Cotidiano

28/07/2016 08:18:40
O patrimônio suspeito de Henrique

Da Redação

O juiz da 16ª Vara Federal, Marcelo Ribeiro Pinheiro, acatou a ação de improbidade administrativa apresentada pelo Ministério Público Federal em 2004 contra o ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB).

O político potiguar "passa a responder como réu no processo que apura indícios de enriquecimento ilícito entre os anos de 1998 e 2002, período em que exerceu mandato parlamentar", diz o despacho do magistrado.

O caso remete ao escândalo estampado na época na capa da revista IstoÉ, quando uma ex-mulher de Henrique, Mônica Azambuja, denunciou que ele teria dinheiro guardado em paraísos fiscais. O caso retirou Alves da disputa eleitoral como vice-presidente da República na chapa de José Serra.

Henrique demonstrava sinais de riqueza incompatíveis com sua renda e patrimônio declarados como deputado federal e empresário de comunicação, é o que diz o relatório do MPF, agora acatado pelo juiz.

Constam das irregularidades: transferência patrimonial dissimulada; despesas e gastos em montante superior à receita declarada; titularidade de sociedades comerciais, contas correntes, investimentos, movimentação financeira e cartões de crédito em instituições financeiras com sede na Suíça, nos Estados Unidos e em paraísos fiscais, bem como por meio de empresa off-shore.

A ação foi recebida pelo juiz da 16ª Vara Federal doze anos depois da denúncia do MPF. Estas acusações contra Henrique Alves não têm relação com as recentes denúncias contra ele na operação Lava Jato, ainda em investigação.

   


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