BLOG DO ALEX MEDEIROS

28/06/2016
Assembleia discute intolerância religiosa

A ativação de um Fórum que foi criado e não foi implantado, para a discussão com órgãos governamentais acerca do combate efetivo da intolerância religiosa e a designação da Coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Mary Regina dos Santos, para dialogar com os órgãos de Segurança do Estado sobre a Política Pública para o setor, foram os encaminhamentos finais das audiência pública sobre Intolerância Religiosa Contra Povos de Tradição Afro Ameríndia no RN, realizada ontem, (27), no auditório Cortez Pereira.

"Todas as religiões tem que ser respeitadas, pois nós só vamos ter uma sociedade sadia quando acabarmos com essa intolerância. A Assembleia Legislativa é o espaço plural para o debate de todas as visões e o nosso mandato tem o interesse de caminhar junto com todos os setores perseguidos, sempre defendendo o combate à intolerância", disse o deputado Fernando Mineiro (PT) propositor da conferência ao comunicar os encaminhamentos, frutos das questões colocadas pelos integrantes da Mesa dos Trabalhos e dos debatedores.

Mary Regina disse que a Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial está elaborando um plano de combate à intolerância racial que vai ser discutida com o setor de segurança pública do Estado. "O intolerante pra mim é um doente que precisa ser afastado da sociedade, porque não tem condições de respeitar o seu próximo. Encaminhamos um apelo que há muitos anos é reclamado por toda a comunidade do Estado que é uma delegacia especializada de combate à intolerância religiosa", afirmou Regina.

Em sua fala, o Baba Melquisedec Costa da Rocha disse que a intolerância está partindo para a violência física e destruição de templos "Essa intolerância também é política. .Queremos o nosso espaço que é garantido por lei", reforçou.

Na opinião da Mãe de Santo Yá Luciene de Oya não é possível viver mais com essa intolerância. "Temos direito ao livre culto religioso, mas em pleno século XXI somos perseguidos", disse ela.

A Mesa dos trabalhos foi presidida pelo deputado Fernando Mineiro e contou com a presença da Coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Mary Regina dos Santos; Baba Melquisedec Costa da Rocha e a Mãe de Santo Yá Luciene de Oya.

Seria bom incluir entre as vítimas da intolerância também os ateus. Fica a dica.





28/06/2016
Cadê a contestação?

Todos se lembram da indignação generalizada na cúpula do PMDB quando o senhor Sergio Machado, ex-homem forte da Transpetro, acusou uma plêiade de correligionários  de envolvimento no propinoduto do petrolão.

Passada a angústia dissimulada, enxugadas as lágrimas de crocodilo, ninguém até agora externou aquela indignação processando o delator, nem mesmo José Sarney que esbravejou na imprensa anunciando uma ação por danos morais contra o seu detrator.

Começando com Michel Temer, o presidente sobressalente, e seguindo com Renan Calheiros, Edison Lobão, Romero Jucá e Henrique Alves, todos foram citados na delação e parecem ter esquecido que prometeram reagir com veemência de inocente injustiçado ao golpe do Machado.

Terá sido mesmo um golpe?





27/06/2016
O jogo surdo de um processo

Uma ação que tramita no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, está sendo observada com luneta de fuzil por algumas lideranças políticas do RN.

É que o resultado da votação dos ministros pode determinar os destinos da eleição de senador em 2018, onde as vagas de Garibaldi Filho (PMDB) e José Agripino (DEM) estarão na disputa.

O jogo do acompanhamento da ação é silecioso, e o silêncio se torna vácuo pela cumplicidade de setores da imprensa, que fazem questão de não tocar no assunto.





27/06/2016
Adeus, futebol, adiós!

Estou de luto por Messi, chateado por ver um gênio acertar a trave da glória por três vezes seguidas e não levantar a taça de campeão. Messi acabou sendo o autor de um erro fatal, após levar a Argentina a três finais de copas.

Se no Brasil os craques sem títulos na seleção sofrem da "síndrome de Zico", no país de Messi a maldição dele tem elementos da melancolia que carecteriza o seu povo, e o peso da toponímia Argentina, o mesmo que "prata".

Não tenho dúvida que Messi é a jóia mais bem esculpida pelos deuses do futebol depois de Pelé. O mundo vem se encantando com ele há exatos 11 anos, ininterruptamente, desde que ascendeu ao time titular do Barcelona.

Minha admiração literária, cinematográfica e social pela Argentina tornou-se um culto futebolístico a partir do momento em que ele apareceu. Messi é um dos gênios que me empurram para as arquibancadas dos clubes e das seleções.

Tenho com o futebol uma relação semelhante com a que tenho com a política. Assim como não voto em partido, mas em pessoas, também coloco os craques acima dos times e com eles estabeleço meu ritual de alegrias e tristezas.

Garrincha me fez torcer pelo Botafogo. Pelé misturou em mim o amor pelo futebol com o pseudopatriotismo de torcer pela seleção brasileira. Quando ambos se aposentaram, passei a buscar gênios para torcer e venerar.

Vesti verde-amarelo em 1974, emulado pela presença de Marinho Chagas na Copa do Mundo. Até acreditei que Rivellino e Jairzinho juntos supririam a ausência do rei. Ledo engano. Mas a Holanda me deu a magia de Cruijff.

Quando o gênio da laranja mecânica refutou jogar a Copa 1978, perdi o encanto pelo evento, além de já estar emputecido com a não convocação de Marinho e Paulo Cezar Caju, os melhores do ano no Campeonato Nacional.

No entanto, havia Zico, que desde 1976, quando estreou pela seleção, iniciou um novo ciclo de confiança na gente após a despedida de Pelé. Não comungo com a tese estúpida de que o time de Coutinho foi campeão moral de 78.

Nova espera de 4 anos e Telê Santana fez de Zico o ícone de uma geração mágica, com Sócrates, Falcão, Junior, Cerezo e Leandro. Desde 1970, no tri, eu não tinha me envolvido tão emocionalmente numa Copa como em 1982.

Então veio a hecatombe de Sarriá, o "dream team" dos trópicos surpreendido pela sempre disciplinada e traiçoeira Itália, com sua grande geração de Dino Zoff, Baresi, Conti, Tardelli, Gentile, Scirea, Cabrini, Paolo Rossi & Cia.

Rompi definitivamente minha relação com a seleção brasileira, a chateação foi virando aversão até que a era da quadrilha de Lula e Dilma no comando do País transformou a aversão em raiva, me fazendo um secador da canarinho.

Meu último suspiro de paixão pelo Brasil foi em 1982, assim como em 1995 aconteceu o mesmo com o Botafogo, o time campeão de Túlio Maravilha. Afora isso, sou assíduo torcedor dos muitos craques espalhados pelo planeta.

Sofri por Messi ao final de mais uma Copa América e sigo com ele no adeus ao selecionado argentino, como fiz no passado com a seleção brasileira em honra de Pelé e de Zico. Fico aguardando novos gênios para me fazer feliz com o futebol.

Vai ter Copa na Rússia em 2018. Talvez assista algum jogo na TV, desde que não haja nada mais interessante por fazer. E eu desconfio que haverá muita coisa melhor do que um torneio sem Messi. Ainda me resta o Barcelona.





26/06/2016
Trump cresce com o Brexit

Por enquanto, quem está usufruindo melhor da vitória do Brexit no referendo britânico é o candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump.

O resultado eleitoral na Inglaterra está provocando efeitos na campanha americana e vários analistas do outro lado do Atlântico admitem, pela primeira vez, que o magnata pode vencer a parada.

O jornalista James Hohmann, do diário Washington Post, acredita que o referendo demonstra que Trump pode ganhar. Os críticos mais radicais do republicano já estão mais complacentes com ele.

No primeiro editorial sobre o Brexit e a política dos EUA, o The New York Times advertiu que o perigo da vitória de Trump não é mais um fogo simulado.

Diante do discurso de Trump em favor da separação inglesa da União Europeia, o jornal admite que a onda populista no velho continente vem robustecendo a sua campanha.

A própria mídia americana, que tratava Donald Trump como o neófito movido por impulsos incontroláveis, megalomania e vaidade, já repensa o que vinha pregando. O velho milionário sabia e está sabendo o que faz.





26/06/2016
Nova York na Copa América

Desde à noite de sexta-feira que o Empire State Building, o icônico arranha-céu de Nova York, está iluminado com as cores da Argentina e do Chile, que fazem logo mais, 21h, a grande final da Copa América Centenário.





25/06/2016
Nordeste independente

A vitória do referendo britânico pelo afastamento do Reino Unido da União Europeia tem influenciado muita gente no Nordeste a pensar na independência da região. Nos grupos de WhatsApp já começou um amplo debate sobre a necessidade de um chega pra lá no Brasil.

A canção "Nordeste Independente", da dupla paraibana Bráulio Tavares e Ivanildo Vilanova, composta nos anos 1980, voltou a tocar nos toca-CDs dos carros, nos botecos e mercearias e está nas play-lists dos celulares.

Nordestinos de toda a região, de Natal a Salvador, de Aracaju a São Luís, de João Pessoa a Teresina, de Recife a Maceió ou de Fortaleza à Vila dos Remédios, já discutem a tese da independência resgatando o espírito separatista dos movimentos de outrora, tais como a Revolução Praieira, a Confederação do Equador e a Revolução Pernambucana.

E já que a canção que fez sucesso nas vozes de Elba Ramalho e Zé Ramalho apontava coisas e termos que poderiam virar símbolos culturais e representações sócio-políticas de uma nova nação separada do Brasil, daqui dou minha colaboração sugerindo o nome oficial do referendo a ser votado pelos nordestinos: "BRoxente".





25/06/2016
Bregret, o day after

As redes sociais e os canais de TV da Inglaterra estão carregados neste sábado com depoimentos de eleitores britânicos dizendo que lamentaram ter votado a favor do "Brexit", que não imaginavam as consequências negativas a política e na economia.

O sentimento de arrependimento eleitoral está sendo chamado de "Bregret" e já é uma das palavras mais citadas na Internet. A BBC tem entrevistado dezenas de eleitores que se declaram equivocados pelo voto dado contra a permanência na União Europeia.

Desde ontem, quando os mercados mundiais registraram um prejuízo de US$ 1 trilhão e a desvalorização da libra voltou a patamares de 1985, um movimento se iniciou coletando assinaturas em favor de um novo referendo. Até às 10h da manhã deste sábado (hora BSB), já havia mais de 1 milhão de assinantes.





25/06/2016
Propaganda de farol baixo

Historicamente uma das líderes em número de participantes dos concursos mundiais, a publicidade brasileira tirou o pé do freio por causa da crise e vem diminuindo a frequência nas disputas por troféus e medalhas em âmbito planetário.

Na lista dos concorrentes ao 63º Cannes Lions Festival Internacional de Criatividade, realizado anualmente na glamurosa Riviera Francesa, as agências brasileiras estão em minoria, bem diferente de outros anos quando eram a maioria visível, tamanha a quantidade de prêmios.





24/06/2016
A monstruosa sombra do Brexit

Tudo se iniciou há mais de meio século, a partir da comunidade produtora de carvão e aço, reunindo Alemanha, França, Itália, Holanda, Bélgica e o pequeno Luxemburgo. Uma ideia de compartilhamento econômico e, principalmente, de relações de paz.

Tempos depois vieram os chamados "Tratados de Roma", em 1957, quando alguém sugeriu o charmoso nome "Comunidade Econômica Europeia" e se estabeleceu um mercado comum com impostos alfandegários e política agrícola.

Logo foram se incorporando o Reino Unido, a Dinamarca e a Irlanda, mais adiante chegou a Grécia e em 1986 foi a vez da Espanha e de Portugal. A fronteira dos anos 80/90 do século XX foi determinante para o passo mais ousado.

Quando o Muro de Berlim caiu em 1989 e no ano seguinte aconteceu a tão esperada e propalada reunificação alemã, anexando à modernidade ocidental o lado oriental atrasado pelo legado comunista, foi aprovada a moeda única, uma exigência francesa.

O termo euro ganhou charme no cenário mundial e o velho continente disparou em progresso, avanço tecnológico e paz social, reunindo como iguais 28 nações irmanadas nos princípios dos tratados de Maastricht, Amsterdã e Nice.

Mas, a ideia da moeda única não foi convincente ao ponto de atrair a Inglaterra, que continuou sendo a ilha monárquica separada da Europa por seus mares, pelo Canal da Mancha e pela libra. Nem o Tratado de Lisboa, de 2009, que definiu o nome União Europeia, convenceu os britânicos.

A saída inglesa do bloco sempre foi uma nuvem de chumbo pronta a despencar sua chuva de ácida divergência sobre o maior PIB per capita do planeta. Na véspera do referendo que deu vitória ao "Brexit", a própria rainha Elizabeth surpreendeu os parentes e amigos com um comentário a favor do afastamento.

A Inglaterra abandona a UE num momento em que mais países se preparam para aderir, como Suiça, Noruega, Albânia, Sérvia, Macedônia, Montenegro e Islândia, todos com diversos acordos já firmados nos aspectos políticos e econômicos.

Entre tantos prejuízos já levantados e/ou especulados pelos analistas internacionais a partir da aprovação do "Brexit", está a estreita relação da Inglaterra com os EUA, ponto fundamental para garantias de um sistema de defesa militar exemplar na Comunidade Europeia.

E o pior nessa questão é a primeira impressão do candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, que tratou o resultado das urnas inglesas como uma coisa "fantástica", numa declaração em pleno solo da Escócia, que deverá encaminhar sua independência de Londres e permanecer na UE.

Numa primeira análise, supõe-se que votar pelo afastamento foi apenas dizer não ao purgatório da conjuntura atual e dizer sim ao limbo, onde impera a incerteza perpétua. Sair da zona do euro poderá ser o limbo dos ingleses e o inferno para três milhões de cidadãos de outras nações que vivem na Inglaterra.

Aquela primeira reunião inspirada no carvão e no aço sucumbe agora a alguns pedaços de papel do referendo que pode modificar perigosamente a mais longeva experiência de liberdade em toda a Europa, interconectada ao longo dos séculos entre as letras de Shakespeare e as palavras de Churchill.

Sem dúvida, com o rompimento britânico a União Europeia deixa de ser o que nós todos conhecemos e aprovamos para ser uma outra realidade, um vislumbre temeroso daquilo que saltou do estágio de esperança para um sonho perdido antes de acordar para a vida plena.

Se é cedo para chorar o voto derramado, pode ser um argumento legítimo dos favoráveis ao rompimento, mas é certo pensar que nas brumas que hoje encobrem os mercados mundiais está a grande dúvida: a Inglaterra acorda numa manhã crepuscular ou entrará no fog de uma noite sem fim? 





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