BLOG DO ALEX MEDEIROS

30/12/2018
O triunvirato nacionalista nas Américas

O México, o Brasil e os Estados Unidos. Os três gigantes americanos - onde moram 660 milhões de pessoas do 1 bilhão que vive no continente - serão governados a partir de terça-feira, ao mesmo tempo, por três líderes que abraçam o nacionalismo.

Um triunvirato incomum, um equilíbrio, com Washington como principal farol, em que Jair Bolsonaro pretende ser seu parceiro predileto e com o Governo de Andrés Manuel López Obrador receoso dessa aproximação, temeroso de ficar emparedado e com a necessidade de se entender, pelo menos, com seu vizinho do norte.

Enquanto isso, um fator permeia o ambiente. A cada vez maior presença da China na região pode terminar por distorcer e ser o convidado externo do jogo a três do nacionalismo americano.

A geopolítica do continente irá girar em torno de Trump, López Obrador e Bolsonaro, três líderes com os quais a política externa não pode ser entendida sem um reforço prévio da interna. No papel, López Obrador e Donald Trump deram demonstrações de querer ter boa relação.

Se o inquilino da Casa Branca afirmou que fará grandes coisas com seu novo vizinho, o presidente mexicano, que chegou ao poder em 1 de dezembro, disse que não tem intenção de entrar em conflito com o vizinho do norte. Sua forma de fazer política, as maneiras, os gestos que tanto importam nesses tempos, não é tão diferente, como López Obrador se esforçou em demonstrar em apenas um mês.

Os dois não têm exatamente uma boa sintonia com a imprensa tradicional, mas estão permanentemente presentes nela, tentando marcar a agenda. Nenhum hesita em assumir erros, culpar suas equipes e voltar atrás em decisões controversas.

       



29/12/2018
A irmã de Chico

Morreu quinta-feira a cantora Miúcha. Não era integrante do meu clube de preferências musicais, mesmo sendo parceira de João Gilberto e mãe de Bebel Gilberto. Dos seus anos de vitalidade artística, minhas impressões sobre ela resumem-se ao belo sorriso nicotinado, tal o riso alcoolizado do irmão.

Entretanto, em 1999, quando eu estava prestes a fazer quarenta anos, Miúcha entrou quase que inadvertidamente no meu seleto acervo de vinil. E graças a uma obra do irmão Chico Buarque, que em 1977 colocou letra numa melodia de Sivuca e que acabou chegando às paradas de sucesso na voz de Nara Leão.

A canção João e Maria (agora eu era herói e o meu cavalo só falava inglês. ..) encantou meu coração pós-adolescência entre 1977 e 1978, ouvia repetidamente e cantarolava nas rodas de violão em Candelária. É daquelas que jamais provocam enjoos nos meus ouvidos nas muitas vezes que ainda ouço.

Pois bem. Naquele passeio ocioso por Recife em 1999, avistei num sebo um LP de Miúcha, que apesar de recém-lançado estava num lote de discos antigos. Alguém se desfez e o comerciante não percebeu a novidade da oferta. Na capa, a cantora sorrindo, com um gato nos braços, e o título "Rosa Amarela".

Ao manusear o disco, vi que ela regravara João e Maria, a bela obra do irmão que tanto marcou minha juventude. Peguei, paguei e levei a bolacha. À noite, no hotel, me inteirei melhor do repertório e vi que outras belas canções compunham o LP, como Valsa de uma Cidade, um hino ao Rio do cronista Antônio Maria.

Gravou também Querelas do Brasil, a irônica composição de Aldir Blanc que estourou na interpretação de Elis Regina em 1978. E um destaque histórico com "A Mesma Rosa Amarela", letra do poeta pernambucano Carlos Pena Filho com música do mestre Capiba, o ícone dos carnavais recifenses com seus frevos.

Na passagem de 1959 para 1960, Pena Filho passou o poema pra Capiba como encomenda para um frevo, mas o compositor achou tão bonito que preferiu fazer um samba com pegada de bossa nova. E aí foi gravada por Maísa em 1962, fazendo enorme sucesso que o poeta não viu, pois morreu dois anos antes.

Saí num lucro enorme com o único vinil de Miúcha em minha coleção. Além da balada dos meus anos de boy, ganhei a sua afinada interpretação do velho samba de Capiba no lindo poema de Pena Filho, escrito nos seus últimos dias. Segue abaixo o texto de A Mesma Rosa Amarela, que resumida virou título do LP.

Você tem quase tudo dela
O mesmo perfume
A mesma cor, a mesma rosa amarela
Só não tem o meu amor
Mas nestes dias de carnaval
Para mim você vai ser ela
O mesmo perfume, a mesma cor
A mesma rosa amarela
Mas não sei o que será
Quando chegar a lembrança dela
E de você apenas restar
A mesma rosa amarela
A mesma rosa amarela

       



29/12/2018
O compositor da melancolia

A música pop perdeu no último dia 19 o compositor norte-americano Norman Gimbel, autor de temas para o cinema e a televisão e que se tornou célebre com sucessos como Sway (versão do clássico mexicano Quien Será), Girl of Ipanema (a tradução da imortal Garota de Ipanema) e muitos outros ao longo de 65 anos criativos de carreira.

Mas, de todos os seus trabalhos o mais famoso foi Killing me Softly, gravado em 1973 pela cantora Roberta Flack, uma balada que estourou nas paradas do mundo inteiro e se tornou hit de gerações. Só pode entender a força de uma balada como aquela quem a dançou de ouvido e peito colados de paixão.

A bela canção carregada de uma vibração melancólica encantou pessoas de todas as idades naqueles primeiros anos da década de 70. A parceria com o inseparável amigo Charles Fox, autor da melodia, rendeu o prêmio de Música do Ano no Grammy de 1973. Na voz de Roberta Flack, ficou cinco semanas como número 1 na Bilboard.

Na biografia de Fox, o músico diz que ele e Gimbel fizeram juntos mais de 150 canções, muitas premiadas e até hoje gravadas, como I Got a Name, também de 1973 e sucesso na voz de Jim Croce, cujo disco foi lançado um dia após sua morte num acidente aéreo em setembro daquele ano.

A música foi tema do filme The Last American Hero (com a versão brasileira O Importante é Vencer), que narra a história real do piloto da Nascar, Junior Johnson e estrelado pelo ator Jeff Bridges. Anos depois a canção foi destaque nos filmes Tempestade de Gelo (73), Django Livre (2013), Invencível (2014), Logan (2017) e Lego Ninjago (2017).

A primeira estatueta do Oscar para a dupla veio em 1980 com a canção It Goes Like it Goes, composta no ano anterior e gravada por Jennifer Warnes como tema do filme Norma Rae, um drama biográfico sobre a operária Crystal Lee que liderou campanha contra as condições de trabalha numa indústria do Alabama.

Pouco tempo depois, em 1975, uma outra música com letra de Norman Gimbel recebe mais um Oscar, de melhor canção original no filme Uma Janela Para o Céu. Na interpretação, Olívia Newton-John. A obra ganhou fôlego três anos depois com a bela versão cantada pelo showman Barry Manilow.

É importante destacar que a versão em inglês que Gimbel fez para a obra-prima de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, e que lhe deu um prêmio Grammy em 1965, transformou o padrão do jazz contemporâneo e abriu espaço para dezenas de releituras de Garota de Ipanema ao longo do tempo.

A morte de Gimbel, que estava com 91 anos, só foi anunciada pela família e pelos representantes dos seus direitos autorais na sexta-feira, 28. Nos primeiros registros da imprensa americana sobre sua morte, ele foi tratado como um escritor e compositor talentoso e prolífico. A cantora Roberta Flack exprimiu pesar nas redes sociais.

O velho parceiro de tantos sucessos, Charles Fox, disse que sempre achou Killing me Softly "uma das mais belas obras saídas da caneta de Norman". Ainda na biografia que publicou em 2010 ele afirmou: "A poesia de Norman Gimbel tem uma extraordinária beleza, sensibilidade e compreensão da condição humana". Em 1984, o autor ganhou uma estrela no Hall da Fama dos Compositores.

       



29/12/2018
Um Natal em Marte

Quando o amigo Manoel Ramalho fundou e lançou o serviço de streaming Oldflix, uma bela sacada com oferta de filmes e seriados antigos nos moldes do que faz a poderosa Netflix com suas novidades, ele disse numa entrevista que se inspirou numa frase do escritor Michael Crichton publicada por mim.

Numa crônica que escrevi em 2006 no saudoso O Jornal de Hoje sobre o romance Linha do Tempo, o autor americano falecido em 2008 especulou que numa pesquisa sobre preferência de destino de viagem a maioria das pessoas não escolheria Paris ou Nova York, mas uma volta ao passado de si mesmas.

Realmente, quase todo mundo tem ou já teve vontade de poder viajar no tempo, visitar momentos felizes da infância ou instantes importantes da própria história humana. Acho - como achava Crichton - que o passado vence fácil o futuro na preferência de destino de viagem. E lembrar é bem melhor que vislumbrar.

Dia 26 de dezembro é o Dia da Lembrança no calendário promocional, e por ser um dia após as festas natalinas nos aponta bons motivos da escolha. Ninguém vive um "Feliz Natal" sem lembrar dos natais do passado, principalmente quem acumula as perdas que o percurso da vida impõe na trajetória do tempo.

A lembrança é a nossa própria máquina do tempo, e pode nos levar anos e anos para trás se o combustível da memória for suficiente. Nos dias atuais, as pessoas com menor capacidade de memória biológica podem suprir isso com a memória artificial, tamanha é a diversidade de opções de arquivos disponíveis.

Sugiro a quem tem dificuldade com a memória mal armazenada no cérebro - e que sente vontade de reviver dias felizes ou relevantes - que exercitem a memória artificial se utilizando do resgate de narrativas, imagens, cheiros e sons do próprio passado. Tudo isso estimula nossas reminiscências adormecidas.

Uma bela máquina do tempo que temos à mão é o YouTube com seus zilhões de vídeos sobre tudo o que você decidir procurar. Não importa o que seja, vasculhe, faça uma varredura na pesquisa e acabará achando. No dia 26, por ser o Dia da Lembrança, voltei a um Natal da infância viajando no YouTube.

Achei um filme de 1964, chamado "Papai Noel Conquista os Marcianos", uma produção tipo C que foi considerada uma das piores obras do cinema. Passou no Cine São José, das Quintas, com cinco anos de atraso, como era comum na vidinha provinciana de Natal do final dos anos sessenta do século vinte.

O roteiro de tão besta encantava os meninos da minha turminha (não lembro quantos estavam comigo naquela saudosa sessão): o rei do planeta vermelho preocupado com o vício dos dois filhos na programação de TV da Terra. E mais ainda com o efeito de uma entrevista do Papai Noel direta do Pólo Norte.

Aquela conjuntura natalina a mais de 50 milhões de quilômetros da Terra tinha semelhanças com os desejos da minha infância a cada dezembro. Não havia entrevistas de Papai Noel, mas o velhinho estava no rádio, nos jornais e nas imagens em preto e branco dos poucos televisores que havia na vizinhança.

Após o achado no YouTube, a emoção me fez navegar no Google Maps e pousar como quem vem do futuro, ou de Marte, diante da pequena casa em que vivi na infância. A viagem afetiva me pôs na janelinha do quarto, revendo a silhueta de papai colocando o presente debaixo da minha cama. Atrás dele, mamãe era pura satisfação.

       



28/12/2018
Um balanço da atividade na Assembleia

Na reta final da 61ª Legislatura, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte comemora os quatro anos de bons resultados nas atividades dentro da Casa. A produção Legislativa entre requerimentos, projetos de lei, resoluções e decretos, os deputados apresentaram e analisaram 10.627 propostas. As ações foram desde pleitos pontuais de pequenas comunidades, como a recuperação de vias públicas, até discussões sobre os rumos orçamentários. Além disso, o Legislativo se engajou em temas de relevância social através de campanhas de conscientização que tiveram forte repercussão dentro do Estado e serviu de exemplo para outras Casa Legislativas.

"É para isso que nós deputados trabalhamos. Para defender nossos produtos quando estimulamos a criação do Selo Potiguar, quando aprovamos a Lei dos Queijos e a Lei do Camarão. Nos alegramos com as conquistas de centenas de audiências públicas e projetos de cidadania para todo o Estado. Destaco nossas campanhas de comunicação social, que sempre trouxeram estímulos para debatermos temas importantes como doação de órgãos, adoção de crianças, abuso infantil, cuidado e respeito com o idoso e, mais recentemente, o Autismo. Experimentamos um modo diferente de estimular o debate. Deu certo e outras Casas Legislativas do país passaram a fazer o mesmo", observa Ezequiel Ferreira, presidente da Assembleia Legislativa.

Atenta às disposições administrativas que buscam uma gestão cada vez mais austera, a Casa cortou cargos e funções gratificadas. De igual modo, normatizou e modernizou a estrutura e atos com a reforma administrativa, promovida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A implantação do portal da transparência, que figura como um dos mais avançados do País, é exemplo dessa modernização e desse trabalho, que tem como exemplo também a transformação do Instituto Legislativo Potiguar (ILP) em Escola da Assembleia, ampliando a qualificação de servidores legislativos com a oferta de cursos de graduação, pós-graduação e parcerias com outras instituições de ensino.

A economicidade alcançada com as medidas implementadas, possibilitou ainda que a Assembleia atuasse além das funções essenciais. Foi assim durante a crise na Segurança Pública, quando o Legislativo tomou a iniciativa de comprar e repassar 50 viaturas para as forças policiais, e também na área da Saúde, quando adquiriu, com recursos próprios, 85 ambulâncias, encaminhadas para municípios de todo o Rio Grande do Norte. Para o presidente da Casa, as ações só foram possíveis graças ao modelo de gestão adotado na atual Legislatura.

"Efetivamente surge uma nova Assembleia, com austeridade nos gastos, redução de despesas, mais transparência, audiências públicas em sintonia com os temas sociais, políticos e econômicos, projetos voltados para a cidadania, educação, saúde e segurança pública. Assim foi possível, por exemplo, com a economia que fizemos, contribuir com a Saúde e Segurança Pública de nosso Estado. Enfrentamos debates para a correção e ajuste fiscal do Estado, fomos partícipes de medidas que buscam colocar o Executivo no rumo certo, como sempre fez esta Casa Legislativa em nome do povo norte-riograndense", disse Ezequiel, eleito como Parlamentar da Legislatura pelos jornalistas que cobrem o cotidiano da Casa.

A partir de 2015, a Assembleia deu início à implementação do Planejamento Estratégico traçado pela gestão do presidente da Casa, o deputado Ezequiel Ferreira (PSDB). A ampliação na transparência das ações, o enxugamento dos custos e modernização da administração contribuíram para que o Poder Legislativo potiguar conseguisse manter o pleno funcionamento do trabalho na Assembleia. O resultado foi a economia nos recursos públicos e ampliação da atividade legislativa.

"Passamos pela maior crise financeira no país e no Rio Grande do Norte registrada nas últimas décadas e conseguimos manter o trabalho da Assembleia acelerado, amplo e chegando a cada vez mais potiguares. Foram anos de muitos desafios e superação em que, com toda certeza, colhemos bons frutos", avalia o deputado Ezequiel Ferreira.

Até o fim do mês de novembro de 2018, o Legislativo potiguar realizou 191 audiências públicas na Casa, reunindo a população e autoridades do Rio Grande do Norte para a discussão de temas diversos, nas áreas da Saúde, Educação, Economia, Cultura, inclusão social, Segurança Pública e temas relacionados ao funcionalismo público. Durante o período, os deputados promoveram também 200 sessões solenes, reconhecendo o trabalho desenvolvido por grupos, pessoas e categorias em favor do Rio Grande do Norte. Essas atividades, além de terem sido prestigiadas por milhares de pessoas ao longo dos quatro anos da Legislatura, também foram levadas a grande parte do território potiguar através de transmissão da TV Assembleia. Em 2018 o deputado estadual, Hermano Morais (MDB), foi eleito como Parlamentar do Ano pelos jornalistas que fazem a cobertura da Casa.

"O Legislativo não só cumpriu sua função de dar voz à população do Rio Grande do Norte, como também ampliou o debate sobre assuntos importantíssimos e que requereram a atenção do Poder Público. Essas ações contribuíram para nortear o trabalho dos deputados e fazer com que os potiguares tivessem seus pleitos analisados e atendidos", afirma Ezequiel Ferreira.

       



27/12/2018
O depoimento do tarado

O charlatão João de Deus prestou ontem o 1º depoimento ao Ministério Público de Goiás e voltou a negar que tenha abusado sexualmente de pacientes. O seu advogado diz que ele afirmou que não se lembra das mulheres que o acusam.

Os promotores que investigam o caso já ouviram 77 mulheres que afirmam terem sido vítimas de João de Deus e trabalham para concluir a denúncia que precisa ser encaminhada à Justiça até o fim da semana. O tarado está preso há 11 dias e nega as acusações.

       



26/12/2018
Gerson Camata é assassinado

O ex-governador do Espírito Santo, Gerson Camata, foi morto a tiros na frente de um restaurante em plena luz do dia em Vitória, capital do seu estado. O suspeito do crime é um ex-assessor do político.

Segundo a polícia, ele confessou e afirmou que a motivação foi uma ação judicial que gerou o bloqueio de R$ 60 mil em sua conta bancária.

Camata foi governador do Espírito Santo entre 1982 e 1986, exerceu três mandatos como senador, de 1987 até 2011. Ele ainda foi vereador de Vitória, deputado estadual e deputado federal.

       



25/12/2018
Um poema natalino

Sempre fui um ateu à toa
se não creio nas religiões dos homens
acredito nos homens de boa fé

Irrequieto por natureza
mantenho a alma e o corpo
em festa permanente
como a contrapor
a melancolia intermitente

Apesar do vazio de crenças
de todas as datas festivas
a do natal é a que eu mais gosto
a que mais me envolvo
a que mais me importo

O natal vem como o vento
para reunir e formar laços
acordando o passado
de dias felizes na infância
o natal vem para abraçar e amar
sonhar e compartilhar

Compartilhar a paz de hoje
como se fosse ontem
e o amor de ontem
como se fosse amanhã

Por isso desejo a você, leitor
que a paz de hoje seja
a plena alegria de amanhã.

       



24/12/2018
Ato de fé plural no Parlamento

Um ato ecumênico marcou a comemoração do Natal dos servidores da Assembleia Legislativa do RN na manhã da última sexta-feira (21). O ato litúrgico foi celebrado no auditório da Casa pelo padre Carlos Sávio, pela pastora Eroisa Souza e pelo representante espírita Rubens Barros.

O presidente da Casa, Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), e os deputados Cristiane Dantas (PPL), Kelps Lima (SDD), o eleito Alysson Bezerra (SDD), além da diretora administrativa e financeira da Assembleia, Dulcinéa Brandão, também estiveram presentes.
Ao final do ato ecumênico, os servidores da Casa fizeram a entrega de presentes para crianças da Organização Atitude Social e Ambiental (OASA), que escreveram cartinhas a Papai Noel.

As crianças são moradoras da praia de Búzios e vivem em área de risco. Encerrando a manhã, um lanche de confraternização foi servido no Salão de eventos da Assembleia.

       



23/12/2018
Tsunami mata 222 na Indonésia

Pelo menos 222 pessoas morreram e 843 ficaram feridas após um tsunami varrer o litoral do estreito de Sonda, entre as ilhas de Java e Sumatra, na Indonésia, neste sábado. Dezenas de edifícios foram danificados pela força do mar, que assolou as praias do sul da ilha de Sumatra e do extremo ocidental de Java. As autoridades avisaram que o número de vítimas pode aumentar com o passar das horas. A principal hipótese é que o tsunami se originou pela atividade do vulcão Anak Krakatoa, localizado em uma pequena ilha nesse estreito.

 


O número de vítimas foi confirmado neste domingo pela Agência Nacional de Gestão de Desastres através de seu porta-voz, Sutopo Purwo Nugroho, que informou que existem 35 pessoas desaparecidas. O tsunami, que chegou ao litoral entre as 21h27 e 21h35 de sábado, hora local (12h27 e 12h35 no horário de Brasília), dependendo da área, afetou especialmente a região costeira de Pangdeglang, um polo turístico popular entre os locais por suas praias localizado na ilha de Java, a 200 quilômetros de Jacarta, a capital do país. Lá foram registradas 92 mortes, enquanto o número de vítimas em Lampung Sul, do outro lado do estreito, chega a 35. Centenas de casas foram gravemente danificadas pela força da água.

       



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