BLOG DO ALEX MEDEIROS

28/07/2016
Um crime contra a Humanidade

As fotos acima circulam desde ontem num grupo de WhatsApp em Natal, e foram enviadas por profissionais embarcados em plataformas de petróleo instaladas em mares da África. Um deles localizado na costa de Camarões repassou as imagens para colegas da capital potiguar.

Trata-se de um dos mais bárbaros crimes contra pessoas necessitadas, um ato monstruoso de ausência de piedade com quem vive apenas de esperança e com a perspectiva de auxílio daqueles que têm o suficiente para viver bem.

Algumas empresas e Ongs responsáveis por receber donativos dos países ricos para serem distribuídos aos povos famintos e desabrigados das nações africanas, estão desviando roupas e tecidos em pleno percurdo marítimo dos seus navios, que vendem as cargas para as plataformas petrolíferas.

Os operários transformam as doações em material de limpeza, em trapos para limpar manchas de óleo. As autoridades do mundo livre precisam tomar uma providência e colocar agentes qualificados para investigar tal canalhice, um ato de monstros e não de homens. 





27/07/2016
Das coisas belas e estranhas do passado

Para os meus filhos Marana, Rudá e Renoir e para a sobrinha predileta Rochelle. 


Q
uando as grandes marcas mundiais recorrem a uma imagem retrô em seus cartazes publicitários, não significa barateamento de custo no uso de coisas do domínio público. Quando os automóveis mais sofisticados inserem em seus comerciais televisivos apenas uma canção antiga, não quer dizer que os criadores da agência estavam sem ideia original.

As recorrentes mensagens relativas ao passado são fruto de estudos que apontam uma tendência ao saudosismo que atinge todas as gerações. No filme "Meia Noite em Paris", um dos personagens criados por Woody Allen diz que cada geração tem um desejo saudoso de querer ter vivido nas décadas anteriores.

O sentimento de saudade é um dos mais bonitos, depois do amor e da gratidão, e pode significar também nossa consciência com o passar do tempo, como se o cérebro não nos deixasse desavisado da aproximação do fim. Quando o Facebook destaca todo dia uma foto ou fato da vida dos usuários há quatro ou cinco anos, também está lembrando que o tempo passou, que estamos envelhecendo, e que é preciso manter as recordações.

Estas viagens ao passado que acontecem no nosso cotidiano chegam a nós pela mesma razão do que ocorre na ficção literária ou audiovisual, que ao longo dos anos revisitam velhas histórias e as colocam no mercado para o deleite de uma massa incalculável. Porque nostalgia vende. Que o diga meu amigo Manuel Ramalho e seu projeto Oldflix de espantoso sucesso.

Aliás, nas últimas semanas, a empresa campeã de serviço por streaming, a Netflix, tem feito milhões de pessoas não sair de casa, plantadas que estão acompanhando a primeira temporada do seriado "Stranger Things", novo lançamento disponível aos assinantes. Trata-se de uma trama dos criativos irmãos Duffer que nos dão pitadas de clássicos do terror no nível de John Carpenter e Stephen King.

E se há uma coisa que de saída encantou a assistência foi o show de saudosismo com um roteiro todo inserido nos anos 1980 e repleto de imagens que nos impele aos contextos cinematográfico e musical do tempo da juventude de quarentões e cinquentões de agora. As referências a filmes como ET, Os Goonies e Conta Comigo jogam a sessão da tarde em nossos corações.

Não precisa ir longe para o saudosismo aflorar na gente. Antes da metade do primeiro episódio uma melancolia poética sacode o telespectador quando os quatro amigos, garotos pré-adolescentes, surgem em suas bicicletas se comunicando através de aparelhos walkie-talkies.

Quem assistiu ao filme Guardiões da Galáxia, sabe do que estou falando. Porque é de arrepiar ou lacrimar quando o jovem Peter Quail escuta em seu Walkman, numa sala de hospital, a balada I'm Not in Love, sucesso da banda britânica 10 cc, de 1976, e que embalou tantos namoros pelos anos 80 afora. Na nova série tem ainda o vestuário, os telefones de disco, os LPs de vinil e os cigarros que se fumava em qualquer lugar, até nos cinemas e aviões. Como estamos caretas, presos aqui no terceiro milênio.

Mas não é só de saudosismo e melancolia que se constrói a narrativa de Stranger Things, que apesar de alguns clichês (que cineastas não usam, né?) tem uma trama interessante e consistente em se tratando de linguagem de suspense e ficção. É muita coisa substanciosa para os gêmeos criadores que têm apenas 32 anos de idade.

Impossível não se tornar cúmplice dos meninos Mike, Dustin e Lucas, heroicamente imbuídos de localizar o amigo Will, raptado por uma criatura que habita um mundo de penumbra em outra dimensão, ou algum espaço do multiverso. Também ficamos solidários com a misteriosa menina Eleven, foragida de um laboratório comandado pelo próprio pai.

Por fim, caímos num misto de paixão e piedade pela mãe de Will, Joyce, num show de interpretação dramática da atriz Winona Ryder, devidamente convidada para estabelecer que a obra não é pouca coisa. E se você é da geração que caça Pokémon Go, não tem ideia da maravilha que eram os games dos anos 1980, disputados com sofreguidão de mãos trêmulas nos velhos Joysticks.

Stranger Things é assustador, mas é um amor. E não há melhor e estranho amor do que aquele que nos assusta, que nos surpreende, que nos faz parar no tempo. (AM)





Veja o video:



26/07/2016
Volonté em novo livro

Repetindo a dose "homeopoética" de 2014, quando juntou-se a um poeta de origem francesa para lançar o livro "Ganga Impura" (termo tirado de um poema de Olavo Bilac), o mais rimbaudiano dos poetas natalenses, Volonté, vem aí com outro livro, "Furor Sobejo" (agora se utilizando de Luís de Camões para compor o título).

Tendo novamente o francês Cura D'Ars de parceria e feitura poética, o novo livro acrescenta um outro personagem, o colombiano Gabo Penaforte. Calibrados num furor maldito, os poemas merecem ser consumidos num fôlego só, sem deixar sobejo ou sobras para após o Programa do Jô.

Furor Sobejo, que vem com o desconhecido selo da editora "Cwningen Book", trás ainda um prefácio do parnasiano Olavo Bilac, psicografado pela jornalista americana radicada em Parnamirim, Emma Thomas, e dois textos nas orelhas assinados por duas figuras imortais: Mr. Hyde e Dr. Jekyll.

Agora, prestem atenção às diversas datas de lançamento de Furor Sobejo:
Dia 25 de agosto, na Praça das Flores, Petrópolis, a partir das 18h.
Dia 27 de agosto, na Loja Letra & Música, Rua Floriano Peixoto, a partir das 11h.
Dia 01 de setembro, no Bar Mormaço, Lagoa Nova, a partir das 19h.





26/07/2016
Fora Dilma

As tropas de Michel Temer estão comemorando o visível crescimento do apoio senatorial ao afastamento definitivo de Dilma Rousseff. Um apanhado feito por auxiliares de Eliseu Padilha, da Casa Civil, revelou que já são entre 65 e 70 os senadores favoráveis.

No dia do julgamento, em agosto, serão necessários 54 votos para consagrar o impeachment da petista. Mas as tropas de Lula continuam estrebuchando e operando desesperadamente em Brasília.





26/07/2016
Até que nem tanto esotérico assim

Há pré-candidato a prefeito de Natal demonstrando maior preocupação em arrecadar uma bolada na estrutura de comunicação do que de disputar a cadeira de Carlos Eduardo. É a velha política travestida de nova se desmascarando.





26/07/2016
O vice do PMDB

Já disse aqui faz algum tempo que o prefeito Carlos Eduardo (PDT) tem manifestado em petit comitê que não morre de amores por um vice do PMDB, o partido dos seus primos Garibaldi Filho e Henrique Eduardo Alves.

Já tem marqueteiro adversário esperando um anúncio do nome do deputado Hermano Morais como seu parceiro de chapa só para exibir no horário eleitoral as pancadas que o peemedebista deu no alcaide na campanha de 2012.

A coisa seria tipo aquela clássica propaganda da Volkswagen, invertendo o sentido do "quem conhece confia". A imagem de Hermano batendo em Carlos Eduardo seria complementada com algo assim "quem conhece bem o prefeito é seu vice".





25/07/2016
O surgimento do mito Lennon & McCartney

Julho de 1957. Num pequeno palco armado atrás de uma igreja, se postaram os garotos da banda "Quarrymen", formada por John Lennon (vocais e guitarra), Eric Griffiths (Guitarra), Colin Hanton (bateria), Rod Davies (banjo), Pete Shotton (tábua de lavar roupa) e Len Garry (um cabo de vassoura preso à uma caixa de chá).

A meninada chegou em cima de uma boleia de caminhão. Em volta da praça havia além de música algumas barracas de artesanato, de jogos, guloseimas, uma apresentação de destreza de cães policiais e a coroação da "rainha das rosas", uma grande festa provinciana na sonolenta Liverpool.

Depois do almoço, começou um desfile de abertura com dois caminhões decorados de flores, um levando a rainha, escolhida entre as jovens estudantes do lugar, e outro carregando artistas, entre eles o pivete Lennon e seus amigos, todos ainda adolescentes.

Quando anoiteceu, os Quarrymen foram tocar outra vez (sem Colin Hanton), no salão de dança da igreja, situado no outro lado da rua. Se alternavam no palco com a banda de um tal George Edwards. O público pagou 2 xelins para entrar.

Foi naquele momento que o garoto Ivan Vaughan, que havia sido colega de Lennon na escolinha primária de Dovedale e estava estudando com Paul McCartney no Instituto Liverpool, apresentou um ao outro. Ele já tinha convidado Paul para ver seu amigo Lennon tocar.

Durante os primeiros minutos do encontro que celebraria uma parceria fértil e revolucionária, Paul ensinou John a afinar uma guitarra. Em entrevistas posteriores, já ambos ícones do rock, ele relembrou daquele momento: "Ele me pareceu um bom vocalista, apesar dos óculos de grau, era o único proeminente dos Quarrymen, os demais eu quase ignorei".

John também se impressionou com Paul, quando este demonstrou um talento natural para tocar as canções do repertório da banda de amigos. Até piano McCartney tocou naqueles dias de festa na igreja. Ele lembra de John tamborilando na madeira do piano e soltando hálito de cerveja.

Depois daquele encontro, o rock nunca mais foi mesmo, o comportamento do mundo se modificou a partir das canções criadas pela mais criativa dupla de compositores já existente. John e Paul foram a base primordial para o advento dos Beatles, uma banda que alterou o modo de vida das gerações a partir dos anos 1960; que virou lenda e agora caminha, quem sabe, para se tornar uma religião. Popularidade maior que Jesus Cristo já conseguiu. Ou não?





25/07/2016
Michael Moore diz porque Trump vai vencer

O controvertido cineasta e escritor americano Michael Moore, conhecido por suas ideias convergentes com o pensamento de esquerda, surpreendeu a mídia e seus seguidores ao publicar nas redes sociais cinco razões para a vitória do candidato republicano na sucessão de Barack Obama.

Ganhador do Oscar pelo documentário "Tiros em Columbine", Moore disse na web que Donald Trump será eleito presidente americano, derrotando Hillary Clinton. "Nunca na minha vida eu quis tanto estar equivocado como agora", postou ele com um ar de certeza do triunfo do milionário.

Para ele "este miserável, ignorante, palhaço e sociopata vai completar sua jornada sendo o nosso próximo presidente". Moore diz que se as pessoas pudessem votar apenas sentados no sofá de casa, Hillary venceria de goleada, "mas os eleitores têm que sair de casa e fazer cola para votar", escreveu.

Moore argumenta que se a maioria vive em bairros pobres, de negros e de latinos, não só estará em filas maiores de votação como encontrará um esquema próprio para impedir o voto, que não é obrigatório. Em sua opinião, a eleição dos EUA será vencida pelo candidato que tiver os eleitores mais motivados. "E a resposta é Donald Trumo", afirmou.

Veja agora os cinco motivos que levarão Trump à vitória, na avaliação de Michael Moore:

1. O voto da classe operária do Meio Oeste
Moore acredita que o candidato republicano vai focar a maior parte da sua atenção nos quatro estados que votam predominantemente no Partido Democrata. Eles formam o cinturão industrial dos Grandes Lagos: Michigan, Ohio, Pensilvânia e Wisconsin. As pesquisas de opinião parecem dar razão ao cineasta, já que nas primárias de março os eleitores de Michigan votaram em maior parte nos republicanos. E Trump está na frente na Pensilvânia e empata em Ohio.

2. Os furiosos homens brancos
Após 240 anos de homens governando os EUA, este domínio poderia estar chegando ao fim com uma vitória de Hillary, algo que muitos não aceitam. "Há uma sensação de que o poder escapou das mãos dos homens brancos, isto vai levar os descendentes de origem europeia a votar em Trump.

3. O problema de Hillary Clinton
"Nosso maior problema não é Trump, é Hillary. É tremendamente impopular (perto de 70% pensam que não é de confiança e que é desonesta) e representa a velha política", diz Moore. "Nenhum democrata, e também nenhum independente, vai se levantar em 8 de novembro entusiasmado para votar em Hillary como fizeram com Obama".

4. O voto deprimido de Bernie Sanders
Ainda que as pesquisas mostrem que mais seguidores de Sanders votarão em Hillary este ano do que quando votaram nela nas primárias de 2008 quando venceu Obama, será um "voto deprimido", será "um eleitor que não arregimentará outras cinco pessoas para a candidata democrata e nem fará campanha por ela", afirma Moore. E ainda avalia que os jovens que não votam em Trump votarão num candidato independente ou ficarão em casa.

5. O voto antissemita
"Não subestimemos a habilidade do eleitorado para ser malvado", adverte o escritor. "Milhões irão votar em Trump não porque estão de acordo com ele, não porque apoiam sua intolerância ou seu ego, mas simplesmente porque podem". A formação judaica do país pesará em favor do discurso contra o terror. E conclui: "Muita gente vai adorar estar na posição de marionete e votar em Trump só para ver como deverão ser as coisas". Ou seja, para Michael Moore, o grosso do eleitorado vai votar como um jurado do reality show em que se transformou a campanha protagonizada por Donald Trump.

 





25/07/2016
Vexame olimpico

O mundo nem precisava das trapalhadas no Rio de Janeiro para formar a velha imagem que já tem do Brasil como uma república de bananas. O vexame na Vila Olímpica, com seus problemas básicos, e os roubos de objetos das delegações que chegam, estão confirmando o que os gringos pensam de nós.

Depois que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), comentou que estava quase "quase botando um canguru na frente do prédio" da delegação da Austrália, "para ficar pulando e eles se sentirem em casa", um assessor de imprensa australiano respondeu: "Não queremos canguru, queremos encanadores".

A delegação australiana se recusou a ficar na Vila Olímpica até que os inúmeros problemas do local sejam solucionados. O condomínio foi inaugurado neste domingo (24) e, até o início da noite, já tinha recebido atletas de 26 países.

"Não precisamos de cangurus, precisamos de encanadores para dar conta dos vários lagos que encontramos nos apartamentos", disse o diretor de comunicação do comitê olímpico australiano, Mike Tancred, ao jornal Folha de S. Paulo.

A equipe da Austrália deve ficar em um hotel nos arredores, mas não divulgou o local por questões de segurança. Em entrevista à imprensa durante a tarde, a chefe de missão da Austrália, Kitty Chiller, ressaltou que já participou de outros cinco Jogos Olímpicos e que nunca viu situação parecida como a presenciada no Rio de Janeiro.

"Eu não havia presenciado esse estado, ou melhor, essa falta de estado, em um período como esse", frisou Kitty Chiller. "Neste momento, eu não estou preparada para deixá-los entrar neste ambiente. Há agora uma equipe de encanadores em cada andar, em cada apartamento, para arrumar vazamentos", disse.

Depois de uma Copa do Mundo sem legado fora de campo e vexaminosa dentro, os problemas na Rio 16 estão apenas começando.

 





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