Futebol

17/05/2016 00:46:10
O fio de esperança

Cultuado entre técnicos de Futebol de todas as gerações, Telê Santana brilhou na Copa de 1982

 
Tanto como atleta quanto treinador, Telê Santana se caracterizou por brigar por um futebol melhor, justo e bonito. A batalha por esportividade, beleza técnica e lealdade talvez tenha sido a maior contribuição desse mineiro da pequena Itabirito ao jogo que tanto se devotou.

Na época de jogador, orgulhava-se de respeitar as normas do jogo e de ter ganhado o troféu Belfort Duarte, que era concedido no passado a atletas exemplos de disciplina. Como treinador, desenvolveu um perfecionismo que abrangia quase todos os detalhes técnicos do futebol, do cuidado com a grama do centro de treinamento à cobrança "militar" sobre seus comandados em relação a fundamentos básicos, como o passe.

Mas não há como falar de Telê Santana sem mencionar seus inúmeros feitos esportivos. O mais importante deles como jogador aconteceu em 1952, com a conquista da Copa Rio, espécie de Mundial de Clubes da época, com a camisa do Fluminense.

Como jogador, Telê Santana não chegou a ser brilhante. Tanto que nunca foi convocado para a seleção. Era um ponta-direita de boa técnica, inteligência tática e muita movimentação e foi um dos primeiros atacantes a perceber a importância da marcação, recuando para fechar o meio-campo e impedir os avanços dos adversários. Jogava com muita vontade, correndo os 90 minutos de forma impressionante. Graças à essa vontade - e alguns títulos -, entrou para a galeria dos heróis tricolores.

No clube carioca, Telê era conhecido como "Fio de Esperança", por ser um jogador franzino (de 57 kg), mas que jamais desistia. Ainda como jogador, defendeu as camisas de Guarani, Madureira e Vasco. Telê ganhou um lugar no time principal do Fluminense em 1951, ano em que o clube conquistou o título carioca. Na final, com Carlyle suspenso, o técnico Zezé Moreira deslocou o jogador mineiro para o comando de ataque, e ele não decepcionou, marcando os gols da vitória sobre o Bangu (2 a 0).

o culto de Telê ao futebol bem jogado moldou uma das mais célebres seleções da história do Brasil. Em 1982, o super-time de Zico, Falcão e companhia encantou o mundo, mas caiu diante da Itália na Copa da Espanha. Do famoso fracasso do estádio Sarriá nasceria uma das mais polêmicas questões do Futebol Nacional: é mais importante jogar bonito ou ganhar?  

   


Comentários