BLOG DO ALEX MEDEIROS

03/01/2018
O vômito verbal das castas

Nas minhas redes sociais tem todos os tipos de gente e de visões ideológicas. Entre todos, já identifiquei faz tempo os mais barulhentos, os que se travestem de chicote do mundo, os plantonistas do vitimismo alheio que se jactam porta-vozes da coletividade.

Praticam mais "mimimi" do que militontos que seguem às cegas Lula ou Bolsonaro. São, em esmagadora maioria, legítimos componentes das castas que esbaldam gordos salários sugados do erário, quase sempre gozados em viagens transatlânticas ou nos passeios diários em shoppings do País, após alguns minutos em repartições públicas que eles teimam em chamar de "trabalho". Alguns arrastam sacolas de livros, que servirão para estudar os problemas do mundo ou para exibir nos cafés diante de incautos olhares.

Acampados no mais das vezes nos wifis dos órgãos estatais, teclam rugidos de indignação em nome de pobres, de servidores públicos, de professores ou de policiais, escondendo no cinismo das postagens a real preocupação umbilical: o luxuoso auxílio salarial. Todos lembram a canção "Eles", de Caetano: "Eles guardam dinheiro pro dia de amanhã".

Ninguém caga tanta regra nas redes sociais quanto os inescrupulosos marajás do serviço público. Dá pra sentir a boçalidade de postura nas suas postagens. As matrículas que garantem os benefícios são a própria fantasia de "otoridade" garantida no Judiciário, Ministério Público, Tribunais de Contas, cargos diretivos e consultivos no Executivo e Legislativo, ou em órgãos federais.

Essa gente carrega na pseudo consciência cidadã a mais nojenta das posturas, é a mentira de si mesma elevada a uma desonestidade intelectual que enoja. A suposta elegância de gestos e poses no passeio público é apenas uma casca a camuflar a indecência interior. Como a crosta fibrosa que esconde embaixo uma ferida pútrida, um tumor purulento.