BLOG DO ALEX MEDEIROS

03/03/2016
Arquivo de Bob Dylan vira espaço acadêmico

Um surpreendente arquivo secreto com décadas de documentos acumulados pelo gênio pop Bob Dylan, que inclui gravações desconhecidas, manuscritos e instrumentos musicais, será exposto em Tulsa, no estado de Oklahoma (EUA), informou a George Kaiser Family Foundation.

No lote de 6 mil objetos que engloba mais de 60 anos de trabalho se encontram as primeiras gravações do músico, datadas de 1959, assim como um caderno com as letras escritas de alguns de seus sucessos como "Tangle Up In Blue" e "Simple Twist Of Fate", do disco Blood on the Tracks, de 1975.

A coleção, que foi vendida à GKFF e à Universidade de Tulsa por um valor entre US$ 15 milhões e US$ 20 milhões, está atualmente sendo catalogada e digitalizada no Brady Arts District de Tulsa.

Bob Dylan é um artista de costumes nômades, uma figura esquiva quanto ao convívio social, e está imerso numa turnê sem fim desde o final do século XX, tendo já feito mais de 100 shows num só ano em todo o mundo e ainda encontrando tempo para as gravações de estúdio.

À imprensa, ele disse estar feliz por finalmente seus arquivos terem encontrado uma casa. Num comunicado oficial da GKFF, o presidente Ken Levit assinalou que Dylan "é um tesouro nacional cujo maior trabalho continua enriquecendo as vidas de milhões de pessoas pelo mundo".

"Esperamos que, como resultado, Tulsa logo atrairá os fãs e os estudiosos da obra de Bob Dylan", destacou Levit. Por seu lado, o autor de "Like a Rolling Stone", considerada a mais importante canção da história do rock, se mostrou satisfeito com o destino da sua coleção, que tem como um dos mais icônicos objetos a jaqueta de couro que ele vestiu no Festival de Newport em 1965, ano em que surpreendeu todos adotando uma guitarra elétrica.

"Estou muito contente que meus arquivos, que foram compilados durante todos esses anos, tenham finalmente encontrado uma casa e vão estar acompanhando os trabalhos de Woody Ghtrie", disse o artista se referindo ao Woody Guthrie Center que guarda parte da obra do cara que foi seu grande ídolo musical e ainda é considerado um dos mais populares cantores dos EUA.

O decano da Universidade de Tulsa, Steadman Upham, afirmou que a "dylanologia" é uma coisa crescente na área da pesquisa em ciências sociais e humanidades, e a cidade se converterá no epicentro internacional da pesquisa acadêmica em tudo que se relacione com Bob Dylan e também com a Pop Art.





31/12/2015
FELIZ ANO NOVO

PARA OS AMIGOS E LEITORES





22/12/2015
A modelo do ano

Ela lembra Brigitte Bardot na suculenta juventude dos anos 1950. Com 22 anos, a modelo alemã Anna Ewers acaba de desbancar beldades que foram destaque na mídia e no mundo fashion em 2015, como Gigi Hadid e Kendall Jenner.

Retratada recentemente numa série de toalhas do fotógrafo Mario Testino, ela foi eleitra a top do ano pelo site www.models.com, pouco tempo depois de ganhar espaço no ranking do site como uma das 50 modelos mais importantes da atualidade.

No seu currículo, só neste 2015, Anna protagonizou algumas campanhas para Alexander Wang, Balenciaga, Mango, Moschino e Marc Jacobs, e capas para revistas como "Vogue" Paris, Alemanha e Inglaterra. Também desfilou para Chanel e Versace.





22/12/2015
O homem do ano

O Grupo Diários América (GDA), que reúne jornais impressos do nosso continente, elegeu Leopoldo López, o líder opocionista preso na Venezuela, a personalidade do ano em 2015.

Ontem, na cúpula do Mercosul, o presidente argentino Mauricio Macri criticou duramente a ditadura bolivariana de Nicolas Maduro, enquanto Dilma Rousseff enalteceu o espírito democrático da última eleição no país de Chavez.





22/12/2015
As pequenas glórias

Apesar do patriotismo exagerado dos blogues de Natal, a geração Marta do futebol feminino ganhou de novo o torneio da Caixa Econômica(sem a presença de grandes equipes como EUA, Alemanha ou Dinamarca), mas vai encerrando carreira sem jamais ter vencido uma Copa do Mundo ou Olimpíadas.

E as jogadoras mais destacadas não podem ser comparadas a alguns craques como Zico ou Cruijff que não ganharam copas, mas que conquistaram competições de expressão mundial como Champions, Mundial de Clubes e Olimpíadas (neste último caso cabem Messi e Puskas, por exemplo).





08/12/2015
Cartas na mesa

Enquanto milhares de brasileiros decidiram atender à campanha de adoção de uma cartinha dos Correios, feita por crianças pobres, o vice-presidente Michel Temer resolveu enviar sua própria carta, não para Papai Noel, mas para a presidente Dilma Rousseff.

A cartinha de Temer, iniciada no puro latim dos seus tempos de estudante de Direito, diz que "as palavras voam, os escritos se mantêm", o que pode até ser uma espécie de alento para donos de jornais nesses tempos de extinção da mídia impressa. No PT, porém, voaram os escritos e as palavras do vice, vazados ao léu.

E não faltaram os piadistas de plantão para traduzir do latim o termo "verba volant, scripta manent" para a linguagem habitual do PMDB, "verba valendo, nós mantemos a escrita". O vice não poupou verbo para imprimir as mágoas com Dilma. Algumas com toques de ciúme político.

"É um desabafo que já deveria ter feito há muito tempo", diz Temer num clássico sentimento peemedebista presente ao final dos governos que historicamente o partido adere e depois salta fora. Deve ter sido também assim nos planos municipal e estadual com Micarla de Sousa, em Natal, e Rosalba Ciarlini, no Rio Grande do Norte.

O pior é que a carta explodiu na mídia horas depois que a presidente jurou não haver um milímetro de desconfiança da parte dela para com seu vice. E ele tascou na missiva "sempre tive ciência da absoluta desconfiança da senhora e do seu entorno em relação a mim e ao PMDB".

Se autoproclamando um "vice decorativo", Michel Temer enumerou os episódios em que o desprestígio dele e do seu partido ficou latente. Mas não faltou uma mentirinha, quando afirma que manteve a unidade do PMDB em torno do governo. Ora, o partido já está há meses com um pé dentro e outro fora (vide Eliseu Padilha).

Também não demorou para o vice confirmar as suspeitas da má relação com Dilma e o PT (que ele trata como "entorno"). Sua carta, que ele protocolou como de cunho pessoal, vazou na imprensa e nas redes sociais muito rapidamente. Dizem que Jacques Wagner, a serviço de Lula, fez o serviço.

O entorno do Palácio do Planalto, enfim, vazou a carta e o clima de rompimento do PMDB subiu de grau na fervura do impeachment de Dilma. E é obvio que Michel Temer está tramando sua queda, como faz qualquer vice. Não ao ponto maquiavélico e nojento do que fez o potiguar Café Filho satisfeito com a morte de Getúlio Vargas, aquele da carta famosa.





03/12/2015
Dilma bolada e molhada

O velho e batido ditado "quem está na chuva é para se molhar" é o mais adequado para refutar o discurso petista contra o processo de impeachment pelo fato de Dilma Rousseff ter sido eleita pelo voto do povo.

Ora, nunca houve nem jamais haverá impeachment contra quem não foi eleito. E nem muito menos é golpe na democracia, posto que só nas democracias um governante é afastado impedimento votado no Congresso.

Nas ditaduras, qualquer que seja seu viés ideológico, é que se derruba governo de forma abrupta e radical, sem discussão política ou técnica. Quando foi arrancado do Planalto, em 1992, Fernando Collor também argumentou que estava sendo golpeado.

Mas a sociedade brasileira não engoliu o choro do então presidente e entendeu que o processo, mais que necessário, era democrático. Minha geração que entrava na casa dos trinta, juntou-se aos jovens caras-pintadas.

Para que aquele processo de julgamento ficasse bem esclarecido, o Brasil contou com o apoio total de um partido político, o que melhor defendeu a instalação do impeachment e foi às ruas junto com o povo.

A história da nossa República deve isso ao PT.

Mais de vinte anos depois, temos hoje outro presidente na chuva.





30/11/2015
Morre uma lenda dos mangás

O conceituado desenhista de histórias em quadrinhos japoneses, os mangás, Shigeru Mizuki, famoso por suas obras com criaturas sobrenaturais e aventuras autobiográficas, morreu aos 93 anos, num hospital de Tóquio, informou a rede pública de TV NHK (com sinal em Natal pela Sky, Cabo e Net).

Mizuki nasceu em 1922 na cidade de Osaka e seu nome está intimimamente ligado à localidade costeira de Sakaiminato, no Oeste do Japão. Quando tinha apenas 20 anos, em 1942, foi convocado para a Segunda Guerra e mandado para a Papua Nova Guiné.

Durante o conflito, perdeu um braço e aprendeu a desenhar com o outro, até que em 1957 deu seu grande salto enveredando pelos quadrinhos com o personagem Rocketman. A mutilação e uma surdez crônica não foram empecilhos para o sucesso quando criou o mundo sobrenatural dos "yokai", figuras do folclore japonês.

Depois lançou sua obra-prima, Gegege no Kitaro, onde narrava histórias do mundo dos "yokai" adaptando as narrativas que escutava quando criança pela boca de uma velha chamada Nonnonba que vivia nos arredores de Sakaiminato.

Logo passou a escrever também aventuras sobre a Segunda Guerra, em que utilizava sua própria experiência para criar situações e climas épicos com os personagens. Fez uma biografia de Hitler e contou no mangá as consequências brutais da expansão japonesa na Ásia.

Nos últimos anos de vida, Mizuki desenhava esporadicamente. Um museu com sua obra foi aberto na cidade de Sakaiminato, que tem uma rua com seu nome, além de diversas estátuas. Infelizmente, ontem em Natal, os organizadores do evento Saga não lembraram - ou não sabiam da sua morte - de homenagear esse grande nome da cultura pop nipônica.

Aliás, no sábado, a desorganização no Saga fez os milhares de adolescentes lembrarem do apelido do Japão (País do Sol Levante). Plantados a céu aberto numa fila, entre 9h e 12h, os jovens quase pegam insolação. Ninguém sabia porque os portões da Arena das Dunas ficaram tanto tempo fechados.





30/11/2015
Moídos e ruídos na radiodifusão

Rádios e televisões sofrem em silêncio os efeitos da crise. Não noticiam seus próprios problemas, ocupadas que estão em divulgar os problemas dos outros.

Enquanto a TV Record demitiu uns 500 numa tacada só e a TV Bandeirantes negocia a venda de 30% do controle acionário para o grupo Turner, dos EUA, a Globo se contorce para manter a dinheirama do governo Dilma, tipo Petrobras e Caixa, espalhada em seu sistema de comunicação, nem que para isso comprometa o jornalismo, omitindo o noticiário ruim para o Planalto.

Por falar em radiodifusão, aqui em Natal as seis emissoras de rádio na faixa AM (Globo, CBN, Rural, Poti, Eldorado e Nordeste) já estão aptas a migrarem para a faixa FM, que passa a ser obrigatória a partir de 2016.

Na semana passada, o Ministério das Comunicações definiu o valor da outorga para a alteração depois de muita pressão dos radiodifusores e análises dos técnicos estatais. O maior valor para o caso local é em torno de R$ 204 mil.

Das seis rádios natalenses, pelo menos duas - Poti e Eldorado - estão sendo procuradas por grupos empresariais e/ou políticos interessados em adquiri-las. A Eldorado, que pertenceu ao ex-vereador Tony Edson, falecido em 2014, já recebeu umas três ou quatro propostas.





30/11/2015
Brincando com a crise

Nem todos os setores da indústria vivem no inferno da crise. Pelo menos na horta dos brinquedos a perspectiva é que 2015 encerre com um faturamento beirando R$ 6 bilhões, o que equivale a 15% acima da movimentação do ano passado.

O pessoal da Abrinq, a Associação Brasileira da Indústria de Brinquedos, acredita que em dezembro o Papai Noel vai estar com seu saco bem recheado para atender mais crianças do que nos dezembros de anos passados. Quem garante isso é Synésio Batista, o presidente da entidade.





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