BLOG DO ALEX MEDEIROS

28/01/2019
Delivery energético

O Google sabe aonde você trabalha e como são seus movimentos cotidianos, além de conhecer com precisão seus hábitos e gostos de consumo. A Amazon sabe muitos tipos de coisas que você compra e já pode ter acesso ao teor das conversas que você tem dentro de casa; caso você use o aplicativo Alexa.

Todos os dias, os gigantes da tecnologia digital acumulam mais e mais informações sobre todos os seus usuários. E nunca estão suficientemente satisfeitos com essas informações, sempre criando atalhos e algoritmos para expandir ainda mais o conhecimento das nossas características e gostos.

A nova invasão do Google e Amazon em nossos perfis deverá trazer grandes dores de cabeça para as empresas de energia elétrica, como a Cosern. Os dois gigantes decidiram entrar com força nos negócios da eletricidade, agora que seus dispositivos inteligentes estão além dos computadores e celulares.

A nova realidade do avanço da internet alcançando os objetos tipo eletrodomésticos, com televisores, geladeiras, fogões, fornos elétricos e termostatos atrelados aos nossos telefones e até relógios de pulso, as duas empresas começam a ter acesso ao volume de energia consumido nos lares.

Tal fato acendeu a luz de novos investimentos tecnológicos e então o Google e Amazon já tratam de montar suas próprias empresas energéticas para aproveitar essa informação do nosso consumo de eletricidade, os tipos de aparelhos mais utilizados, para oferecer seus novos serviços totalmente direcionados.

Para entender o novo ataque empresarial de ambas, basta conhecer os tipos de empresas adquiridas por elas nos últimos anos. O Google comprou a Nest, empresa que fabrica termostatos inteligentes; e a Amazon comprou a Ring, fabricante de códigos e senhas que permitem entregas em sua casa na sua ausência.

Google e Amazon são ousadas e pioneiras em suas áreas e formam parte de uma indústria que não para de crescer, exatamente a de equipamentos conectados. Se a Samsung fabrica geladeiras inteligentes ou a iRobot produzem aspiradores que funcionam sozinhos, Amazon e Google já têm os dois.

As estatísticas favorecem a sede de investimentos dos gigantes tecnológicos. Somente em 2018, os dispositivos eletrônicos para uso residencial ultrapassaram a marca de 40 milhões de unidades vendidas nos EUA, segundo o Wall Street Journal, que divulgou a nova empreitada da Amazon e do Google.