BLOG DO ALEX MEDEIROS

30/11/2017
A ciência que vai trazer Elvis de volta

No final dos anos 90, quando a britânica Helen Pilcher navegava na internet, encontrou um site que lhe chamou a atenção pelo nome do domínio, que traduzido diz "Americanos a favor de clonar Elvis". O cara citado é o próprio rei do rock n roll, morto em 1977. E o site ainda existe.

Apesar de formada em biologia celular, Pilcher não levou a sério a proposta da página e nem achou uma boa ideia brincar de ressurreição. Mas uma coisa ficou marcada, pela aparente extravagância da maneira que os autores acreditavam trazer Elvis de volta à vida, usando o seu DNA numa lasca de unha ou no resíduo de uma verruga.

O tempo passou, ela se tornou uma renomada bióloga, virou escritora e até experimentou o teatro com um reconhecido talento para a comédia. Um dos seus livros tem como título "Que volte o Rei", numa alusão a Elvis Presley, um dos seus ídolos.

Pilcher narra fatos sobre as possibilidades da clonagem e ressurreição de animais com o avanço da ciência, começando pelo primeiro caso de êxito quando em 2003 foi ressuscitada uma cabra montês que viveu de novo durante dez minutos. A cabra foi chamada de Célia.

A bióloga hoje está convicta que será possível clonar ou ressuscitar animais extintos, devolvê-los ao habitat natural do passado, e até mesmo usar o processo também com humanos que já morreram. Inclusive o próprio Elvis, por que não? Ela acha que o avanço rápido da ciência poderá aproximar cada vez mais as experiências celulares da ficção literária e cinematográfica. Será?