BLOG DO ALEX MEDEIROS

13/12/2018
Um soneto ardente

Tome o fogo da quimera
queime uma floresta inteira
queime a lenha da fogueira
queime a nossa atmosfera

Queime o feijão e o arroz
queime a seda do cigarro
queime os pneus do carro
queime as fotos de nós dois

Queime o doce de banana
queime o jornal do dia
queime a luz e a pestana
queime o peito na azia

Queime os livros de história
queime o amor que ardia
queime até nossa memória
mas não queime a poesia.