma todos em brucutus políticos.

No começo da noite dessa sexta-feira, quando conversava sobre a manifestação do PT com o governador Robinson Faria, o desembargador Claudio Santos e o empresário Ruyzito Gaspar num café de Petrópolis, capturei na timeline do Twitter a bela foto que ilustra este comentário.

São dois garotinhos do interior do Brasil, irmanados num coleguismo imune a qualquer diferença social que possa existir entre ambos. Uma amizade de natureza real, livre dos arranhões que a vida dos adultos impõe quando das escolhas pessoais de cada um.

Não sei como se chamam. Vou tratá-los como "Coxinha" e "Mortadela", numa referência quase semiótica de ironia com a idiotice que os militantes partidários espalham pela Nação contaminando a todos e atingindo até as instituições imprescindíveis para a construção do nosso futuro civilizatório.

Minha família não é tão numerosa, mas tem uma quantidade suficiente de entes queridos para contemplar posicionamentos políticos, religiosos e filosóficos distintos ou até gostos artísticos bastante divergentes. Um dos meus filhos é antagônico a mim no aspecto ideológico, mas quando discutimos deixo que a coisa transcorra como uma diferença clubista.

O futebol é sempre mais palatável do que o tempero medieval que os partidos impuseram às coxinhas e mortadelas que alimentam a maioria da massa usada para interesses violentos ao presente e perigosos ao futuro.





16/03/2016
Do poeta Gabo Penaforte

Como o crime se encaixa
no brasileiro jeitinho
o Lula foi de fininho
e pegou de volta a faixa 





16/03/2016
Cinismo, leniência e leninismo

Aloizio Mercadante só faltou se declarar marxista-kardecista, tamanha foi sua solidariedade diante do sofrimento pessoal de Delcídio Amaral. E olha que o ministro da Educação sempre detestou o senador, nunca sequer respeitou seus cabelos brancos.

É incrível a capacidade dos petistas com formação leninista de juntar à perfeição retórica e cinismo. Sentam diante de uma platéia de jornalistas, com transmissão para o País inteiro, e se derramam em humanismo para ilustrar a mentira.

Outro dia o padre Fabio Mello, um dos superstars da igreja católica, declarou que prefere conviver com um ateu decente do que com um religioso canalha. Os adjetivos que ele usou não foram bem esses, mas não altera o significado do seu recado.

Na questão da podridão que envolve o PT e seus cúmplices, empresariais e partidários, penso que é mais sanitário discutir com fanáticos religiosos do que com petistas dissimulados. São todos especialistas em mentir para salvar a ideologia.

Surpreendeu a cara de pau de Mercadante em insistir na tese de que procurou o assessor de Delcídio por pura compaixão humana, por ter valores morais que o deixaram arrasado ao ver a situação da família do senador que ele detesta.

Não muito diferente do ministro da Educação, a horda de petistas que habitam as redes sociais, inclusive alguns com qualificação acadêmica (pasmem), saiu em sua defesa minimizando o conteúdo da delação premiada e a gravação do assessor.

O cinismo é tanto que nenhum deles disfarçou nas postagens para encontrar o contra-argumento em favor do colega militante. A mesma delação que refutam é utilizada para condenar os nomes da oposição citados por Delcício Amaral.

A desonestidade intelectual da esquerda brasileira já levou o poeta Bráulio Tavares a cunhar no passado a frase "a direita nunca me enganou, a esquerda já". Sempre que leio a petralhada cuspindo teses no Twitter e Facebook para defender o partido que virou organização criminosa, lembro de Shakespeare: "Oh! que formosa aparência tem a falsidade!"





14/03/2016
Animais e o bicho homem

Desde a tenra juventude, tenho me manifestado no Dia da Poesia, em 14/3, de maneiras distintas, em atos coletivos (anos 80) ou isoladamente (até os dias atuais publicando poemas em jornal ou internet).
A poesia divide a data com os animais, que para muitas pessoas são encantadores como um bom poema. Nunca criei bichinho de estimação; mas, na infância havia gatos e porquinhos da Índia na casa dos meus pais, por iniciativa de mamãe e meu irmão.
Hoje, quero destacar a data pela primeira vez contando um belo caso sobre a relação gente-bicho, narrada pelo mestre Câmara Cascudo em seu clássico consagrado "O Tempo e Eu", de 1968, o ano em que um gato alvinegro chamado Nito sumiu lá de casa deixando minha mãe entristecida por semanas.
Cinco anos antes, em 63, a filha de Cascudo, Ana Maria, era uma jovem promotora pública na cidade de São Gonçalo, pertinho de Natal.
Um dia, em visita à delegacia para tomar ciência das ocorrências policiais, foi informada de uma prisão por agressão. Pediu ao delegado para ver o prisioneiro e ao ter acesso indagou-lhe do ocorrido.
O homem disse que não praticou crime, apenas quis castigar com a justiça dos seus punhos um elemento que maltratou um cachorro. Ana perguntou se ele viu a covardia do outro ou apenas ficou sabendo por terceiros.
Para seu espanto, o preso revelou que só soube e que a única testemunha era o próprio animal. - "Você está querendo dizer que fala com os animais?", perguntou a promotora.
E o espanto aumentou com a resposta: - "Falo, sim, senhora, compreendo todos, e é isso que tá deixando minha vida complicada". Antes de qualquer reação de Ana Maria, o homem apontou algumas galinhas que atravessaram a sala e avisou: - "Essas aqui, por exemplo, não têm jeito. Não há como andarem direito".
A filha do mestre do folclore levantou, olhou para o delegado e mandou soltar o improvisado advogado e justiceiro dos animais.
Deve ter lembrado que 700 anos antes um jovem frade começou a conversar com bichos, foi chamado de louco, ignorado pelo Vaticano, mas acabou virando santo e patrono de todas as espécies que habitam a natureza terrena.
No noticiário diário há sempre casos de bichos salvando gente. E de gente maltratando bicho; numas vezes mutilando, noutras os devorando. Difícil entender o bicho homem, né?





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