BLOG DO ALEX MEDEIROS

25/06/2016
Propaganda de farol baixo

Historicamente uma das líderes em número de participantes dos concursos mundiais, a publicidade brasileira tirou o pé do freio por causa da crise e vem diminuindo a frequência nas disputas por troféus e medalhas em âmbito planetário.

Na lista dos concorrentes ao 63º Cannes Lions Festival Internacional de Criatividade, realizado anualmente na glamurosa Riviera Francesa, as agências brasileiras estão em minoria, bem diferente de outros anos quando eram a maioria visível, tamanha a quantidade de prêmios.





24/06/2016
A monstruosa sombra do Brexit

Tudo se iniciou há mais de meio século, a partir da comunidade produtora de carvão e aço, reunindo Alemanha, França, Itália, Holanda, Bélgica e o pequeno Luxemburgo. Uma ideia de compartilhamento econômico e, principalmente, de relações de paz.

Tempos depois vieram os chamados "Tratados de Roma", em 1957, quando alguém sugeriu o charmoso nome "Comunidade Econômica Europeia" e se estabeleceu um mercado comum com impostos alfandegários e política agrícola.

Logo foram se incorporando o Reino Unido, a Dinamarca e a Irlanda, mais adiante chegou a Grécia e em 1986 foi a vez da Espanha e de Portugal. A fronteira dos anos 80/90 do século XX foi determinante para o passo mais ousado.

Quando o Muro de Berlim caiu em 1989 e no ano seguinte aconteceu a tão esperada e propalada reunificação alemã, anexando à modernidade ocidental o lado oriental atrasado pelo legado comunista, foi aprovada a moeda única, uma exigência francesa.

O termo euro ganhou charme no cenário mundial e o velho continente disparou em progresso, avanço tecnológico e paz social, reunindo como iguais 28 nações irmanadas nos princípios dos tratados de Maastricht, Amsterdã e Nice.

Mas, a ideia da moeda única não foi convincente ao ponto de atrair a Inglaterra, que continuou sendo a ilha monárquica separada da Europa por seus mares, pelo Canal da Mancha e pela libra. Nem o Tratado de Lisboa, de 2009, que definiu o nome União Europeia, convenceu os britânicos.

A saída inglesa do bloco sempre foi uma nuvem de chumbo pronta a despencar sua chuva de ácida divergência sobre o maior PIB per capita do planeta. Na véspera do referendo que deu vitória ao "Brexit", a própria rainha Elizabeth surpreendeu os parentes e amigos com um comentário a favor do afastamento.

A Inglaterra abandona a UE num momento em que mais países se preparam para aderir, como Suiça, Noruega, Albânia, Sérvia, Macedônia, Montenegro e Islândia, todos com diversos acordos já firmados nos aspectos políticos e econômicos.

Entre tantos prejuízos já levantados e/ou especulados pelos analistas internacionais a partir da aprovação do "Brexit", está a estreita relação da Inglaterra com os EUA, ponto fundamental para garantias de um sistema de defesa militar exemplar na Comunidade Europeia.

E o pior nessa questão é a primeira impressão do candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, que tratou o resultado das urnas inglesas como uma coisa "fantástica", numa declaração em pleno solo da Escócia, que deverá encaminhar sua independência de Londres e permanecer na UE.

Numa primeira análise, supõe-se que votar pelo afastamento foi apenas dizer não ao purgatório da conjuntura atual e dizer sim ao limbo, onde impera a incerteza perpétua. Sair da zona do euro poderá ser o limbo dos ingleses e o inferno para três milhões de cidadãos de outras nações que vivem na Inglaterra.

Aquela primeira reunião inspirada no carvão e no aço sucumbe agora a alguns pedaços de papel do referendo que pode modificar perigosamente a mais longeva experiência de liberdade em toda a Europa, interconectada ao longo dos séculos entre as letras de Shakespeare e as palavras de Churchill.

Sem dúvida, com o rompimento britânico a União Europeia deixa de ser o que nós todos conhecemos e aprovamos para ser uma outra realidade, um vislumbre temeroso daquilo que saltou do estágio de esperança para um sonho perdido antes de acordar para a vida plena.

Se é cedo para chorar o voto derramado, pode ser um argumento legítimo dos favoráveis ao rompimento, mas é certo pensar que nas brumas que hoje encobrem os mercados mundiais está a grande dúvida: a Inglaterra acorda numa manhã crepuscular ou entrará no fog de uma noite sem fim? 





23/06/2016
Emendas na AL para UTIs infantis

O redirecionamento das emendas parlamentares que estão no Orçamento Geral do Estado (OGE), deste ano, vai ser a maneira imediata de os deputados colaborarem para a solução do problema do déficit de Unidades de Terapia Intensiva Infantil (UTIs). Essa foi a decisão tomada em reunião realizada na tarde desta quinta-feira (23), na Assembleia Legislativa, coordenada pela presidente da Frente Parlamentar Estadual da Criança e do Adolescente, deputada Márcia Maia (PSDB).

"A situação é grave, tanto na rede pública como na rede privada e estamos perdendo crianças por causa da falta dessas unidades de tratamento. Precisamos resolver esse problema à curto prazo, pois as crianças não podem esperar", asseverou Márcia Maia.

De imediato a deputada informou que vai redirecionar o valor de R$ 400 mil de suas emendas especificamente para ampliação e manutenção das UTIs. O deputado Fernando Mineiro (PT) também vai direcionar o mesmo valor e a deputada Cristiane Dantas (PCdoB) se comprometeu em contribuir com R$ 200 mil.

Na reunião ficou decidido que serão mantidos contatos com os setores de orçamento da Secretaria Estadual de Saúde e com a Secretaria de Planejamento, para a definição das rubricas para onde serão transferidos esses recursos das emendas.





22/06/2016
A falência dos Correios

Os governos do PT não destruiram apenas a Petrobras, entre tantos órgãos do Estado. Os Correios há muito perderam a eficiência adquirida nos anos 1970 e que os fizeram referência mundial. Além disso, a crise se instalou nas contas da instituição.

O governo Michel Temer acaba de descobrir que o rombo acumulado só entre janeiro e abril de 2016 é de R$ 700 milhões e o dinheiro para a folha salarial só dá até setembro. Em agosto é a data-base dos 117 mil funcionários da ECT, que já planejam nova greve.

E tem mais: o prejuízo de R$ 2,1 bilhão do ano passado, que estabeleceu um recorde histórico, ainda pode mudar porque há diversas versões para o tamanho do aporte realizado no plano de saúde dos empregados.

Segundo informações internas, o novo presidente dos Correios, Guilherme Campos, nem sabe ao certo por onde começar o trabalho de recuperação da grande empresa que sempre orgulhou os brasileiros.





22/06/2016
1 ano sem Agnelo Alves

O deputado estadual Carlos Augusto Maia (PSD) fez pronunciamento na sessão ordinária de ontem na Assembleia Legislativa relembrando um ano da morte do ex-deputado e jornalista Agnelo Alves. 

Parlamentar atuante em Parnamirim, onde Agnelo foi prefeito, Carlos Augusto ressaltou que foi na gestão dele que a cidade cresceu mais significativamente, deixando de ser somente uma cidade dormitório para ter sua economia fomentada e aquecida. 

"Foi como prefeito que Agnelo teve a grande realização de sua vida pública. Construiu a maternidade de Parnamirim, o Hospital Regional Deoclécio Marques em parceria com o Governo, alçou Parnamirim ao status de referência na educação, cultura, artes e em diversas outras todas as áreas", disse.





22/06/2016
O caro teatrinho petista

A produtora do ator Sérgio Mamberti, dileto militante do PT e ex-diretor do setor de arte teatral do Ministério da Cultura nos governos de Lula e Dilma, é mais um sortudo que conseguiu a autorização, via Lei Rouanet, para receber quase R$ 1 milhão (R$ 954 mil) para montar uma peça. Vai dirigir "Irresistível", de Frances Fabrice Roger-Lacan para fazer 36 apresentações em São Paulo.

Sua amiga senadora Fátima Bezerra deverá prestigiar o artista companheiro (na foto como folião do bloco criado pela petista no carnaval da Redinha).





Veja o video:

22/06/2016
Maradona há 30 anos

Houston, EUA, NRG Stadium, mais de 70,5 mil torcedores assistindo o confronto EUA e Argentina. Aos 4 minutos de jogo, Lionel Messi eleva a bola numa parábola precisa como a flecha lançada ao alto para atingir o alvo na curva da queda livre.

O atacante Lavezzi avança para o ponto de descida da lúdica esfera e com um toque de cabeça desvia para as redes americanas encobrindo o goleiro Guzan. O argentino parte para comemorar o gol repetindo na fisionomia um gesto de Maradona na Copa de 1994, realizada também ali, nos EUA.

Os hermanos enfrentavam a seleção da Romênia, do craque Hagi, e tinham tudo para avançar na competição, talvez aquela onde nenhuma seleção tinha tanto talento como outras tantas em copas anteriores. Naquele jogo, tiraram Maradona de campo, acusado de uso de cocaína.

A careta de Lavezzi, entretanto, foi um ato solitário, quem sabe involuntário, que a mídia tratou de classificar como homenagem ao ex-craque dos anos 80/90 do século XX. Na verdade, o sentimento que envolve a atual seleção argentina na campanha impecável da Copa América é o aniversário de 30 anos do título mundial de 1986.

E mais, na goleada de ontem, quase todos lembravam que hoje, 22 de junho, faz três décadas do gol que abriu o caminho da conquista daquela Copa disputada no México. O gol mais emblemático e lembrado da história das copas; o gol de mão de Maradona contra a Inglaterra.

Voltemos.

Cidade do México, Estádio Azteca, mais de 115 mil espectadores acompanham a partida entre Argentina e Inglaterra pelas quartas de final, a mesma fatídica fase em que o Brasil perdeu nos pênaltis para a França num jogo que poderia ter destino diferente não fosse o tiro livre perdido por Zico.

Argentinos e ingleses foram para o intervalo num empate sem gols. No retorno, logo aos 6 minutos, Maradona avança com a bola, limpa na frente dos zagueiros e toca para um companheiro, mas o zagueiro Steve Hodge interfere chutando a bola para o alto em direção ao goleiro Peter Shilton. O camisa 10 corre para dividir e usa sutilmente a mão para fazer o gol.

Com a torcida britânica e parte da imprensa esperando a anulação do gol, o juiz Ali Bin Nasser, da Tunísia, corre para o centro do gramado e valida. Após o jogo, Maradona declarou que o gol fora feito com "la mano de Dios". Até hoje, numa parede do Azteca há uma placa celebrando os dois gols dele naquele jogo. Aliás, o segundo foi uma pintura, batizado pela FIFA de "o gol do século".

Mas, aí, já é outra história e outro gol.





21/06/2016
Ezequiel realiza debate sobre carcinicultura

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), aceitou proposta feita por José Vieira e Zeca Melo, presidente e superintendente do conselho deliberativo do Sebrae, respectivamente, para liderar a criação de um fórum para debater os gargalos da carcinicultura potiguar. O tema foi debatido na manhã desta terça-feira (21), em reunião realizada na Assembleia Legislativa, que também contou com a participação do deputado Gustavo Carvalho (PSDB).

"Será um fórum de política ambiental, um oportunidade muito importante para que governo do estado, entidades produtoras e fiscalizadoras do setor, além dos produtores, possam buscar soluções para os gargalos que existem e precisam ser superados, trazendo segurança jurídica e ambiental para o setor", destacou Ezequiel Ferreira.

Os produtores do Rio Grande do Norte, que já foi o maior produtor de camarão no país, enfrentam dificuldades com órgãos fiscalizadores, infraestrutura precária que impede que o setor cresça como deveria, além da dificuldade em obter licenciamento ambiental estadual e a cobrança de impostos sobre insumos para a produção e das importações.

"Queremos diminuir as dúvidas e inseguranças, principalmente dos pequenos produtores que trabalham na área mais molhada. Para isso, convidaremos o Executivo, Judiciário, Ministério Público, órgãos que trabalham com licenciamento e produtores para uma mesa redonda", explica Zeca Melo. A expectativa é criar um ambiente favorável ao desenvolvimento da produção potiguar. Os pequenos representam 95% da força produtiva do setor, contabiliza o superintendente do Sebrae.

O setor ainda enfrenta insistentes demandas junto ao IBAMA, Idema e a promotoria do meio ambiente que, de acordo com José Vieira, dificultam os licenciamentos. Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária no Rio Grande do Norte (Faern), o ambiente atual não é favorável ao setor. "Os produtores sofrem com problemas de interpretação dos órgãos", destaca.

Não bastassem os fatores citados, o não reconhecimento por parte de algumas instituições da Lei Cortez Pereira (que regulamenta a carcinicultura no RN), que teve o deputado Gustavo Carvalho (PSDB) como relator, é outro problema enfrentado pelo setor. A proposta aprovada pela Assembleia Legislativa foi sancionada pelo governo em setembro de 2015 e dispõe sobre fomento, proteção e regulamentação da atividade no RN e reconhece a carcinicultura como uma atividade agrossilvipastoril.

"Todos os órgãos precisam ter um só entendimento da lei. Precisamos agilizar o processo de produção do setor no Rio Grande do Norte e não burocratizar", resume o presidente Ezequiel Ferreira, defensor da lei Cortez Pereira.

A data de realização ainda não foi definida, mas a expectativa é que aconteça nos próximos 30 dias reunindo Governo do Estado, Poder Judiciário, Ministério Público, Idema, Ibama, entidades produtoras e produtores. A produção de camarão, produto que já foi carro-chefe da economia potiguar, vem perdendo força nos últimos anos.





20/06/2016
Xenófobos movem-se por Londres

O referendo inglês que decidirá a permanência ou não do Reio Unido na zona do euro, também chamado de Brexit (abreviatura de Britânia Fora), está tirando o sono do velho continente e do mundo ocidental diante da probabilidade cada vez mais real de que a ilha de Shakespeare se isole de uma vez.

Uma pesquisa divulgada no fim de semana revelou o que os analistas e jornalistas já desconfiavam: 69% dos ingleses acham que a imigração é demasiada alta e compromete o futuro social da Europa, enquanto que 58% consideram que a ruptura com a EU ajudaria a diminui-la.

Tal sentimento estimula os partidos e movimentos chamados de "eurocéticos", que passam a fomentar mais mensagens contra a presença de estrangeiros, principalmente muçulmanos, africanos e orientais, e incendeiam a campanha do referendo aumentando a chance de vitória do Brexit.

Os números da pesquisa são também um grande golpe no tecido social histórico de Londres, a capital cosmopolitana com talvez o mais complexo quadro multicultural do planeta (abaixo só de Nova York). onde 40% dos seus moradores são estrangeiros.

A profusão que tomou o discurso xenófobo obrigou de imediato o primeiro-ministro britânico, David Cameron, a reforçar nos contra-argumentos mostrando o perigo do isolamento e as consequências catastróficas com uma saída da Inglaterra da União Europeia.

Líderes das grandes nações ocidentais também correram para contraditar a campanha contra imigrantes que toma conta das cidades britânicas. A questão é que a imigração tornou-se o segundo maior problema para a população europeia, atrás apenas da economia. Nos últimos dias, ganhou as ruas um grande apelo para que as comunidades estrangeiras votem contra o Brexit.





20/06/2016
O paradoxo Eduardo

Quem quer que seja escolhido marqueteiro do prefeito de Natal, vai ter como primeiro grande desafio na batalha da comunicação resolver uma questão não tão fácil: impedir, ou tentar, que as oposições martelem na mídia, nas redes sociais e nas ruas a ligação parental e política de Carlos Eduardo com seu primo Henrique Eduardo.

As denúncias que fizeram Henrique sair do Ministério do Turismo não foram as primeiras e não serão as últimas, o que supõe que até outubro, mês da eleição, novos problemas surjam para o líder do PMDB no estado. E isso traga também, para prejuízo do atual prefeito, o "paradoxo de Eduardo".

Porque como se não bastasse o mesmo nome de ambos, um terceiro Eduardo ainda poderá aparecer na propaganda eleitoral e na guerrilha de internet: o ex-presidente da Câmara Federal e deputado cassado, Eduardo Cunha, um dos mais íntimos amigos de Henrique e que segundo a Lava Jato arrecadou para a campanha dele em 2014.

Quanto mais Eduardos, mais vai arder a batalha da comunicação que está para começar.





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