BLOG DO ALEX MEDEIROS

19/05/2018
Bravata de Michel Platini

Enquanto achava que tinha chances de dirigir a FIFA, o ex-craque francês Platini se comportou como um estadista da bola e manteve o silêncio próprio do mundo político.

Agora que perdeu prestígio até na UEFA, onde já foi presidente, vestiu a camisa de delator retardatário e inventou uma tese de que houve "truque" no sorteio da Copa 1998 para garantir França e Brasil na final.

Para quem viu todos os jogos daquela copa, principalmente a grande final em Paris, ficou evidente que a seleção brasileira era muito inferior ao timaço comandado em campo pelo gênio Zidane.

Os azuis deram um baile e provaram que não havia temor de enfrentar os canarinhos nas fases anteriores do torneio.





18/05/2018
Neymar escreve para menina assassinada

No dia de combate ao abuso sexual contra crianças, o craque Neymar escreveu de próprio punho uma mensagem para a adolescente francesa Angélique Six, 13 anos, que foi assassinada no dia 25 de abril por um pedófilo reincidente que a Justiça não manteve preso.

A irmã de Angélique, Anais, divulgou nas redes sociais o texto que o jogador brasileiro do PSG enviou à sua família. O assassinato da menina comoveu toda a França e repercutiu na Europa. Quando foi atacada, ela vestia uma camisa do PSG com o nome de Neymar nas costas.

Na mensagem escrita com caneta, em que ele refere-se ao fato da garota ter fotos vestindo o uniforme do PSG com a camisa 10, Neymar diz o seguinte:

"Doce Angélique. Vi nesta foto que vestias minha camisa. Foi uma emoção tão forte que sempre guardarei em meu coração este maravilhoso sorriso. O paraíso será tua residência eterna. Deus abençoe você e sua família. Descansa em paz".

 





18/05/2018
A diva rebelde de Hollywood

As estrelas não morrem em Liverpool. A frase, que mais parece alguma provocação britânica ao Real Madrid, prestes a enfrentar o time rubro da cidade dos Beatles na final da Champions League, é o título do filme estrelado pela atriz Annette Bening, no papel de protagonista.

Dirigido pelo britânico Paul McGuigan, que já demonstrou talento com os filmes Sherlock, Victor Frankstein e com as séries Scandal e Luck Cage, e com roteiro de Matt Greenhalgh (que roteirizou também um filme sobre a juventude de John Lennon), o longa-metragem conta uma história verídica e instigante.

É o retrato ampliado e fidedigno da vida da atriz Gloria Grahame (nascida em Los Angeles em 1923 e morta em Nova York em 1981), um ícone das telas que encarnou a "femme fatale" e se impôs como mulher em Hollywood, um mundo dominado por homens. O filme mostra a rebeldia, o talento e a paixão da estrela.

Gloria dividiu cenas com grandes astros do cinema, como Humphrey Bogart, James Stewart, Kirk Douglas, Lee Marvin e Glenn Ford, tendo conquistado um Oscar e duas indicações. Quem, como eu, baixar o filme na internet, vai se emocionar com a questão central da narrativa da obra: uma bela história de amor.

Nos anos de ocaso profissional, Gloria Grahame viveu um intenso romance com um jovem ator inglês, chamado Peter Turner, que ela conheceu na cidade de Liverpool. Ele era trinta anos mais jovem que ela, um tabu para uma época onde não era comum encontrar um Macron e uma Brigitte apaixonados.

Uma mulher à frente do seu tempo, Grahame estava sempre falando de política, questionando desigualdades sociais, direitos dos trabalhadores e era constantemente alertada quanto ao ritmo de vida fora dos padrões femininos de Hollywood. Também esnobava a imprensa e raramente dava entrevistas.

Na verdade, é Peter Turner o responsável direto pela história da diva nas telas. A fonte de tudo é sua autobiografia lançada em 1986, cinco anos após a morte de Gloria, que ele ternamente sempre chamou de "Glo". Do fim do romance até o falecimento da atriz, passaram-se anos. E o reencontro gerou o livro.

Sentindo que estava no fim, ela o localizou na Inglaterra em 1981 e pediu-lhe para passar uns dias com ele em Liverpool, queria colo e também lembrar os dias de glória daquele amor. De preferência na casa dos pais de Peter, que serviu de ninho para ambos. Um reencontro comovedor e arrepiante.

Numa matéria sobre o filme, no NY Daily News, há comentários de Peter Turner sobre Gloria e a relação que tiveram. "Nunca me questionei sobre a diferença de idade, tampouco procurei saber quantos anos ela tinha". Quando se conheceram, Gloria tinha 55 anos e Peter 24.

Sobre o perfil da atriz, ele disse: "Não era um anjo, e sua carreira foi prejudicada por isso. Dizia sempre que Hollywood era uma selva". Gloria Grahame já estava esquecida pela mídia e pelo mundo cinematográfico quando morreu. O mundo está conhecendo sua trajetória pela lente de um amor que jamais a esquece.





16/05/2018
O pai do jornalismo literário

O jornalista e escritor americano Tom Wolfe partiu ontem aos 87 anos, depois de um período no hospital de Manhattan por causa de uma infecção, segundo informações dadas à imprensa por seu agente Lynn Nesbit. Considerado o pai do "new journalism", ao longo da brilhante carreira escreveu romances, contos, poesia e ensaios.

Wolfe era um homem da Virgínia, nascido na cidade de Richmond em 1931 e vivia em Nova York desde 1962. Nos conturbados anos 70, balançou as estruturas do jornalismo ao introduzir técnicas literárias nos textos. Em 1987, com a publicação de A Fogueira das Vaidades, se elevou à condição de autor célebre e popular.

Nem um outro escritor dos EUA amou tanto a cultura americana e mergulhou tanto no ecletismo da sua composição social do que ele. Seus livros estão repletos de motoristas, porteiros, hippies, dondocas, malucos, negros, gays, milionários e políticos, grande parte ilustrada em ambientes de hipocrisia, conflitos e pecados.

Quando lançou o romance Sangue nas Veias, em 2012, declarou que adorava destacar os aspectos do pecado e da depravação. O livro é uma gororoba de caldo de cultura com várias histórias ambientadas em Miami, dando no leitor a impressão inicial errada de que são capítulos independentes. Ele sabia harmonizar a extravagância.

A carreira jornalística de Wolfe começou em 1963, o traumático ano dos EUA com o assassinato de John Kennedy. Sua primeira reportagem quase não foi escrita, um caso sobre engenheiros automotivos em greve na Califórnia. Ao retornar a Nova York, passou horas olhando pra máquina de escrever, procurando as palavras.

Concluiu o texto em dez horas, ocupando 49 páginas que dois anos depois virou o mais importante documento de uma coletânea de ensaios que serviram de cartão de apresentação do seu enorme talento e de um estilo que seria a pedra fundamental de uma nova escola de jornalismo, o "new journalism", do qual virou pai e mestre.

A extravagância e a arrogância das pessoas, não importando suas posições na sociedade, eram elementos que ele lapidava na construção das narrativas. Escrevia sem preconceitos, adentrava os ambientes de celebridades e de lá compôs seu próprio visual; ternos impecáveis nas cores bege ou branco, chapéu e bengala.

Gênio indomável, referência de jornalistas, poetas e escritores rebeldes, Tom Wolfe não era unanimidade no universo intelectual e acadêmico. Indagado por tal desprezo, respondeu: "Intelectuais não estão acostumados a escrever sobre isso. Quando não são levados a sério e passam a fazer parte da comédia humana, eles têm a tendência de gritar como salsichas numa fogueira".

Tão satírico quanto ele, o jornalista Gay Talese o considerava um talento singular. Abordado pela imprensa de Nova York logo após a morte do colega, comentou: "Ele era um repórter extraordinariamente ativo, cuja prosa incomparável era apoiada em base sólida de pesquisa". Tom Wolfe era literariamente elegante, apesar de transgressor; e pessoalmente atencioso e bem-humorado, apesar de cáustico.





12/05/2018
Erupção vulcânica no Hawaí é alerta pra Califórnia

A sequência de terremotos que acordaram o vulcão Kilauea, levando milhares de pessoas à evacuação obrigatória, é um alerta para o estado americano da Califórnia, onde além de exisitr a grande falha de San Andreas há também nada menos que sete vulcões que podem entrar em atividade facilmente ao menor tremor de terra na região chamada de Anel de Fogo ao longo do Oceano Pacífico, área onde ocorrem 90% dos terremotos do planeta.





11/05/2018
Nas copas da História - I

Considerado por milhões de brasileiros o segundo melhor jogador depois de Pelé (muitos o colocam no mesmo patamar), Garrincha apareceu no Botafogo em 1953, um ano véspera de Copa do Mundo e carregado de expectativa por causa do trauma nacional de 1950, que todos já conhecem fatos e fotos.

Em outubro daquele ano um gaúcho de apenas 18 anos, chamado Aldyr Garcia Schlee, ganhou um concurso do jornal carioca Correio da Manhã, que escolheu seu desenho entre outras duas centenas. Estava banida a camisa branca da derrota de 50, apenas o calção azul foi mantido junto à nova camisa amarela.

Quando 1954 chegou, Garrincha ainda não era o senhor absoluto dos espetáculos no Maracanã. Enquanto as rádios tocavam sucessos que virariam clássicos, como Tereza da Praia, O Menino de Braçanã e Valsa de uma Cidade, um outro ponta direita era o fenômeno nos gramados de São Paulo.

Julinho Botelho apareceu no final dos anos 1940 tentando passar pela peneira do Corinthians; foi ignorado e acabou no Juventus da Mooca e chamou a atenção da Portuguesa de Desportos. Virou titular em 1951 e naquele mesmo ano se vingou do Timão comandando uma goleada de 7 x 3 no Pacaembu.

Nas eliminatórias da Copa que seria disputada na Suíça, enquanto Garrincha iniciava a carreira no Glorioso, Julinho garantiu seu lugar na seleção do técnico Zezé Moreira. A Alemanha de Fritz Walter venceu a mítica Hungria de Puskas na histórica "Batalha de Berna" e Julinho foi um dos craques do torneio.

Não demorou e o talento do ídolo da Portuguesa atraiu olhares italianos. No ano seguinte, a Fiorentina o contratou e lá foi ele entortar europeus, alguns anos antes de Garrincha fazer o mesmo. O tempo correu e o destino iria aproximar os caminhos de Julinho e Garrincha na próxima Copa, na Suécia.

Hoje se sabe do malabarismo do "Anjo das Pernas Tortas" naquela competição que revelou ao mundo um rei menino de 17 anos: Pelé. O que muitos ainda não sabem é que na convocatória da seleção brasileira para a Copa de 1958, Garrincha não garantiu lugar. Foram chamados Julinho e Joel, do Flamengo.

Joel era um ponta direita dos mais habilidosos, servia em bandeja de prata muitos gols do craque Dida (o ídolo do menino Zico) que na Suécia iria experimentar a bandeja de ouro de Julinho. Aí veio o inusitado: o novo ponta da Fiorentina enviou telegrama à CBD (hoje CBF) abdicando da convocação.

Num gesto de bom caráter que não vemos nos dias atuais, Julinho Botelho disse na mensagem que achava uma injustiça ele estar jogando no estrangeiro e tomar a vaga de um colega que seguia jogando em campos da Pátria. O técnico Vicente Feola compreendeu e mandou chamar Mané Garrincha.

E a Copa de 1958 iniciou com o Brasil jogando os dois primeiros jogos, contra Áustria e Inglaterra, um 3 x 0 e um 0 x 0, tendo o rubro-negro Joel de titular na ponta direita, compondo o ataque com Dida, Mazzola e Zagallo. O empate com os ingleses levou Feola a mexer no 3º jogo; escalou Garrincha, Pelé e Vavá.

O resto a gente já sabe. Garrincha e Pelé começaram a dobradinha invencível, o garoto da Vila Belmiro saiu da Copa com o apelido de rei colocado pela imprensa francesa e a seleção ganhou sua primeira taça mundial. Ah, só um outro fato: O reserva de Zagallo era Pepe, que só foi à Suécia porque Canhoteiro, craque do São Paulo, tinha medo de avião.





10/05/2018
O velho espião ainda na ativa

De tudo que é possível assistir no Brasil na televisão fechada, através dos canais por assinatura, nada (nada mesmo) é melhor do que o programa "La Grande Librairie", exibido nas nossas madrugadas pela TV 5 Monde, de Paris, no ar desde 2008 com apresentação do jornalista e crítico literário François Busnel.

Como o título sugere, o programa é praticamente monotemático. Não se fala noutra coisa senão em literatura, nos livros de ontem, de hoje, de amanhã e, principalmente, nas obras de sempre. Uma roda de bom papo reunindo em torno do apresentador escritores, poetas, filósofos, compositores, atores e mais...

Na segunda-feira, um programa dos mais emocionantes de tantos que já assisti desde que me viciei há uns cinco ou seis anos. Após discutir com os convidados o último romance do britânico John Le Carré, "A Legacy of Spies" (o retorno do seu personagem George Smiley após 27 anos) e uma autobiografia de bolso, Busnel chamou uma entrevista com o velho autor de 86 anos.

Entrevista na paradisíaca casa do escritor, bem instalada numa linda falésia da península do Ducado da Cornualha, um gramado verdíssimo a perder de vista até se insinuar as águas do Atlântico. John Le Carré leva o visitante pelos jardins, pelos cômodos de móveis clássicos e rústicos, pela vasta biblioteca.

Entre o sótão, seu esconderijo de trabalho, e a sala de jogos, onde uma grande mesa de sinuca é compartilhada entre entrevistado e entrevistador, ele conta da sua vida amarga na infância, perigosa na juventude e apaziguada pela escrita na maturidade. Só escreve com caneta, tendo sempre duas no bolso.

Conta que foi espancado pelo pai e abandonado pela mãe aos 5 anos, um trauma que o arrastou pela vida plantando medo de se relacionar com mulheres. O afeto íntimo e familiar só não foi um sentimento inexistente por completo porque seu irmão mais velho improvisou um pouco de paternidade.

A solidão na juventude foi uma porta escancarada para ser recrutado pelo serviço de espionagem inglês durante a Guerra Fria. Quando conseguiu sair do MI6, o famoso Military Intelligence Seção 6, percebeu que poderia adaptar o universo dos espiões ao mundo criativo e vasto da literatura de ficção.

Em 1961 e 1962 publicou respectivamente as tramas "O Morto ao Telefone" e "Um Crime Entre Cavalheiros", que serviram de cartão de visita para apresentar um autor que se diferenciava dos livros de bolso do gênero e que faziam sucesso no mundo inteiro. Até que veio o terceiro livro e a consagração.

Com "O Espião que Saiu do Frio", de 1963, John Le Carré (cujo nome de batismo é David John Moore Cornwell) elevou a ficção de espionagem ao patamar do romance literário e deu vida longa ao personagem George Smiley, um agente do serviço secreto que dizem ser um híbrido dele com James Bond, criado dez anos antes pelo compatriota Ian Fleming.

Sobre a volta de Smiley no novo livro, reconheceu que este é um parceiro, quase um alter ego. "Não se pode criar um personagem sem deixar algo de si mesmo", já dissera quando do lançamento do romance em Londres, em setembro do ano passado. Carré avisou que retomou o fôlego para escrever. Que a caneta não falhe nunca.





09/05/2018
Começou o Festival de Cannes

O evento na França é, sem dúvida, o melhor festival de cinema autoral do planeta, mas também é um sinônimo de glamour com seu tapete vermelho salpicado de estrelas nas mesmas dimensões das que brilham no Oscar, no Globo de Ouro ou no Festival de Veneza.

Em sua 71ª edição que teve abertura ontem há um cardápio de superproduções que prometem arrasar nas próximas estreias mundiais, além de 21 filmes que disputarão a Palma de Ouro. Na exibição das obras de autores consagrados serão 11 sessões até o outro sábado, dia 19.

Um dos diretores mais respeitados da história, e velho conhecido do público, o franco-suíço Jean-Luc Godard tentará ganhar sua primeira Palma de Ouro aos 87 anos com o filme "Le Livre d'Image", que também é um dos mais esperados pela crítica. Quem também vai reaparecer é o americano Spike Lee.

Outros cineastas em destaque são o turco Nuri Bilge Ceylan, que sempre atrai elogios em Cannes; o polonês Pawel Pawlikowski, um vencedor em festivais europeus; o italiano Matteo Garrone; o chinês Jia Zhangke, figurinha carimbada na competição; o japonês Hirokazu Koreeda; o iraniano Jafar Panahi; o sul-coreano Lee Chang-Doon e o francês Christopher Honoré.

O júri da sessão oficial da Palma de Ouro será presidido pela atriz Cate Blanchett. Haverá um capítulo todo especial para a nova superprodução de Star Wars, um spin-off totalmente centralizado na figura icônica do carismático Han Solo, personagem eternizado por Harrison Ford e que em 2018 está na pele do ator Alden Ehrenreich.

Uma polêmica já se instalou no festival: uma decisão que não havia ano passado proibindo competir à Palma de Ouro os filmes que não tiveram estreia nos cinemas do mundo. O veto foi visto como um golpe em produções alternativas e, principalmente, nas produções da Netflix e HBO.

Mas Cannes vai dedicar um espaço generoso para o saudosismo e homenagear os clássicos e obras marcantes em suas décadas. Festejará os 40 anos do musical Grease, os 50 anos de 2001-Uma Odisseia no Espaço, e os 60 anos da obra-prima de Hitchcock, Vértigo.





08/05/2018
Publicitária vira neta de aluguel

Ao perceber que a atividade publicitária vive um processo de decadência em relação à realidade tecnológica do mundo digital, uma publicitária mineira de 28 anos botou os neurônios pra encontrar atalhos criativos e decidiu abandonar a agência onde trabalhava e inventou seu jeitinho de ganhar dinheiro.

Residente na cidade de Uberlândia, Bruna de Campos Barreto criou um novo serviço no mercado de trabalho, que batizou de "Neta de Aluguel". Uniu seus conhecimentos internéticos às necessidades tecno-cognitivas dos idosos e passou a ensiná-los a mexer em celulares, computadores e redes sociais.

A garota sempre foi uma referência em tecnologia para seus familiares e amigos, estava sempre disponível para tirar dúvidas quando o assunto era computador, notebook ou celular. Em julho de 2017, quando já se preocupava com o destino do mercado publicitário, criou um "flyer" com o termo "Neta de Aluguel".

"Primeiro ensinei meus pais a mexerem nos smartphones, depois minha avó comprou um notebook e eu ajudei a navegar na internet, fazer uma página no Facebook e a jogar paciência", disse ela quando procurada pelos jornais de Belo Horizonte. A divulgação começou no seu bairro, depois se espalhou.

Aos poucos ela foi estabelecendo um método de trabalho, aprendendo de acordo com as necessidades dos próprios idosos. Com sua avó, percebeu que importante fazer anotações básicas, um passo a passo, porque a idosa esquecia muito rápido. As anotações ajudaram a própria Bruna a lembrar.

Rapidamente, a quantidade de alunos foi aumentando e não dava mais para conciliar o trabalho na agência com a consultoria digital. O aluguel da neta se consolidou e foi preciso abrir um espaço físico para o serviço didático se tornar coletivo, tendo hoje sete alunos que diariamente aprendem com ela.

E a demanda diversificou até a faixa etária; nem só vovôs e vovós procuram Bruna, há alunos entre 28 e 87 anos. "Cada aluno tem um objetivo diferente", diz ela. "Meu aluno de 28 anos, por exemplo, é músico e pediu ajuda para divulgar o trabalho dele nas redes sociais".

Segundo a neta de aluguel, as maiores dificuldades dos seus alunos é memorizar as funções. Ela, então, entrega um material de apoio para que todos consigam realizar os trabalhos sozinhos, principalmente nos celulares que causam confusão na hora de mexer no WhatsApp ou enviar e postar fotos.

"É gratificante e desafiador ver o desenvolvimento da pessoa. Ela não conseguia preencher uma tabela e de repente aprende. É importante a gente contribuir com isso", revela a ex-publicitária. Um aposentado que perdeu parte da memória aprendeu com Bruna a enviar mensagem e fotos para a filha distante. A saudade sendo sanada passo a passo.





07/05/2018
84% rejeitam candidatos no RN

Uma rejeição generalizada. É o que mostra o questionário da aferição espontânea para Governador do Rio Grande do Norte na pesquisa Certus/FIERN publicada no domingo juntamente com outros dados referentes à campanha eleitoral para presidente da República, governador e senador do estado, além de avaliação de governos.


Nada menos que 83,9% dos eleitores potiguares não votam em nenhum dos candidatos ao governo do estado, como mostra o quadro retirado do próprio relatório da Federação das Indústrias do RN. São 61,56% que ignoram completamente os nomes na disputa (não sabem), somados a 22,34% que declaram não votar em nenhum deles.

O quadro da resposta espontânea, que melhor reflete a realidade da cabeça do eleitor, posto que não há o estímulo dos nomes, aponta o seguinte resultado, abaixo:

Não sabe, 61,56%
Nenhum, 22,34%
Carlos Eduardo, 4,33%
Carlos Alberto, 0,14%
Geraldo Melo, 0,64%
Fábio Dantas, 0, 21%
Kelps Lima, 1,21%
Fátima Bezerra, 5,89%
Robinson Faria, 1,13%
Outros, 1,28%
Não respondeu, 1,28%





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