BLOG DO ALEX MEDEIROS

22/12/2018
Final do Mundial de Clubes ao vivo

Os times do Real Madrid, da Espanha, e Al Ain, dos Emirados Árabes, se enfrentam neste sábado, às 14h30 (horário de Brasília), em Abu Dhabi, Emirados Árabes, pela final do Mundial de Clubes 2018. A partida será transmitida pelo canal SporTV (tv fechada). O blog vai acompanhar passo a passo o duelo pelo Twitter.


Atual bicampeão do torneio, o Real busca um inédito tricampeonato seguido que seria seu sétimo título mundial. Graças a uma atuação de gala de Gareth Bale, o clube espanhol não teve problemas para passar pelo Kashima Antlers na semifinal com um 3 a 1.

Já o Al Ain, que representa o país sede, aprontou em cima do River Plate e venceu os campeões da Libertadores nos pênaltis após um empate por 2 a 2 no tempo normal; antes, a equipe do brasileiro Caio Lucas venceu o Team Wellington, também nos pênaltis, e o Esperánce.

       



21/12/2018
As mentiras do sal rosa

Ao procurar "sal rosa do Himalaia" no Google, aparecem mais de 300.000 resultados em português. Muitos deles alardeiam os "incríveis benefícios" desse ingrediente. Regular o açúcar no sangue e a acidez do organismo e melhorar a saúde respiratória e cardiovascular são algumas das propriedades atribuídas a ele sem nenhum tipo de aval científico.

O que fica claro ao fazer a busca é que um quilo deste sal milagroso custa várias vezes mais que o comum de mesa, que não costuma passar de dois reais por quilo.A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um consumo máximo de 5 gramas de sal por dia, o equivalente a uma colherinha de café (algo que no Brasil mais do que duplicamos).

"O problema do sal está na quantidade de sódio que contém", diz Ramón de Cangas, dietista-nutricionista, doutor em Biologia Molecular e Funcional e membro da Academia Espanhola de Nutrição e Dietética.

Esse elemento é associado a diversos problemas de saúde pública, como a hipertensão arterial, os problemas cardiovasculares, os cálculos renais e inclusive o câncer de estômago, segundo a OMS, e o sal rosa do Himalaia não contém menos que o comum: "Ele fornece as mesmas quantidades de sódio que o sal de mesa", sentencia De Cangas. Portanto, as recomendações da OMS são igualmente aplicáveis a ele.

A diferença é que não é refinado e "contém outros minerais, como o ferro, que lhe dão essa característica cor rosa", explica De Cangas. Entretanto, "as quantidades não são significativas quanto ao seu impacto para a saúde.

Não há evidência científica de que o sal rosa do Himalaia forneça nenhum benefício para a saúde, nem tampouco que haja diferenças significativas entre consumir sal normal e este outro tipo."

Fica claro: se o que queremos é gastar mais dinheiro em sal porque é rosa, não há problema. Desde que não ultrapassemos a quantidade recomendada pela OMS.

Agora, talvez convenha saber que não só ele não tem as propriedades milagrosas que lhe são atribuídas como tampouco é extraído exatamente do Himalaia: provém da mina de Khewra, situada no Paquistão, a alguns quilômetros dos contrafortes dessa cordilheira asiática.


 

       



20/12/2018
Beto versus Mineiro

A campanha eleitoral de 2014 nem havia começado. Faltavam ainda alguns poucos dias para o período oficial das convenções partidárias, onde os candidatos ao governo Henrique Alves e Robinson Faria faziam suas costuras em busca de apoios que fortalecessem a luta, principalmente no horário da TV.

Poucos sabem, muitos negarão, mas naquele momento a então deputada federal Fátima Bezerra paquerou com o PMDB - leia-se família Alves - esperançosa de compor a chapa majoritária na condição de senadora. Já a ex-governadora Wilma de Faria aguardava os fatos, também de olho no PMDB.

As coisas tomaram novos rumos, os rumos modificaram as coisas, e lá se foi o PT negociar com o PSD de Robinson, enquanto Wilma se compôs com Henrique. Aí, poucos dias antes da convenção que homologaria a chapa Robinson-Fátima, os sismógrafos registraram movimentações em Mossoró.

O PP se aproxima do PSD visando uma aliança e colocando panos quentes na relação então desgastada entre Robinson Faria e Rosalba Ciarline, que formaram chapa em 2010 contra Iberê Ferreira. O PP tinha como principal objetivo eleger Beto Rosado deputado federal, na vaga que foi do seu pai.

O PT chiou com a nova sigla que chegava na coligação que ele estava formando com o PSD. Após as tradicionais plenárias (oriundas da fase estudantil dos seus líderes), os petistas foram em bloco - ou em cordas de caranguejo - conversar com Robinson e refutar a adesão do PP de Beto.

Mas não esperava a contundência com que o então vice-governador defendeu a aliança com o PP, de vital importância para vitaminar os minutos do horário eleitoral na TV e no rádio. O PT, óbvio, radicalizou e fez manha. Não ficaria na coligação se tivesse que dividir palanque com as tropas rosadas de Mossoró.

Robinson também radicalizou e avisou que sem o PP retiraria a candidatura. Não via chances numa luta só com o PT de aliado. E surpreendendo os petistas, ali diante dele na sua sala, sugeriu que Fernando Mineiro ou Fátima Bezerra assumissem a cabeça da chapa. Daria apoio total à alternativa.

Com duas posições radicais na conversa, ensaiou-se o rompimento. O que seria o terceiro durante aquele período de acertos e pingos nos is. Robinson decidiu hibernar na sua casa de praia e fechou as portas para o PT. Sequer atendeu telefonema de Mineiro, com quem mantinha estreita amizade.

E só abriu num domingo, após insistência e muita paciência do então presidente do PT, Eraldo Paiva, que foi lá avisar que o partido voltou atrás e iria aceitar a coligação com o PP de Beto Rosado. Faltavam poucos dias para a convenção, que aconteceu em paz numa grande festa na Zona Norte.

De briga mesmo só as demonstrações de força do PT e do PP, que invadiram o espaço Nélio Dias com militantes e charangas. Os muitos ônibus que vieram de Mossoró foram uma decoração à parte no acostamento da Avenida João Medeiros. Não foi fácil ao PT de Mineiro engolir o PP de Beto Rosado.

Quatro anos depois daqueles episódios, temos de novo o PP e o PT numa outra disputa, menos barulhenta e mais protocolar. À margem de um processo judicial alheio, Beto e Mineiro disputam as sobras de votos de suas coligações e, outra vez, o petista parece que vai ter que engolir o pepista. Faltam dez dias para acabar o ano.

       



19/12/2018
O fator Arnaldo

Na segunda-feira, por duas horas, saí do alcance das redes sociais, coisa que não acontecia desde o dia em que surgiram, necessariamente nessa ordem, os chats, o Orkut, o MySpace e o Twitter. Mesmo que eu quisesse não ficar concentrado no filme Aquaman, não conseguiria sinal de wifi na sala de projeção.

Na saída do shopping, caiu a bateria do celular. Mais alguns minutos isolado em órbita do mundo digital, os dedos coçando para navegar nos aplicativos e conferir as centenas de mensagens que chegam sem parar. Enquanto o aparelho carregava na tomada, fiquei vendo o programa Bem Amigos, no Sportv.

Entre um sem número de assuntos esportivos, Galvão Bueno arrancou lágrimas e arrepios dos parceiros de debate, dramatizando (como faz até com um pneu furado de fórmula um) a despedida do ex-árbitro Arnaldo Cezar Coelho, que decidiu pendurar o gogó (há muito pendurou o apito) e dar adeus à televisão.

Todos emocionados, Falcão, Junior, Caio, Muricy, Paulo Cesar Vasconcelos, Casagrande, mulher e filha do velho Arnaldo, célebre no futebol pela competência e por ter sido o primeiro brasileiro a apitar uma final de Copa do Mundo, aquela em que o Brasil tinha tudo para ganhar e caiu para a Itália.

Poucos bordões por aqui são tão populares e repetidos como o do carioca que trocou o apito pela bolsa de valores. Diante de qualquer dúvida sobre uma ocorrência dentro do gramado, a explicação como sentença: "a regra é clara", chavão que virou título do livro que publicou pela Editora Globo em 2002.

Ao final do programa do Galvão, a bateria do meu celular acordou quando os olhos já davam sinais de pescaria no lago de Morfeu. Tempo suficiente para abrir as redes sociais e descobrir que o "Caso Kerinho" avançou na alçada superior da justiça eleitoral, que decidiu em favor da validade dos seus 8.890 votos.

Na canetada do ministro Jorge Mussi, do TSE, ficou estabelecido que o TRE-RN computasse os votos do candidato do PDT, já que a documentação questionada havia sido encontrada. Com isso, o petista Fernando Mineiro deixa a vaga de deputado federal, que vai agora para o pepista Beto Rosado.

Fui navegar na repercussão local do fato, vários sites e blogues, daqui e dalhures, alguns se antecipando às reações positivas em Mossoró e às negativas no âmbito do PT. E comentários sobre o fato de que Fernando Mineiro perde a vaga após receber 98 mil votos, e Beto Rosado ganha com 71 mil.

São coisas do quociente eleitoral, uma regrinha básica da legislação e do jogo eleitoral, devidamente inventada e aprovada pela classe política, a única que cria as leis. Portanto, não cabem piadinhas, queixumes e chateações. Políticos como Mineiro, Beto e até Kerinho, o menos votado, só têm que entender que a regra é clara. Como bem disse o Arnaldo.

Eu já disse aqui que ele deixou a cadeira do programa do Galvão?

       



18/12/2018
Há um bairro Roma em nós

Quem viveu a infância e a puberdade na periferia de alguma cidade brasileira durante as décadas de 60 e 70 do século XX, decerto vai se ver retratado, de alguma forma, na narrativa do belo filme Roma, do diretor mexicano Alfonso Cuarón, uma ode que ele dedica à doméstica da sua casa de classe média.

Ausente das grandes telas há cinco anos, desde que nos surpreendeu em 2013 com a instigante abordagem de Gravidade, que lhe deu duas estatuetas do Oscar por direção e montagem em 2014, Cuarón sai da ficção científica e penetra na biografia de si mesmo, bebendo e relendo na fórmula de Fellini.

O bairro Roma da cidade do México no universo da infância de Cuarón é como a cidade de Roma na reminiscência de Fellini, sendo que há uma dimensão poética bem mais escancarada na obra do mexicano. O espaço-tempo da sua infância é o mesmo de quando o italiano rodou sua obra para-biográfica.

Roma também nos faz voltar aos nossos subúrbios, lembra a vida provinciana de Natal da infância, tem pitadas de Quintas, de Alecrim, de Rocas, os nossos bairros mais populares no tempo em que Cuarón narra a vida no México. Certeza que remete também às periferias de Recife, São Paulo, Salvador.

A empregada Cleo, protagonista do filme e da formação do cineasta, teve múltiplas versões nos lares da nossa realidade latina dos anos de sonhos e conflitos, num tempo em que as relações de fraternidade saltavam do núcleo familiar e se ramificavam nos agregados que quase sempre se eternizavam.

O filme em preto e branco romantiza mais ainda o amoroso teor da mensagem de louvor a quem foi tão maternal ao autor como a própria mãe, essa às vezes ausente nas angústias pela ausência do marido infiel. Cleo é a ingenuidade que se doa pela cria alheia, e que não sabe assimilar o fruto do próprio ventre.

Alfonso Cuarón utiliza com maestria uma técnica literária para enriquecer sua narrativa; inserindo o cotidiano da sua infância na conjuntura real daqueles anos. Coloca Cleo e a avó no cenário das revoltas estudantis de 1968, quando o sangue do "Massacre de Tlatelolco" banhou a cidade das Olimpíadas.

O rock inglês passeia entre os ponteiros das rádios Êxitos e La Pantera, que até o final do século XX mantiveram o gênero na crista da onda. Os brinquedos com referências à missão Apollo estão pela casa, os cartazes da Copa de 1970 decoram o quarto dos garotos. Beatles e Credence embalam os passeios de carro.

Lavando pratos ao som do rádio valvulado, as mulheres da infância do diretor reproduzem as tantas empregadas dos bairros do continente. O mexicano José José no original do argentino Dino Ramos cantarolando "La Nave del Olvido", que aqui Nilton Cesar versou com "Espere um pouco, um pouquinho mais".

Roma é um grandioso romance de história particular que nos arrebata numa nesga de história coletiva. É uma quase biografia de uma geração latina, aquela que sobreviveu na infância dos subúrbios de cidades que quarenta anos depois experimentariam a explosão demográfica que agora diariamente ameaça nossa ternura e nossa memória.

       



17/12/2018
O herói do mundo líquido

Público bom, críticas mais que favoráveis e uma legião de fãs de outros super-heróis incluindo Aquaman na sua lista de culto HQ. O filme estreou na sexta-feira com expectativas positivas dos produtores e da DC Comics, a editora rival da Marvel. Em Natal teve boa audiência, apesar da agitação do Carnatal.

Criado em 1941 pela dupla Paul Norris e Mort Weisinger, Aquaman foi como uma resposta a um outro super-herói aquático, Namor, criado dois anos antes pelo desenhista Bill Everett. Na origem, Aquaman foi criado pelo pai numa cidade aquática, enquanto Namor é um monarca do continente Atlântida.

A primeira aparição de ambos nas revistinhas em quadrinhos tem semelhanças aparentemente propositais. Namor, que era então um vilão com ódio dos humanos, ataca um navio que atirava explosivos no mar, enquanto Aquaman ajuda um navio de refugiados atacado por um submarino dos nazistas.

A partir dos anos 1960, na Era de Prata, os dois ficaram ainda mais parecidos. Primeiro a dupla Stan Lee e Jack Kirby retirou de Namor a condição de vilão e o colocou nas aventuras do Quarteto Fantástico. Depois, os roteiros da DC Comics inseriram Aquaman no grupo Liga da Justiça e lhe deram também uma aura imperial, tornando-o filho de uma princesa de um mundo submarino.

No Brasil, as primeiras histórias de Aquaman eram publicadas nas revistas do Superman, onde ele era chamado Homem Submarino, que causava confusão com o nome brasileiro de Namor, chamado Príncipe Submarino. A partir de 1967, Aquaman ganhou revista própria, circulando até meados de 1970.

Tratado muitas vezes como "rei dos mares" e "monarca da Atlântida", o personagem iniciou relações com outros super-heróis e costumava dizer aos humanos: "vocês têm centenas de campeões para defender as massas de terra; eu protejo os outros setenta por cento do planeta, e só há um de mim".

O Aquaman dos quadrinhos tinha um companheiro de aventuras, um sobrinho chamado Aqualad, com poderes semelhantes aos seus. Assim como o tio era da Liga da Justiça, o garoto pertencia ao primeiro grupo da Turma Titã, ao lado do Robin, Kid Flash, Ricardito e Dianinha (Moça Maravilha), de 1964.

Tenho no meu acervo uma boa parte das revistinhas do Aquaman editadas pela Ebal. O primeiro contato com o personagem foi nas edições do Superman, que traziam uma aventura do homem peixe, assim como ocorria também com o Arqueiro Verde. A partir das revistas Os Justiceiros, passei a vê-lo mais vezes.

No filme que está em cartaz, dirigido pelo malaio James Wan (Saw, Invocação do Mal) e com Aquaman na pele do ator Jason Momoa, sua origem se aproxima da versão dada por Stan Lee e Jack Kirby. O personagem é filho de um faroleiro e uma princesa de Atlantis, de quem herda os superpoderes.

A depender dos críticos, o filme dará um grande estímulo nas produções da DC Comics na guerra de bilheteria com a Marvel, que tem sido mais eficiente até agora. O mais relevante é que Aquaman ganha uma grande vitrine para conquistar novos fãs e para resgatar os antigos dos tempos da velha Ebal.

       



17/12/2018

       



17/12/2018
Quando Almodóvar encarou a censura nos EUA

Às vezes sua memória falha, porque é seletiva. "Mas desse capítulo me lembro perfeitamente", afirma Pedro Almodóvar, abandonando por alguns minutos a sala de montagem na qual termina seu novo filme, Dolor y Gloria. Em meados de 1990, o diretor decidiu processar a Motion Picture Association of America (MPAA), órgão fundado pelas majors, os grandes estúdios de Hollywood, para qualificar os filmes de estreia, por ter conferido a Ata-me! a letra mais temida do alfabeto: X.

Foi o começo de uma ofensiva que acabou por derrubar uma classificação aplicada desde novembro de 1968 e cuja criação agora completa meio século. Também foi a primeira vez em 20 anos que um cineasta atacava aquele sistema férreo. "Meu futuro, àquelas alturas, não dependia de Hollywood. Por isso não tive medo. Não me privei de chamar as coisas pelo nome: era censura", lembra Almodóvar.

A denúncia foi feita junto à distribuidora do filme, a Miramax, e seu então presidente, Harvey Weinstein. Este decidiu contratar o advogado William Kunstler, conhecido defensor dos direitos civis que tinha representado os Dez de Chicago e membros dos Panteras Negras, que se esforçou para demonstrar que essa qualificação era "arbitrária e caprichosa", pelo fato de equiparar o filme com a pornografia. "Transformei aquela luta em algo que representava todos os autores, apesar de essa ser uma linguagem entendida nos Estados Unidos.

Lá, o autor de um filme não é o diretor nem o roteirista, mas quem coloca o dinheiro", afirma Almodóvar. Ele lembra que a Miramax tinha interesses opostos aos dele. "Ficaram encantados com a polêmica e a transformaram em instrumento de marketing. Era muito desagradável notar que meu companheiro de viagem se comportava de modo absolutamente sensacionalista", acrescenta.

 

       



16/12/2018
Freddie antes de Mercury

Antes de ser ícone de uma geração globalizada, entre o hedonismo de Don't Stop Me Now e a consciência social do show beneficente Live Aid em Wembley, que mostrou a fome da África ao mundo, Mercury era um músico amador dos subúrbios de Londres. Por trás daquele sobrenome extraterrestre, havia um imigrante de origem parsi, cultura milenar influenciada pela astrologia do zoroastrismo.

Apelidado de Freddie durante seus estudos de artes plásticas, Mercury mudou seu nome quando estava nascendo o Queen. Desaparecia assim Farrokh Bulsara, o filho introvertido de uma família indiana criado a 250 quilômetros da antiga Bombaim, hoje Mumbai, berço de um artista cósmico.

O longa-metragem Bohemian Rhapsody, que já se tornou o filme biográfico musical de maior bilheteria da história, começa com o encontro do cantor na faixa dos 20 anos (que ainda se chamava Farrokh) com Brian May e Roger Taylor, germe do grupo que revolucionaria os anos oitenta. Mas os integrantes do Smile - a banda de May, Taylor e Tim Staffell - não foram os primeiros a acompanhá-lo em um palco.

Antes, um imberbe Mercury e quatro estudantes do Saint Peter, um colégio no coração da Índia, já faziam seus companheiros pular ao som das canções frenéticas do The Hectics, primeiro e único grupo onde Bulsara cantou e tocou durante sua infância.

       



15/12/2018
Novos protestos em Paris

As últimas concessões do presidente francês, Emmanuel Macron, não foram suficientes para desmobilizar os coletes amarelos, que saíram às ruas para protestar pelo quinto sábado consecutivo. A mobilização, no entanto, está sendo mais baixa que as violentas das semanas anteriores. Pelo menos 157 pessoas foram detidas em Paris e mais de 200 pontos de protestos foram registrados em todo o país. A prefeitura da capital francesa anunciou um reforço de segurança de 8.000 agentes adicionais, para os cerca de 66.000 manifestantes que estão nas ruas. Até o momento, ao menos cinco pessoas foram feridas.


O presidente francês anunciou na última segunda-feira um aumento de 100 euros no salário mínimo a partir do ano que vem, e que as horas extras passarão a ser isentas de impostos e contribuições. Também antecipou sua intenção de estimular as empresas para que paguem aos seus funcionários um abono extraordinário de final de ano, igualmente isento de impostos.

As medidas são parte de uma tentativa de reconquistar os franceses e aliviar a pressão dos manifestantes, que protestam pelo encarecimento da vida e o empobrecimento das classes médias. A nova jornada de manifestações ocorre na mesma semana em que um islamista francês matou a cinco pessoas em um atentado em Estrasburgo.

Os coletes amarelos - uma revolta sem líderes nem estrutura, que tem por emblema a veste fluorescente que todos os motoristas devem ter em seus veículos - começaram a se mobilizar em meados de novembro. Opunham-se a um novo imposto sobre os combustíveis, mas o protesto em seguida se ampliou para a reivindicação de um aumento do reduzido poder aquisitivo.

       



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