BLOG DO ALEX MEDEIROS

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29/04/2019
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26/04/2019
Fagner e o tributo em Natal

O cantor e compositor Raimundo Fagner gravou no aeroporto de Brasília, onde esteve autografando sua biografia, uma mensagem para o seu amigo Wilton Bezerra, proprietário do bar Me Leve, que hoje à noite promove o Tributo Fagner Pop com artistas locais cantando seus sucessos e clássicos.

Vale salientar que nos últimos dois meses, durante as primeiras ações para a viabilização do evento, Fagner esteve sempre acompanhando de longe, se comunicando via WhatsApp com Wilton e outros amigos potiguares, como o delegado Sergio Leocádio, o empresário Joacy Mafra e o fotógrafo Evaldo Gomes.

       



26/04/2019
É hoje o Tributo Fagner Pop

Bar temático em Candelária realiza show com artistas locais cantando os hits do cantor cearense.

Hoje, sexta-feira, no bar Me Leve, em Candelária, acontece o evento Fagner Pop, primeira edição de um tributo anual ao cantor Raimundo Fagner, ídolo do dono do estabelecimento, Wilton Bezerra, que fez do bar um ponto de culto à carreira do artista que este ano completa 70 anos.

No Tributo Fagner Pop haverá shows dos artistas potiguares Mirabô Dantas (parceiro do próprio homenageado), Galvão Filho, Marcondes Brasil, Jully Dalifany e Giovani Montini, além de outros convidados que passarão pelo palco armado na rua Raposo Câmara, onde fica o Me Leve.

O bar já é do conhecimento de Fagner, que o visitou algumas vezes e está em constante contato com o proprietário e sabendo dos detalhes do tributo, inclusive acompanhando o material de divulgação, do projeto. Ontem, ele próprio divulgiou o vídeo em sua página do Instagram.

O palco do Fagner Pop será aberto às 20h, mas o bar já estará funcionando a partir das 17h, com som ambiente exibindo os sucessos de Fagner e um telão com clips do cantor.

O artista cearense também acaba de ganhar uma biografia, "Raimundo Fagner - Quem Me Levará Sou Eu", escrito pela jornalista Regina Echeverria, a mesma que fez as biografias de Elis Regina, Cazuza, Luiz Gonzaga e Gonzaguinha.

Informações sobre o tributo e vendas de mesa no fone 99483-7673, com Wilton ou Fabiana.

       



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26/04/2019
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25/04/2019
Craque, playboy, rebelde

Talvez nenhum outro jogador europeu tenha ganhado tantas biografias, filmes e documentários como o irlandês George Best. Maior ídolo da história do Manchester United ao lado de Bobby Charlton, o cabeludo bonitão e bom de bola conquistava atrizes e misses, e foi chamado inclusive de o quinto beatle.

Mas recentemente, um canadense declarou à imprensa: "Best conquistou toda a fama, mas se você ler a minha biografia, descobrirá como convenci uma mulher sueca e sua filha a se juntarem comigo para formar um trio amoroso; aqueles eram grandes anos". As palavras são de Frank Worthington.

Nascido em Halifax, capital da Nova Escócia, em 23 de setembro de 1948, Frank era filho de um ex-jogador de futebol e tinha irmãos mais velhos também praticando o esporte bretão, até a mãe batia uma bolinha. Aí, não teve jeito, lá foi ele também jogar futebol, mas com uma diferença dos parentes: o talento.

Menino, passava os dias nas peladas de ruas, entre paralelepípedos e trechos de barro, até que em 1966 foi jogar no Huddersfield Town, um clube sem dinheiro, mas rico em história, posto que havia sido o primeiro a ganhar três vezes seguidas a Liga Inglesa, nas temporadas de 1924, 1925 e 1926.

Depois de seis campeonatos, onde ele marcou 40 gols e dava show desmembrando defesas, fazendo jogadas espetaculares e assistências que sempre acabavam em gols do seu clube, os times endinheirados da Inglaterra botaram os olhos naquele jovem de cabelos longos e jeitão de astro pop.

O Liverpool saiu na frente com uma oferta tentadora de 150 mil libras, algo estratosférico para aqueles anos de efervescência musical, guerra fria, conflitos em Paris e mortes no Vietnã. Porém, antes da assinatura do contrato, exames revelaram um problema de pressão arterial muito alta. O negócio brecou.

Aqueles eram dias do reinado de Bill Shankly, o mítico treinador escocês dos "Reds", que tinha uma língua afiada na criação de frases de efeito. Ele disse que se decepcionava com pessoas que achavam o futebol uma questão de vida ou morte, porque, pra ele, o jogo de bola era muito maior que vida e morte.

Fã de Frank Worthington e determinado a incorporá-lo ao seu plantel, o técnico convenceu a direção do Liverpool a cobrir uma viagem de férias para o canadense curtir o clima paradisíaco da ilha de Mallorca, na Espanha. Com alguns dias de relax, a pressão do craque baixaria, pensou Bill Shankly.

Que nada. A versão canadense de George Best se cercou de belas mulheres em liquefeitas orgias pelas oníricas ilhas Baleares, e quando retornou à cidade dos Beatles sua pressão estava mais alta do que as vendas de discos dos quatro garotos. O sonho de fazer gols nas traves de Anfield acabou ali.

Os dias passaram e Worthington escolheu o time do Leicester entre diversas propostas. Ao chegar e conquistar a torcida, ganhou o apelido de "Elvis" e repetiu as mesmas belas jogadas que atraíram o Liverpool. Atuou 210 vezes no clube e se tornou uma lenda da bola e um astro dos olhares femininos.

Testemunhos na sua biografia dizem que ele fazia o que queria, dentro e fora de campo. Metia gol de todo jeito, entortava zagueiros e depois do jogo escolhia a mulher que quisesse para as farras que nunca foram poucas. Um repórter perguntou um dia se ele tinha vícios: "só os grandes", respondeu.

Alf Ramsey, o técnico campeão do mundo com a Inglaterra em 1966, telefonou para Frank e avisou que o queria na seleção sub-23. No dia da apresentação, surgiu com botas de brim, camisa de seda lilás e jaqueta de veludo; os poucos jogos e dois gols foram por causa do técnico odiar os rebeldes, dizem.

No verão de 1977, Frank Worthington foi para o Bolton, virou artilheiro da liga e logo depois foi jogar nos Estados Unidos. Voltou para a Inglaterra e pendurou as chuteiras no Chelsea. No último jogo, recebeu um bilhete de uma atriz convidando-o para ir a uma boate. Era Raquel Welch. Chupa, George Best!

       



23/04/2019
As baquetas dos Beatles

Todo fã ortodoxo dos Beatles sabe de cor a história de como o bonitão Pete Best se tornou um entre tantos "quinto beatle" ao perder a vaga na cozinha da banda para o silencioso e encabulado Ringo Starr. A troca aconteceu no final de 1962, após as turnês por Hamburgo e o primeiro contrato feito por Brian Epstein.

Best entrou nos Beatles em 1960, convidado por Paul McCartney para fazer um teste musical, só que não havia concorrentes. O baixista gostava do jeito de Pete manusear as baquetas e também era interessante para a banda ter um cara que derretia corações femininos nos inferninhos de Liverpool, até mais que Lennon.

Ocorre que a narrativa sobre a troca na bateria dos Beatles precisa sempre ser recontada para respeitar o registro histórico de outras baquetas que não as de Pete Best e Ringo Starr. Antes deles, o trio John, Paul e George contaram com o talento de outros dois caras: Tommy Moore e Johnny Hutchinson.

Entre o final dos anos 50 e o começo dos 60, a Inglaterra fervilhava de bandinhas com levadas de rock, blues, skiffle, folk e soul. E Liverpool era uma cópia operária da capital Londres. Com o fim do grupo The Quarrymen, de John Lennon e amigos da escola Quarry Bank, surgiu a banda The Silver Beetles.

O nome veio após duas experiências que não duraram três noites. A primeira formação do The Silver Beetles foi com John Lennon, Paul McCartney, George Harrison, Stuart Sutcliffe e Tommy Moore, que antes de uma viagem à Escócia fez uma apresentação no Blue Angel Club, entre maio e junho de 1960.

O clube pertencia a Allan Williams, o primeiro empresário de fato do grupo. Pete Best tocava numa banda chamada Black Jacks. Na noite do show dos The Silver Beetles, Tommy Moore atrasou e as baquetas ficaram aos cuidados de Johnny Hutchinson, baterista da banda The Big Tree, que rivalizava com a turma.

Por aqueles dias, a casa de Pete Best era uma pensão que complementava as economias da sua mãe durante longas ausências do pai. O produtor dos garotos, Neil Aspinal, morou lá, fez amizade com a mãe do baterista e lhe deu um meio-irmão. Foi lá também que Brian Epstein assinou o contrato com os Beatles.

Quando surgiu a turnê dos Beatles em Hamburgo, o baterista Johnny Hutchinson foi convidado por McCartney a se incorporar no lugar de Pete Best. A negativa fez o cara entrar para a história como aquele que rejeitou tocar com os Fab Four. O motivo do não era simplesmente a grande amizade que tinha com Best.

Depois da incursão por terras alemãs e a chegada de Brian Epstein e George Martin, os acontecimentos se popularizaram e todo fã dos Beatles sabe como Ringo tomou as baquetas de Pete. O que é pouco falado é a presença de Tommy Moore e Johnny Hutchinson, mais dois no clube do "quinto beatle".

Hutchinson faleceu no último dia 13, aos 78 anos. Moore já havia morrido, em 1981, com apenas 50 anos. Ringo Starr pronto para ser o remanescente de tudo.

       



22/04/2019
A musa de Ingmar Bergman

O nome da atriz sueca Bibi Andersson é tão indissociável do cinema de Ingmar Bergman quanto o da italiana Giulietta Masina da carreira do marido Federico Felini. Eu ia publicar este artigo sobre Bibi, falecida dia 14, no dia seguinte, mas veio o fogo em Notre Dame que me fez mudar o tema com ar de urgência.

Retomei os rabiscos no início do feriado para publicação só hoje, mantendo o compromisso de paixão pelos ícones da sétima arte e fazendo a merecida homenagem a uma artista que conquistou o mundo com apenas 23 anos e se despediu dele aos 83 anos com a trágica notícia da morte num jornal sueco.

Em 1958, quando Garrincha envolvia loiras suecas com dribles de linguagem e eloquência corporal, a meiga e loira garota de Estocolmo se consagrava na obra do cineasta Ingmar Bergman. O gênio fez de Bibi Andersson a estrela mais brilhante nos filmes "O Sétimo Selo", "O Rosto" e "No Limiar da Vida".

Poucos anos antes, ela já havia demonstrado que não seria mais um rostinho bonito nas telas. Bergman percebera assim que a viu, dando-lhe papéis na comédia "Sorrisos de uma Noite de Amor", de 1955, e no drama "Morangos Silvestres", de 1957. A loira se mostrava tão versátil quanto o nosso Mané.

O ano de 1966 foi definitivo para eternizar Bibi Andersson e para delimitar uma fronteira histórica entre o cinema moderno e o passado. Com o filme "Quando Duas Mulheres Pecam", título brasileiro para o original "Persona", Bergman instituía o cinema como imagem de modernidade e também de subversão.

A enfermeira Alma foi a mais emblemática interpretação de Bibi, que ao lado da atriz Elizabeth, papel de Liv Ullmann, demarcou o predomínio da essência feminina em diversos filmes do diretor, tornando-se a maior de todas as musas do sueco. Não há como pensar o cinema de Bergman sem as duas atrizes.

A pretexto de uma releitura na tragédia de Electra, obra imortal de Sófocles, o diretor concebeu duas faces numa só unindo a semelhança real entre Andersson e Ullmann. O filme já inicia impactante, num caleidoscópio de imagens que chocavam as mentes ainda ingênuas de uma década em erupção cultural.

Alma era a enfermeira e cuidadora da atriz Elizabeth, afetada por um surto e afundada em depressão e catatonia. Alma revela intimidades e se revolta quando Elizabeth rompe o silêncio para o hospital. O amor lésbico implícito foi Bergman revisitando Audrey Hepburn e Shirley MacLaine em "Infâmia", de 1961.

Bibi Andersson foi uma artista com uma personalidade forte que contrastava com a meiguice que encantava fãs, fotógrafos e repórteres. Se destacou num contexto cinematográfico europeu onde brilhavam Jean Seberg, Monica Vitti, Sophia Loren, Brigite Bardot, Jeanne Moreau, Julie Christie e Jane Birkin.

Tinha somente 15 anos quando Ingmar Bergman a dirigiu pela primeira vez, num filme publicitário, em 1951. Pouco tempo depois, estava no teatro interpretando textos de monstros como Shakespeare, Moliere, Tchekhov e Tenessee Williams. Fez mais de 90 filmes, produções de televisão e material de propaganda.

Quando a juventude já era uma eterna lembrança, declarou seu amor a Bergman dizendo que ninguém jamais a influenciou tanto quanto ele. O cineasta correspondeu afirmando que aquele filme de 1966 salvou sua carreira. Naquele período, enquanto Bibi explodia, Garrincha não conseguiu iluminar o Brasil na Copa da Inglaterra como fizera na Suécia da linda e meiga loirinha.

       



22/04/2019
Assessor de Fagner vem ao tributo

O cantor Raimundo Fagner está acompanhando atentamente os andamentos do tributo Fagner Pop que inicia este ano em Natal, no Bar Me Leve, em Candelária.

Em contatos pelas redes sociais com os amigos que tem em Natal, principalmente o proprietário do bar, Wilton Bezerra, ele tem registrado a alegria de ter tal homenagem numa cidade onde tem milhares de fãs.

Impedido de vir para o evento, pois se encontra lançando sua biografia nas grandes capitais do Sudeste (no dia do tributo estará em Brasília), o artista orientou um dos seus assessores, o potiguar Alan Medeiros, que se fizesse presente no show, que acontecerá na sexta-feira, dia 26.

       



16/04/2019
Vem aí a Madame X

Não, não se trata de mais uma supermulher das histórias em quadrinhos chegando às telas do cinema. A figura feminina do título tem origem nos EUA, mas está vindo diretamente de Portugal. Se chama Madonna e está prestes a encerrar uma seca discográfica de quatro anos, anunciando novidade.

Madonna está voltando às paradas com um álbum feito em Lisboa, e que se chama Madame X, que ela trata inicialmente - pelo menos nas postagens das redes - como um pseudônimo adotado para o novo trabalho, há muito esperado pelos fãs, que em que pese tanto silêncio ainda são muitos.

No seu perfil do Instagram, sua rede preferida, publicou a boa nova com alguns segundos de canja numa das canções do álbum. Cantando em sussurro apenas com a imagem de uma sombra de si mesma, ela escreveu "Madame X is cha-cha instructor", e depois postou "is a cabare singer" e "is a professor".

Aos 60 anos, a cantora está residindo na capital lusitana há dois anos, se dividindo entre a carreira, os filhos adotivos e o namorado português, o modelo Kevin Sampaio, de 31 anos, cuja relação com ele já foi interrompida e retornou no ano passado. Madonna catapultou o turismo na cidade, dizem os lisboetas.

Quando chegou em Lisboa, ela se instalou no Hotel Pestana Palace, depois alugou um espaço maior no Palácio Ramalhete, em frente ao Museu Nacional de Arte Antiga. O motivo maior da moradia em Portugal foi o desejo do filho adolescente David Banda em ser jogador de futebol. Ela optou pelo Benfica.

O disco é carregado de sensações experimentadas nas noites de Lisboa, na parceria com músicos locais especializados em jazz e rock, segundo informa a imprensa portuguesa. Madame X terá um videoclipe produzido pelo diretor local Nuno Xico, que mora em Nova York e atua com Justin Timberlake.

A ideia do nome do álbum, ao que parece, é de uma Madonna reciclada, uma personagem na sua medida, uma espiã internacional inspirada na imortal Mata-Hari. Mas também pode ser uma professora, uma chefe de Estado, uma dona de casa, uma freira (ela já foi, lembram?), uma santa ou uma prostituta.

Madame X será o décimo quarto disco de Madonna, e ela espera que seja uma reparação do trabalho anterior, Rebel Heart, considerado um dos discos mais fracos, bem distante da capacidade do seu brilho. Aliás, esse brilho estará de novo aceso no lançamento, em maio, na grande final do Festival Eurovision, onde os fãs aguardam uma reentrada em cena da velha rainha do pop.

       



16/04/2019
Notre-Dame, cimento da civilização

A cultura ocidental deitou suas raízes sob três colinas: a Acrópolis, o Capitólio e o Gólgota. O Ocidente se moldou na filosofia grega, ergueu suas leis com o direito romano e solidificou sua base ético-ideológica no pensamento cristão. Notre-Dame é, portanto, um pedaço histórico do cimento da nossa civilização.

       



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