BLOG DO ALEX MEDEIROS

30/08/2019
Roma de novo

Já faz um ano hoje. Foi em 30 de agosto de 2018 que o filme Roma, do mexicano Alfonso Cuarón, arrebatou o Leão de Ouro no 75º Festival Internacional de Cinema de Veneza.

A obra, um poema visual de enaltecimento ao bairro da infância do diretor, onde ele insere no contexto familiar recortes históricos dos conflitos e delírios da fronteira entre os anos 1960 e 1970. Há poucos dias, Tarantino comparou seu novo filme à proposta contida em Roma.

Foi a partir do festival italiano que Cuarón viu estender-se pelo mundo afora uma sequência de tapetes vermelhos, acumulando prêmios no começo de 2019 para sua poesia cinematográfica.

Em 6 de janeiro, Roma venceu o Globo de Ouro de melhor diretor e filme estrangeiro; em 10 de fevereiro, foram quatro troféus no Bafta, da Inglaterra, para melhor filme, melhor diretor, melhor filme estrangeiro e melhor fotografia. No dia seguinte, vencia noutra cerimônia.

Enquanto uma parte dos produtores e do elenco ainda brilhava em Londres, outra parte festejava mais quatro troféus no Critic's Choice Awards, em Santa Mônica, na Califórnia. E nas mesmas quatro categorias do festival britânico.

E aí fevereiro se tornou um carnaval de premiação para Roma, quando no dia 24 faturou três importantes estatuetas do Oscar, com Cuarón eleito melhor diretor e mais os prêmios de melhor filme estrangeiro e melhor fotografia.

O filme consagrou de vez o serviço de streaming Netflix, que o lançou ano passado para seus milhões de usuários. E o cineasta mexicano galgou o panteão dos mestres do cinema, ganhando comparações até com Fellini.

Ontem, quando mais uma edição do Festival de Veneza começou, uma nova conquista para Roma, dessa vez eleito o melhor filme de 2018 pela Federação Internacional de Críticos de Cinema, composta por 618 críticos e jornalistas.

Alfonso Cuarón superou na disputa de uma final de três o diretor espanhol Pedro Almodóvar, autor de Dor e Glória, e a sul-coreana Bong Joon-ho, com Parásitos, que era favorito de boa parte da crítica especializada na Europa.

O Grande Prêmio FIPRESCI (sigla da federação) foi criado em 1999 e é outorgado todos os anos durante o Festival de Cinema de San Sebastián, na bela cidade basca, que este ano começa dia 20 de setembro. E na abertura será entregue a mais nova consagração de Roma.