BLOG DO ALEX MEDEIROS

27/02/2018
Temer demite o delegado do MDB

Sai um diretor falastrão que tentava defender seus aliados. Entra um discreto, com perfil mais executivo e que tentará manter a isonomia das investigações. Foi assim que três policiais com trânsito na cúpula da Polícia Federal analisaram a troca de comando na corporação nessa terça-feira.

A demissão de Fernando Segovia na direção-geral da PF e sua substituição por Rogério Galloro foi o primeiro ato de Raul Jungmann como novo ministro da Segurança Pública.

A troca do homem que chegou ao posto máximo da PF pelas mãos de dois figurões do MDB e caiu justamente por minimizou uma investigação policial em andamento contra Michel Temer é vista em Brasília como uma tentativa do presidente de passar a imagem de que não quer interferir em nenhuma apuração, nem as que ocorrem contra ele mesmo.

Logo após a posse de Jungmann, na manhã desta terça-feira, o presidente foi questionado por jornalistas se havia alguma recomendação contra a Operação Lava Jato.

De maneira enfática ele respondeu: "Não há um movimento sequer com vistas à interrupção. Aliás, vamos registrar um fato: segurança pública é combater a criminalidade. Que tipo de criminalidade? Aquela, digamos, mais, podemos dizer assim, vivenciada, tráfico de drogas, a bandidagem em geral, e, evidentemente, a corrupção".

 





25/02/2018
A disléxica periferia do mundo

Feliz 2.278! Gritarão os mais de dez mil participantes do réveillon holográfico às margens do Atlântico, na secular Via Costeira que se estende com seu cinturão de cassinos de jogos digitais, pontos de encontro dos turistas africanos e sul-americanos sem acesso às festas na Lua.
Enquanto suas imagens confraternizam em cores e luzes, os dez mil em carne e osso comungam em silêncio a passagem de mais um ano, trancados em prédios bem vigiados por milícias robóticas, aparentemente preservados contra as multidões de famintos e desempregados que ocupam o que resta de Natal.
Tal cenário urbano é apenas mais um entre tantos espalhados pelo território brasileiro, que vive uma crise de profundeza abissal nos aspectos demográfico e educativo. Os governantes apostam as últimas fichas no projeto que se iniciou em 2.256, quando uma revolução cultural se iniciou para tirar o país da miserável dislexia que destruiu seu processo civilizatório.
Os gritos de feliz 2.278 são uma referência animadora ao fato de que no princípio do século 21 um estudo do antigo Banco Mundial apontou como luz no fim do túnel a perspectiva de que em 260 anos os brasileiros conseguiriam um mesmo nível de leitura do mundo desenvolvido.
A chegada do ano novo é, pois, aponta para o momento histórico de redenção de uma parte da sociedade que finalmente estará inserida no contexto cognitivo dos novos leitores em nível de quase excelência. Por toda a nação, começarão as buscas pelos resgatados, e em Natal a estimativa é de que mais uma dúzia chegou finalmente lá, disse o prefeito trans Idalécio Maialves Bezerra.





23/02/2018
A erotização dos pequenos

Mais uma operação policial no Sudeste botou na cadeia duas dezenas de pedófilos que compartilhavam e arquivavam imagens de crianças em situações de exploração e exposição sexuais. Tais crimes se avolumam aqui e no mundo, envolvendo tarados de todas as idades, raças e religiões.
A tara por criança é tão antiga quanto a prostituição e a corrupção política. E isso em qualquer cultura ao longo dos séculos, da Grécia à China, de Roma ao mundo muçulmano. Por milênios, os detentores do poder e das leis trataram com tolerância o uso de meninos e meninas para suprir desejos de adultos.
Nos dias atuais, há também uma espécie de tolerância tácita da sociedade com a pedofilia como acontece em relação ao consumo de drogas. Assim como o tráfico se alimenta do dinheiro de todas as classes que usam crack, cocaína e coisa mais pesada, os pedófilos são municiados pela erotização das crianças, promovida pela própria sociedade adulta.
Não há a menor chance de conter a sanha de predadores sexuais enquanto a sexualidade for coisificada por pretensos intelectuais que misturam a exposição fácil de crianças com conceitos tortos de liberdade de expressão. No Brasil, os próprios pais estimulam suas meninas a se vestirem de Anitta, como já aconteceu antes com Tiazinha e as dançarinas do Tchan.
Quanto mais a polícia identifica e prende caçadores de menores ou punheteiros prostrados diante de imagens infantis num computador, mais as mamães modernas aplicam batom vermelho nas bocas das suas meninas e os papais filmam no celular as dancinhas eróticas, algumas supondo até pole dance e remelexo funk.
Desde a década de 90, a indústria cultural inseriu crianças nos estereótipos propagandeados na televisão. Bonecas ganharam namorados e acessórios sensuais, botaram meninas entre 2 e 10 anos pra dançar na boquinha da garrafa, tudo estimulado por adultos sorridentes, os mesmos que vociferam contra pedófilos presos na hora do telejornal.
Rosnam como se o crime fosse um fato psicologicamente isolado, restrito ao criminoso. Quando o jornal acaba, saem para comprar o novo shortinho da Anitta ou o batom de Pabllo Vittar para a filhota de 6 anos. E ainda há o fato da mídia proteger a identidade dos criminosos e a contemporização ideológica de muitos com a pedofilia.
Ano passado, o filósofo católico e reacionário Olavo de Carvalho percebeu uma escrota estratégia daqueles que preferem a tolerância e driblam os incautos com discurso de liberdade e produção artística: "Primeiro dizem que é doença para não dizer que é crime. Depois tornam crime dizer que é doença".





22/02/2018
Sai de Baixo, a maldição

Li com tristeza ontem a notícia de um novo internamento hospitalar da atriz Claudia Rodrigues, a comediante que com apenas 47 anos tem uma bagagem no palco e nas telas de altíssimo grau nas escalas Oscarito e Mazzaropi.

Sofrendo de esclerose múltipla desde o ano 2000, ela só passou a ter problemas com a doença seis anos depois e desde lá sua carreira é interrompida por surtos, ao ponto de precisar de um transplante de célula-tronco em 2015.

Claudia fez história como a protagonista de A Diarista e também no papel de Ofélia, histórica personagem e esposa burra de Fernandinho (Lucio Mauro). Mas me chamou a atenção mesmo foi quando assumiu a doméstica do apartamento de Sai de Baixo, o sitcom inspirado na velha Família Trapo dos anos 60.

Sua xará Claudia Jimenez interpretava a empregada Edileuza na primeira temporada, tendo que sair no final por desentendimentos com os produtores. Deu lugar a Ilana Kaplan, que fracassou na função. Aí entrou Márcia Cabrita como a doméstica Neide Aparecida, que devolveu a graça de Jimenez ao programa.

Uma gravidez tirou a terceira empregada, que tempos depois adquiriu uma doença que a matou em novembro de 2017, aos 53 anos. O rodízio na faxina do apartamento do Largo do Arouche trouxe Claudia Rodrigues interpretando a baixinha espevitada Sirene. Um show de riso, uma usina de improviso.

Numa terrível coincidência e ou triste ironia com o humor, todas as mulheres que interpretaram a empregada de Sai de Baixo tiveram sérios problemas de saúde, culminando na morte de Márcia Cabrita, nas crises que bloquearam o talento de Claudia Jimenez várias vezes e nesta esclerose que já comprometeu a voz e a visão de Claudia Rodrigues.

Sugere realmente uma maldição do humorístico criado por Luís Gustavo, numa espécie de releitura como tributo ao sitcom mais importante da televisão brasileira, a louca família formada por ícones da comédia, como Ronald Golias, Jô Soares, Otelo Zeloni e Renata Fronzi. E que bebeu no roteiro de A Noviça Rebelde, de 1959.

E se não bastasse atingir as atrizes que fizeram as humildes trabalhadoras da casa, um dos atores num papel de semelhança social também teve o mesmo infortúnio. Para substituir Tom Cavalcante, que fazia o porteiro Ribamar, foram buscar o ator Luiz Carlos Tourinho, que interpretou Ataíde. Em 2008, morreu aos 43 anos.

Tanto o Sai de Baixo quanto A Diarista e a Escolinha do Professor Raimundo, programas que contam com o talento irreverente da grande pequenina Claudia Rodrigues estão sendo exibidos no canal Viva, a tv de saudosismo da Rede Globo. Seus fãs são inteligentes o suficiente para ensaiar um adeus.





21/02/2018
Duelo de titãs na minha juventude

No último dia 15, o longa-metragem Borg vs McEnroe, lançado em outubro de 2017, chegou nas plataformas de streaming. O filme dirigido pelo dinamarquês Janus Metz abriu o Festival de Toronto com boa recepção de crítica e público. É a reprodução artística de uma das maiores partidas de tênis de todos os tempos.

O ano era 1980, o mês era julho, e o mítico Torneio de Wimbledon exibiu uma final masculina entre dois ícones das quadras, o apoquentado americano John McEnroe e o pragmático sueco Bjorn Borg. A transmissão televisiva no Brasil (não lembro o canal) surpreendeu telespectadores acostumados com jogos de futebol e raros embates de basquete.

Um ano antes, minha casa tinha pela primeira vez um aparelho de TV, um Telefunken em preto e branco, que me prendeu mais em casa durante o turnos vespertino, me afastando um pouco das televisões nas casas dos amigos. Naquele 5 de julho, achei sem querer a partida no tal canal.

O bairro da Candelária tinha 5 anos, eu faria 21 em outubro; minha turma que se auto intitulava "esquina do rock" jogava futebol nos muitos terrenos baldios. Alguns também curtiam vôlei e basquete no ginásio do DED ou futsal e ping-pong na sede do centro comunitário.

Apesar da distância emocional que tínhamos do tênis de quadra, aquela partida mexeu com todos os que a testemunharam. Uma batalha épica digna das que vínhamos na TV em outros esportes, Brasil x Argentina, Fla x Flu, Emerson Fittipaldi x Jackie Stewart, Muhammad Ali x George Foreman. Durante quase 4 horas foram corpos estáticos e olhos grelados no duelo.

Borg já era um fenômeno, aos 24 anos disputava sua quinta final consecutiva na quadra britânica. McEnroe tinha 21 anos e pela primeira vez experimentava o sabor de uma decisão, após ter eliminado um mito, o compatriota Jimmy Connors. E para espanto do planeta, o boy meteu 6 x 1 no primeiro set.

O segundo set iniciou dando sinais de que uma luta de monstros estava por vir; o sueco reagiu com sua direita poderosa, enquanto o americano lhe aplicava bolas terríveis com uma esquerda letal. Mais de uma hora depois, Borg quebrou o serviço e empatou, fazendo 7 x 5. O terceiro set durou duas horas, com nova vitória de Borg por 6 x 3.

O quarto set foi uma catarse na audiência, o sueco chegou a fazer 5 x 4 e o americano superou os dois match points e levou o jogo ao tie-break, que durou 22 minutos. McEnroe venceu a parada por 18 a 16, fez 7 x 6 e deixou tudo igual em 2 x 2, com o mundo estupefato. Mas no quinto set o jogador frio, paciente e imperturbável derrotou o agressivo, ousado e imprevisível.

Aquele duelo de titãs foi fundamental para que hoje os jogos de tênis na TV tenham tanta audiência, onde gênios como Sampras, Agassi, Nadal, Djokovic e Federer dividam o fanatismo com grandes craques do futebol. Os garotos da minha turma em 1980, a partir dali, passaram a jogar frescobol em Ponta Negra e tênis de quadra e mesa em todo lugar.





20/02/2018
O grão-mestre do haikai

Na foto, a capa do livro "Matsuo Bashô, o Eremita Viajante", um mimo ofertado pelos amigos Roberto Medeiros e Beth Olegario, adquirido na histórica livraria Bertrand, de Lisboa. Organizado e traduzido pelo escritor Joaquim M. Palma, tem edição da Assírio & Alvim, um braço literário da Porto Editora.

Um belo conteúdo com perfil biográfico e versos do maior poeta japonês, Bashô, aquele que quebrou o rigor métrico do hai-kai (ou haiku como denominou o poeta Shikki duzentos anos depois dele) e o democratizou influenciando grandes poetas do Ocidente como Ezra Pound, James Joyce, D. H. Lawrence, Jorge Luis Borges, Allen Ginsberg, Wenceslau de Moraes, Afrânio Peixoto, Guilherme de Almeida, Millôr Fernandes e Paulo Leminski.

Bashô elevou a poesia japonesa, de estilo "waka" feita pelos poetas clássicos séculos antes dele, a uma condição universal mesmo com a temática provinciana das aldeias do século XVII onde ele estabeleceu sua antologia. Rompeu limites poéticos das escolas que seguiu na juventude e consagrou seu próprio estilo quando o Ocidente experimentava o barroco e apontava para a vida moderna.

No livro "1688 - O Início da Era Moderna", de John E. Wills Jr., o autor destaca um período do mundo em que a História estava prestes a dar um giro profundo em virtude da concentração de uma série de circunstâncias no processo social e cultural da Europa, do mundo árabe e do Oriente. É nesse contexto que Bashô compõe sua maior obra, fruto das viagens pelas regiões inóspitas e pobres do Japão.

Ao dimensionar a feitura dos "haikus" para além das fronteiras japonesas, ele inseriu a cultura do seu país no universo literário do planeta. A forma democrática de tratar o estilo foi essencial para a multiplicação de movimentos poéticos ocidentais voltados para o "haikai", a partir do pioneirismo do holandês Hendrik Doef, nos séculos XVIII e XIX.

Um ponto alto da consagração do "haikai" já no alvorecer do século XX foi o Prêmio Nobel de Literatura de 1913 para o indiano Rabindranath Tagore, que após uma viagem ao Japão e ter conhecido a técnica do "haiku", produziu os livros "Pássaros Dispersos" e "Oferenda Lírica", ambos fundamentais para sensibilizar a academia sueca.

No Brasil, enquanto o modernista Guilherme de Almeida adaptou os fonemas do ideograma japonês às sílabas da flor do lácio - assim como fez Borges na Argentina - o anarquista Millôr rompia as amarras fonéticas como bom seguidor de Bashô, que aliás ganhou por aqui uma biografia assinada por Paulo Leminski, outro dínamo de versos rebeldes.

Por falar nisso, sou de uma geração que teve os primeiros contatos com a poesia nipônica no final dos anos 70 e que no alvorecer dos 80 ousou rabiscar tercetos estimulados pela militância literária-coletiva do Grupo Aluá de Poesia, que há bem da memória natalina há muito merece um livro narrando seus férteis dias de becos e bares (di) versos na Cidade Alta. Mas aí já é outro papo.





17/02/2018
Tragédias de hoje e de ontem

As mortes executadas por atiradores solitários não são fatos novos no cotidiano dos EUA, ocorrem há décadas com semelhantes volume e circunstâncias dos assassinatos com faca e peixeira na história do Nordeste brasileiro. Entre o direito ou não à posse de armas, está o ser humano.

A adolescente americana Carly Novell, de 17 anos, é uma das estudantes da Marjory Stoneman Douglas High School, o colégio da Flórida que foi palco do sangrento tiroteio que deixou 17 pessoas mortas, todas vítimas de um ex-aluno ensandecido e armado com um rifle AR-15.

Quando os projéteis começaram a voar e sibilar entre corredores e paredes da escola, a menina sentiu uma sensação de déjà vu, ou precisamente uma reprise do que já ouvira algum dia em sua curta vida. Lhe marcou a história contada por seu avô, que sobrevivera a um tiroteio 70 anos atrás.

E foi essa lembrança que a fez escapar das balas de Nikolas Cruz, o autor da tragédia. Carly repetiu o que seu avô, Charles Cohen (já falecido), fez quando tinha 12 anos, se abrigando num armário para fugir do tiroteio perpetrado por um tal Howard Unruh, em setembro de 1949, em Nova Jersey, que matou 13 pessoas.

O crime de Unruh é considerado o primeiro caso de execução coletiva feita por um só atirador civil nos EUA. Entre as vítimas estavam vários familiares do avô de Carly Novell, inclusive pai e mãe. "A mãe do meu avô disse que ele ficasse no armário enquanto os tiros cessassem", contou a garota.

Ela disse ao jornal Huff Post que correu para um armário e chamou outras amigas. Falou que não ouviu os gritos das vítimas, mas sentiu o terror que se espalhou na escola. "Estávamos apertados enquanto acalmávamos uma colega que sofria um ataque de pânico, não tínhamos ideia de quando íamos sair", declarou.

A mãe de Carly, Merri Novell, falou para o jornal que enquanto a filha crescia o avô narrava a desventura de infância. "Me alivia que meu pai não esteja aqui para reviver a dor e angústia de novo, dessa vez com a filha e a neta". Se dizendo orgulhosa da iniciativa de Carly em buscar sobreviver ajudando as amigas, Merri concluiu: "Nada disso é novo, é a História que se repete".





17/02/2018
Os contos de Heraldo Palmeira

"Fui para casa completamente enfeitiçado por aquela mulher. O corpo dela na penumbra revelou uma beleza que vivia escondida em roupas premeditadas para a feiura". Trecho do livro Trinta Contos de Réis (Editora Alameda), de Heraldo Palmeira.

O livro terá sessões múltiplas de autógrafos, conforme datas, horários e locais abaixo:

Dia 22/2, 18h, Temis Club (América)
Dia 23/2, 21h, Bombar (Largo Atheneu)
Dia 24/2, 12h, Letra & Música (Petrópolis)
Dia 03/3, 16h, Flora Café (Rodrigues Alves)





17/02/2018
Mais prêmio às letras romenas

Minha curiosidade com a literatura do Leste Europeu é maior do que o volume de linhas que já li oriundas dos autores de lá. Em setembro passado, peguei numa livraria do Shopping Vila Olímpia, em São Paulo, um exemplar de Corações Cicatrizados, de Max Blecher, quando em verdade procurava algum livro de Herta Muller, que ganhou o Nobel de Literatura em 2009.

No dia em que ela ganhou o prêmio, escrevi um artigo sobre Herta a partir de uma entrevista num jornal espanhol, me atraiu seu comprometimento com a memória dos anos de ditadura comunista em seu país e o empenho do uso das letras como alerta contra erros futuros.

Na juventude, já havia lido algumas poucas coisas dos poetas Tristan Tzara e Mihai Eminescu, este uma espécie de patrono de toda a poesia da Romênia. Os dois apareciam nos cadernos de cultura do Jornal do Brasil e Folha de S. Paulo, que eu comprava na cigarreira Tio Patinhas nos finais de tarde da Cidade Alta.

Ontem, uma boa surpresa ganhou manchetes nas editorias culturais da Europa com o anúncio do vencedor de 2018 do tradicional Prêmio Thomas Mann de Literatura, concedido anualmente pela Cidade Hanseática de Lübeck e a Academia Bávara de Bellas Artes de Munique. O vencedor: o romeno Mircea Cartarescu.

Nos últimos quarenta anos, ninguém é mais importante na literatura romena do que ele, um craque na poesia, romance, contos e ensaios. A honraria veio por causa de uma trilogia que espero não demorar muito a ter tradução em português como aconteceu com alguns dos seus compatriotas.

A trilogia se intitula "Cegador", escrita entre 1996 e 2007, com cada um dos livros tendo os títulos seguindo uma linha de aproximação que atrai o leitor. O primeiro volume é "Pela Esquerda", o segundo "Corpo" e o terceiro "Pela Direita". Que não demore a chegar nos trópicos.





17/02/2018
Balanço do carnaval potiguar

Não há ainda um quadro geral sobre os efeitos do carnaval na capital e no interior. Os governos do estado e da capital já mostraram que a soma de segurança e organização gerou a festa mais tranquila e animada dos últimos anos. Vamos aguardar o balanço das entidades do comércio varejista, do serviço e do turismo.

Já se sabe, extraoficialmente, que os hotéis, bares e restaurantes não tem do que reclamar. O mercado informal também nunca vendeu tanto. Os blocos carnavalescos geraram um bom número de empregos provisórios, a maioria contratou acima de cem pessoas.

Pra se ter uma ideia, faltou gelo em cubo em Natal.





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