Música

08/05/2016 23:05:46
Rick Wakeman, 1975, Brasil

Maior tecladista do Rock Progressivo pisou pela primeira vez em solo brasileiro para apresentação histórica

 

Nos anos 1970 não era muito comum a apresentação de grupos e astros do Rock Internacional no Brasil, pelo menos aqueles que viviam seu auge artístico e de popularidade. Apesar de o público brasileiro sempre ter sido um grande consumidor de música pop, vários fatores faziam com que as grandes bandas não extendessem suas excursões mundiais por aqui. Uma excessão foi Rick Wakeman, ex-tecladista do Yes, que naquele período, quando o rock progressivo estava em alta, era um dos artistas mais populares na época, e tocou no Brasil em 1975. A revista Pop fez uma matéria com fotos dos shows e bastidores.

Na verdade, nem os organizadores da temporada (e muito menos os empresários) esperavam que a consagração do ídolo seria tão grande. Todos ficaram de boca aberta quando perceberam que a moçada conhecia a fundo o repertório de Rick - reagindo ruidosamente aos primeiros acordes de suas músicas preferidas. E os aplausos iam crescendo, até o fim dos concertos, quando eram dirigidos também ao maestro Isaac Karabitchevsky, aos músicos da sinfônica e aos competentes carinhas do English Rock Ensemble - o grupo de Rick. Em todos os shows, Rick precisou voltar ao palco para bisar uma ou duas músicas.

Mas, é claro, toda essa temporada de festas, trabalho, curtições, muita música e apoteose, teve seu preço. Para garantir todo o luxo, a pompa e a impecável perfeição técnica (tanto de som como de iluminação) dos espetáculos, havia uma equipe de 70 pessoas nos bastidores. O total da aparelhagem pesa 18 toneladas, e só a mesa de som trabalha com 285 canais. O transporte dessa aparelhagem saiu por volta de 800 mil cruzeiros. E a Rede Globo e o Projeto Aquarius, responsáveis pela excursão, investiram no total cerca de 6 milhões de cruzeiros. 

   


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